domingo, 7 de janeiro de 2018

Exemplos de Chaminés Kimberlíticas

Exemplos de Chaminés Kimberlíticas
De Field e Scott Smith 1998
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4.3 – TEORIA HIDROVULCÂNICA (FREATOMAGMÁTICA)
O principal propositor desta teoria é Lorenz (1999), que desenvolveu o modelo hidrovulcânico por 3 décadas.
Magmas kimberlíticos ascendem à superfície por fissuras estreitas (~1m). Pode ocorrer de o magma kimberlítico encontrar-se em falhas estruturais, que agem como foco de água, ou a “brechação” resultante da exsolução (desmescla) dos voláteis pela ascensão do kimberlito pode atuar como foco para água. Em qualquer um dos casos o ambiente próximo à superfície é rico em água e a interação do magma quente com a água fria produz uma explosão freatomagmática.
A explosão tem curta duração. A rocha brechada satura-se novamente com a água superficial. Outro pulso de magma kimberlítico segue a mesma fraqueza estrutural da rocha até a superfície e novamente entra em contato com a água produzindo outra explosão. Pulsos subseqüentes reagem com a água da mesma maneira enquanto a fronte de contato move-se para baixo até alcançar a profundidade média da transição entre a fácie abismal e a diatrema.
De Mitchell 1986
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Críticas a esta teoria apontam os seguintes problemas:
I) A teoria não explica porque toda erupção ocorre em contato com água, certamente algumas erupções teriam ocorrido em regiões pobres em água. I) A complexa rede de chaminés encontradas na área de transição da fácie abismal e da diatrema não é explicada. I) A falta de características que apontem para a subsidência através da chaminé. IV) A ausência de soerguimento associado com as chaminés kimberlíticas.
A teoria hidrovulcânica tem seus méritos e é aceita como o processo de formação dos kimberlitos encontrados em Saskatchewan pelos propositores da teoria da fluidização (Field e Scott Smith, 1999). No entanto não explica as características observadas na maior parte das outras chaminés kimberlíticas. A formação de “maares” são associadas a explosões hidrovulcânicas e possuem estrutura interna diferente dos kimberlitos, sendo as principais características a estrutura interna com subsidência em forma de disco, a descontinuidade que forma um anel no entorno da cratera e o soerguimento da rocha encaixante associado à explosão.
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5 – PETROLOGIA
Kimberlitos dividem-se em Grupo I (basáltico) e Grupo I (micáceo). Esta divisão é feita através de bases mineralógicas.
A mineralogia dos kimberlitos do Grupo I é considerada como a representação do derretimento do lherzolito e harzburgito, eclogito e peridotito no manto inferior. A mineralogia dos kimberlitos do Grupo I podem representar um ambiente semelhante ao do Grupo I, porém a diferença é a preponderância de água ao invés de dióxido de carbono.
Diagrama de Rochas Plutônicas Ultramáficas
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5.1 – KIMBERLITOS DO GRUPO I
Kimberlitos do Grupo I são ricos em CO2 e predomina a mistura de olivina forsterítica, ilmenita magnesiana, piropo cromiano, piropo-almandina, diopsídio cromiano
(em alguns casos subcálcico), flogopita, enstatita e cromita pobre em titânio. Kimberlitos do Grupo I exibem textura inequigranular distintiva com macrocristalizações (0,5-10mm) a megacristalizações (10-200mm), fenocristais de olivina, piropo, diopsídio cromiano, ilmenita magnesiana e flogopita em uma massa de grãos finos a médios.
A composição mineralógica da matriz de micro-cristalizações, que apresenta com maior propriedade a composição de uma rocha ígnea, contém olivina forsterítica, granada piropo, Cr-diopsídio, ilmenita magnesiana e espinélio.
5.2 – KIMBERLITOS DO GRUPO I
Kimberlitos do Grupo I (ou orangeítos) são ricos em H2O. A característica distintiva dos orangeítos são as macro e megacristalizações de flogopita, juntamente com presença de micas que variam em composição de flogopita até tetraferroflogopita (flogopita anomalamente rica em Fe). Macrocristalizações de olivina ou cristais euédricos primários de olivina reabsorvidos são comuns mas não são constituintes essenciais.
