sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DEIXOU-NOS UM GRANDE DEFENSOR DAS GEMAS BRASILEIRAS

DEIXOU-NOS UM GRANDE DEFENSOR DAS GEMAS BRASILEIRAS
            Faleceu, dia 1º de fevereiro, aos 95 anos, no Rio de Janeiro, o joalheiro Jules Roger Sauer. Francês da região da Alsácia, ele foi o fundador, em 1941, da Lapidação Amsterdam Ltda., hoje Joalheria Amsterdam Sauer.

                          Foto: Ana Branco, Agência OGlobo

Houve, porém, uma gema brasileira que Sauer tornou particularmente conhecida e respeitada: a esmeralda. Sauer foi responsável pela valorização e popularização das gemas brasileiras no mercado internacional. Até então, o que se valorizava mesmo era o diamante, uma gema sempre importante; a esmeralda e o rubi, que o Brasil não produzia, e a safira, que nosso país produzia muito pouco (se é que produzia).  As dezenas de outras gemas que o Brasil colocava no mercado – topázio, opala, água-marinha, turmalinas, granadas, ametista, etc. – eram genericamente consideradas apenas pedras brasileiras, uma subcategoria. Sauer começou a divulgar e valorizar essas pedras preciosas menos prestigiadas e hoje o reconhecimento da nossa riqueza gemológica é um fato.

Houve, porém, uma gema brasileira que Sauer tornou particularmente conhecida e respeitada: a esmeralda. 
Contou ele, em um de seus livros (O Mundo das Esmeraldas), que em 10 de julho de 1963, quando estava em férias com a família, um garimpeiro que trabalhava para ele informou haver encontrada uma pedra verde no pequeno povoado chamado Salininha, perto da cidade de Pilão Arcado, na Bahia. Os garimpeiros não acreditavam que fossem esmeraldas e quando a descoberta foi divulgada, especialistas confirmaram que não eram.



     

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A cor verde da esmeralda normalmente é devida à presença de cromo, e os cristais descobertos em Salininha eram exatamente como a esmeralda, mas com cor verde produzia por vanádio.  E foi este detalhe o único argumento apresentado para considerar a nova gema simplesmente um berilo verde (a esmeralda, como a água-marinha, é uma variedade de berilo).
Inconformado, Sauer encaminhou a gema ao Gemological Institute of America (GIA) para análise e, em 9 de agosto de 1983, o GIA emitiu o laudo Nº 20.259, atestando que se tratava de Natural Emerald, a valiosa gema que era aqui procurada desde os tempos do bandeirante Fernão Dias Paes, o Caçador de Esmeraldas.
Com isso, o mercado internacional não teve como deixar de reconhecer a autenticidade da nossa pedra preciosa.

De origem judia, no início da 2ª Guerra Mundial Jules Sauer fugiu de bicicleta da Bélgica, onde morava, pedalou sozinho 1.500 km ate à Espanha, onde foi preso por não ter documentos. Fugiu da prisão e foi para Portugal onde embarcou em um navio para o Rio aonde chegou com 18 anos. (Coincidentemente, Hans Stern, fundador da famosa rede brasileira de joalherias H. Stern, chegou ao Brasil na mesma época e com 17 anos.)
Aqui, sobreviveu inicialmente dando aulas de francês, até conseguir um emprego na empresa de pedras preciosas do irmão de um aluno, em Minas Gerais. Jules aprendeu rapidamente as técnicas de lapidação e em pouco tempo, alcançou sua independência.
Embrenhou-se Brasil adentro como comprador e vendedor de pedras. Pouco menos de dois anos após deixar a Bélgica, já era dono da própria empresa (instalada numa zona de baixo meretrício de Belo Horizonte !).
Além dos vários livros que escreveu, Sauer criou o Museu Amsterdam Sauer, com seu acervo de mais de três mil peças, incluindo a maior alexandrita bruta conhecida (24,48 kg).
Considerado uma das maiores autoridades em alta joalheria do mundo, Jules Sauer era, desde 2004, membro do Círculo de Honra do Gemological Institute of America (GIA), a mais importante instituição gemológica do mundo. Era também Cidadão Honorário de Belo Horizonte, Teófilo Otoni e Governador Valadares (MG), São Paulo e Rio de Janeiro. Em 1959, conquistou pela primeira vez Diamond International Awards, a consagração máxima da joalheria internacional, com o anel Constellation.
Ele deixa dois filhos, Daniel, que tive o prazer de conhecer em reuniões da Comissão Técnica de Gemas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e que é diretor da empresa fundada pelo pai, e Débora.  
Fonte: Blog Percio M Branco

