sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Nickel lights the way

Nickel lights the way


Nickel-metal hydride batteries bring light and a safer environment to communities in extreme climates.
Achieving consistent and reliable street and open air lighting in areas of the world without a grid system is a considerable challenge and especially so in extreme climatic conditions. Yet the benefits in terms of safety and security for citizens, are immense.
Sunna Design, a French designer and manufacturer of solar lighting, is tackling this problem with a range of lighting solutions adapted for rural, arid or desert regions where installation and on-going maintenance are difficult. Sunna has developed lamp posts topped with solar panels which are equipped with a nickel-metal hydride (NiMH) battery, coupled with a smart energy management system. The lamps provide public lighting in remote areas which is essentially maintenance free, designed to limit vandalism and quick and simple to install.
For stand-alone solar lighting systems, a light weight battery can be an important advantage when set at height. Small NiMH batteries are integrated inside the head of the lamp and placed at the top of a mast. This significantly simplifies installation and avoids both having to bury the battery in the ground, as well as the need for cabinets or external electrical connections.

Durable battery chemistry

To ensure that the battery has a long life, charge and discharge management is the key element. End-of-charge and end-of-discharge detection methods are used to prevent over-charge and over-discharge, and are programmed into the battery management system.
The choice of a nickel-based battery was the result of a two year study with French research laboratory, CEA-INES, part of the National Institute for Solar Energy. The researchers compared battery technologies which can be used in extreme conditions. “Rainfall, solar radiation and intense heat as well as sand storms and desert winds of up to 100km/h all had to be taken into account,” explains Raphael Baillot, Head of R&D for Sunna. Air temperature is the most sensitive environmental factor for a battery and the objective was to find the most resistant battery chemistry for desert environments, and improve its performance and lifespan in tough conditions.

Unrivalled lifespan

Accelerated aging tests confirmed NiMH technology for its efficiency and predicted a lifespan of ten years as well as suitability for Africa or Middle East desert operating conditions. Here temperatures can range from around 58°C during the day to 10°C at night, and in some regions at certain times of the year can even fall to around freezing.
The battery therefore needs to function reliably over a wide temperature range. “The nickelbased batteries allow us to reach an unrivaled lifespan for our products,” says Baillot. The high temperature resistance of this metal allows us to get an optimum performance even under the harshest environments on earth,” says Sunna engineer, Nicolas Mercadal. “This is the best battery technology for solar lighting applications.”
“Because the battery stores solar energy during the day for use at night, efficiency of the system’s energy storage is critical. In African countries, lead acid batteries in similar systems have a life of up to two years and can expire in less than a year. “Reliability provided by NiMH batteries prevents additional maintenance costs,” says Laura Pargade, Sunna’s Head of Marketing. “A smart electronic energy management system optimizes the lighting program whatever the weather and enhances the battery lifespan.” NiMH offers reasonable specific energy (55 to 70 Wh/kg) and covers one of the largest temperature ranges available for rechargeable battery technologies, from -20 to + 70°C.
Communities in over 20 countries are now benefiting from the systems. Many are in Africa, including Senegal, Nigeria and Cameroon, as well as a refugee camp in Jordan. Blackouts in remote areas could be a thing of the past thanks to solar lighting systems based on NiMH battery technology with the potential to bring light to everyone, everywhere, reliably and sustainably. Sunna’s newly developed Nanogrid system connects a solar streetlight to eight homes to offer indoor lighting and mobile phone charging.
Fonte: Vale

