quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Vale reduz projeções de aportes e produção de níquel, busca maior rentabilidade

Vale reduz projeções de aportes e produção de níquel, busca maior rentabilidade


A brasileira Vale reduziu suas previsões de investimento e produção de níquel, enquanto trabalha para melhorar a rentabilidade de ativos e se prepara para um potencial aumento dos preços da commodity, afirmou nesta quarta-feira o presidente da gigante da mineração. Durante o tradicional evento com investidores em Nova York, o Vale Day, Fabio Schvartsman explicou que a empresa cortou em 47 por cento os investimentos em níquel previstos para o biênio 2017-2018, para 1,8 bilhão de dólares.
A companhia, maior produtora global de níquel e de minério de ferro, prevê investir 900 milhões de dólares em cada ano em níquel, ante previsão anterior de 1,5 bilhão e 1,9 bilhão de dólares em 2017 e 2018, respectivamente. Em documento publicado ao mercado, a Vale explicou que a redução dos aportes pode ser explicada pelo preço spot de níquel, utilizado na avaliação de projetos de capital. No caso da produção, a empresa reduziu todas as suas projeções até 2022.
Para 2018, a queda ante o previsto anterioremente e a previsão atual foi de 14 por cento, para 263 mil toneladas de níquel. Para 2019, a variação negativa entre as estimativas foi de 17 por cento, para 262 mil de toneladas. ”Eu estou muito positivo sobre níquel, muito mais positivo do que há alguns meses”, afirmou Schvartsman, durante o Vale Day, explicando que a empresa por enquanto vai crescer menos no setor de níquel, mas planeja preservar a sua presença no mercado de olho em uma demanda futura.
Uma das expectativas é com o aumento do consumo do metal com o desenvolvimento do setor de carros elétricos. Segundo a empresa, as operações de níquel da Vale absorverão prontamente qualquer potencial aumento de preços do níquel, “com impacto ampliado na geração de caixa”. A mineradora vem anunciando ainda o interesse em atrair um investidor para seu projeto de níquel na ilha do Pacífico Sul, chamado Vale Nova Caledônia (VNC), para investir e ajudar a financiar e reduzir o risco do ativo. No entanto, não obteve sucesso até o momento.
A Vale vê necessidade de investimentos de 500 milhões de dólares nos próximos quatro anos associados ao armazenamento de resíduos em VNC. Uma decisão sobre prosseguir ou não com o aporte será tomada no primeiro semestre de 2018.
INVESTIMENTOS TOTAIS E MINÉRIO DE FERRO
Os investimentos totais da Vale permanecerão baixos, segundo o diretor de Finanças e Relações com Investidores, Luciano Siani, depois que a empresa entregou o maior projeto de sua história, a mina de S11D, no Pará, que iniciou operação comercial de minério de ferro no início deste ano.
Em seu novo plano de negócios, a empresa prevê investir um total de 3,8 bilhões de dólares em 2018, uma queda ante os 4,1 bilhões de dólares previstos para este ano.
Em 2019, a previsão é investir 4 bilhões de dólares e em 2020, 4,2 bilhões.
Schvartsman explicou que a empresa está em busca de melhores resultados para todos os ativos e voltou a apresentar interesse em se destacar em outras commodities além do minério de ferro, seu principal produto.
“Há muitas outras commodities no mundo, mas a Vale tem esta lição muito clara… Agora, o foco é trazer desempenho premium para a Vale. Isto vem antes de qualquer outra coisa”, disse o presidente.
“É verdade que temos um enorme pipeline de coisas que podem ser feitas no futuro, mas não temos pressa aqui”, disse o executivo, destacando que a empresa vai buscar maximizar o valor de todos os ativos existentes, seja minério de ferro, níquel ou cobre.
Quanto ao minério de ferro, o principal negócio da Vale, o diretor de Minerais Ferrosos e Carvão, Peter Poppinga, reforçou a atual estratégia da empresa de priorizar qualidade em detrimento de quantidade.
Em 2017, a empresa deverá produzir 365 milhões de toneladas do minério, atingindo 390 milhões em 2018 e 400 milhões por ano entre 2019 e 2022. As previsões para os próximos anos ficaram inalteradas.
“O aumento da produção do Sistema Norte (onde está a mina S11D) permitirá maiores volumes de produto blendado, aumentando portanto o nível de estoques offshore (Malásia e China) em 2018″, disse documento publicado pela empresa.
DESINVESTIMENTOS
Siani reiterou que a empresa vai buscar reduzir sua dívida líquida dos 21 bilhões de dólares registrados no terceiro trimestre para 10 bilhões de dólares “no menor período possível”.
Sem dar mais detalhes sobre a meta, o executivo explicou que a empresa irá financiar a redução de dívida com geração de caixa e, portanto, não prevê grandes desinvestimentos com essa função no futuro.
A empresa listou cinco ativos considerados não essenciais que podem ser desinvestidos até 2020 e um sexto cujo prazo não foi definido, por um total de até 1,5 bilhão de dólares.
Dentre os ativos estão a produtora brasileira de bauxita Mineração Rio do Norte (MRN), o projeto de carvão australiano Eagle Downs e a empresa siderúrgica California Steel Industries.
Fonte: Reuters

