segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O que é a Opala?

A Opala é uma das mais belas pedras preciosas encontradas no Brasil, no entanto, essa gema não é tão conhecida por aqui. Uma pena, afinal, além de valiosa, a Opala é lindíssima e o seu brilho realmente impressiona. Ela pode refletir todas as cores do espectro e chega a brilhar ainda mais do que os diamantes.
O nome “opala” é oriundo do sânscrito (upala) que, traduzido para o português, quer dizer “pedra preciosa”. E por falar em preciosidade, as Opalas de boa qualidade são tão valorizadas no mundo, que podem custar US$20.000 por quilate. Mas existem também joias de opala de excelente qualidade com um preço mais acessível.
Se você não conhece a Opala ou sabe pouco sobre ela, continue lendo o nosso artigo e confira informações preciosas acerca dessa gema!

O que é a Opala?

opala
Essa pedra preciosa é uma sílica amorfa hidratada e seu percentual de água chega a 30%. A coloração da opala pode ser uniforme e leitosa, mas, na maioria das vezes, várias tonalidades de gemas podem se misturar em uma única Opala. Isso acontece porque há uma difração da luz no interior da pedra, o que possibilita o incrível jogo de cores que ela produz.

Origem da Opala

Segundo Plínio, escritor romano, a Opala surgiu a partir da glória de várias gemas: “do suave fogo do rubi, do abastado roxo da Ametista e do verde-mar da Esmeralda”. Poetizações à parte, a Opala demora cerca de 60 milhões de anos para se formar. Mais um motivo para ser tão preciosa!

A Opala no Brasil

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A Opala brasileira foi descoberta em Pedro II, município do Piauí, no ano de 1930, conhecida como Terra da Opala. De colonização portuguesa, a região conta com diversas cachoeiras e um rico artesanato em tecelagem.
É lá nessa cidade que está instalada a única reserva nacional de Opala nobre, que é a segunda maior do mundo. Em 1958, a pedra passou a ser exportada e começou a ser conhecida e apreciada no mundo inteiro, especialmente as pedras furta cor.
Além disso, a cidade é um bom exemplo de relações comerciais. O mercado da pedra é estruturado em torno de associações ligadas ao garimpo e à lapidação, garantindo uma mineração organizada para preservar a região e condições de trabalho justas.

Características da pedra

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A Opala é uma pedra que possui um brilho inconfundível e as suas cores mais comuns são o branco e o verde. Apesar disso, ela pode ser encontrada em muitas outras tonalidades, como cinza, laranja, vermelha, amarela, verde, magenta, azul, rosa, marrom, oliva e preto.

Significado e misticismo

A Opala possui vários significados, incluindo a fé, a plenitude, a abundância e a pureza. Na antiguidade, acreditava-se que a Opala trazia aos homens o poder da invisibilidade, afastava espíritos maus e auxiliava na visão.

A relação da Opala com as datas comemorativas

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O mês da Opala é o mês de outubro, período propício para enaltecer essa pedra inigualável. Cumpre acrescentar que ela é o símbolo de 24 anos de casamento e, nada mais oportuno do que presentear a amada, nas Bodas de Opala, com uma bela joia com essa gema, não é mesmo?
E então, você gostou de saber um pouco mais sobre a Opala? Possui ou pretende possuir alguma joia com essa pedra preciosa? Acreditamos que além de ser considerada a rainha das Pedras, a Opala Nobre vai se valorizar muito devido a exaustão das minas da Austrália, ficando o Brasil como o grande produtor da mesma.
Fonte: Geologo.com

Opala de Fogo | Pedras Preciosas

Opala de Fogo | Pedras Preciosas


Essa foto incrível foi tirada pelo fotógrafo Jeff Schultz, em janeiro de 2010. Ela foi extraída de uma mina no Estado de Querétaro, no México. Quando colocada sob reflexão da luz, parece abrigar dentro de si um Pôr-do-Sol singular. Algo que parece ter roubado uma pequena porção do Universo e cristalizado em forma de rocha. Confira algumas curiosidades!
Rocha de onde foi extraída e polida a opala da foto de capa.

