domingo, 19 de novembro de 2017

Lucro de corretoras cresce 66%, com setor concentrado

Lucro de corretoras cresce 66%, com setor concentrado

Empresas apostam em diversificação e
presença digital para manter relevância

19/11/2017 - 13h15 - Atualizada às 13h15 - POR AGÊNCIA O GLOBO

XP Investimentos (Foto: Divulgação)
A recuperação do mercado de capitais este ano permitiu que o lucro das 35 principais corretoras independentes saltasse 66% no primeiro semestre, para R$ 135,3 milhões, segundo levantamento do jornal O Globo. Mas enquanto o grupo XP (XP, Rico e Clear) abocanhou, sozinho, R$ 92,8 milhões do total, 14 corretoras tiveram prejuízo — sendo que nove delas estão há pelo menos um ano e meio no vermelho.
Nos dois extremos da tabela, uma corrida por investimentos, diversificação de produtos e presença digital tem se acelerado com o objetivo de fazer frente a essa concentração de mercado. Todas tentam se aproximar do modelo de shopping de investimento preconizado pela XP, abrir novas fontes de receita ou se tornaram alvo das fintechs, que incomodam cada vez mais os bancos.
A história da Pilla ilustra essas transformações. Fundada há 50 anos, ela se estabeleceu como uma das mais tradicionais de Porto Alegre. Nessas décadas, viveu exclusivamente de corretagem, sem qualquer operação de renda fixa. Com a crise global de 2008 e a recessão brasileira, seus negócios evaporaram, e, em 2016, ela operou apenas R$ 15,3 milhões em volume bruto na Bolsa. Até que a salvação veio de uma companhia que simboliza os novos tempos: uma fintech recém-nascida, premiada em competições americanas e fundada por ex-sócios da XP.
Em agosto, após acumular prejuízo de R$ 6,4 milhões desde o início de 2016, a Pilla foi comprada (por valor não divulgado) pela plataforma digital de investimentos Warren, de Marcelo Maisonnave, Tito Gusmão, Eduardo Glitz e Pedro Englert. "As corretoras não conseguiram mudar seu business. Permaneceram vivendo de corretagem e se estagnaram. A Pilla caminhava para fechar as portas", explicou Gusmão.
A proposta da Warren é perguntar aos clientes seus sonhos (“ficar milionário em dez anos”, por exemplo) e oferecer uma carteira customizada capaz de realizá-los. Mas hoje a companhia trabalha apenas com fundos. Para ampliar o leque de produtos, como CDBs e letras de crédito, a Warren precisaria ter um registro de corretora.
"Por isso compramos a Pilla. Montar uma corretora no Brasil do zero demora até dois anos. Compramos mais a casca da corretora, o CNPJ, mas aproveitamos parte da equipe. E o preço foi ótimo", afirmou Gusmão.
Na outra ponta, a Easynvest deve à sua filosofia start-up — modelo 100% eletrônico e reinvestimento de grande parte do caixa — o protagonismo entre as mais lucrativas. A companhia também soube se diversificar, e hoje apenas um quinto das receitas vêm dos negócios com ações.
"Somos um shopping de investimento on-line exclusivo para pessoas físicas. Nosso negócio é gerar caixa para fazer investimento. Temos preocupação com Ebitda (medida de geração de caixa), não com o lucro", afirmou o sócio-fundador Marcio Cardoso.
Mesmo assim, a companhia lucrou R$ 23,7 milhões desde 2016. Além do investimento em tecnologia, outro pilar é o marketing, também puramente eletrônico. No ano passado, foram R$ 6 milhões aplicados em mídia, segundo Cardoso; o plano é fechar 2017 com R$ 15 milhões.
Contratação de rivais
A Mirae Asset, que teve o segundo maior lucro do semestre (R$ 22,3 milhões) e integra um dos maiores grupos da Ásia, aproveitou a crise das rivais para absorver profissionais de concorrentes. Nos últimos dois anos, sob a gestão do sul-coreano Fernando Lee, contratou executivos que atendiam clientes institucionais na corretora Fator e quatro membros do time de pessoas físicas da Solidez, que encerrou as atividades no ano passado.
"O novo comando ampliou a gama de produtos e contratou profissionais seniores. Conseguimos atrair os clientes das casas onde essas pessoas eram referência", afirmou Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae.
Na CM Capital Markets, o diretor Fábio Feola explica que a corretora tem tido prejuízo (R$ 11,6 milhões em um ano e meio) porque está financiando o investimento no segmento de administração de fundos, iniciado em janeiro de 2016 e que já conta com R$ 3 bilhões sob gestão.
Na paulista Novinvest, fundada em 1969, foram R$ 12,4 milhões perdidos desde 2016, além do fechamento da filial do Rio. Segundo o sócio José Oswaldo Morales Junior, as principais razões foram mesmo as crises — tanto a mundial, de 2008, como a local, dos últimos dois anos.
"Nunca passamos por uma crise igual a essa. Foi quase uma década jogada fora. Muitas desistiram, mas não eu", lamentou Morales Junior, que tentará recuperar os ganhos com o investimento em um novo site e a ampliação da oferta de produtos de renda fixa.
A Spinelli, com 63 anos de história, atribui os prejuízos (R$ 5,6 milhões desde 2016) ao investimento em tecnologia, como a migração para um novo data center, e a custos não recorrentes como processos trabalhistas e gastos advocatícios. Segundo um porta-voz da empresa, o objetivo é voltar ao lucro adotando o modelo de shopping de investimentos. As corretoras do grupo XP e a Icap (que teve prejuízo de R$ 2,7 milhões no semestre) não comentaram.