Fases primárias características na matriz microcristalina incluem piroxênios zonados (núcleos de diopsídio circulados por aegirina-Ti), minerais do grupo do espinélio, perovskita, apatita, fosfatos, rutilo e ilmenita.
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6 – KIMBERLITO E OS DIAMANTES DE MINAS GERAIS
Os diamantes são formados no manto, em profundidade superior a 150km. Duas rochas são responsáveis pelo transporte do diamante até a superfície: kimberlitos e lamproítos.
Os diamantes foram descobertos no Brasil em 1729, na região de Diamantina-MG, porém especula-se que a extração de diamantes no Brasil seja um pouco mais antiga. Durante toda a história do Brasil a extração de diamante tem sido feita em aluviões. Segundo CHAVES (1999) em Minas Gerais pode-se identificar duas macro-regiões nas quais se concentram os principais depósitos do estado: a província mineral do Espinhaço e a do Alto Parnaíba.
Depósitos de Diamantes do Brasil
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A província do Espinhaço engloba a região de Diamantina e é marcada pela Serra do Espinhaço. A Serra do Espinhaço é constituída de rochas metamórficas dobradas, incluindo quartzitos, filitos e conglomerados, que representam originalmente sedimentos depositados em rios, taludes serranos, desertos, lagunas e mares rasos.
Se os diamantes são sempre associados a kimberlitos e lamproítos fica aparente o paradoxo da província do Espinhaço. A fonte original e os processos responsáveis pelo transporte dos diamantes à província do Espinhaço é objeto de inúmeros debates e foge do escopo deste texto.
A província do Alto Parnaíba, ao contrário do Espinhaço, é caracterizada pela presença de várias chaminés de rochas kimberlíticas.
Constatou-se recentemente a presença de kimberlito mineralizado na Serra da
Canastra. A chaminé kimberlítica “Canastra 1” é atualmente o maior projeto de mineração para os diamantes da província do Alto Paranaíba. O projeto vem sido conduzido pela empresa canadense “Brazilian Diamonds”.
Embora existam kimberlitos na região, até o início do projeto Canastra 1 a extração de diamantes era realizada em aluviões por garimpeiros. O projeto Canastra 1 concentra-se sobre uma chaminé de cerca de 1 hectare de tamanho onde os teste indicaram uma concentração de 4 ct por tonelada, o que é muito pouco, principalmente se comparado ao lamproíto de Argyle na Austrália, que produz 18 ct por metro cúbico ou aos kimberlitos sul-africanos com cerca de 6 ct por metro cúbico. Embora a lavra de Canastra 1 seja pouco interessante economicamente o projeto prevê a exploração de boa parte da área kimberlítica da Serra da Canastra e é provável que alguma das chaminés kimberlíticas finalmente coloque o Brasil entre os produtores de diamantes primários (diamantes extraídos diretamente de kimberlitos ou lamproítos). As chaminés mais promissoras na região são
Canastra 8 e Tucano 1.
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7 – CONCLUSÃO
A importância do kimberlito para toda a sociedade fica clara quando se analisa o impacto que a descoberta de kimberlito mineralizado causa sobre a economia das províncias minerais. A descoberta de uma única chaminé kimberlítica mineralizada na Austrália a colocou como maior produtora mundial de diamantes e existe possibilidade que no Brasil descoberta semelhante possa modificar todo o mercado mundial de diamantes.
Apesar de toda a sua importância o kimberlito é uma rocha ainda pouco conhecida e por isso mesmo alvo de opiniões divergentes principalmente com relação a sua formação.
É consenso que as chaminés kimberlíticas não possuem relação com riftes e que a água desempenha um papel importante nas características da rocha, porém todos os modelos de formação atuais, embora aceitos em termos gerais, possuem falhas e exatamente por isso é impossível apontar um modelo como o “mais correto”. Sabe-se no entanto que lineamentos de chaminés kimberlíticas indicam com boa precisão a posição dos crátons em diversas eras geológicas e este tipo de conhecimento possibilita um melhor entendimento da formação da Terra e possue aplicações práticas na prospecção de minerais.