Opalas são consideradas como Mineraloides, que é um nome dado para materiais de origem geológica (pedras, por exemplo) que apresentam características semelhantes às dos Minerais, mas que não são Cristalinos, ou seja, não possuem um padrão tridimensional bem definido ou uma geometria específica. Mineraloides também não possuem uma composição química suficientemente uniforme para serem considerados um mineral específico.

Substâncias produzidas pelo homem ou qualquer outro ser vivo que tenham características de minerais também são chamadas mineraloides, como o gelo que criamos em geladeiras ou a concha de um molusco, por exemplo.

As Opalas são feitas de sílica (substância de que é feita a areia da praia) amorfa (sem forma tridimensional específica e padronizada) hidratada (com um percentual de água que pode chegar a até 20%). Uma coisa curiosa é uma de suas características, chamada tecnicamente de "Fratura Concoidal" (ou Conchoidal), isso quer dizer que quando ela é quebrada naturalmente ou rompida por esforço mecânico, a fratura apresenta a forma de lascas, justamente por não ter uma estrutura cristalina (geometria tridimensional específica). Isso foi muito importante para a humanidade durante a pré-história, no período que conhecemos como Idade da Pedra Lascada, onde nossos ancestrais foram capazes de produzir inúmeras ferramentas, com as quais podiam cortar, furar e triturar materiais usados em sua alimentação ou defesa (flechas, lanças, facas, moinhos, etc.).

Na Idade Média, a Opala foi considerada uma pedra que poderia fornecer muita sorte porque se acreditava possuir todas as virtudes de cada pedra preciosa representada no espectro de cores da opala. Também foi dito conferir o poder da invisibilidade se envolvida em uma nova folha de louro e segurada na mão. Na sequência das publicações de Sir Walter Scott "Anne de Geierstein" em 1829, a Opala adquiriu uma reputação menos auspiciosa. No romance de Scott, a baronesa de Arnheim usa uma opala talismã com poderes sobrenaturais. Quando uma gota de água benta cai sobre o talismã, a opala se transforma em uma pedra incolor e a Baronesa morre logo depois. Devido à popularidade do romance de Scott, as pessoas começaram a associar opalas com má sorte e morte. Dentro de um ano da publicação do romance de Scott, em abril de 1829, a venda de opalas na Europa caiu 50%, e manteve-se baixa para os próximos 20 anos ou mais. Mesmo tão recentemente como o início do século 20, acreditava-se que a Opala encarnava o espírito do Mau-Olhado, pois contam que um russo comprou uma opala que estava à venda e nunca mais ele conseguiu comprar mais nada.

Veja essas fotos incríveis de Opalas encontradas em muitas partes do mundo. Algumas inclusive, tratam-se de fósseis que ao invés de serem petrificados por sílica comum, ou outro material, foram petrificados por Opala, dando um efeito exótico extremamente belo a essas rochas brutas, raras e bastante valiosas para a indústria da joalheria.No Brasil encontramos a opala nobre, considerada a melhor do mundo, branca e negra em PedroII, Piauí. Na Austrália as opalas estão ficando raras, enquanto no Brasil não foi explorada nem 10% da região, e calcula-se em vários bilhões de dólares a serem descobertos no Brasil.




































Assim como as Opalas, alguns mineraloides têm grande importância econômica e gemológica, como, por exemplo, a Obsidiana (um tipo de vidro vulcânico), o Azeviche (gema orgânica feita de carvão mineral compactado, também conhecido como Âmbar Negro), o Âmbar (resina ou seiva orgânica fóssil), as Pérolas (produzidas por moluscos, ostras e mexilhões em reação a corpos estranhos que invadem suas conchas), entre outros que você vê nas imagens abaixo. Assim que possível farei uma postagem específica para cada um deles.






Fonte: DNPM

PAISAGENS SUBMARINAS E BOLHAS DE SABÃO

PAISAGENS SUBMARINAS E BOLHAS DE SABÃO

Paisagem surrealista
No fascinante e muitas vezes subjetivo mundo da gemologia, o preço das pedras preciosas pode ser determinado por características diametralmente opostas entre elas.
Se a cotação do diamante comercial, grosso modo, está sujeita à sua pureza incolor, são exatamente as inclusões, rachaduras e fissuras que valorizam outras gemas.

