domingo, 26 de novembro de 2017

Moscas transmitem mais doenças do que imaginávamos 

Moscas transmitem mais doenças do que imaginávamos

© Reprodução
Ver uma mosca pousar na sua comida nunca é uma experiência agradável, e como mostra uma nova pesquisa, talvez seja de fato melhor jogar este apetitoso pedaço de comida que a mosca pousou no lixo.

Um novo estudo publicado na Scientific Reports reporta que duas das moscas mais comuns – mosca-doméstica e mosca-varejeira – são capazes de carregar centenas de bactérias diferentes – e uma boa porção delas é danosa aos seres humanos. Moscas nascem de material fecal e material apodrecido, então isso não é lá uma surpresa, mas este é o primeiro estudo a analisar o conteúdo destes insetos em detalhes e avaliar sua habilidade em transportar e depositar germes. Moscas costumam ficar próximas de humanos, como bem sabemos, então essa descoberta tende a ser um tanto preocupante.

“Acreditamos que isso pode mostrar um mecanismo de transmissão de patógenos que foi negligenciado por agentes de saúde pública, e as moscas podem contribuir à rápida transmissão de patógenos em situações de epidemias”, disse Donald Bryant, coautor do novo estudo e professor na Universidade Estadual da Pensilvânia, em um comunicado à imprensa.

© Fornecido por F451 Midi Ltda.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram o microbioma de 116 moscas-domésticas e varejeiras de três continentes diferentes. Além de detectar e caracterizar o hospedeiro dos germes dentro do estômago das moscas, os pesquisadores também analisaram o conteúdo microbial de partes individuais do corpo, descobrindo que as pernas eram responsáveis por transferir a maior parte dos micróbios de uma superfície para outra.

“As pernas e asas mostram a maior diversidade de micróbios no corpo da mosca, sugerindo que bactérias as usam como transporte aéreo”, disse Stephan Schuster, coautor do estudo. “É possível que a bactéria sobreviva a jornada, crescendo e se espalhando por uma nova superfície. Inclusive, a pesquisa mostra que cada um das centenas de passos que a mosca toma deixam para trás uma colônia de micróbios, caso a superfície em questão permita que eles cresçam”.

© Fornecido por F451 Midi Ltda.

Em 15 casos, traços do patógeno humano Helicobacter pylori – que causa úlceras no estômago humano – foram encontrados em varejeiras coletadas no Brasil. Antes deste estudo, cientistas nunca nem consideraram as moscas como um possível transmissor dessa doença.

Os pesquisadores também descobriram que o conteúdo do esto
mago de varejeiras e moscas-domésticas são semelhantes, compartilhando mais de 50% de seu microbioma – uma mistura diabólica de microorganismos que as moscas coletam de seus arredores. Curiosamente, moscas coletadas de estábulos possuíam menos germes que aquelas coletadas em ambientes urbanos.

“Faz você pensar duas vezes antes de comer aquela salada de batata que ficou no canto durante um piquenique”, disse Bryant. “Talvez seja melhor fazer o piquenique na floresta, bem longe de ambientes urbanos”.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Lapidação “Brilhante"



As primeiras evidências do conhecimento do diamante pelo homem remontam ao século IV antes de Cristo. Durante muito tempo, supôs-se que os diamantes possuíam poderes mágicos e, em razão disso, eram utilizados como talismãs. Acredita-se que seu uso como adorno, na forma natural de octaedro, iniciou-se apenas no século XI. A partir do início do século XIV, as tentativas de trabalhar-se o diamante tornaram-se mais eficazes. Na época, o que se fazia era um polimento bastante rudimentar das faces naturais das gemas. Constatou-se também que as extremidades pontudas dos octaedros poderiam ser desgastadas, fazendo com que fossem pouco a pouco rebaixadas. A superfície resultante, uma faceta, era então rusticamente polida, de forma que o diamante adquiria algum brilho.
Os locais por onde se difundiu a arte da lapidação de diamantes estão intimamente associados às rotas comerciais que ligavam Oriente e Ocidente. Sabe-se que no início do século XIV já havia lapidadores de diamantes estabelecidos em Veneza, muito possivelmente oriundos do Oriente, provavelmente da Índia. Mais tarde, o ofício difundiu-se pela Alemanha (Nuremberg), Bélgica (Bruges e Antuérpia), e outros países da Europa.
Foram criados os estilos de lapidação denominados “mesa” e “rosa”, que ainda possuíam um número reduzido de facetas, mas que já emprestavam mais brilho e vida aos diamantes. Mais tarde, foi introduzida a simetria das facetas e, em meados do século XVII, foi descoberta a possibilidade de serrar-se o diamante. É desta época o talhe conhecido como “Mazarin”. No final do mesmo século, deu-se o advento do corte “Peruzzi”, já com 58 facetas e forma aproximadamente quadrada. No século XIX, predominavam algumas variações do talhe Peruzzi e foram criados os estilos “Lisboa”, “Brasil”, “EuropéiaAntiga”.e “Old Mine”, que mais tarde evoluiriam até a lapidação “Brilhante”.
Este último estilo de lapidação foi desenvolvido especificamente para o diamante, embora eventualmente seja utilizado também em outras gemas. Por definição, toda lapidação “Brilhante” apresenta 57 facetas, sendo 33 na coroa (parte superior) e 24 no pavilhão (parte inferior).
Não há um único inventor desta talha, também conhecida como Amsterdam, cujo desenvolvimento levou muitos anos até alcançar seu estágio atual e definitivo, embora se atribua ao italiano VicenzoPeruzzi o início de sua invenção, por volta de l700.
Até o início do século XX, o conhecimentodos estilos e formas de lapidação era apenas empírico. Somente por volta de 1910, passaram a ser consideradas, por meio de cálculos teóricos, as características físicas e ópticas do diamante, assim determinando-se as proporções e a simetria que idealmente deveria ter a gema lapidada para que alcançasse o melhor efeito visual possível.
A forma redonda é a mais comum para a lapidação brilhante e foi desenvolvida com o intuito de maximizar a quantidade de luz que retorna à superfície após refletir-se nas facetas posteriores da gema.
O termo brilhante, sem qualquer descrição adicional, deve ser aplicado somente para diamantes redondos com lapidação brilhante. Além da forma redonda, clássica, o brilhante pode vir a ter, entre outras, as formas de gota (ou pera), navete (ou marquise), oval e coração.
Em peças de joalheria antigas são frequentes, além dos já citados cortes, o estilo 8/8 (ou simples) e o estilo 16/16 (ou suíço). Outras lapidações atuais relativamente comuns em diamantes são Princess, Esmeralda, Trilliant, Radiante e Asscher.