ESMERALDA

Esmeralda
Esmeralda


 Esmeralda é uma variedade do mineral berilo (Be3Al2(SiO3)6), a mais nobre delas. Outras variedades de berilo são a água-marinha, a morganita, o heliodoro, a goshenita e a bixbyíta. Sua cor verde é devida à presença de quantidades mínimas de crômio e às vezes vanádio. É altamente apreciada como gema e o preço por quilate a coloca entre as pedras mais valiosas do mundo, perdendo algum desse valor frequentemente devido às inclusões que ocorrem em todas as esmeraldas, Elas, porém, são úteis pois ajudam a identificar a gema e podem indicar sua procedência.   .  . É transparente a opaca, mas apenas as variedades mais preciosas são transparentes.

Dureza  de 7.5 - 8.0 na Escala de Mohs 

DESCOBERTA: As esmeraldas foram descobertas no Brasil em 1963. A partir de então o país vem produzindo mais esmeraldas do que qualquer outro e suas gemas são consideradas de altíssima qualidade. Os estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás são atualmente os maiores produtores.

Esmeralda gema bruta

Esmeralda gema bruta




JAZIDAS: As principais jazidas de esmeraldas são colombianas, mas pode ser encontrada também no Brasil, Rússia e no Zimbábue


Lapidação esmeralda


Gema lapidada
LAPIDAÇÃO: Artesãos especializados na lapidação de esmeraldas podem ser encontrados principalmente no Brasil, Japão, na Índia, e em Israel. O trabalho demanda cuidados e habilidades especiais, em razão do alto valor da pedra bruta, e se faz muitas vezes em corte retangular conhecido como "Lapidação esmeralda".

CUIDADOS: A esmeralda não deve ser utilizada em atividades como esportes, trabalhos de casa ou qualquer outra atividade onde a esmeralda possa receber pancadas. A esmeralda é uma pedra muito sensível a batidas fortes e riscos. Deve-se evitar também mudanças de temperatura repentinas.

Fonte: Joia br

Vale ameaça inundar mercado se preço de minério de ferro subir

Vale ameaça inundar mercado se preço de minério de ferro subir

A Vale tem uma mensagem sombria para quem aposta que os preços do minério de ferro voltarão ao patamar vertiginoso de 2011.
A maior produtora mundial do ingrediente usado na fabricação do aço está preparada para liberar até 50 milhões de toneladas em capacidade disponível para equilibrar o mercado se os preços subirem demais, disse o presidente Fabio Schvartsman.
Os preços elevados atrairiam produtoras ineficientes de volta ao mercado e poderiam repetir excessos passados que levaram à destruição de US$ 1 trilhão em valor, disse ele, na quarta-feira, em entrevista à Bloomberg Television na Bolsa de Valores de Nova York, onde a Vale realizou seu dia anual com investidores.
"Foi possível ver isso claramente durante o superciclo, quando, de forma insustentável, as empresas ganharam dinheiro demais e não souberam o que fazer com esse dinheiro", disse ele.
O senso de responsabilidade de mercado de Schvartsman contrasta com as bravatas da produtora de apenas alguns anos atrás, quando brigava por participação de mercado em meio à demanda aparentemente insaciável das siderúrgicas chinesas. Agora, os lemas do setor são valor sobre volume e busca pela qualidade.
Ao mudar o foco para os depósitos de alta qualidade da região amazônica, no norte do Brasil, a Vale espera produzir 390 milhões de toneladas em 2018 e limitar a produção a 400 milhões de toneladas nos quatro anos seguintes, bem abaixo da capacidade da empresa, de 450 milhões de toneladas.
A China vem pagando um ágio quase cinco vezes maior do que há dois anos pelo minério de alta qualidade, o que ajuda as siderúrgicas a aumentarem as margens e a cumprirem a iniciativa antipoluição do governo.
O minério de ferro de referência à vista com 62 por cento de teor ferroso caiu 3,4 por cento na quarta-feira, para US$ 69,36 a tonelada seca e o material com 65 por cento de teor ferroso exportado pelo Brasil caiu 1,9 por cento, para US$ 86,60 a tonelada, segundo a Metal Bulletin. Nesta quinta-feira, os futuros mostravam estabilidade em Cingapura e o contrato em Dalian caiu.
A Vale estima que os custos globais cairão significativamente nos próximos anos com a aceleração das novas minas. Além disso, a empresa vem construindo capacidade para armazenar misturas de minério no exterior, permitindo maximizar as margens misturando minério de baixa qualidade de seu sistema do sul.
Dessa forma, a Vale planeja reduzir a quantidade de minério que vende diretamente de suas minas do sul do nível de 41 por cento em 2016 para 24 por cento no ano que vem. Combinados, a produção de alta qualidade e o minério blendado representarão 75 por cento do volume de vendas em 2018.
Com a recuperação dos preços do minério de ferro em relação às mínimas do fim de 2015, a empresa está gerando o maior caixa desde 2011 e buscando reduzir a dívida atual pela metade, para US$ 10 bilhões, "no menor período possível", disse Schvartsman durante a apresentação.
Fonte: Uol