Fonte: CPRM

O kimberlito é uma rocha magmática plutônica de grande interesse econômico por sua associação com diamantes.

O kimberlito é uma rocha magmática plutônica de grande interesse econômico por sua associação com diamantes. Os diamantes são transportados pelo magma kimberlítico partindo de seu local de formação a cerca de 100km de profundidade.
O kimberlito trata-se de um peridotito composto por olivina com quantidades variáveis de flogopita, ortopiroxênio, clinopiroxênio, carbonatos e cromita.
Todos os peritotitos possuem mais de 40% de sua composição de olivina. No caso do kimberlito, a olivina componente é comumente serpentinizada.
O kimberlito é encontrado em chaminés kimberlíticas, que são resquícios de chaminés vulcânicas. As chaminés kimberlíticas apresentam-se geralmente com pouco soerguimento da área ao redor e com crateras muito largas. É comum que estas crateras se apresentem como maares. É consensual a proposição de que os kimberlitos são formados de um magma rico em voláteis.
A origem do nome deu-se em função da descoberta de kimberlitos diamantíferos na região de Kimberley na África do Sul em 1866. Classifica-se grosseiramente, em função das características do kimberlito de Kimberley o kimberlito como sendo “yellow ground” e
“blue ground”. Yellow ground é relativo ao kimberlito intemperizado que se encontra na superfície. Blue ground é relativo ao kimberlito não intemperizado, encontrado em profundidades variáveis. Esta nomenclatura, embora usual, não caracteriza o kimberlito satisfatoriamente, tendo em vista as discrepâncias que kimberlitos de diferentes regiões apresentam. Estas discrepâncias entre os kimberlitos levou à teoria que haveriam diferenças em sua formação. Baseado nesta premissa, o modelo de classificação dos kimberlitos mais aceito hoje em dia foi proposto por Clement e Skinner em 1985 e classifica os kimberlitos segundo três grandes grupos relativos ao seu local de formação na chaminé kimberlítica: Crater Facies Kimberlites, Diatreme Facies Kimberlites e Hyperabyssal Facies Kimberlites, que numa adaptação livre podem ser denominados simplesmente por “Kimberlitos de Crateras”, Kimberlitos de Diatremas” e “Kimberlitos Abissais”. Os Kimberlitos de Crateras são formados na porção superior da chaminé kimberlítica em profundidades muito rasas. Os Kimberlitos de Diatremas são formados nas diatremas, que é a região cônica da chaminé kimberlítica. Os Kimberlitos Abissais são formados na região abaixo das diatremas, no fundo do cone e nos entornos do dique de alimentação da chaminé.
Quanto à sua formação, existem três teorias mais conhecidas e aceitas: a Teoria do
Vulcanismo Explosivo, que sugere que os voláteis (principalmente CO2) do magma formador do kimberlito dilatem entre a fácie abissal e a diatrema, criando uma zona de pressão contida pela rocha encaixante e que em um certo ponto explodiria gerando uma erupção. A Teoria Magmática sugere que somente existam explosões próximas à superfície e nestas explosões a energia liberada fluidizasse a rocha encaixante fazendo com que
Página 21 pedaços desta afundassem no magma enquanto o kimberlito alcança a superfície. A Teoria
Hidrovulcânica aponta a água superficial como fator causador das explosões do magma kimberlítico.
Os três modelos apresentam falhas e a formação do kimberlito ainda é objeto de estudo, porém é tido como consenso que um modelo definitivo será algo muito próximo da Teoria Magmática e da Teoria Hidrovulcânica, sendo que a Teoria do Vulcanismo explosivo é praticamente descartada.
Os kimberlitos podem ser dividos em dois grupos segundo sua petrologia.
Kimberlitos do Grupo I são ricos em CO2 e apresentam textura inequigranular. São chamados genericamente de kimberlitos basálticos.
Kimberlitos do Grupo I são ricos em H2O e são também chamados “orangeítos”. Sua característica distintiva são as macro e megacristalizações de flogopita, juntamente com presença de micas. Devido a isto são genericamente chamados de kimberlitos micáceos.
No estado de Minas Gerais a lavra de diamantes foi historicamente realizada em aluviões, com destaque especial para a região de Diamantina, Província Diamantífera do Espinhaço.
A verdadeira origem dos diamantes da Província do Espinhaço ainda é alvo de debates, tendo em vista que a Serra do Espinhaço é composta basicamente por rochas sedimentares e metamórficas, sem nenhuma relação com kimberlitos (ou com lamproítos, outra rocha relacionada ao transporte de diamantes)
Por outro lado, a Província do Alto Parnaíba possue presença marcante de kimberlitos, mas até pouco tempo não se conheciam kimberlitos mineralizados na região.
Recentemente a descoberta de kimberlitos mineralizados, embora com teores muito baixos, na Serra da Canastra, na Província do Alto Parnaíba, despertou o interesse de mineradoras e a região vem sendo alvo de pesquisas em busca de kimberlitos diamantíferos.
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MAPA: OCORRÊNCIAS DE DIAMANTES NO BRASIL Lineamentos das Principais Ocorrências de Diamantes no Brasil
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ANEXO I DIAGRAMA: KIMBERLITO DIAMANTÍFERO Diagrama de Formação de Kimberlito Diamantífero

