quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Recordes mensais de produção em 2017

Recordes mensais de produção em 2017


A Copebrás registrou diversos recordes mensais de produção, em 2017, em sua operação de fosfatos, em Cubatão (SP). A empresa alcançou bons resultados na produção de ácido fosfórico, fosfato bicálcico (DCP), granulação e acidulação.
Em agosto de 2017, a produção de ácido fosfórico atingiu 14.598 toneladas produzidas – um novo recorde para a operação. O recorde registrado anteriormente foi em dezembro de 2004, quando a empresa produziu 14.589 toneladas. Já a produção de DCP, usado na composição de ração animal, marcou um novo recorde neste ano, com 6.211 toneladas em agosto, superando as 6.198 toneladas obtidas em julho do mesmo ano.
A Copebrás registrou o maior recorde em 31 anos na granulação, com volume de 28.579 toneladas em outubro de 2017. O montante superou a marca obtida em dezembro de 1986, quando foram produzidas 27.789 toneladas. A acidulação também teve uma importante marca, registrando 36.846 toneladas produzidas em outubro de 2017, resultado superior ao recorde de novembro de 2015, de 36.100 toneladas.
“Os resultados são reflexo da proposta de atuação da CMOC no Brasil. Somos uma empresa que prioriza a simplicidade nos processos, utilizando metodologias modernas que conciliam redução de custo com eficiência operacional. Temos foco no negócio, privilegiando o trabalho em equipe, a estabilidade de nossas operações e a segurança de nossos empregados, que são nossa prioridade”, destacou o diretor de operações da Copebras, Fernando Rezende.
Fonte: Brasil Mineral

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Como iniciar uma mina de ouro

Como iniciar uma mina de ouro


Como iniciar uma mina de ouro
Mineração de ouro para iniciantes: como começar uma mina de ouro (an old gold mining town image by Tom Oliveira from Fotolia.com)
Os garimpeiros que desejam começar uma mina de ouro precisam fazer escolhas quando começam a criar uma operação de mineração. Além de escolher alugar uma locação de mina de ouro ou garimpar em terras públicas, um mineiro pode reivindicar terras e iniciar uma mina em terras não declaradas. As operações de mineração de ouro variam de pequenas a gigantescas. A localização e o tamanho da operação irão determinar como um mineiro vai iniciar uma mina de ouro.

Instruções

  1. 1
    Garimpe o local reivindicado com uma pá e uma bacia. Registre os locais onde se encontra mais ouro no minério da propriedade. Cave onde se encontra a rocha estratificada e onde os canais coletam ouro no leito do rio ou riacho em volta do interior da curva na água. A garimpagem de forma correta vai aumentar a quantidade de ouro que será removido da localidade por hora de trabalho.
  2. 2
    Coloque os equipamentos de mineração que elogiam a geografia do sítio. A água é uma característica importante de muitas minas, mas não é necessária para separar o ouro do minério. As caixas de comportas e das peneiras podem ser operadas através de água ou ar; desenvolva a mina certa para o seu local.
  3. 3
    Construa alojamentos para os mineiros e forneça energia para habitação com um gerador que também pode acionar o equipamento de mineração elétrica. Quanto maior a mina de ouro, mais energia, equipamentos e habitação você vai precisar. Separe as zonas de alojamento do local do moedor para evitar a contaminação do abastecimento de água com os subprodutos humanos.
  4. 4
    Escave o ouro dos locais de amostra mais produtivos e recolha o minério perto do equipamento de mineração. Quando tiver sido armazenado minério suficiente para executar uma movimentação completa das operações, é possível começar a separar o ouro do minério e ganhar dinheiro com uma mina.
  5. 5
    Armazene o ouro puro e os minérios altamente concentrados em recipientes separados para processar mais adiante. O processamento de ouro é a tarefa que consome mais tempo; eliminar todos os restos de ouro pode ser melhor gerido em um momento posterior. Processe o minério até sobrar apenas a areia preta pesada e o ouro; em seguida, armazene-os para limpar em um momento posterior.

  6. Fonte: Geologo.com

A diferença entre o ouro puro e a peça banhada

A diferença entre o ouro puro e a peça banhada


A diferença entre o ouro puro e a peça banhada
Falsificadores podem criar ouro que parece real (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)
Nem toda peça de ouro é feita de ouro puro. Em alguns casos, uma joia contém metal coberto com ouro para imitar o puro. Isso reduz o custo de produção da peça e abaixa o preço de venda. O ouro puro e metais banhados têm características que permitem a especialistas distingui-los.