Produção de veículos no país aumenta 27,1% de janeiro a novembro

Produção de veículos no país aumenta 27,1% de janeiro a novembro

De janeiro a novembro deste ano, a produção de veículos no país aumentou 27,1%, totalizando 2,485 milhões de unidades. Na comparação de novembro com o mesmo mês do ano passado, a produção cresceu 15,2%, ao passar de 216,3 mil para 249.089 mil unidades. Na comparação mês a mês (novembro com outubro), houve queda de 0,3%.
“Ainda temos capacidade ociosa importante na ordem de 45%, que começa a se reduzir, mas ainda está alta, principalmente no setor de caminhões, 75%”, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.
Ao divulgar os dados nesta quarta-feira (6), na capital paulista, Megale informou que as vendas internas de novembro foram 0,7% superiores às de outubro, chegando a 204,2 mil unidades. No acumulado do ano, o total licenciado chegou a 2,027 milhões, número 9,8% maior do que o de igual período do ano passado. Na comparação com o mesmo mês de 2016, houve aumento de 14,6%.
Segundo Megale, pela primeira vez no ano, foram licenciadas mais de 10 mil unidades por dia. “Este é o melhor número desde 2014, e nos dá uma confiança maior. Começamos o ano com 6.600 unidades em janeiro.”
Já as vendas de máquinas agrícolas e implementos rodoviários caíram 21,4% nos meses de outubro e novembro,. Em relação a novembro do ano passado, houve queda de 14,9%. No acumulado do ano, o resultado foi no sentido contrário, com elevação de 2,6%.
Exportações e emprego
A venda de veículos para o exterior aumentou 18,7% em novembro, na comparação com outubro, passando de 73 mil unidades. Em relação a novembro do ano passado, as exportações aumentaram 28,8% e, no acumulado do ano, 53,3%, alcançando 700,893 mil unidades. “Foi um mês excepcional: 73 mil é um número de recorde histórico para o mês. O acumulado de mais de 700 mil também é uma excelente notícia e outro recorde. Mostra o esforço feito pelas empresas, a melhoria na questão cambial e a evolução tecnológica dos produtos”, afirmou Megale.
Segundo a Anfavea, o emprego no setor ficou estável em novembro, com queda de 0,3%, na comparação com outubro. Em relação a novembro do ano passado, houve alta de 2,5%. De acordo com a Anfavea, foram “pequenas variações” normais.
“Mês passados, tinhamos 3.528 pessoas em lay-off e PSE [Programa Seguro-Emprego] e neste mês temos 3.332. Não abrimos, nem fechamos postos de trabalho. Em março de 2016, tínhamos mais de 38 mil pessoas em lay-off ou PSE, ou seja colocamos 35 mil pessoas de volta ao trabalho”, concluiu a associação.
Fonte: Agência Brasil
Jornal ADVFN

Índice de commodities tem alta de 4,55% em novembro

Índice de commodities tem alta de 4,55% em novembro

Os preços das commodities, produtos primários com cotação internacional, subiram em novembro. O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), calculado mensalmente pelo Banco Central (BC), registrou alta de 4,55%, em novembro comparado a outubro. Em 12 meses encerrados em novembro, o índice registrou crescimento 0,84% e no acumulado do ano, alta de 0,96%.
O IC-Br é calculado com base na variação em reais dos preços de produtos primários (commodities) brasileiros negociados no exterior. O BC observa os produtos que são relevantes para a dinâmica dos preços ao consumidor no Brasil.
Em novembro, o segmento de energia (petróleo, gás natural e carvão) subiu 7,96%, enquanto o de metais (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel) teve alta de 0,68%.
O segmento agropecuário (carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz e carne de porco) registrou aumento de 5,18%.
O índice internacional de preços de commodities CRB, calculado pelo Commodity Research Bureau, apresentou alta de 2,40% no mês passado e de 1,88% em 12 meses.
Fonte: Agência Brasil
Jornal ADVFN

Bitcoin sobe US$ 3 mil em um dia e ultrapassa US$ 15 mil

Bitcoin sobe US$ 3 mil em um dia e ultrapassa US$ 15 mil

O bitcoin (COIN:BTCUSD) atingiu nesta quinta-feira pela primeira vez o patamar de US$ 15 mil, de acordo com a CoinDesk. Há pouco, a moeda virtual atingiu nova máxima, a US$ 15.058, horas após superar US$ 14 mil pela primeira vez.
Os ganhos do bitcoin têm acelerado recentemente, com alta de mais de 40% apenas na última semana. “O bitcoin e as criptomoedas são algo excitante, novo, e as pessoas querem fazer parte disso”, afirmou Cedrid Jeanson, ex-operador do JPMorgan Chase, que começou a BitSpread, fundo de hedge centrado em bitcoins.
O último salto ocorre apesar de quase US$ 70 milhões em bitcoins terem sido roubados de um serviço de mineração de criptomoedas chamado NiceHash, após uma falha na segurança, o que levou a companhia a interromper operações durante pelo menos 24 horas.
Agora, as criptomoedas recebem maior atenção dos investidores institucionais. Três bolsas nos EUA devem oferecer contratos futuros de bitcoin, entre elas o CME Group e o Cboe Global Markets, que lançarão contratos futuros ainda neste mês.

Instabilidade

O bitcoin é um sistema cuja tecnologia se baseia na sua própria rede de usuários para funcionar, o que faz com que especialistas considerem-no como um ativo de alto risco. Não há empresas ou governos controlando as regras das transações ou estabelecendo os valores para as moedas. As cotações são definidas por empresas chamadas de “corretoras”, que fazem a troca por dinheiro “real” segundo suas próprias regras.
Como não há rastro real por trás da moeda virtual, as cotações oscilam bastante em função da oferta e demanda. Eventos como problemas em corretoras ou adesão ou rejeição da moeda por parte de instituições também se refletem no preço.
*Informações: Down Jones Newswire 
Fonte: Jornal ADVFN

Panetone mais caro do mundo custa R$ 1,9 milhão e leva ouro em sua composição

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