domingo, 19 de novembro de 2017

Trem adianta 20 segundos e empresa pede desculpas no Japão

Trem adianta 20 segundos e empresa pede desculpas no Japão

Metrô no Japão: Os trens japoneses são conhecidos pela sua pontualidade© Reuters Os trens japoneses são conhecidos pela sua pontualidade Os japoneses que contavam com a pontualidade do Tskuba Express, que parte da estação de Minami Nagareyama, ao norte de Tóquio, tiveram uma pequena surpresa na terça-feira. O trem que estava marcado para sair às 9:44:40 da manhã partiu 20 segundos mais cedo, às 9:44:20, o que levou a empresa a emitir um comunicado se desculpando.
“Pedimos desculpas profundas pelo grave inconveniente imposto aos nossos clientes”, disse a Metropolitan Intercity Railway Company, empresa privada que controla as ferrovias do subúrbio de Tóquio.
Segundo a empresa, o condutor não verificou adequadamente o cronograma do trem. A companhia acrescentou que a tripulação é orientada a seguir rigorosamente os horários para evitar atrasos ou adiantamentos.
Os passageiros que chegaram após a partida do trem tiveram que esperar 4 minutos pelo próximo comboio.
O Tsukuba Express transporta 130 milhões de passageiros por ano entre Akihabara, em Tóquio, e Tsukuba, no município de Ibaraki, uma viagem de cerca de 45 minutos.

Pontualidade

O pedido de desculpas da empresa viralizou nas redes sociais, com internautas comparando o serviço de transporte japonês com o de outros países, mas no Japão a pontualidade é assunto sério. Trens e ônibus devem ser estritamente pontuais.
Em 2005, mais de 100 pessoas morreram e outras 100 ficaram feridas quando um trem descarrilhou e atingiu um complexo de apartamentos. O trem estava em alta velocidade na hora do acidente, pois o condutor queria compensar os 90 segundos de atraso.
Na época, o sindicato dos ferroviários culpou a “cultura do medo” pelo acidente, em que funcionários são submetidos a punições humilhantes por causa de atrasos ou adiantamento dos trens.

Fonte: Veja

Laboratório de Astronomia russo diz que o sol perdeu suas manchas

Laboratório de Astronomia russo diz que o sol perdeu suas manchas

Laboratório de Astronomia russo diz que o sol perdeu suas manchas: De acordo com o que informou na última segunda-feira (13) o LRAS, a sua face visível se apresentou sem nenhuma das suas características manchas© Reprodução De acordo com o que informou na última segunda-feira (13) o LRAS, a sua face visível se apresentou sem nenhuma das suas características manchas
O número de manchas do Sol – considerado o principal indicador do nível de atividade solar – está, segundo dizem os cientistas, a “diminuir rapidamente para zero”. De acordo com o que informou na última segunda-feira (13) o LRAS, o Laboratório de Astronomia de Raio X do Sol da Academia das Ciências de Rússia, a sua face visível se apresentou sem nenhuma das suas características manchas.
“É difícil dizer se há manchas na face oculta do Sol, mas, de acordo com as fotos de há duas semanas atrás, quando essa face se encontrava de frente para a Terra, não havia também qualquer registo de manchas”, diz o laboratório.
A nossa estrela “está muito perto de se tornar um “objeto ideal, sem qualquer defeito“, como era imaginada antes do século XVII”, acrescentam os astrônomos do LRAS, com publicação feita pelo portal ZAP de astronomia.
De acordo com as previsões dos cientistas russos, a nossa estrela irá atingir o próximo mínimo solar entre o final de 2018 e a primeira metade de 2019. Nesta primeira fase, vão desaparecer as manchas e as emissões de matéria solar.
“Mas esta segunda-feira, até parece que isso já aconteceu“, disseram os astrônomos ao portal Zap. Na coroa solar, as regiões de plasma quente desaparecem e a radiação de raio X do Sol, por elas produzida, cai para quase zero. As manchas solares restantes, são extremamente simples e, embora estejam visualmente presentes, não são capazes de aquecer o plasma.