Fonte: DNPM

comércio organizado de diamante


Na Índia, o conhecimento e o comércio organizado de diamante já existiam antes do contato com o europeu da Renascença. Tendo os gregos e o império romano chegado a essa região em período anterior, já se encontravam joias com diamantes nessas culturas.
Mais tarde, diamantes indianos foram trazidos à Europa por agentes de companhias comerciais, patrocinadas pelos respectivos estados nacionais como afirmação de soberania e poder econômico, entre elas as companhias das Índias Orientais inglesa, holandesa e francesa.
A descoberta de diamantes na região de Diamantina (MG), em meados de século XVIII, teve forte impacto no mercado pela quantidade que foi extraída em seguida. A regulamentação, baseada em controle estatal e trabalho escravo foi bem diferente do regime indiano.
O único alento para o escravo era achar uma pedra com mais de 12 quilates, a recompensa seria sua liberdade. Mesmo hoje com a mineração moderna, pedras desse porte são menos frequentes na região de Diamantina do que em outras localidades do país.
A coroa portuguesa nomeava concessionários, chamados de contratadores, que só poderiam vender ao estado trocando os diamantes por títulos em papel com valor equivalente em ouro. Como esses títulos tinham valor garantido pela coroa, eram aceitos por todos em qualquer lugar para a troca por mercadorias, propriedades e serviços. Essas “notas de diamante e ouro” são consideradas as primeiras cédulas brasileiras.
Naturalmente, onde há muita restrição nasce o mercado negro, existindo bastante mineração clandestina e contrabando nesse período.
Até o terceiro quarto do século XIX, o Brasil teve uma produção relevante, principalmente após 1832, com a liberação das áreas de extração e o fim do sistema de monopólio estatal, em crise profunda causada pela burocracia e corrupção e pelos desvios através do forte contrabando.
As descobertas na África afetaram a mineração brasileira no final do século XIX, pelo maior rendimento se suas jazidas que permitiram a queda dos preços no mercado mundial. O diamante na África logo é associado à DeBeers que, no entanto, nas últimas décadas do século XX viu dominuído seu poder e do controle sobre o mercado primário do diamante.
Na Austrália, a Argyle explora uma grande reserva desde a década de 80. Já no Canadá, foram descobertos diamantes de boa qualidade em Kimberlitos. O Canadá e a Austrália são o berço de muitas empresas que captaram recursos em bolsa para explorar diamantes no próprio país e principalmente mundo afora, inclusive no Brasil. Podemos também citar o israelense Lev Leviev e, posteriormente, os chineses.
Nos séculos XX e XXI, a tecnologia também foi foco para novos negócios eações no setor, tais como as tentativas de sintetizar diamantes e a criação de novas técnicas de lapidações.

Fonte: Joia br

Preço do minério de ferro volta a subir e fecha em US$ 68 a tonelada

Preço do minério de ferro volta a subir e fecha em US$ 68 a tonelada

O preço do minério de ferro manteve a tendência positiva e fechou em alta nesta sexta-feira (24) no mercado internacional.
O minério à vista com teor de 62% de ferro negociado no porto de Qingdao marcou valorização de 0,37%, cotado a US$ 67,94 a tonelada.
Investidores aguardam na próxima semana a divulgação da nova leitura do PIB dos Estados Unidos, na quarta-feira (29), e dados da indústria da China, na sexta-feira (1).
Fonte: Money Times
Jornal ADVFN

Mineradora é processada por desmoronar porto no Amapá; MPF quer R$ 100 mi de indenização

Mineradora é processada por desmoronar porto no Amapá; MPF quer R$ 100 mi de indenização


O Ministério Público Federal no Amapá está processando a mineradora responsável pelo desmoronamento do porto de embarque e desembarque de minério em Santana, a 17 quilômetros da capital, Macapá. Na ação, o MPF pede 100 milhões de reais para indenização por danos coletivos, reparação ambiental e indenização vitalícia aos dependentes das vítimas.
De acordo com o Ministério Público, a empresa Zamin, à época chamada Anglo Ferrous Amapá Mineração é responsável, por ignorar normas de segurança e engenharia, o que resultou no acidente que deixou SEIS mortos e comprometeu a qualidade do meio ambiente e a socioeconomia do Estado.
Para o MPF, a Zamin assumiu o risco do acidente quando não realizou estudos sobre a capacidade de suporte do solo do terminal portuário construído na década de 50. Na madrugada de 28 de março de 2013, quando ocorreu o desmoronamento, havia, aproximadamente, 20 mil toneladas de minério de ferro estocadas na área. Nós não conseguimos contato com a empresa Zamin para comentar a ação.
Fonte: EBC