Chile anuncia fechamento do projeto na mina de ouro Pascua Lama

Chile anuncia fechamento do projeto na mina de ouro Pascua Lama


As autoridades chilenas anunciaram nesta quinta-feira (18) o fechamento definitivo do projeto Pascua Lama, da mineradora canadense Barrick Gold, que buscava explorar a maior jazida de ouro e prata do mundo, na fronteira entre Chile e Argentina. Localizado a cerca de 4.500 metros de altitude, em uma zona cercada por geleiras, o projeto encontrou forte resistência dos dois lados da cordilheira dos Andes.
A Superintendência de Meio Ambiente do Chile (SMA) informou nesta quinta-feira que, “dada a natureza e envergadura das infrações cometidas pela empresa, chegou-se à convicção de que o fechamento total e definitivo, somado à imposição de uma multa em dinheiro, é a sanção mais adequada e proporcional neste caso”.
A multa chega a 11,6 milhões de dólares por danos ambientais. A decisão foi comemorada por comunidades indígenas chilenas, que denunciaram por anos o impacto ambiental do projeto colossal. A SMA disse em nota à imprensa que aplicou as sanções pelos danos provocados a espécies de fauna e flora nativas, assim como pelo monitoramento incompleto de geleiras e pelo despejo de águas ácidas em um rio próximo, que abastecia comunidades da etnia diaguita.
Contudo, a decisão da SMA, que menciona 33 violações de normas ambientais, pode ser questionada no Tribunal Ambiental do Chile.
A Barrick Gold, maior empresa de exploração de ouro do mundo, afirmou em um comunicado que esperava a decisão do regulador chileno, mas esclareceu que a sanção não revoga a resolução que permite a exploração mineradora na região. Por isso, poderia continuar seus planos – desta vez, debaixo da terra.
“O fechamento das instalações na superfície no Chile corresponde ao plano da empresa de realizar um estudo preliminar de viabilidade para uma exploração mineira subterrânea em Pascua Lama”, indicou uma nota da mineradora.
Fonte: Isto É Dinheiro

Superímã aproxima brasil e Alemanha

Superímã aproxima brasil e Alemanha


Nos dias 14 e 15 de dezembro, o presidente do IPT, Fernando Landgraf, participou, na cidade de Berlim, Alemanha, do workshop ‘Strategic Minerals and Innovation in Brazil’, organizado conjuntamente pela embaixada brasileira e pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. “As pesquisas brasileiras sobre as cadeias produtivas de terras raras encontram-se em estágio avançado no País, o que acabou estimulando o envolvimento de instituições alemãs em busca do desenvolvimento tecnológico conjunto. A ideia é que o Brasil possa elaborar um produto – no caso, o superímã de terras raras – com valor agregado e não simplesmente a matéria-prima mineral”, afirmou Landgraf.
O evento teve a participação de cerca de 70 profissionais ligados a empresas alemãs da área de tecnologias de mineração (Fichtner Water & Transportation), interessadas no uso de terras raras (Siemens e BMW) e academia (universidades de Duisburg e Técnica de Clausthal, THGA e ICTs). Na ocasião foram apresentados trabalhos técnicos brasileiros sobre o momento das terras raras no País.
O presidente do IPT apresentou o trabalho que o instituto desenvolve em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) intitulado ‘A implantação e a estruturação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para produção de superímãs de terras raras’; Marcos Flavio Campos, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentou ‘As reservas e a pesquisa brasileira em terras raras’, e Paulo Wendhausen, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), discorreu sobre ‘O projeto Brasil-Alemanha de Tecnologia de Terras Raras – projeto REGINA’ (Rare Earth Global Industry and New Application). Por último, André Carlos Silva, da Universidade Federal de Goiás (UFG), tratou de projetos de terras raras no estado de Goiás e Eduardo Soriano, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, mostrou a estratégia brasileira de ciência, tecnologia e inovação em terras raras.
Para Landgraf, a parceria com empresas alemãs ocorre por serem grandes consumidoras de terras raras, muito utilizadas na fabricação de geradores eólicos e carros elétricos, por exemplo, e o Brasil como potencial fornecedor de superímãs. “Hoje o mercado mundial de terras raras é dominado pela China; decorrente dessa dependência, uma ‘bolha’ de preços ocorreu em 2011, o que gerou insegurança quanto à oferta do mineral no mercado internacional. O fenômeno repetiu-se em 2017. O preço do neodímio metálico aumentou cinco vezes entre janeiro e setembro deste ano, retornando em novembro ao patamar de janeiro, quando o quilo custava cerca de US$ 40”. As causas para a chamada “bolha”, segundo o presidente do IPT, são duas: a primeira, embutida no anúncio do governo chinês de que sua legislação ambiental reduziria o número de empresas fornecedoras de terras raras para o mercado internacional; a segunda pode ter sido reflexo do estabelecimento de uma data-limite para o fim da produção de motores a combustão interna na Europa, com o consequente aumento na demanda por superímãs de terras raras para a motorização dos carros elétricos.
IPT e USP devem concluir, até o final de 2018, a elaboração e a solidificação controlada da liga de neodímio-ferro-boro usada na fabricação dos superímãs. O projeto tem financiamento das empresas CBMM e Weg, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Fonte: Brasil Mineral