Fonte: MSN

Submarino argentino perdido no Atlântico Sul envia chamados

Sete chamadas via satélite que supostamente são oriundas do submarino da Marinha argentina perdido no Atlântico foram detectadas neste sábado, fazendo aumentar as expectativas de que a embarcação com 44 tripulantes seja localizada, informou o ministério da Defesa.
"Não foi possível estabelecer comunicação com as bases da Marinha, estamos trabalhando para estabelecer a localização precisa do emissor", explicou o comunicado.
O porta-voz da Armada, a Marinha de Guerra argentina, Enrique Balbi, alertou, no entanto, que as chamadas foram breves e com um sinal muito baixo e isso pode complicar a triangulação necessária para a geolocalização.
O mau tempo é outro obstáculo, afirmou Balbi ao canal TN.
"As chamadas, com uma duração entre 4 e 36 segundos, foram recebidas entre as 11h52 e 16h52 (de Brasília) em distintas bases da Marinha, apesar de não conseguirem estabelecer contato", afirma ainda o comunicado.
Os sinais foram detectados com a colaboração de uma empresa americana especializada em comunicação via satélite, esclareceu o ministério.
As buscas pelo submarino argentino "ARA San Juan", que perdeu contato com a base na quarta-feira, prosseguiam neste final de semana.
O governo lançou na noite de sexta o estado de "busca e resgate", segundo as convenções marítimas internacionais para intensificar os esforços para encontrar a embarcação.
O "ARA San Juan" navegava entre o porto de Ushuaia e o Mar del Plata, 400 km ao sul de Buenos Aires, quando perdeu qualquer contato. Todos os navios os na zona foram convocados para informar sobre qualquer avistamento ou sinal de comunicação do submarino, assim como as bases do litoral.
"Faremos o necessário para achar o submarino o quanto antes possível", afirmou o presidente Mauricio Macri no Twitter.
Macri viajou para Chapadmalal, a 25 km do Mar del Plata, onde o ministro da Defesa, Oscar Aguad, e seu gabinete montaram uma base para monitorar as buscas.
ARA significa Armada da República Argentina e todos os navios da Marinha de Guerra levam esse prefixo em seu nome.
A Argentina recebeu formalmente oferta de ajuda por parte do Brasil, Chile, Uruguai, Peru, Estados Unidos, Grã-Bretanha e África do Sul, segundo a Armada argentina.
Três navios da Armada, um avião e um helicóptero realizam uma varredura onde o submarino poderia estar. Também colabora um avião especial da Nasa que se encontra Ushuaia (extremo sul) em missão científica e que se somou às buscas.
A Armada argentina tem duas hipóteses: que depois de ficar sem comunicação, o submarnino tenha prosseguido com sua rota para o destino final, aonde deveria chegar na próxima semana, ou que esteja emergido e sem propulsão como resultado de uma falha elétrica maior.
No último caso, navega à mercê das ondas. Segundo a meteorologia, o mar está agitado e com ventos de 90 km/hora na região.
O "ARA San Juan" foi incorporado à Marinha em 1985. É do tipo TR-1700, construído no estaleiro Thyssen Nordseewerke de Edemen, na Alemanha, em 1983.
Fonte: AFP

Justiça afasta diretores da Oi de decisões

Justiça afasta diretores da Oi de decisões

O juiz afirma, na sentença, que os diretores também são conselheiros, o que poderia configurar conflito de interesse