Chaminé Kimberlítica
Fonte: CPRM

sábado, 6 de janeiro de 2018

O kimberlito

O kimberlito é uma rocha ígnea intrusiva, um peridotito composto por olivina (normalmente serpentinizada) com quantidades variáveis de flogopita, ortopiroxênio, clinopiroxênio, carbonatos e cromita.
Os kimberlitos são a mais importante fonte de diamantes, porém sua existência só se tornou conhecida no ano de 1866. Os depósitos da região de Kimberley na África do Sul foram os primeiros reconhecidos e deram origem ao nome. Os diamantes de Kimberley foram encontrados originalmente em kimberlito laterizado. Classifica-se grosseiramente, em função das características do kimberlito de Kimberley o kimberlito como sendo “yellow ground” e “blue ground”. Yellow ground é relativo ao kimberlito intemperizado que se encontra na superfície. Blue ground é relativo ao kimberlito não intemperizado, encontrado em profundidades variáveis.
O kimberlito ocorre principalmente nas zonas de crátons, porções da crosta terrestre estáveis desde o período Pré-Cambriano. No Brasil existem três áreas cratônicas. O cráton Amazônico é a principal delas, porém ao sul de Rondônia e norte do Mato Grosso também encontra-se kimberlitos. O cráton do São Francisco ocupa grande parte de Minas Gerais e destaca-se na região sudeste do Brasil, porém nele, com exceção dos kimberlitos pobres da Serra da Canastra, não se conhecem rochas kimberlíticas mineralizadas.
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2 - MORFOLOGIA
Os kimberlitos são um grupo de rochas ultrabásicas ricas em voláteis (principalmente dióxido de carbono). Normalmente apresentam textura inequigranular característica, resultando na presença de macro-cristalizações inseridas em uma matriz de grãos finos. A montagem destas macro-cristalizações consistem em cristais anédricos de ilmenita magnesiana, piropo titaniano pobre em cromo, olivina, clinopiroxênio pobre em cromo, flogopita, enstatita e cromita pobre em titânio, sendo que a olivina é o membro dominante. Os minerais da matriz incluem olivina e/ou flogopita juntamente com perovskita, espinélio, diopsídio, monticellita, apatita, calcita e serpentina.
Alguns kimberlitos contém flogopita-estonita poiquilítica em estágio avançado.
Sulfetos de níquel e rutilo são minerais acessórios comuns. A substituição de olivina, flogopita, monticellita e apatita por serpetina e calcita é comum.
Membros desenvolvidos do grupo do kimberlito podem ser pobres ou desprovidos de macro-cristalizações e compostos essencialmente de calcita, serpentina e magnetita juntamente com flogopita, apatita e perovskita, os últimos em menor quantidade.
Segundo Kopylova (2005), em referência a Clement e Skinner (1985), o kimberlito pode ser dividido em três unidades, baseadas em sua morfologia e petrologia:
2.1 - KIMBERLITO DE CRATERAS
A morfologia de superfície de kimberlitos intemperizados é caracterizada por uma cratera de até dois quilômetros de diâmetro cujo piso pode estar a centenas de metros abaixo da superfície. A cratera é geralmente mais profunda no meio. No entorno da cratera há um anel de tufa relativamente pequeno (em geral com menos de 30 metros) quando comparado com o diâmetro da cratera. Duas categorias principais de rochas são encontradas em kimberlitos de crateras: piroclásticas, depositadas por forças eruptivas e epiclásticas, retrabalhadas por água.
Rochas Piroclásticas: Encontradas preservadas em anéis de tufa no entorno da cratera ou dentro da cratera. Os anéis possuem pequena relação altura por diâmetro da cratera e são preservados em muito poucos kimberlitos. Os únicos locais com anéis de tufa bem preservados no mundo são Igwisi Hills na Tanzânia e Kasami em Mali. Os depósitos são normalmente acamados, vesiculares e carbonizados.
Rochas Epiclásticas: Estes sedimentos representam retrabalho fluvial no material piroclástico do anel de tufa no lago formado no topo da diatrema. Apresentam-se dispersas quanto mais afastadas do centro e das paredes rochosas.
Considerando a raridade de kimberlitos de crateras é difícil desenvolver um modelo para determinar com certeza que todos os kimberlitos serão conformados segundo as características observadas acima.
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2.2 – KIMBERLITO DE DIATREMAS
Diatremas kimberlíticas possuem de 1 a 2 quilômetros de profundidade e geralmente apresentam-se como corpos cônicos que são circulares ou elípticos na superfície e afinam com a profundidade. O contato com a rocha hospedeira é dado usualmente entre 80 e 85 graus. A zona é caracterizada por material kimberlítico vulcanoclástico fragmentado e xenólitos agregados de vários níveis da crosta terrestre durante a subida do kimberlito à superfície.
2.3 – KIMBERLITO ABISSAL
Estas rochas são formadas pela cristalização de magma kimberlítico quente e rico e voláteis. Geralmente não possuem fragmentação e parecem ígneos.
São notáveis as segregações de calcita-serpentina e as segregações globulares de kimberlito em uma matriz rica em carbonato.
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3 – MODELOS DE CLASSIFICAÇÃO DE KIMBERLITOS
Vários modelos de classificação foram desenvolvidos para os kimberlitos e as grandes variações de textura e mineralogia apresentadas por estas rochas implicam em dificuldades para classificá-los. O modelo mais conhecido e geralmente bem aceito foi proposto por Clement e Skinner (1985). Esta classificação é largamente utilizada, no entanto é importante notar aqui as implicações genéticas neste modelo. O termo “tufisítico” significa presumir que o kimberlito foi formado através de processo de fluidização, porém ainda existem controvérsias com relação à formação dos kimberlitos.
Classificação dos Kimberlitos
De Clement e Skinner 1985 Crater-Facies
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As subdivisões das fácies principais são determinadas por diferenças na textura. As características diferenciadoras podem ser resumidas:
Kimberlitos de crateras são reconhecidos por características sedimentares. Kimberlitos de diatremas são reconhecidas por formações geodésicas do magma cristalizado e formações semelhantes geradas durante a perda dos gases.
Kimberlitos abissais são comumente reconhecidos pela presença abundante de calcita e textura segregada com macro/mega-cristalizações.
A divisão entre “breccia” e “não breccia” (coluna dois – Tipo de Rocha) denomina rochas fragmentadas e é comumente aportuguesada do italiano pelo termo “brecha”. A denominação aqui é baseada no volume percentual dos fragmentos visíveis macroscopicamente. Qualquer rocha com mais de 15% do volume de fragmentos visíveis é denominada “breccia”. Fragmentos podem ser acidentados ou cognatos. As subdivisões da terceira coluna envolvem características específicas discutidas em detalhes por Clement e Skinner, 1985, mas que fogem do escopo deste texto. Vale ressaltar que não existem classificações inteiramente aceitas para o kimberlito. O diagrama proposto por Clement e Skinner é o mais comumente aceito utilizado e por isto é apresentado aqui.
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4 - MODELOS DE FORMAÇÃO DO KIMBERLITO
Desde a descoberta de diamantes em kimberlito muitas teorias surgiram a respeito do processo de formação desta rocha. Mitchell (1986) apresenta em detalhes as diferentes teorias. Destas, serão apresentadas as três mais conhecidas e discutidas.
4.1 – TEORIA DO VULCANISMO EXPLOSIVO
Esta teoria envolve o apontamento de magma kimberlítico em baixas profundidades e o subseqüente acúmulo de voláteis. Quando a pressão confinada é suficiente para romper a rocha superior segue-se uma erupção. Acreditava-se que epicentro da erupção encontravase no contato da fácie abissal com a diatrema.
Através da extensiva atividade mineradora desenvolvida nas regiões kimberlíticas tornou-se claro que esta teoria não é sustentável. Não foi encontrada nenhuma câmara intermediária nas profundidades sugeridas. Além disso o ângulo de mergulho da grande maioria é muito alto (80-85 graus) para ter sido formado em tais profundidades, ou seja, a relação entre o raio na superfície e a profundidade é muito pequena. Fácies de transição entre diatremas e fácies abissais têm cerca de 2km de profundidade, enquanto crateras têm geralmente cerca de 1km de largura, perfazendo assim uma taxa de 1:2. Estudos do ponto original das explosões revelaram que a taxa deveria estar perto de 1:1.
4.2 – TEORIA MAGMÁTICA (FLUIDIZAÇÃO)
Segundo Kopylova, a proposição original desta teoria foi feita por Dawson (1962,
1971). Subseqüentemente foi desenvolvida por Clement (1982) e vem sendo estudada atualmente por Field e Scott Smith (1999).
Em termos gerais a teoria aponta que o magma kimberlítico sobe à superfície em diferentes pulsos, formando o que é denominado de “embryonic pipes” (chaminés embrionárias; Mitchell, 1986). O resultado é uma rede complexa de chaminés embrionárias sobrepostas de fácies abissais de kimberlito. A superfície não é rompida e os voláteis não escapam. Um algum ponto as chaminés embrionárias alcançam uma profundidade rasa o suficiente (cerca de 500 metros) na qual a pressão dos voláteis é capaz de vencer o peso da rocha que o recobre e os voláteis escapam. Com a fuga dos voláteis um breve período de fluidização ocorre. Isto envolve o movimento ascendente dos voláteis, que é suficientemente rápido para “fluidizar” o kimberlito e a rocha hospedeira fragmentada de modo que as partículas são carregadas em um meio sólido-líquido-gasoso. Fragmentos da rocha encaixante que se encontrem neste sistema fluidizado podem afundar dependendo de sua densidade. A fronte fluidizada move-se descendentemente a partir da profundidade inicial. Acredita-se que a fluidização seja muito breve pois os fragmentos normalmente são angulares.
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Desenvolvimento da Chaminé Embrionária
De Mitchell 1986
Esta teoria supostamente explica as características observadas em chaminés kimberlíticas tais como: fragmentos de rocha encaixante encontrados até 1km abaixo do nível estratigráfico através de fluidização; chaminés íngremes com ângulos de ~80-85 graus, dado que a explosão inicial acontece a profundidades relativamente baixas; Rede complexa de chaminés de fácies abismais encontradas em profundidade; a transição de fácies abismais para fácies de diatremas.
Descobertas recentes de chaminés de kimberlitos em Fort a la Corne no Canadá sugerem uma re-avaliação da teoria magmática. Field e Scott Smith não negam que a água pode desempenhar um papel na vasta variedade de chaminés de kimberlitos obervados. Eles acreditam que em alguns casos os magmas kimberlíticos possam entrar em contato com aqüíferos e neste caso a morfologia resultante será significantemente diferente das chaminés encontradas em outros lugares, particularmente na África do Sul. Eles consideram que a
Página 1 configuração geológica em que o kimberlito está inserido desempenha um papel significante na sua morfologia. Rochas bem consolidadas, que são aqüíferos pobres, tais como basaltos, que cobrem a maior parte da África do Sul, promovem a formação de chaminés muito inclinadas com 3 fácies kimberlíticas distintas. Sedimentos mal consolidados são excelentes aqüíferos e podem promover a formação de chaminés com ângulo de mergulho suave, o quais são preenchidos com kimberlitos de crateras, enquanto existe ausência de kimberlitos de diatremas.
A figura abaixo é baseada no esquema montado por Field e Scott Smith 1998. De especial interesse é a morfologia da chaminé de kimberlitos de Fort a la Corne em Saskatchewan no Canadá. As paredes da chaminé possuem mergulho especialmente raso e são preenchidas com rochas vulcanoclásticas ou sedimentos das fácies da cratera. A geologia local apresenta sedimentos pouco consolidados. Field e Scott Smith atribuem a diferença na morfologia observada nas chaminés de Saskatchewan ao hidrovulcanismo.