Albufeira: GNR apanha pedras preciosas escondidas em Bibelô

Albufeira: GNR apanha pedras preciosas escondidas em Bibelô

Foto de Arquivo|Crédito: Depositphotos
Cerca de oitenta pedras preciosas que, segundo o Ministério Público (MP), aparentam ser esmeraldas, e ainda um possível diamante, foram apreendidas, esta terça-feira, em Albufeira.
Segundo o MP, «na altura da apreensão, as pedras estavam na posse de um homem de 57 anos», havendo suspeitas de que «terão chegado ao seu poder através da prática de um crime de burla qualificada». O homem foi constituído arguido e ficou sujeito a termo de identidade e residência.
O Jornal de Notícias adianta que as pedras preciosas não têm «qualquer certificado de origem» e que terão «um valor superior a três milhões de euros».
O mesmo jornal acrescenta que as esmeraldas e o diamante «estavam no interior de um apartamento no centro de Albufeira», escondidos em objetos decorativos, e que o arguido «estava a ser investigado há cerca de três meses, no âmbito de um processo de burla qualificada, a cargo do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Loulé».
O inquérito, que está a ser dirigido pelo Ministério Público da Secção de Loulé no DIAP de Faro, vai prosseguir com o objetivo de «investigar os factos, designadamente estabelecer a natureza e valor dos referidos objetos, bem como a forma como foram obtidos».
O Ministério Público está a ser coadjuvado na investigação pelo Núcleo de Investigação Criminal de Loulé da GNR.

Fonte: Jornal de Notícias

Minérios do Vale do Jequitinhonha MG.