Processo de peças banhadas a ouro

O banho de ouro envolve um processo eletroquímico no qual joalheiros colocam moléculas finas de ouro em uma base de metal, como o cobre ou latão. Alguns produtos banhados a ouro não são criados usando o metal verdadeiro, mas algo que tem uma cor dourada. A cor do ouro é desgastada por poluentes e sais. A joia banhada não tem a durabilidade de peças de ouro verdadeiro.

Escavando ouro

Os mineiros retiram ouro da terra e da água utilizando vários métodos, incluindo a peneira e lavagem a seco. O metal extraído é ouro puro ou tem mercúrio e prata incluídos. O ouro deve ser refinado para ter valor de mercado. O mercúrio pode ser removido do ouro aquecendo-o até que evapore. No entanto, os refinadores devem tomar medidas para evitar a inalação dos vapores tóxicos do mercúrio. Em seguida, o ouro é derretido em diferentes formas, como barras e moedas.

Propriedades

O ouro não é magnético. Os produtos banhados a ouro podem conter metais magnéticos como o aço, que serão atraídos por um ímã. Os metais comuns também reagem com o ácido nítrico, mas o ouro não. No entanto, os testadores de ouro que utilizam ácido nítrico devem saber o que estão fazendo, pois ele pode queimar gravemente a pele.

Distinguindo

Os joalheiros não podem, legalmente, vender um produto como ouro, a menos que tenha pelo menos dez quilates. No entanto, sem testes sofisticados, distinguir entre dez e nove quilates pode ser difícil. Ao procurar ouro verdadeiro, os consumidores devem comprar em lojas que tenham garantia de qualidade e testar as peças. Além disso, peças com um acabamento ruim são provavelmente banhadas.

Fonte: Geologo.com

Técnicas modernas de mineração de ouro

Técnicas modernas de mineração de ouro


Técnicas modernas de mineração de ouro
Novas tecnologias (sand mining in bolivia image by rrruss from Fotolia.com)
Embora a mineração de ouro seja mais frequentemente associada a uma antiga carreira romântica de bandeirantes, o ouro continua a ser uma valiosa mercadoria. Embora o objetivo da mineração do ouro continue a ser o mesmo, novas tecnologias têm dado a garimpeiros atuais uma vantagem sobre os seus homólogos ancestrais.

Garimpando

Apesar de ser adequado para as operações de mineração industrial de ouro, o garimpo continua a ser popular entre os aficcionados por exploração, devido a suas manhas sobre a natureza e seu baixo custo. Esse é talvez o método mais icônico de mineração de ouro. O garimpo é um processo manual de filtragem, no qual rochas, cascalhos e areia do leito dos rios são colocados em uma grande peneira. A água é adicionada ao recipiente e o mineiro agita a peneira para frente e para trás. Como o ouro é muito mais denso do que areia ou pedra, são levadas com a água enquanto as peças de ouro são armazenadas no fundo.

Comportas

O uso de "comportas" aproveita os princípios da filtração, mas usa mecanização e uma capacidade muito maior, a fim de torná-la economicamente viável em grande escala. Terra e areia são carregadas para uma caixa de eclusa, uma lâmina de metal longa, com sulcos na parte inferior. A água é então adicionada à mistura. Enquanto o ouro mais pesado instala-se nos cumes, o material mais leve é levado para fora da caixa da comporta. O ouro pode ser recuperado.

Mineração subterrânea

Embora mais trabalhosa e perigosa do que outras técnicas modernas de mineração de ouro, a mineração subterrânea é uma técnica popular e lucrativa. Apesar de a mineração de minerais preciosos ter ocorrida desde a pré-história, ainda é uma forma popular de mineração de ouro. Equipamentos de mineração mecanizados e normas de segurança fazem com que a mineração subterrânea moderna seja mais segura e mais eficiente do que em anos anteriores.

Cianetação de ouro

Esse processo envolve a adição da substância química tóxica de cianeto em rochas, que são prováveis de conter pequenas quantidades de ouro. As pepitas de ouro com cianeto podem então sere separadas da rocha em que foram encontradas. Essa combinação é chamada de ouro cianeto. O zinco é adicionado ao ouro cianeto de modo a remover o próprio cianeto, em seguida, o ácido sulfúrico é adicionado à mistura de zinco/cianeto, a fim de remover o zinco. O que resta é uma pasta de minério de ouro puro.