Fonte: Geologo.com

Uma mina de diamantes no sertão da Bahia

Uma mina de diamantes no sertão da Bahia

Descoberta pode multiplicar por cinco a oferta do mineral no País


Na pequena Nordestina, de apenas 12,4 mil habitantes, encravada no meio do sertão baiano, a mineradora belga Lipari se prepara para iniciar a exploração da primeira mina de diamantes extraídos diretamente da rocha (fonte primária do mineral) na América Latina.
A companhia, comandada pelo geólogo canadense Kenneth Johnson, já aplicou R$ 60 milhões na unidade e planeja aplicar mais R$ 30 milhões ao longo deste ano para acelerar as pesquisas e iniciar a comercialização do minério já no fim de 2014. O dinheiro que financiou toda essa operação saiu dos controladores da Lipari – a companhia Aftergut & Zonen, da Bélgica, e o fundo Favourite Company, de Hong Kong.
Ainda em fase de pesquisas, o geólogo que coordena o trabalho da Lipari no sertão baiano, Christian Schobbenhaus, afirmou ao Estado que estima em pouco mais de 2 milhões de quilates de diamante a capacidade total das minas em Nordestina, que fazem parte do projeto Braúna. Um quilate de diamante de rocha kimberlítica é negociado, hoje, a cerca de US$ 310.
O kimberlito é uma rocha rara, que forma o manto da terra. Chega à superfície após uma erupção vulcânica. Foi nessas explosões, ocorridas há bilhões de anos, que o kimberlito trouxe para próximo da superfície terrestre os diam
Desde então, por meio da erosão natural do solo, os diamantes podem se soltar e chegar até aluviões de rios, onde são encontrados na maior parte das vezes.
Produção atual - O Brasil, até agora, tem "produzido" diamantes dessa forma, tendo produção anual de 47 mil quilates, estimada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), cerca de 0,04% de todo o diamante explorado no mundo. Agora, apenas a produção de Nordestina deve multiplicar por cinco a oferta nacional de diamantes, aumentando também o valor do minério, uma vez que não é oriundo de aluviões, mas de fonte primária – da própria rocha.
Há apenas 20 minas de kimberlito em atividade no mundo. O grupo de países do qual o Brasil vai fazer parte é pequeno: as minas estão no Canadá, em países no sudoeste africano e na Rússia. O bloco de rocha kimberlítica no qual está a pequena Nordestina pertence ao cráton (bloco de rocha com mais de 1 bilhão de anos) do São Francisco, que ficava junto ao cráton do Congo, na África, antes da separação dos blocos em continentes.
Profundidade - Em Nordestina, o diamante está a cerca de 3 quilômetros da superfície, e a pesquisa total da área só deve ser concluída no fim do ano. Dada a complexidade da operação – as máquinas que tiram os diamantes das rochas são importadas da África do Sul e operadas por técnicos qualificados em mineração de diamantes –, a comercialização do minério de Nordestina só deve começar no último trimestre do ano que vem, ganhando força a partir de 2015. A Lipari estima em sete anos a vida útil da mina na cidade.
Praticamente todo o diamante de Nordestina será exportado para Dubai, Bélgica, Israel e Canadá, onde o comércio do minério é concentrado e tradicional. Assim, a companhia aposta que, até 2015, quando a produção estará a todo vapor, a recuperação da economia mundial terá ficado mais consistente e, com isso, os preços do diamante devem aumentar, puxados por uma demanda mais firme.
"Para um geólogo, esta é uma oportunidade inacreditável. Estamos trabalhando na primeira mina de diamante oriundo diretamente do kimberlito de toda a história da América Latina", disse Schobbenhaus, que mora em Nordestina desde 2010, quando as pesquisas se intensificaram.
O governo da Bahia deve licenciar a produção ainda neste ano, e o pedido de lavra feito pela Lipari ao DNPM também deve ser concedido. Segundo o diretor de fiscalização do departamento, Walter Lins Arcoverde, a mina da Lipari é "a confirmação de que o Brasil tem, de fato, a primeira mina de diamante oriundo de kimberlito na América Latina, e o segundo em todo o continente, atrás apenas do Canadá, que é um dos maiores produtores do mundo". Até este ano, apenas Brasil, Guiana e Venezuela produziam diamantes na região, mas todos os minérios eram de fontes secundárias, isto é, de aluviões de rios. antes. 
Fonte: Estadão