O presente trabalho tem como objetivo fazer uma análise sobre o histórico do extrativismo mineral no Vale do Jequitinhonha. Levando em considerações a pesquisa realizada sobre o passado da extração de ouro e diamante e o futuro através da extração do minério de ferro.
2.Discussão teórica 2.1 Século XVII- O Início da Colonização do Vale do Jequitinhonha
A história que registra a luta pela conquista do Vale do Jequitinhonha começou em 1550. Em meados do Século XVI, as primeiras expedições financiadas e organizadas pelo governo português, conhecidas como entradas atingiram o Vale do Jequitinhonha. As entradas partiam de um ponto no litoral e tinham como objetivos aprisionar índios, explorar o interior e procurar pedras e metais preciosos no Brasil.
As entradas foram ordenadas pelas autoridades coloniais e enviadas à procura de pedras e metais preciosos, que não foram encontrados.Elas abriram os caminhos que, no século seguinte foram ampliadas pelas bandeiras. Estas, saídas em especial de São Paulo, eram de iniciativa particular e tinham como objectivo primordial a caça de índios, mão-de-obra mais barata que a dos negros, para trabalharem nas fazendas. O Alto Jequitinhonha continha muito ouro e diamantes, que despertaram a atenção dos Bandeirantes paulistas e dos reis de Portugal. Com isso intensificaram as Entradas e as Bandeiras. As expedições de bandeirantes organizadas por particulares eram conhecidas como Bandeiras. As organizadas pelo governo eram conhecidas como Entradas.
Os bandeirantes penetraram no território brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes. Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de Minas Gerais. Quando os primeiros exploradores chegaram ao Brasil, o maior objeto de desejo era o ouro. Mas somente depois de um século é que foi achado o tão sonhado ouro, por bandeirantes paulistas. A expedição de Francisco Bruza Espinosa (1553/1554), acompanhada do jesuíta padre Aspilcueta Navarro, foi a primeira a penetrar nas terras do Jequitinhonha. A entrada de Espinosa-Navarro, acompanhando o Rio Jequitinhonha, chegou à Serra do Espinhaço, na região do Serro, Diamantina e Minas Novas, alcançando também a foz do Rio, no município de Belmonte. Outra expedição, a de Sebastião Fernandes Tourinho (1573), encorajada pelas notícias das potencialidades do solo e da existência de jazidas de esmeraldas, partiu em busca de minerais, passando pelo rio Araçuaí. Tourinho recolheu turmalinas, crisólitas, safiras, topázios, berilos e águas marinhas. No ano seguinte, a expedição de Antônio Dias Adorno subiu o Rio Jequitinhonha e no solo do vale do Araçuaí colheu pedras e minérios que revelavam a existência de metais preciosos.
A primeira descoberta de ouro, no final do século XVII, processou-se na cidade do Serro, atraindo multidões de garimpeiros. Em 1725 foi instalada a Casa de Fundição do Ouro, para a cobrança do quinto, e o Serro passou a receber toda a produção de ouro do norte de Minas. Nas regiões próximas, como Diamantina, Minas Novas, Grão Mogol e em outras áreas foram instalados os primeiros núcleos de mineiros. A partir daí então, se deu a formação de vilas, povoados e pequenas cidades do Vale do Jequitinhonha.
Fonte: Revista Nossa História – dezembro 2003. Lavagem de diamantes no arraial de Curralinho, litografia de Rugendas feitores calçados e bem vestidos, negros seminus e com os pés na água: nas minas, a rígida hierarquia da sociedade escravocrata.
2.2 O Extrativismo É a atividade de coleta de produtos naturais, sejam estes produtos de origem vegetal, animal, ou mineral. Esses produtos podem ser cultivados para fim comerciais, industriais e para subsistência, e ela é a atividade mais antiga desenvolvida pelo ser humano. É considerada a mais antiga atividade humana, antecedendo a agricultura, a pecuária e a indústria.
2.3 Extrativismo vegetal
É um processo de exploração dos recursos vegetais nativos (ou seja, naturais de um lugar), onde as pessoas apenas coleta ou apanha os produtos que vai encontrando em uma determinada região. Não é um processo que produz muito, porque a pessoa tem que vagar pela mata ou campo à procura do seu objetivo: madeira, borrachas, ceras, fibras, frutos, nozes, produtos medicinais entre outros.
No vale do Jequitinhonha o extrativismo vegetal mais ocorrente é o das sempre-vivas que são especialmente abundantes ao longo da cadeia do Espinhaço, notadamente em Minas Gerais, mas também ocorrem na Bahia e nos cerrados de Goiás e Pará. Apesar de serem coletadas e comercializadas em todos esses Estados, Minas Gerais, especialmente o município de Diamantina, ao Norte do Estado, destaca-se como o maior pólo de comercialização de Sempre-vivas no Brasil, tanto por razões históricas, como também em função da enorme diversidade de espécies Sempre-vivas que ocorrem na região. De fato, Diamantina é considerado o centro da diversidade dessas espécies no mundo e as principais famílias botânicas dessas plantas são: Eriocaulaceae, Xyridaceae e Cyperaceae; a coleta e comercialização de Sempre-vivas iniciaram-se na cidade por volta de 1930.