Detecção de metais.

Os detectores de metais modernos podem ser usado para encontrar ouro, mas não fazem distinção entre este e outros metais. E o fato de que uma lata é muito maior que a pepita de ouro de tamanho médio que você provávelmente irá encontrar significa que outros minérios de menor valor irão aparecer em um detector de metais com muito mais frequência do que o ouro.

Fonte: Geologo.com

Dois anos depois do desastre em Mariana, garimpo e pasto destroem contenções de lama nos rios

Dois anos depois do desastre em Mariana, garimpo e pasto destroem contenções de lama nos riosEstruturas montadas para cortar injeção e depósito de minério de ferro derramado pelo rompimento de barragem da Samarco em Mariana foram devastadas em vários pontos


O Rio Gualaxo do Norte recebeu todo rejeito do rompimento da Barragem do Fundão da Mineradora Samarco em novembro de 2015. Garimpeiros, agricultores e pecuaristas destroem as obras de recuperação do Rio. Foto: Gladyston Rosrigues/EM/D.A Press
O Rio Gualaxo do Norte recebeu todo rejeito do rompimento da Barragem do Fundão da Mineradora Samarco em novembro de 2015. Garimpeiros, agricultores e pecuaristas destroem as obras de recuperação do Rio. Foto: Gladyston Rosrigues/EM/D.A Press

Passados mais de dois anos do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas, as estruturas de contenção e estabilização emergenciais na bacia mais atingida, a do Rio Gualaxo do Norte, não apenas se deterioram como têm sido devastadas deliberadamente. A constatação é de várias fontes, como o Ministério Público (MP), a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e a própria reportagem do Estado de Minas, que denuncia o fato desde 4 de dezembro. Garimpeiros ilegais, em busca do ouro de aluvião que abundava desde a era colonial, pecuaristas com suas pastagens restritas depois do pior desastre socioambiental do Brasil e agricultores privados de seus espaços de plantio têm posto abaixo as cercas instaladas pela mineradora Samarco e posteriormente pela Fundação Renova, em nome da sobrevivência, mas impedindo que a natureza se recomponha.
A quarta edição da Operação Watu – nome dado pelos indígenas Krenak ao Rio Doce, cuja bacia compreende o Gualaxo do Norte e vários outros mananciais atingidos – identificou vários pontos de degradação de estruturas ainda emergenciais instaladas para que os rios não prossigam o ciclo de injeção e depósito de minério de ferro e lama despejados pelo rompimento. A ação tem sido desempenhada pela Semad e auxiliada pela Renova, que é a fundação instituída pelo Termo de Transação de Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado entre a União, os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, a causadora Samarco e suas controladoras, a Vale e a BHP Biliton.

Nesse rumo, a reportagem do EM seguiu as águas do Rio Gualaxo do Norte a menos de um quilômetro do povoado fantasma de Bento Rodrigues, novamente com cor vermelha de ferrugem devido às chuvas que continuam a despejar o rejeito das margens do manancial para o leito. Pelo menos quatro pontos de degradação são visíveis, impulsionados pelos jatos d’água das mangueiras das bombas dos garimpos nas margens ou em desvios que desfiguram o curso nesses processamentos ilegais.

O ponto mais próximo é composto por três reentrâncias que avançam das margens recobertas de rejeitos para os barrancos que se seguem, abrindo grandes sulcos de erosão. As proteções e contenções de bioengenharia utilizadas pela Fundação Renova e pela Samarco para tentar estabilizar esses movimentos indesejados de detritos acabaram devastadas, rompidas ou soterrados novamente por aquilo que deveriam segurar. O mesmo se repete um quilômetro abaixo, onde apenas rochas e argila restaram das margens jateadas pelas mangueiras garimpeiras, se tornando fontes de recirculação do minério.

Em outros dois pontos mais a frente, os garimpeiros chegaram à ousadia de romper as cercas postadas para a reconformação das margens dos rios e desviaram o curso do Gualaxo do Norte para remansos artificiais, onde podem remover o ouro do cascalho por meio de esteiras de tapetes e bateias. Nesses locais, a Fundação Renova restaurou o cercamento, mas o estrago ainda persiste, aguardando trabalhos de restauração daquilo que foi perdido.

