domingo, 19 de novembro de 2017

Entenda o que é bitcoin

Entenda o que é bitcoin

Como funciona a moeda virtual criada em 2008
e que chegou a valer mais de R$ 20 mil em 2017



Sinal de Bitcoin em loja  (Foto: Sean Gallup/Getty Images)
Esqueça por um momento tudo que você aprendeu sobre como uma moeda é emitida. Ao invés de falar em Banco Central, governos ou bancos, comece a se familiarizar com os "mineradores", o "blockchain", a "rede ponto a ponto". Apesar do entendimento complexo, o bitcoin tem ganhado fama, conquistado pessoas ao redor do mundo e atraído milhões de investidores. Criada em 2008, o bitcoin é a criptomoeda mais famosa da atualidade. A moeda não pode ser impressa ou "materializada", ela precisa ser descoberta. Milhares de computadores em volta do mundo “mineram” moedas, competindo uns com os outros para validar as operações e formar um bloco. Atualmente, cada bloco gera 12,5 bitcoins, que são divididos entre os computadores que estavam minerando naquele momento (a divisão é feita de acordo com a capacidade de processamento do computador que está minerando). A briga é grande porque a moeda é um bem escasso — só é possível existir 21 milhões. Em nove anos, já foram emitidos mais de 16 milhões. Mas, como a moeda funciona? De que forma é possível realizar pagamentos com ela? Como as transações ocorrem? E por que ao falar de bitcoin falamos de blockchain? Tiramos suas dúvidas abaixo. Confira:
O que é o bitcoin? 
É uma moeda digital, que pode ser recebida e enviada pela internet. Sua emissão é realizada de forma descentralizada, ou seja, sem o controle de uma instituição financeira ou de bancos. É diferente, portanto, da circulação de cédulas de dinheiro que geralmente é fiscalizada pelo banco central do país.

Para que serve um bitcoin?
Pode ser utilizado para realizar pagamentos de bens e serviços ou para receber por eles. Há grandes empresas que já aceitam bitcoin (Dell, Expedia e Microsoft), além de lojas virtuais e estabelecimentos físicos pelo mundo. De forma geral, porém, ainda não é algo disseminado no mundo — no Brasil, são pouquíssimos os estabelecimentos que aceitam. "Acredito que esse uso ainda está engatinhando por conta da imensa valorização que a moeda teve nos últimos anos. Um bitcoin chegou a valer R$ 20 mil neste ano. Assim, os estabelecimentos acabam recebendo ainda muito pouco pagamentos com essa moeda", diz Rodrigo Batista, CEO do Mercado Bitcoin.
Como tem sido mais utilizado?
Na prática, o bitcoin tem sido mais utilizado para realizar transações financeiras diretas no mundo inteiro. Principalmente para a transferência de pequenas quantias de dinheiro entre países. Isso porque é uma moeda incipiente e com escassa regulamentação. Tem crescido também o número de pessoas que olham para a moeda com um investimento — devido à sua alta volatilidade de preço. "No começo, quem comprava a moeda era um público mais jovem, ligado a tecnologia. Hoje, já atingimos um público mais velho, de até 50 anos, com maior poder aquisitivo e conhecimento em finanças. Eles veem o bitcoin como um modo de diversificar o portfólio. Compram para vender daqui a alguns anos. Há também, claro, quem faz trade e compra e vende todos os dias", diz Guto Schiavon, COO da corretora de bitcoins Foxbit.
Como é calculado o preço do bitcoin? 
Não é controlado, não está ligado a um possível custo de emissão. O preço é reflexo da oferta e demanda. Quando há grande demanda de compra, a tendência é o preço subir, quando há grande oferta de venda, a tendência é cair. Diversos fatores podem influenciar sua volatilidade, como intervenções do governo na circulação da moeda. "Quando o presidente do JP Morgan disse que o bitcoin era o fraude, o preço caiu muito. Quando um governo fala que vai proibir a moeda, o preço também cai. Agora, quando um governo diz que vai proibir saída de dinheiro do país para o exterior, o bitcoin tende a subir porque as pessoas veem nele uma forma de continuar realizando suas transações", diz Schiavon.
Como o bitcoin funciona? 
O bitcoin é a primeira aplicação prática da tecnologia blockchain (cadeia de blocos).