Desde o início, esta atividade esteve associada à subsistência dos moradores de pequenos distritos e povoados da região que tinham no garimpo sua principal fonte de renda. Com o passar dos anos e a diminuição dos veios de pedras preciosas e semipreciosas, o extrativismo vegetal passou a ser a principal fonte de renda em muitas dessas comunidades, no entanto, esse aumento na importância do extrativismo ao longo desses 70 anos de atividade tem contribuído para o esgotamento da produção dos campos nativos de Sempre-vivas; a ponto de se encontrarem criticamente ameaçadas algumas das espécies de maior valor comercial.
2.4 Extrativismo animal
No passado, para conseguir parte de seus alimentos, os seres humanos praticavam a pesca e a caça de animais, atualmente existem técnicas mais desenvolvidas para a pesca comercial, apesar da pesca artesanal e a esportiva serem praticadas de modo tradicional. No Vale do Jequitinhonha por muito tempo a pesca no Rio Jequitinhonha foi praticada, mas hoje em dia com a construção de barragens e também devido a pesca predatória, a atividade pesqueira não acontece com tanto êxito.
2.5 Extrativismo mineral
Extrativismo mineral tem por característica e alteração drástica do ambiente onde é promovido, esse tipo de extrativismo tem por fim o uso direto ou indireto. Ele é direto quando, como no caso da água mineral, o produto mineral extraído é utilizado em sua forma natural. É considerado indireto, que é o caso da maioria dos minerais, quando o produto extraído é destinado a indústrias para passar por transformações que darão origens a produtos com maior valor agregado, a tecnologia de extração também pode variar entre simples e mais complexa. Minas Gerais é considerado um dos estados de maior riqueza mineral, e com grande destaque para o Vale do Jequitinhonha que é reconhecido por sua diversidade de gemas.
As gemas mineiras são conhecidas por sua diversidade, valor, beleza e qualidade. Além de ser o único produtor brasileiro de diamantes, o estado tem uma infinidade de crisoberilos, especialmente a alexandrita e o olho-de-gato; topázio imperial e azul, de diferentes cores, inclusive bicolores; berilos, representados pelas esmeraldas, águas marinhas, heliodoros e morganitas, quartzos, caracterizados nas suas diversas cores e denominações; granadas, andaluzitas, kunzitas, hidenitas, brasilianitas, além de outras gemas e até peças de coleção, raras e exóticas.
O Brasil é sem dúvida, o país que apresenta maior frequência de pegmatitos, grandes partes dos quais muitas vezes mineralizados, distribuídos em várias regiões pegmatíticas. Dentre essa região destaca-se o Vale do Jequitinhonha.
No Vale do Jequitinhonha principalmente nas cidades de Salinas, Virgem da
Lapa, Coronel Murta, Capelinha, Araçuaí, Itinga, Almenara e Medina se encontram grandes quantidades de minerais de pegmatito e que estão entre os seus bens minerais de maior valor econômico, destacando-se: berilo, água-marinha, alexandrita, crisoberilo, ametista, citrino, topázio, turmalina, quartzo rosa, minerais de lítio, cassiterita, tantalita, granadas, feldspato, columbita, diamante, etc.
Como característica dessa região em relação a outras do país pode-se perceber um maior tamanho e uma maior frequência dos corpos além de uma menos simplicidade estrutural e de uma maior variedade mineral. É fato marcante desses pegmatitos também um menor estagio erosivo e de alteração, estando os feldspatos menos alterados, o que permite seu aproveitamento.
As abóbadas, dos corpos estão mais preservadas conservando as partes que contem minerais metálicos. É comum também ocorrer em todos os pegmatitos zoneamento vertical e lateral.
O aproveitamento desses pegmatitos vem sendo feito há mais de 30 anos, através da garimpagem, principalmente da extração das gemas em grandes produções de minerais uraníferos comercializados.
Os pegmatitos de modo geral são de lavra de difícil racionalização, devido ao pequeno volume e irregularidades na mineralização. Entretanto, a garimpagem nos moldes em que vem sendo realizada, é predatória. A produção atual desses pegmatitos é impossível de ser avaliado, porém diminuiu consideravelmente devido as dificuldades de extração, à medida que avança a profundidade.
É necessário, contudo fomentar e fiscalizar a produção bem como oferecer melhores condições sociais a essa população marginalizada que são os garimpeiros.
3.Apresentação dos dados
O Brasil é sem dúvida, o país que apresenta maior frequência de pegmatitos, grandes partes dos quais muitas vezes mineralizados, distribuídos em várias regiões pegmatíticas. Dentre essa região destaca-se o Vale do Jequitinhonha.
No Vale do Jequitinhonha principalmente nas cidades de Salinas, Virgem da
Lapa, Coronel Murta, Capelinha, Araçuaí, Itinga, Almenara e Medina se encontram grandes quantidades de minerais de pegmatito e que estão entre os seus bens minerais de maior valor econômico, destacando-se: berilo, água-marinha, alexandrita, crisoberilo, ametista, citrino, topázio, turmalina, quartzo rosa, minerais de lítio, cassiterita, tantalita, granadas, feldspato, columbita, diamante, etc.