Plantio fatal
É importante destacar, contudo, que vários cercamentos cederam com o regime normal das cheias do rio ou com a instalação errônea de barreiras, mas a resistência aos processos reconstrutivos certamente tem retardado o sofrido processo de recomposição do mais atingido rio dessa tragédia.

Em baixadas que eram cultivadas antes do rompimento da barragem ter soterrado os terrenos, os vegetais plantados pela fundação para conter os rejeitos foram removidos pelos agricultores. Alguns desses pontos receberam capim, mesmo se tratando de áreas de proteção permanentes (APPs), onde a legislação determina uma reserva de mata para proteger os rios de assoreamento. Numa das fazendas invadidas pela lama e rejeitos, em Paracatu de Cima, o proprietário pediu para que a Renova cultivasse hortaliças, frutas e verduras diretamente sobre o material que desceu da mineração, um procedimento que os fiscais do estado que participaram da Operação Watu descreveram como inapropriado.

Por meio de nota, a Semad disse que tem conhecimento da situação, “por meio dos relatórios realizados durante a Operação Watu, que faz o acompanhamento das ações de recuperação realizadas pela Fundação Renova”. A Semad informou ainda que a questão do plantio realizado pelos produtores será avaliada dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA), no contexto do Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao longo de 2018. “Após a realização do cadastro, será feita uma análise integrada no contexto do Plano de Manejo de Rejeitos, que engloba toda a área atingida pelos rejeitos que vazaram da barragem de Fundão, desde Bento Rodrigues até a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves”, diz o texto.

Carreira de gado avança
Na porção mais baixa do Gualaxo do Norte, pouco distante da mata atlântica mais intacta e próximo às fazendas de criação de gado e aos plantios, o conflito das tentativas de estancar os danos sofridos com o rompimento da barragem e o de retomar atividades produtivas é ainda mais evidente. Pecuaristas chegam a romper cercas em longas extensões dos rios para que seus cavalos e gado possam acessar o rio barrento para matar a sede. Em muitos desses locais os cultivos preparados para estabilizar o rejeito ou abrir caminho para uma vegetação mais consistente foi simplesmente esmagado pela carreira do gado ou até mesmo consumido pelos animais famintos de capim que foi arrancado pela onda de lama e minério. Em outros, o simples pisoteio dos animais impede que as plantas consigam crescer.

De acordo com o líder de operações agroflorestais da Fundação Renova, Thomás Lopes Ferreira, a introdução de gado nas áreas em recuperação tem sido danosa, mas só será sanada quando as políticas de melhoria de produtividade nas propriedades resultarem em rendimentos capazes de estimular os proprietários de terras devastadas a abrirem mão dos cultivos ou pastoreio a nas margens dos rios afetados. “Temos tido grande adesão desses proprietários no sentido de conservarem as áreas afetadas por rejeitos”, diz.

Ainda segundo Ferreira, a questão de garimpos e plantios em áreas de preservação permanente geram conflitos devido ao uso costumeiro por essas populações. “Temos garimpos há 350 anos nesse rio, bem como uma utilização consolidada nas áreas de APP que a lei permite prosseguir na exploração. O que fazemos é denunciar as ilegalidades de garimpeiros e de outros usos”, disse. Sobre a utilização de rejeitos para o cultivo de uma fazenda em Paracatu de Cima, a Renova nega qualquer envolvimento nesse plantio, apesar de a operação de a Semad a implicar. Sobre o plantio feito em cima de rejeitos na propriedade citada no relatório da Watu, a Fundação Renova afirmou que ela “ocorreu na fase I da operação, considerado período emergencial, em vigor antes da criação” da instituição. 

MEMÓRIA
Águas da agonia
A Barragem de Fundão, integrada ao complexo de mineração de ferro de Germano da Samarco, se rompeu em 5 de novembro de 2015, promovendo uma degradação sem precedentes no Rio Doce (foto). O desastre fez escorrerem 50 milhões de metros cúbicos de lama, numa onda gigantesca que cobriu os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em Mariana, e em seguida o município de Barra Longa até atingir o litoral do Espírito Santo. A tragédia provocou a morte de 18 pessoas e é considerada o maior desastre socioambiental da história do país.

Foto: Gladyston Rosrigues/EM/D.A Press
Foto: Gladyston Rosrigues/EM/D.A Press
Fonte: EM