CNPq é estudada como parceria pela Apex Brasil

CNPq é estudada como parceria pela Apex Brasil

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está sendo estudado como parceria pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) para levar capacitação técnica aos empreendedores nos estados. O presidente da Apex, Roberto Jaguaribe, que fez hoje (7) um balanço da atuação da agência de fomento em 2017.
De acordo com Jaguaribe, atualmente a atuação da Apex cobre 1.313 municípios em 16 estados. Ele afirma que a Apex procura o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e as federações industriais locais como parceiros nos estados e municípios. Nesse caso, o CNPq entraria como uma entidade destinada a fornecer qualificação às empresas.
“Nossa pretensão é atuar na totalidade dos estados. A parceria que estamos buscando é com o CNPq. O CNPq, através de seus programas de extensão, vai trazer um braço adicional para que a gente possa incluir todos os estados”, afirmou o presidente. Ele disse, no entanto, que ainda não foi fixado um prazo para o anúncio da parceria. “Eu gostaria que fosse já no ano que vem, mas não colocamos como meta ainda”.
Entre os dados divulgados pela Apex, os principais destinos foram China, Estados Unidos e Argentina. E US$ 183,5 bilhões foram exportados pelo Brasil de janeiro a outubro deste ano, US$ 51,6 bilhões, ou 28,1%, vieram de empresas apoiadas pela agência de fomento.
Fonte: Jornal ADVFN
 

Minério de ferro registra nova queda na Bolsa de Dalian

Minério de ferro registra nova queda na Bolsa de Dalian


Os contratos futuros do minério de ferro foram mais uma vez negociados com perdas na Bolsa de Dalian, na China. O valor da tonelada da matéria-prima recuou 1,17% a 506,5 iuanes por tonelada, nos contratos para entrega em maio. O resultado representa uma queda de 6 iuanes por tonelada em relação ao dia anterior, mantendo a tendência de queda das últimas jornadas.
Com relação ao vergalhão de aço, os contratos de maio do produto tiveram recuperação na sexta-feira, avançando 18 iuanes por tonelada para um total de 3.895 iuanes por tonelada.
Os números refletem uma preocupação do mercado com a questão da demanda da China. Uma queda no crescimento no gigante asiático atingiria toda a cadeia e afetaria mercados por todo o mundo.
Por outro lado, o governo chinês divulgou nesta sexta-feira que as exportações e importações do país aceleraram inesperadamente em novembro, sinal encorajador para a segunda maior economia do mundo. Apesar disso, analistas esperam que o crescimento desacelere em meio à ação do governo sobre riscos financeiros e fábricas poluidoras.
As exportações em novembro aumentaram 12,3% sobre um ano antes, ritmo mais rápido em oito meses, lideradas por fortes vendas de produtos eletrônicos e alta tecnologia, enquanto as compras de commodities ajudaram a levantar as importações.
Com isso, o saldo da balança comercial do país ficou positivo em US$ 40,21 bilhões no mês passado, contra estimativa em pesquisa Reuters de US$ 35 bilhões.
Fonte: Investing.com Brasil 
Jornal ADVFN