As opalas se enquadram nessa categoria. Seus “defeitos” coloridos causados pela infiltração da água durante o processo de cristalização provocam efeitos surreais.
A iridescência deste raro exemplar, por exemplo, encontrado numa mina do Oregon, EUA, ao mesmo tempo lembra bonitas paisagens submarinas ou bolhas de sabão.
Paisagem submarina
Pedra preciosa colorida
Gema colorida

Fonte: Geologo.com

domingo, 3 de dezembro de 2017

O quadro mais caro da história é uma farsa?

O quadro mais caro da história é uma farsa?

O quadro mais caro da história seria uma farsa© Reuters O quadro mais caro da história seria uma farsa Salvator Mundi. O Salvador do Mundo. Jesus Cristo. Leonardo da Vinci. Um leilão. Várias ofertas. 450 milhões de dólares. Uau! O quadro mais caro da história. Uma farsa. Uma farsa? Sim. Pelo menos é o que alguns críticos andam dizendo na imprensa internacional, contrariando alguns especialistas que afirmam categoricamente que esse é um dos pouquíssimos quadros finalizados pelo mestre do Rinascimento lombardo.
Um dia antes de a pintura ir a leilão na Christie’s na última quarta-feira, o crítico de arte da New York Magazine, Jerry Saltz, escreveu um artigo contestando a autenticidade da obra. “Várias técnicas de raio-X mostram arranhões e ranhuras no trabalho, tinta faltando, uma tela empenada, uma barba aqui e que desapareceu, além de outras partes do quadro que foram obviamente retocadas e corrigidas para fazer essa provável cópia se parecer mais com o original”, afirma.
Saltz diz ainda que, durante quase seus 50 anos como crítico, “uma olhada para este quadro me diz que isso não é um Leonardo”. “Sua superfície é inerte, envernizada, lúgubre, esfregada e repintada tantas vezes que parece simultaneamente nova e velha. Isso explica por que a Christie´s o define com termos vagos como ‘misterioso’, preenchido com uma ‘aura’, e algo que ‘pode se tornar viral”, complementa.
E ele não está só no questionamento sobre autenticidade. Em um artigo publicado no The New York Times, o crítico Jason Farago pergunta se o que foi comprado foi o quadro ou a marca “da Vinci”.
O crítico complementa: “não sou o homem para afirmar ou rejeitar sua atribuição; o quadro é aceito como um Leonardo por muitos acadêmicos sérios, embora não todos. Posso dizer, contudo, o que eu senti ao olhá-lo quando me coloquei entre a multidão que ficou na fila por uma hora ou mais para contemplar e fotografar infinitamente o ‘Salvator Mundi’: uma proficiente, mas não especialmente distinta, pintura religiosa da virada do século 16 na Lombardia, submetida a um espremedor de restaurações”.
O quadro atribuído a Leonardo da Vinci foi criado possivelmente por volta de 1500 e foi parar na coleção do rei Carlos I, da Inglaterra.  Desapareceu dos inventários por volta de 1700 e retornou em meio ao último século, em uma mansão em Richmond, nos Estados Unidos. Foi vendido em 1958, sumindo novamente e reaparecendo em um leilão, quando foi comprado junto a outras duas pinturas antigas por 10.000 dólares, em 2005.
O Salvator Mundi, que passou por um longo e complexo processo de restauração executado por Dianne Dwyer Modestini, chegou até à coleção privada do bilionário russo Dmitry Rybolovlev, que se vê ligado a um processo judicial com seu antigo agente.
A questão, no final das contas, é até que ponto o processo de restauração manteve o que há de Leonardo no quadro, pergunta a Bloomberg, em uma reportagem. A restauração removeu grande parte da poeira e do verniz da obra. Porções significativas da composição estavam faltando completamente na pintura de Leonardo. Os danos são explicados pelo transporte e pelas condições de manutenção de seus antigos donos.
“A tolerância do mercado por um da Vinci é bem diferente da tolerância por um Van Gogh”, diz um representante da casa de leilões Sotheby’s, em uma entrevista para Bloomberg. E explica o porquê: “mesmo que um Van Gogh seja raro e alguém queira pagar 81 milhões de dólares por uma grande pintura dele, há ainda muito mais gente para um da Vinci, que pintou menos de 20 quadros no mundo

Fonte: MSN/Reuters