18/11/2017 - 11h20 - POR ESTADÃO

Logo da Oi em sede em São Paulo (Foto: Reuters)
O juiz da 7.ª Vara Empresarial do Rio, Fernando Viana, responsável pelas decisões relativas ao processo de recuperação judicial da Oi, determinou que os novos diretores estatutários eleitos em reunião do conselho no último dia 3 de novembro se abstenham de decisões relacionadas ao processo.
O juiz afirma, na sentença, que os diretores - que também são conselheiros, o que poderia, segundo Viana, configurar conflito de interesse - não devem participar da elaboração e negociação do plano.
Embora tenha retirado os diretores de certas decisões, ele negou o pedido de credores internacionais de suspender suas nomeações. A decisão de refere aos diretores Hélio Calixto Costa e João Vicente Ribeiro, ligados ao fundo Société Mondiale, de Nelson Tanure, e a Pharol, maior acionista individual da Oi.
A entrada desses executivos veio na sequência de discussões sobre um plano de recuperação para a Oi no qual os atuais acionistas - incluindo o fundo ligado a Tanure e a Pharol - seriam remunerados para participar do aumento de capital da companhia. Isso gerou grande ruído, pois previa-se desembolso da tele apesar da situação financeira da companhia, que tem dívida total de R$ 64 bilhões.
A discordância sobre a situação chegou a causar rumores de que o presidente da Oi, Marco Schroeder, deixaria o cargo. Ele, o diretor administrativo e financeiro, Carlos Brandão, e o diretor jurídico, Eurico Teles Neto, também são atualmente diretores estatutários.

Embora tenha retirado os diretores de certas decisões, ele negou o pedido de credores internacionais de suspender suas nomeações. A decisão de refere aos diretores Hélio Calixto Costa e João Vicente Ribeiro, ligados ao fundo Société Mondiale, de Nelson Tanure, e a Pharol, maior acionista individual da Oi.
A entrada desses executivos veio na sequência de discussões sobre um plano de recuperação para a Oi no qual os atuais acionistas - incluindo o fundo ligado a Tanure e a Pharol - seriam remunerados para participar do aumento de capital da companhia. Isso gerou grande ruído, pois previa-se desembolso da tele apesar da situação financeira da companhia, que tem dívida total de R$ 64 bilhões.
A discordância sobre a situação chegou a causar rumores de que o presidente da Oi, Marco Schroeder, deixaria o cargo. Ele, o diretor administrativo e financeiro, Carlos Brandão, e o diretor jurídico, Eurico Teles Neto, também são atualmente diretores estatutários.

Fonte:  ESTADÃO

“O Brasil é um dos países mais hostis do mundo para fazer negócios ”

“O Brasil é um dos países mais hostis do mundo para fazer negócios ”

“O Brasil é um dos países mais hostis do mundo para fazer negócios ”

Ele foi sacoleiro, vendia roupas na praia, na academia, onde tivesse gente disposta a comprar. Hoje, é um dos empresários de moda mais bem sucedidos do País, autor do best seller Rebeldes Têm Asas e ainda preside o movimento Capitalismo Consciente Brasil. Rony Meisler, CEO e cofundador da grife Reserva, que tem entre os investidores o Joá Investimentos, de Luciano Huck, com 10% do negócio; e a gestora de recursos Dynamo, com 23%, falou com a coluna sobre a companhia que conta com 70 lojas e um faturamento que deve alcançar R$ 350 milhões neste ano. Também explica o que está por trás do movimento que visa o lucro, mas com um propósito. Acompanhe:
Dá para ganhar dinheiro no Brasil sendo um capitalista consciente?
Nós somos um bom exemplo de que dá. Uma das coisas que mais me orgulho na Reserva é que nunca demos prejuízo.
De que forma o capitalismo consciente se traduz na Reserva?
De várias maneiras. No nosso caso, temos licença paternidade de 30 dias; temos a contratação de idosos, um programa que batizamos de cara ou coroa para a inclusão de pessoas a partir de 70 anos de idade; investimos em endomarketing, nos nossos funcionários, para que eles passem adiante os valores da marca. Somos uma das únicas marcas do Brasil que tem até a quinta geração da cadeia da produção auditada, garantindo assim que não tenhamos nenhum tipo de problema de compliance tanto sob o ponto de vista social como ambiental. Além disso, produzimos prioritariamente no Brasil, 93% da produção é feita aqui.