Como funciona o blockchain?
Essa tecnologia funciona de uma forma semelhante ao torrent, utilizado para compartilhar arquivos (como filmes e músicas) pela internet. Não há uma rede central que controla as transferências. A rede é mantida por diversos e aleatórios computadores espalhados pelo mundo com softwares que vão processando as informações inseridas nela. São eles que mantêm a rede funcionando — assim como no torrent, não há um servidor único que recebe os dados. Todo computador ligado ao mesmo tempo é um ponto de envio de um arquivo, como também é um ponto para recebimento de um arquivo. Cada um é um "nó" da chamada rede peer-to-peer (ponto a ponto) e pode receber e enviar transações.
Quando você realiza um pagamento em bitcoin, seu software (ou da corretora/site) se conecta a outros computadores espalhados pelo mundo, sinalizando que você está enviando determinado montante ao destinatário que te vendeu um produto. O "comprovante" dessa transação chegará a outro computador (nó) da rede e será replicado para outros computadores. O processo irá ocorrer até que seja formado um "bloco" criptografado, que tem as informações da sua transação e de todas as outras que foram feitas naquele período de tempo. Atualmente, um bloco é formado aproximadamente a cada 10 minutos. Os blocos serão transmitidos de novo para outros computadores até que a transação seja, enfim, confirmada. Cada item guardado nesses blocos tem uma espécie de assinatura digital, formada por uma sequência de números e letras. Juntos, os blocos formam um grande banco de dados públicos, remotos e invioláveis. É por isso que nenhuma transação pode ser "cancelada". Neste imenso banco, estão registrados todas as transações realizadas por bitcoins desde seu início, no final de 2008.
Como funciona na prática a blockchain do bitcoin? 
Na "superfície", enviar e receber bitcoins é parecido com o processo de envio e recebimento de emails. As pessoas compram bitcoins através de sites ou corretoras especializadas (no Brasil, as três maiores são: FoxBit, Mercado BitCoin e Bitcointoyou). Lá, os clientes criam suas carteiras digitais, que geram uma chave privada que irá garantir que aquele bitcoin pertence a você. A cada transação, é preciso gerar um endereço. Como no email, você precisa saber o endereço de quem quer enviar um bitcoin ou fornecer o seu se quiser receber bitcoin. Digita-se o valor de bitcoins ou a fração dele para envio e o endereço. Uma vez iniciada a transação, ela será enviada a todos os computadores ligados à rede blockchain do bitcoin. Os participantes da rede verificam a autenticidade da transação, bem como se os bitcoins envolvidos nela realmente existem. Lembre-se que cada "moeda" bitcoin tem sua própria assinatura digital. Uma vez checada, a transação é reunida a todas as demais realizadas no mesmo intervalo de tempo que a dela e, posteriormente, é criptografada (colocada em blocos). Esse trabalho é feito por membros da rede conhecidos como "mineradores". Uma vez pronto, o novo bloco é datado e enviado para toda a rede, que checa condições de segurança e o inclui na cadeia de blocos original. Com a operação validada, a pessoa que você enviou o pagamento receberá os bitcoins.
Infográfico Bitcoin (Foto: Mercado Bitcoin)
O que são os "mineradores"? 