Fonte:   O GLOBO

Maior dispensário de maconha do mundo inova ao inaugurar drive-thru


Maior dispensário de maconha do mundo inova ao inaugurar drive-thru

Entre as ofertas da loja, há inclusive uma seção
dedicada a produtos para cachorros

19/11/2017 - 10h53 - Atualizada às 10h53 - POR AGÊNCIA EFE

Nuwu Cannabis Marketplace (Foto: EFE)
Da mesma forma que os restaurantes de fast-food, o maior dispensário de maconha do mundo oferece em Las Vegas um drive-thru no qual as batatas-fritas, os refrigerantes e os hambúrgueres podem ser trocados por derivados da planta. É o que os clientes do Nuwu Cannabis Marketplace podem fazer: realizar pedidos de produtos do carro e com a promessa de que a transação não irá demorar mais de que um minuto no guichê.
"Fizemos isso pensando principalmente em nossos clientes com incapacidade. Queremos que tenham uma experiência simples, que seja fácil buscar o que desejam, sejam produtos medicinais ou recreativos", disse à Agência Efe Benny Tso, presidente da tribo Paiute de Las Vegas.

O maior dispensário de maconha do mundo, situado perto do centro da cidade, em uma zona de fácil acesso tanto para turistas como para locais, pertence à tribo Paiute, reconhecida legalmente como uma nação soberana dentro dos Estados Unidos. Até pouco tempo atrás, os Paiutes eram conhecidos no âmbito dos negócios como os proprietários da maior loja de varejo de cigarros dos Estados Unidos.
Seguindo o exemplo, abriram esta nova loja depois que Nevada se transformou em julho no sétimo estado do país, além do distrito de Columbia, a legalizar a maconha para fins recreativos. Mas decidiram apostar em um conceito inovador, o primeiro guichê de drive-thru neste tipo de comércio e similar ao dos restaurantes típicos de fast-food, embora o pedido seja realizado antecipadamente pela internet.
Nuwu Cannabis Marketplace (Foto: EFE)
O Nuwu abre os sete dias da semana e durante 16 horas e dentro de seus cerca de 1,5 mil metros quadrados, decorados de maneira simplista e moderna, o dispensário oferece prateleiras que contêm, segundo seus proprietários, a maior quantidade de opções de maconha recreativa da denominada "Cidade do Pecado". "Temos mais de 500 produtos de todos os tipos. Há comidas, bebidas, loções, além dos produtos que podem ser usados medicinalmente e recreativamente", explicou Tso.
O guichê, feito de vidro blindado, chegou procedente do estado de Washington, onde era utilizado em um banco. Está rodeado de câmeras de segurança, da mesma forma que todo o edifício e seu perímetro, e conta com funcionários treinados especialmente para esta tarefa.
"Se os funcionários têm experiência neste tipo de mercado e serviço, melhor, mas, se não, damos um treinamento. Nossa ideia é gerar empregos nesta área da cidade e contar com contratados provenientes de restaurantes de fast-food", disse Tso.
Neste momento, Tso calcula que o guichê, que acaba de ser inaugurado, recebe uma média de 15 clientes por dia, mas espera que esse número aumente para entre 40 e 50 agora que estão chegando as festas de fim de ano.
Uma das clientes, que disse se chamar Vanessa, chegou para conhecer o dispensário e assegurou que a comodidade e privacidade do guichê são motivos para retornar. "Adorei. Definitivamente é um lugar onde se encontra o que se está buscando sem sentir pressão ou nada parecido", comentou.
Entre as ofertas há inclusive uma seção dedicada a produtos para cachorros que prometem ajudar a resolver problemas como coceira e até o excesso de latidos. "Não testei com meu cachorro, mas sei que há várias opções. Se há opções para os que buscam a erva medicinal ou erva recreativa, por que não oferecer também para os animais da casa? É preciso pensar em todos", destacou Tso.
Nuwu Cannabis Marketplace (Foto: EFE)