Como característica dessa região em relação a outras do país pode-se perceber um maior tamanho e uma maior frequência dos corpos além de uma menos simplicidade estrutural e de uma maior variedade mineral. É fato marcante desses pegmatitos também um menor estagio erosivo e de alteração, estando os feldspatos menos alterados, o que permite seu aproveitamento.
As abóbadas, dos corpos estão mais preservadas conservando as partes que contem minerais metálicos. É comum também ocorrer em todos os pegmatitos zoneamento vertical e lateral.
O aproveitamento desses pegmatitos vem sendo feito há mais de 30 anos, através da garimpagem, principalmente da extração das gemas em grandes produções de minerais uraníferos comercializados.
Os pegmatitos de modo geral são de lavra de difícil racionalização, devido ao pequeno volume e irregularidades na mineralização. Entretanto, a garimpagem nos moldes em que vem sendo realizada, é predatória. A produção atual desses pegmatitos é impossível de ser avaliado, porém diminuiu consideravelmente devido as dificuldades de extração, à medida que avança a profundidade.
É necessário, contudo fomentar e fiscalizar a produção bem como oferecer melhores condições sociais a essa população marginalizada que são os garimpeiros.
Imagens das principais gemas extraídas no Vale Jequitinhonha.
Água-Marinha Crisoberilo
Berilo Ametista
Alexandrita Diamantee
Citrino Turmalina
Topázio Quartzo Rosa
4.Considerações 1.O Vale
Mesmo passado mais de duzentos anos de extração de recursos minerais, o
Vale do Jequitinhonha ainda possui grandes riquezas em seu subsolo, porem não possuem uma produção sustentável, e continua sofrendo com a exploração dos mesmos desde os tempos coloniais. No Vale são extraídas toneladas de pedras ornamentais de grande valor, entretanto são retiradas e levadas para outras regiões beneficiando-as, fazendo com que a maior parte da população do vale permaneça economicamente falando pobres e enriquecendo como nos tempos da grande mineração pouquíssimas pessoas.
O vale do Jequitinhonha passa por esse problema até hoje, devido sua riqueza ser extraída e a maior parte ser comercializada in natura para outra região, o que ocasiona uma perda de grande valor de agregação na pedra em relação a uma lapidada. Um caso interessante dessa exploração de pedras semipreciosas acontece no município de Araçuaí, onde os garimpeiros tentam o sustento da família em pequenas lavras na zona rural do município, onde são retiradas grandes quantidades de pedras e levadas para Teófilo Otoni para serem comercializadas.
Teófilo Otoni está localizado no vale do mucuri, onde existe um grande comercio voltado para o setor de pedras preciosas e semipreciosas, conhecido como ‘capital Mundial de pedras preciosas’ enquanto os verdadeiros produtores não são reconhecidos. O que acontece em Araçuaí e em todo o Vale do Jequitinhonha é que falta desenvolver potencial para juntar valores ao comercio de pedras e organização do setor. A cadeia produtiva nessa área precisa de investimentos e capacitação da população regional no intuito de gerar emprego e renda para essas famílias.
O Vale do Jequitinhonha já é um exportador de pedras preciosas e outros minerais, porem em pequena escala para o Japão e os Estados Unidos, pelo fato de não ter uma mão de obra qualificada para a lapidação dessas pedras. Uma ação positiva voltada para este setor no caso de Araçuaí citado acima, o SESI/SENAI da cidade implantou o curso de lapidação de gemas voltado para a população, com o objetivo de capacitar esses cidadãos para o mercado de trabalho regional. O vale necessita é de políticas publicas voltadas para a capacitação dessa população, pois a riqueza natural elas possuem, só precisão de investimentos e incentivos para o seu desenvolvimento.
4.2 Mega Projeto de Minério de Ferro no Vale no Jequitinhonha e Norte de Minas
Em julho de 2008 foi anunciada a descoberta de uma grande jazída de minério de ferro no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha. Essa jazida poderá modificar completamente a realidade da região. Estudos indicam que a reserva da região está entre às maiores do mundo, com estimativa de concentração de 12 bilhões de toneladas.
Segundo Habib Cury o minério de ferro da região de Rio Pardo está localizada logo abaixo da superfície que vai possibilitar a extração com a instalação de minas à céu aberto. E para viabilizar a retirada do minério de ferro o governo vai apoiar a montagem de uma infraestrutura, visando transportar o produto até um porto na Bahia
As reservas estão em 20 municípios da região, incluindo Rio Pardo de Minas, Salinas, Porteirinha, Grão Mogol e outros municípios vizinhos.
Essa reserva pode ser responsável por eliminar o esteriótipo de Vale da Miséria e ajudará a população a obter fonte de renda e melhoria nas condições de vida. Mas existe ainda a preocupação com as políticas públicas que serão adotas para viabilizar essa melhoria e evitar impactos ambientais e sociais desnecessários.

Extração de Minério de Ferro


Fonte: CPRM