Em relação aos idosos, quantos funcionários a Reserva tem nessa faixa etária?
Hoje, 40% da nossa base de lojas têm um ou mais funcionários com mais de 70 anos. Eles são muito produtivos. O nível de turnover dessa turma é duas vezes menor do que o dos mais jovens. E eles trabalham a mesma carga horária, são todos iguais. Se coloca no lugar dessas pessoas, nesse país louco que a gente vive. Você já passou dos 70 anos, já está fora do mercado de trabalho faz tempo, tem dificuldade para encontrar emprego e vem alguém e te estende a mão!? A motivação também vem disso. Os cabeças brancas estão dando um couro na molecada.
De onde surgiu essa ideia de contratar idosos?
Eu viajava com a minha mulher para os EUA e, em várias ocasiões, éramos atendidos por idosos em algumas lojas. Eu sempre dizia, que bacana isso. Um dia minha mulher chegou e me disse, para de falar e faz. Aí, decidi fazer.
E a questão da licença paternidade?
Quando meu primeiro filho nasceu, tirei 30 dias e achei incrível. Entendi ali que era um absurdo só eu poder viver isso.
Ou seja, você não vira um capitalista consciente da noite para o dia…
Sim. Você não tem como dizer, a partir de agora, serei um capitalista consciente. Isso vem ao longo dos anos. Mas, fundamentalmente, tem a ver com o seu propósito de vida. Você tem de tomar decisões responsáveis financeiramente, obviamente, mas são decisões que vão afetar o lucro. Você vai ter um lucro menor se investir numa licença paternidade, se realizar o sonho dos seus funcionários, se investir na indústria local em vez da asiática. Mas o que faz você tomar a decisão é que, primeiro, a conta fecha, então é responsável. Em segundo lugar, é o credo de que, se você fizer isso, também estará gerando mais valor para o negócio, que as pessoas têm orgulho de trabalhar ali e de que o consumidor vai reconhecer.
Enquanto o mercado de moda costuma produzir na China, na Turquia, no Paraguai e em outros países onde é mais barato, a Reserva optou por fabricar quase tudo aqui. Por quê?
Eu não sou desse mercado de moda, trabalhava na Accenture antes de montar a Reserva. E, quando eu comecei, os fornecedores foram fundamentais para a nossa sobrevivência. Eu não conseguia fazer 250 camisetas e eles diziam: ‘beleza, vamos nessa, fazemos 50 para vocês.’ Então, isso surgiu também muito pela lógica da gratidão por essa galera que nos ajudou muito no começo. Na proporção que o negócio foi crescendo, nos pareceu injusto abandoná-los. E o consumidor, à medida que sabia disso, nos reconhecia. Nos últimos dez anos, o nosso faturamento e o nosso lucro têm crescido ano a ano.

Você disse que fabrica 93% de suas peças aqui. Por que não 100%?
Porque muitos fornecedores brasileiros quebraram. Você não consegue, por exemplo, fornecimento de linho e tricô aqui. Mas estimular a indústria nacional é nossa obrigação.
Quais são as principais dificuldades de fazer isso trabalhando no Brasil?
Trabalhar aqui é muito difícil. A estrada é cheia de obstáculos. O Brasil é um dos países mais hostis do mundo para fazer negócios. O Brasil está arrasado, mas, por outro lado, vejo com muito otimismo o futuro do País. Até certo ponto, o País foi moralizado. Hoje, antes de fazer alguma sacanagem, o cara vai pensar meia vez. E, se pensar meia vez, já faz uma baita diferença.
Que dica você daria para quem pretende empreender no Brasil?
As pessoas passam muito tempo pensando sobre que negócios deveriam abrir. Mas, na realidade, elas deveriam gastar seu tempo pensando sobre quais são seus hobbies. Gosta de futebol? Faz algo relacionado a futebol. Gosta de beleza? Faz negócio com beleza. Gosta de game? Faz negócio com game. A estrada no Brasil tem tanto buraco, ela é tão difícil, que é igual a casamento. O que faz perdurar é o amor pelo que você faz. Então, se conseguir transformar o seu hobby em negócio, você vai ser muito mais resiliente.]
Fonte: Exame