São pessoas ou empresas que dispõem de computadores com softwares ou um chip especial que podem confirmar a autenticidade das milhares de transações que ocorrem a cada dez minutos com bitcoins. Checam os endereços, se um bitcoin foi enviado duas vezes, se a transação fez o caminho correto, se nada foi duplicado. Ao validar a transação — algo que geralmente ocorre em "blocos", o software do minerador envia um sinal na rede de que aquela transação realmente está correta. O bloco validado é criptografado e inserido no blockchain. Em troca, são "emitidos" bitcoins para o minerador. "Poderíamos chamar os mineradores de auditores. O papel deles é verificar que as transações que serão incluídas no blockchain estão corretas", diz Schiavon, COO da corretora de bitcoins Foxbit. Em troca pelo trabalho, os mineradores recebem bitcoins.
É possível ficar rico mineirando bitcoin? 
Pessoas físicas geralmente não conseguem mais ganhar tanto dinheiro tendo apenas um notebook para minerar. Isso porque o número de bitcoins que um minerador recebe está diretamente ligado à capacidade de processar as transações. Hoje, como há muitos computadores (e máquinas muito potentes) minerando bitcoins, quem usa apenas um notebook acaba recebendo uma fração muito pequena da criptomoeda — os especialistas dizem que não é suficiente nem para pagar a energia usada para manter o computador ligado. "Na prática, quem minera hoje são empresas especializadas que produzem supercomputadores interligados em grande número. Para que essa estrutura seja viável em termos financeiros, é preciso ter acesso a energia barata e prioritariamente estar localizado em um local frio, já que é preciso resfriar constantemente os computadores", diz Batista. O que privilegia a existência de grandes centros de mineradores no Canadá, Alaska, Islândia e Norte da Europa.
O bitcoin é um bem escasso
Vale lembrar que o bitcoin é um bem escasso e que quando foi criado previa a emissão de 21 milhões de unidades. Já foram gerados, devido ao trabalho de mineração, mais de 16 milhões de bitcoins. À medida que a rede vai ficando maior e as transações mais complexas de serem completamente validadas, emitir também fica mais difícil. Segundo Batista, nos primeiros quatro anos de existência da moeda, foram emitidos 7,2 mil bitcoins por dia. Atualmente, são emitidos 1,8 mil bitcoins por dia. O sistema prevê que o número diminua pela metade a cada quatro anos. A previsão é que todos os 21 milhões de bitcoins sejam emitidos até 2033. Quando esse momento chegar, não será mais possível receber bitcoins como recompensa por minerar. A ideia por trás disso é criar uma moeda que não seja inflacionária (que perca o seu valor ao longo do tempo) por natureza — como são as moedas tradicionais.
A diferença de pagar online com cartão de crédito e com bitcoin
O pagamento por cartão de crédito exige autenticações a que o bitcoin não está sujeito — como a validação de um banco ou de uma processadora de cartão de crédito. Por este motivo, um comerciante geralmente leva mais de um mês para receber um pagamento realizado por clientes através de um cartão de crédito. O procedimento também inclui o pagamento de taxas por parte dos clientes. Com o bitcoin, por não existirem esses intermediários, um pagamento pode ser processado em poucos dias a custos muito mais baixos para ambos os lados. O lado negativo é que, uma vez realizado, o pagamento não pode ser "estornado". A tecnologia que envolve a moeda (blockchain) não permite que a transação seja desfeita.