FONTE: AGÊNCIA EFE

Por hobby, homem garimpa na praia do Gonzaguinha, em São Vicente

Por hobby, homem garimpa na praia do Gonzaguinha, em São Vicente

Mesmo pela diversão, James Silva Bastos já encontrou vários objetos, como seu anel de prata

19/11/2017 - 
James Silva Bastos ainda não encontrou um grande tesouro perdido (Foto: Luigi Bongiovanni/A Tribuna)

Na areia das praias de São Vicente, o técnico em segurança do trabalho James Silva Bastos, 50 anos, achou um grande tesouro. Não é, contudo, uma arca cheia de moedas de ouro ou um colar de pedras preciosas. Mas, sim, um hobby, que, muitas vezes, é lucrativo.

Afinal, como define o garimpeiro vicentino das praias, "procurar objetos de valor, escondidos na areia, é uma terapia que relaxa, tranquiliza e, muitas vezes, também garante algumas surpresas agradáveis". 

Há um ano e meio, ele decidiu investir no hobby. "Sempre tive interesse por esta atividade. Então, comprei o detector de metais pela internet e paguei R$ 900,00. Ainda não achei um grande tesouro escondido (risos). Mas não me arrependo, pois quando venho garimpar fico tão concentrado que nem vejo o tempo passar", conta o garimpeiro vicentino.

Aliás, James justifica seu contentamento com a atividade, enquanto garimpa nas areias da Praia do Gonzaguinha, em São Vicente. 

"Quando tenho folga, venho garimpar. Em média, fico três ou quatro horas. O bom é que saio daqui tranquilo e relaxado. Também já saí, algumas vezes, com muitas moedas. Na última vez, achei um total de R$ 15,00", destaca.
Detector de metais custou R$900; o anel de prata
é um dos achados na praia (Luigi Bongiovanni/AT)

Se por aqui o hobby de James ainda é algo pouco usual, no Rio de Janeiro já existe por décadas e até virou profissão de alguns, em praias como Copacabana e Ipanema. 

Conforme relatos, um dos objetos mais valiosos encontrados em praias da Cidade Maravilhosa foi um anel de diamantes. Mas, em geral, os garimpeiros cariocas encontram correntes de ouro, bijuterias, moedas, anéis e brincos. 

Medalhão

Além de moedas, James conta que também já achou alguns objetos de maior valor. Um deles, o técnico em segurança do trabalho exibe no dedo. "Recentemente, achei este anel de prata. Também garimpei um crucifixo de prata e um medalhão. Ambos estão bem guardados. Ainda não sei se eles têm valor histórico. Mas são muito bonitos", diz, satisfeito.

Segundo o garimpeiro vicentino, a atividade tem regras que devem ser seguidas pelos praticantes. "Por exemplo, para garimparmos em uma área particular temos de ter autorização do proprietário. Outra regra é sempre tapar os buracos que fazemos na areia, quando detectamos algum objeto".

James faz garimpo por hobby em
São Vicente (Foto: Luigi Bongiovanni/A Tribuna)

Equipamento

Com vários modelos, que podem variar de preço – de R$ 200,00 a R$ 6.500,00 –, os detectores de metais são capazes de localizar objetos enterrados, inclusive, apontando o tipo de material (ouro, prata, ferro, alumínio e outros). 

"O meu é um MP-3010 II. Com ele posso definir o tipo de metal encontrado e com profundidade de até 30 centímetros", comenta. 