“Cristales Gigantes - Cristais Gigantes em Brotas de Macaúbas.” Bahia


“Cristales Gigantes - Cristais Gigantes em Brotas de Macaúbas.”

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Título del mensaje: Cristales Gigantes
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Vale la pena leerse el artículo titulado " El misterio de los cristales gigantes" de Juan Manuel García Ruiz en El PAÍS del domingo 5 de octubre.
Por mi parte visito frecuentemente una cooperativa de garimpeiros, CASEF, que extraen cristales de grandes dimensiones de cuarzo que sobrepasan 1 tm de peso. Ahí va un pequeño resumen de la historia:
La cooperativa CASEF se fundó el 1 de enero de 1990 con el nombre de Cooperativa Mista de Mineração Agro-Pecuária de Brotas de Macaúbas (COOMABRO), pero el 10 de febrero de 1991 paso a llamarse Cooperativa Agro-Mineral Sem Fronteiras (CASEF), teniendo su sede situada en la ciudad de Brotas de Macaúbas – 42º 32’ al Oeste y 12º al Sur - situada a 600 Km., dirección oeste, de Salvador, capital del Estado de Bahía (Brasil).
La zona en donde se hallan los garimpos de cuarzo está situada aproximadamente entre los meridianos 42º 40’ y 42º 46’ O y los paralelos 12º 02’ y 12º 11’ S.
El cuarzo que se halla en esta región es de origen primario, presentándose en forma de filones, bolsas o lentes (que los garimpeiros llaman bojos), o bien secundarios consistentes en fragmentos coluvionares que tapizan el suelo de la zona. Entre los garimpos que explotan cuarzo primario están Antonio Lima, Bojo do Etevaldo, Cabelo, Cafundó, Canalão, Canyon, Carrasco, Cordeiro, Francelino, Margarida y Sambaíba, entre otros muchos. Y entre los que explotan cuarzo coluvionar – el de buena calidad ya está prácticamente agotado- se hallan los garimpos de Aniceto, Baianinho, Banana, Barranco Branco, Canela, Cata do Antenor, Cata Rica, Cem Gramas, D’Ema, Mineiro, Palmeiras, Passo das Éguas y Terto.
Existen algunos garimpos que explotan los dos tipos de cuarzo – primario y secundario – como es el caso de los denominados Banana, Bojo do Ioiô y Bojo Vermelho. De todas formas, desde el punto de vista económico, los cuarzos secundarios son poco relevantes ya que están prácticamente agotados debido a su precoz explotación desde hace décadas, por su ubicación más superficial y por lo tanto de fácil extracción, teniendo en cuenta que el mercado dominante – por tradición – ha sido el demandante de lascas de cristal de roca que posteriormente serán utilizadas para la obtención de cuarzo cultivado piezoeléctrico o en aplicaciones del cuarzo fundido.
Estos cristales de cuarzo primario están insertados en 3 formaciones: 1º. Formação Lagoa de Dentro: metarenito eólico con niveles Metapelíticos. Pertenece al Grupo Paraguaçu de edad Paleo- Mesoproterozoica (Estateriano-Calimiano); 2º. Formação Mangabeira: cuarcitas y metarenitas eólicas con intercalaciones de metaconglomerados (>1514 Ma U-Pb). Pertenece al Grupo Paraguaçu de edad Paleo-Mesoproterozoica (Estateriano-Calimiano; y 3º. Formação Ouricuri do Ouro: metaconglomerado polimíctico y cuarcita. Pertenece al Grupo Paraguaçu de edad Paleoproterozoica (Estateriano).
Los cuarzos primarios (generalmente de cristal de roca, aunque se hallan también lechosos, ahumados y rutilados o de cabelo) se suelen hallar en la charnela de los pliegue y/o en zonas muy próximas a ellos que afectan a las cuarcitas de grano fino a medio, caracterizadas por su estratificación cruzada de bajo ángulo y presentando niveles de arcillitas intercaladas.
Las estructuras observadas en los garimpos suelen ser pliegues de tipo anticlinal y las mineralizaciones están controladas también por la fracturación dominante de dirección E-O, pero suelen presentarse este tipo de depósitos de forma bastante irregular siendo difícil prever su comportamiento, lo que hace particularmente difícil la prospección, ya que el cuarzo hidrotermal fluye hacia las zonas en donde se producen presiones menores o descompresiones impuestas por los esfuerzos tectónicos dominantes. Estos depósitos tienen formas muy variadas, tamaños muy diferentes y las variedades de cuarzos que aparecen en las explotaciones suelen ser sorprendentes, en ocasiones, por su originalidad.
Los garimpeiros suelen trabajar en esta minería artesanal en los meses de sequía cíclica, entre mayo y octubre, ya que son pequeños productores agrícolas en un contexto de agricultura de subsistencia, con pocos o ningún excedente. A principios de este año la CASEF tenía inscritos a un total de 625 mineros, residentes en los municipios de Brotas de Macaúbas, Ipupiara y Oliveira dos Brejinhos, en la Chapada Diamantina Norte (Bahia).