Fonte: Negócios

Petrobras volta a sorrir

Petrobras volta a sorrir

A empresa voltou ao lucro, diminuiu sua dívida em R$ 90 bilhões e está se blindando contra a corrupção

Crédito: Alexandre Brum
Quando o executivo carioca Pedro Parente assumiu a Petrobras, em maio de 2016, depois de passagens pela Bunge, pelo grupo RBS e por três ministérios do governo Fernando Henrique Cardoso, se espantou com o volume de dívidas vencendo no curto prazo. Ouviu de consultores que os juros estavam altos demais porque o mercado estava enxergando um calote da companhia para 2019. Em três anos, venceriam US$ 39 bilhões em dívidas. Havia US$ 20,4 bilhões a serem pagos apenas em 2019. Parente, de imediato, precisou renegociar os vencimentos. Com o alongamento da dívida, o risco de não conseguir honrar os débitos sumiu do horizonte. A dívida vencendo em 2019 despencou para US$ 13 bilhões, e o pico de pagamentos deve acontecer apenas em 2022, com US$ 16 bilhões. Esse caso é uma prova de que o calvário da Petrobras está ficando para trás. Alguns números do balanço do terceiro trimestre, divulgado na segunda-feira 14, endossam essa tese. A empresa reverteu prejuízo de R$ 16,46 bilhões, no mesmo período do ano passado, para um lucro líquido de R$ 266 milhões. O valor poderia ter sido ainda melhor, ao se descontar as perdas de R$ 3,36 bilhões com programas de regularização de débitos, contingências judiciais e baixas contábeis.
É consenso que a Petrobras, que, a partir da presidência de Dilma Rousseff, em 2010, passou a sofrer com constantes prejuízos e investigações de corrupção pela operação Lava Jato, está entrando num novo capítulo de sua história. Mesmo a preocupação maior, o alto endividamento da companhia, começa a dar trégua. Apesar de os R$ 359,4 bilhões de dívidas ainda assustar, já está R$ 90 bilhões menor do que o registrado ao fim do primeiro trimestre do ano passado, o último resultado antes da chegada de Parente para substituir Aldemir Bendini, hoje preso por cobrança de propina. “O auge do endividamento, em 2013, chegou a ser maior que a atual dívida de todos os Estados brasileiros, excluindo São Paulo”, disse Parente, durante uma palestra realizada da capital paulista, no início do mês.
Para trazer a companhia de volta aos eixos, Parente identificou quatro entraves que prejudicavam os resultados. E tratou de eliminá-los. “A Petrobras é uma empresa de controle estatal, mas é uma empresa”, afirmou. “Então, tem de estar orientada a resultados.” A primeira parte da estratégia foi praticar preços de mercado, alinhados com as cotações internacionais do petróleo. Assim, a companhia deixou de ser uma ferramenta de controle da inflação. “Precisamos ter um olho no mercado e outro na margem de lucro, diariamente”, disse Parente. Nos últimos quatro meses, a gasolina subiu 27%. Os aumentos diários, por sinal, estão deixando os donos de postos indignados.

Outros destaques do plano de Parente são a promoção de gastos eficientes e a busca do equilíbrio operacional. Na cartilha do executivo, o objetivo é reduzir o investimento, mas aumentar a produção. É a fórmula para ganhar produtividade, em especial, na exploração do pré-sal. O primeiro poço dessa camada ficou pronto em 330 dias de obras. Hoje, a empresa já consegue iniciar a produção em menos de 90 dias. “Isso permite um grande ganho econômico, já que para fazer a perfuração são usados equipamentos que custam até US$ 500 mil por dia”, afirmou Parente. A última ponta de sua estratégia é o plano de desinvestimento e de parcerias com outras empresas. A Petrobras já negociou US$ 13,6 bilhões em ativos entre 2015 e 2016, e pretende acrescentar US$ 21 bilhões em vendas, no período entre 2017 e 2018. “A gestão de Parente continua surpreendente e o endividamento ainda vai cair mais, principalmente por conta das vendas de ativos”, diz Pedro Galdi, analista da corretora Magliano. “A abertura de capital da BR Distribuidora vai ajudar bastante a melhorar o caixa.” Originalmente, a ideia era vender a companhia de postos de distribuição, mas o plano atual prevê uma oferta secundária de ações, mantendo a Petrobras como controladora.