Os métodos de garimpo (chamado de garimpo urbano) incluem, ainda, o uso de esteiras para recolher objetos de valor do mar. 

Fonte:Exame

DIAMANTES: Filho de ex-prefeito é preso por extração ilegal em Rondônia

Na manhã de segunda-feira (13), durante uma ação conjunta da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Polícia Civil e Polícia Federal, foi realizada a prisão do filho do ex-prefeito de Ouro Preto D'Oeste, Juan Alex Testoni. 
De acordo com Sidney Serafim, coordenador adjunto de Proteção Ambienal, a Sedam mantém uma equipe de policiais civis em missão para investigação de crimes ambientais, na região do Vale do Jamari, da qual participam policias civis e delegados do município de Ouro Preto D'Oeste.
Durante investigações foi descoberto uma possível pista de extração do minério ilegal envolvendo Juan Alex Testoni, conhecido como Junior Testoni e, nessa manhã devido uma ocorrência policial por violência doméstica, a equipe da Polícia Civil vistoriou a casa na procura de provas ou materiais ilicitos, onde acabou encontrando uma quantidade considerável de diamantes sem documentação, de acordo coim um dos policiais, haviam aproximadamente 80 pedras de diamante em poder de Junior Testoni.
A equipe da Polícia Federal de Ji-Paraná também compareceu e ele foi autuado em flagrante pelo crime de exploração ilegal de minério e, está recolhido à disposição da Justiça. De acordo com os investigadores já havia a suspeita de contrabando de pedraas preciosas, porém foi a apreensão dos diamantes que possibilitou a prisão.
Fonte: UOL

Diamante impecável é vendido em leilão por preço recorde

Diamante impecável é vendido em leilão por preço recorde

© AFP 2017
 

Um colar que possui o maior diamante branco sem falhas, foi vendido em leilão por preço recorde de 34 milhões de dólares (cerca de 111 milhões de reais). Mas, somente uma pequena porcentagem deste valor, é destinada ao mineiro que o escavou em solo angolano.
A empresa de arte Christie's, disse que o colar de diamantes e esmeraldas vendido pelo preço recorde de 34 milhões de dólares em 13 de novembro, é conhecido como "The Art of de GRISOGONO Creation 1".
O colar contém um diamante central conhecido como "D-color" e pesa 163.41 quilates.
Desenhado por joalheiros suíços
A pedra foi escavada no início do ano passado em Angola. Ela foi polida e depois cortada antes de ser colocada no colar por joalheiros suíços do de GRISOGONO. O colar em forma de pera é moldado de um lado por filas de diamantes e, por outro lado, por esmeraldas.
Não se sabe ao certo, a quantia em dinheiro que será destinada ao mineiro que o escavou, mas talvez seja pequena.
O colar foi apresentado em Hong Kong em setembro, e foi levado em uma turnê para Londres, Dubai e Nova York para ser visto e admirado pelos bilionários de todo o mundo.
Comprador anônimo
O eventual comprador permaneceu anônimo e fez seu pedido por telefone. A Christie's antes havia avaliado, que o diamante seria vendido em torno de 25 milhões de dólares (82 milhões de reais) e 30 milhões (98 milhões de reais), mas Tobias Kormind, diretor da maior varejista online de diamantes da Europa, 77Diamonds.com, disse que o preço deve ser maior.
Ele lembrou que em 2013, a Sotheby's vendeu um diamante branco oval sem falhas por 30,6 milhões de dólares e que a pedra era 30% menor do que o diamante que a Christie's vendeu em 13 de novembro.
Outros diamantes famosos
Em Londres, na Sotheby's, o maior e mais sofisticado diamante rosa do mundo, será leiloado em Dezembro.


O Raj Pink, encontrado na África do Sul em 2015, pesa 37,30 quilates e é estimado entre 20 milhões de dólares (cerca de 66 milhões de reais) e 30 milhões de dólares (99 milhões de reais).

Em outubro, foi comunicado que em Serra Leoa foi leiloado o Peace Diamond, diamante não cortado que é considerado o 14º na lista dos maiores diamantes no mundo.
O dinheiro das vendas do diamante de 709 quilates, no próximo mês, será usado para financiamento de purificação da água, eletricidade, educação e projetos de saúde do país.
Em setembro, o diamante não cortado extraído em Botsuana de 1.109 quilates, foi vendido por 53 milhões de dólares (174 milhões de reais).

Fonte:AFP