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Un buen cristal de ahumado.
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Estrellas de rutilo en cuarzo ahumado cortado y pulido.
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Garimpeiros en la mina.
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Un par de garimpeiros con dos cristales de cuarzo en el Bojo Vermelho.
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Garimpeiros en Pau D'Arco
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Cuarzo ahumado de más de 1 tm en el garimpo de Pau D'Arco.
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Cuarzos ahumados de un garimpo ilegal, Pau D'Arco, en Oliveira dos Brejinhos-Bahia
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Garimpeiros a la busca de cristales en el Bojo Vermelho (Brotas de Macaúbas - Bahia)
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Cuarzos ahumados en el garimpo de Pau D'Arco.
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Un garimpeiro muestra un cristal de roca rutilado que ha sido extraído en el poblado de Lagoa de Dentro en el município de Brotas.
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Cuarzos de regular calidad apiladas en las cercanías de un garimpo de Brotas.
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Extracción de agua que inunda un "bojo"
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Esta es la familia del vigilante del Bojo Vermelho.
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Los curazos más hialinos son fragmentados para ser comercializados en forma de lascas (estas son de 1ª sobre una batea que no tiene desperdicio...)
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A esta escalerita le llamaban los garimpeiros de Serra Pelada "adeus mamae" (adiós mamá) por su demostrada seguridad.
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Explotación de cuarzos en coluvión en el llamado "Bojo do Terto" en Brotas.
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Esto es una "corrutela" o poblado de garimpeiros.
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Publicado: 07 Oct 2008 14:01
Termino con algunas fotos más y algunas como triste epílogo a estas "vidas secas" del interior de Bahia.
Otro abrazo
Arturo
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Y después dicen que los minerales son caros...(Pozo en el que murieron dos jóvenes de 16 años en julio de 2004 al intentar sacar un gran cristal de cuarzo en el Bojo do Terto)
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Otra alternativa es la emigración en busca de oportunidades. En la foto una favela en Salvador, capital del Estado da Bahia.
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Una alternativa a la paradigmática pobreza y a la cíclica sequía es la mendicidad. En este caso en la BR-242 a la altura de Oliveira dos Brejinhos.
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Extracción de un gran ahumado en Oliveira dos Brejinhos.
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Comercio chino "O rei das pedras" en Oliveira dos Brejinhos, traficando ilegalmente con grandes cristales.
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Los cristales serán pesados, o calculado su peso, y vendidos a intermediarios ilegales.
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Un gran cristal de ahumado.
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Toyota 4x4 dirigiéndose al garimpo.
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Cuando el garimpo es productivo se corta parte del bosque, en este caso del bioma caatinga, para que puedan acceder vehículos con motor.
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Pozo de prospección, estéril, en el garimpo de Pau D'Arco.
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Tres grandes cristales de cuarzos ahumado en la acera del comercio chino “O rei das pedras”, situado en el centro de la ciudad de Oliveira dos Brejinhos
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El márketing se ese comercio chino, situado en Oliveira dos Brejinhos, al lado de la bandera brasilera y el Cristo Redentor se ve a la Virgen Maria con la frase:: “Soy madre del puro amor. En mi se encuentra toda la gracia del camino, de la verdad, de la vida y de la virtud”. Me encantan estas finas ironías...
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Cristal de "cabelo" en la sede de la cooperativa CASEF en Brotas de Macaúbas.

Fonte: DNPM
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