Ao mesmo tempo, Parente está desenvolvendo parcerias estratégicas para operar em alguns campos de exploração, com a Statoil, a Total, a BP e a chinesa CNPC. Isso foi possível com a alteração do marco regulatório, logo que Michel Temer assumiu a Presidência da República. A nova regra desobrigou a companhia de participar de todos os projetos do pré-sal. Mas, talvez nenhuma missão do executivo seja tão árdua e de influência de mais longo prazo do que a mudança cultural que está empreendendo. O objetivo é relegar ao passado o histórico estrondoso de casos de corrupção. “A Petrobras é conhecida pela cultura hierarquizada, e isso facilitou para acontecerem os problemas que vivemos”, disse Parente.
Cada gestor também terá a sua atuação mais restrita. Antes, um único diretor podia aprovar sozinho gastos vultosos. Foram criados, agora, comitês estatutários para definir os projetos de grande envergadura. Um canal de denúncias anônimas também foi aberto. E, além disso, ninguém mais pode assumir um cargo sem passar por uma investigação de integridade. Por fim, foram desmontados o que Parente chama de “silos fechados”. Alguns departamentos possuíam áreas próprias de comunicação, jurídica e de compras. O novo modelo prevê a integração e sinergia dos departamentos. Mas os desafios não acabaram. “Devido aos problemas que enfrentamos, há um receio da média gerência em tomar decisões”, reconhece o executivo.
CEO da virada: o plano de Parente prevê o alinhamento de preços de mercado, a venda de ativos, o investimento de forma eficiente e a diminuição dos custos operacionais (Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress)
E esse não é o menor dos obstáculos. Na segunda-feira 13, os fundos de pensão Previ e Funcef se juntaram ao Petros num pedido de arbitragem pela B3. Eles exigem indenização por parte da Petrobras pelos prejuízos causados pelo envolvimento da estatal na corrupção investigada pela Lava Jato. Com esse movimento, outros investidores devem seguir a mesma estratégia. Apenas o Petros, o fundo da própria estatal, calcula que teria até R$ 7 bilhões a receber. Já são 320 adesões à arbitragem, incluindo fundos e investidores individuais.
Essa situação pode reproduzir no Brasil o cenário de ação coletiva que a Petrobras enfrenta por parte de investidores americanos. “Isso caminha para obrigar a empresa a fechar um acordo, como fez nos EUA, como forma de evitar que o problema se estenda por anos”, diz Galdi, da Magliano. Nos EUA, a companhia se comprometeu a pagar US$ 448 milhões para encerrar 21 ações individuais. Como se vê pelos altos valores que envolvem a empresa, os desafios serão sempre de grande porte. Mas já é possível olhar para o futuro com otimismo.
“A situação da dívida e do clima organizacional era dramática”, disse Parente. “Ainda temos muito a fazer. A dívida ainda é muito grande, mas certamente já temos esforços reconhecidos pelo mercado. Estamos recuperando a saúde financeira e a nossa reputação.”
Fonte:ISTOÉ
Dinheiro

Quadro de Leonardo da Vinci é leiloado por US$ 450,3 milhões e bate recorde mundial

Quadro de Leonardo da Vinci é leiloado por US$ 450,3 milhões e bate recorde mundial

Era a única obra do artista italiano
mantida em coleções privadas

     POR AGÊNCIA EFE

Leilão realizado em NY durou 20 minutos (Foto: EFE)
A casa de leilões Christie´s leiloou, na quarta-feira, por US$ 450,3 milhões um quadro pintado por Leonardo da Vinci há cinco séculos, "Salvator Mundi", a única obra do artista italiano mantida em coleções privadas. O quadro, que chegou a fazer parte da coleção do Rei Carlos I da Inglaterra, acabou nas mãos de um bilionário russo, que o comprou em 2013 por US$ 127,5 milhões.
Segundo a Christie´s, o valor alcançado representa um recorde mundial para qualquer obra de arte vendida até o momento. O preço do martelo foi de US$ 400 milhões, e o restante representa o ágio que o comprador deve pagar.
Salvator Mundi (Foto: EFE)
A venda foi feita durante o leilão de arte contemporânea da Christie´s, embora o trabalho de Da Vinci tenha sido introduzido fora de seu tempo, considerando a grande atração dos leilões que acontecem esta semana em Nova York.
O leilão durou cerca de 20 minutos, um período muito longo para os padrões habituais. O preço inicial foi de US$ 70 milhões, mas três minutos depois, já tinha alcançado os US$ 200 milhões. Dois dos participantes do leilão protagonizaram a parte final da proposta, e um deles ganhou quando elevou de US$ 370 para US$ 400 milhões a oferta, sempre como preço do martelo.
"Salvator Mundi" está considerado a mais importante redescoberta artística deste século. Foi em 2011, quando após um processo de restauração e análise, os especialistas eliminaram muitos anos de dúvidas ao confirmar a autoria de Da Vinci.

fonte:   AGÊNCIA EFE

Conheça os bilionários mais jovens do mundo

Conheça os bilionários mais jovens do mundo

56 bilionários com menos de 40 anos detêm uma fortuna total de mais de US$ 200 bilhões

 POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Alexandra Andresen: jovem mais rica do mundo, segundo a lista da Forbes 2016 (Foto: Reprodução/Instagram)
A bilionária mais jovem do mundo chama-se Alexandra Andresen, é norueguesa e tem 20 anos. Grande parte de sua fortuna, estimada em US$ 1,2 bilhão, é oriunda da empresa de investimentos Ferd. Alexandra Andresen e sua irmã, Katharina Andresen, 21, entraram na lista dos mais ricos do mundo da revista Forbes no ano passado, após o pai transferir o controle da empresa a elas. Neste ano, Alexandra Andresen permanece no topo da lista dos bilionários jovens (com menos de 40 anos).
Já o irlandês John Collison, 26, se destaca neste ano por ser o mais jovem bilionário "self-made", ou seja que construiu - e não herdou - a sua própria fortuna. Ele fundou ao lado de seu irmão, Patrick Collison, a empresa de pagamentos Stripe, avaliada em US$ 9 bilhões em novembro de 2016. Collison é apenas dois meses mais novo que Evan Spiegel, fundador do Snap - dono do Snapchat - e que um dia já foi o bilionário "self-made" mais jovem do mundo. Mas Spiegel ainda detém uma grande marca na lista: ele e Bobby Murphy, 28, cofundador do Snapchat, são os únicos bilionários com menos de 30 anos a comandar uma empresa aberta. O Snap realizou sua Oferta Pública Inicial (IPO) no último dia 2.
Segundo a Forbes, o mundo perdeu 10 bilionários jovens entre 2016 e 2017. Atualmente há 56 jovens bilionários com menos de 40 anos - ante 66 que figuravam na lista em 2016. O menor  número deve-se, em parte, segundo a revista, à volatilidade dos mercados chinês e indiano.
John Collison, fundador da empresa de pagamento Stripe (Foto: Reprodução LinkedIN)
A fortuna deles, porém, aumentou. Se no ano passado, os bilionários mais jovens tinham, juntos, um patrimônio de US$ 11,8 bilhões, agora detêm um total de US$ 208 bilhões, segundo a Forbes. Grande parte desse aumento deve-se a Mark Zuckerberg, apontado neste ano como a 5ª pessoa mais rica do mundo, e que adicionou US$ 11,4 bilhões à sua fortuna. Aos 32 anos, ele tem um patrimônio estimado de US$ 56 bilhões. Zuckerberg detém um quarto do total da riqueza dos bilionários mais jovens somada e comanda uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.
Os Estados Unidos são o país com maior número de bilionários jovens - são 24 representantes (incluindo quatro imigrantes). A maioria (70%) mora na Califórnia e doze deles fundaram empresas como Airbnb, Uber, Instagram, Pinterest e Facebook.
Trinta dos 56 jovens bilionários atuais criaram suas próprias fortunas - 23 deles são dos setores de tecnologia e sete no setor de saúde.
As mulheres representam apenas um quarto da lista e somente uma delas é considerada "self-made": Zhou Yifeng, da Oriental Energy Co, importadora e distribuidora de gás liquefeito de petróleo. Já a mulher bilionária mais rica da lista é a chinesa Yang Huiyan, que herdou de seu pai 55% de participação na Country Garden Holdings, empresa do ramo imobiliário.
Os 10 bilionários mais jovens do mundo: 
1. Alexandra Andresen - US$ 1,2 bilhão (Origem da Fortuna: Ferd) - 20 anos
2. Katharina Andresen - US$ 1,2 bilhão (Origem da Fortuna: Ferd) - 21 anos
3. Gustav Magnar Witzoe - US$ 1,6 bilhão (Origem da Fortuna: SalMar ASA) - 23 anos
4. John Collison - US$ 1,1 bilhão (Origem da Fortuna: Stripe) - 26 anos
5. Evan Spiegel - US$ 4 bilhões (Origem da Fortuna: Snapchat) - 26 anos
6. Ludwig Theodor Braun - US$ 1,1 bilhão (Origem da Fortuna: B. Braun Melsungen AG) - 27 anos
7. Patrick Collison - US$ 4 bilhões (Origem da Fortuna: Stripe) - 28 anos
8. Bobby Murphy - US$ 4 bilhões (Origem da Fortuna: Snapchat) - 28 anos
9. Wang Han - US$ 1,3 bilhão (Origem da Fortuna: Airline) - 29 anos
10. Eva Maria Braun-Luedicke - US$ 1,3 bilhão (Origem da Fortuna: B. Braun Melsungen AG) - 30 anos
Um destaque que a Forbes apresenta nesta lista é a ausência da jovem Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos que já teve uma fortuna estimada de US$ 3,6 bilhões. A estimativa, contudo, foi para zero em junho de 2016. A perda veio após a startup que fundou como a "promessa de revolucionar o mercado de diagnósticos médicos" passar a ser investigada por autoridades federais.


FONTE:  ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE











Tecnologia transforma CO2 em 'diamante'

Tecnologia transforma CO2 em 'diamante'

Sistema poderá diminuir níveis de gás carbônico na atmosfera

  POR AGÊNCIA ANSA


Poluição Efeito estufa Meio ambiente Mudança climática (Foto: Getty Images)
Diamantes poderão ser criados a partir do ar que respiramos. É o que dizem pesquisadores da Universidade George Washington, nos Estados Unidos, coordenados por Stuart Licht.
O grupo desenvolveu uma tecnologia econômica que transforma os anidridos carbônicos (gás carbônico) encontrados na atmosfera em nanofibras de carbono, a mesma combinação de materiais que constitui um diamante.
"Encontramos um modo de usar o CO2 presente na atmosfera para produzir nanofibras de carbono de alto rendimento. Elas podem ser usadas para produzir compostos de carbono, como aqueles empregados nos aviões, nas turbinas eólicas ou em equipamentos esportivos", explicou Licht durante uma reunião da American Chemical Society (ACS).
Os pesquisadores, que já tinham conseguido produzir fertilizantes e cimento, agora estão um passo à frente, com uma tecnologia que pode se revelar útil também para resolver o problema do aquecimento global, além de criar materiais preciosos a partir do CO2.
Tudo isso será realizado através de um processo eficiente e de baixo custo de energia, que necessita apenas de um alguns volts de eletricidade, luz solar e muito anidrido carbônico.
"Nós calculamos que, com uma área menor que 10% do Deserto do Saara, a nossa tecnologia pode retirar bastante CO2, fazendo seus níveis na atmosfera diminuírem a aqueles antes da revolução industrial em aproximadamente 10 anos", afirmou Licht.
Contudo, no momento o sistema ainda está em fase experimental e, por isso, o esforço dos pesquisadores está concentrado em intensificar o processo para conseguir atingir a meta de criar dezenas de gramas de nanofibras em uma hora, usando cada vez menos energia.

Fonte: AGÊNCIA ANSA