sexta-feira, 23 de março de 2018

Mineração na Serra do Rola Moça pode causar escassez de água, dizem moradores


Mineração na Serra do Rola Moça pode causar escassez de água, dizem moradores

A Serra do Rola Moça e o abastecimento de água para sua população vizinha estão em perigo, afirmam moradores e movimentos de proteção ao meio ambiente. Eles organizam um abaixo-assinado pedindo que as atividades das mineradoras Santa Paulina e MGB não sejam retomadas. Atualmente, as nascentes do parque abastecem Belo Horizonte, Ibirité, Brumadinho, Casa Branca e outras cidades da região metropolitana.
A maior preocupação do movimento Serra Sempre Viva é a interferência e possível destruição do manancial dos Taboões, que é um dos pontos de captação de água da cidade de Ibirité. O movimento denuncia também a interferência em pontos de captação de água na encosta de Casa Branca e de nascentes da mata da Copasa, que fariam divisa ou estariam muito próximos, cerca de 900 metros, da área de mineração.
Criado para proteger mananciais
O Parque Estadual da Serra do Rola Moça está situado entre as cidades de Belo Horizonte, Nova Lima, Ibirité e Brumadinho, em uma área de 4 mil hectares de matas. Ele foi criado pelo governador Hélio Garcia através do decreto 36.071, em 1994, visando a proteção dos cursos d’água Taboão, Rola-Moça, Barreirinho, Barreiro, Mutuca e Catarina. “Ficando em conseqüência vedadas nessas áreas as atividades de lazer, turismo e outras que possam interferir na biota”, firma o decreto.
O abaixo-assinado denuncia que as mineradoras querem agir nesse terreno protegido. “Não concordamos com este tipo de atividade na área do parque, nem em seu entorno, pois sabemos dos estragos provocados ao meio ambiente, além de não trazer nenhum benefício real para a população”, afirma o abaixo-assinado organizado pelo Serra Sempre Viva, que até 15 março já ultrapassava 7 mil assinaturas.
Pedro Cardoso de Oliveira, integrante do Serra Sempre Viva e também do conselho consultivo do Parque, denuncia que a mineradora Santa Paulina conseguiu, em 16 de janeiro, uma ordem judicial autorizando seu funcionamento e já estaria operando. O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) não confirmou a informação.
“A mineradora protocolou um pedido de Licença de Operação Corretiva (LIC) na Superintendência Regional de Meio Ambiente Central-Metropolitana em abril de 2014. Esse processo está sendo analisado pela equipe técnica da Supram e depois será pautado para ser votado pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). Este conselho que decidirá se a mineradora volta operar ou não”, relatou o SISEMA.
Uma das 400 minas abandonadas em MG
A novela da mina de Santa Paulina, em Ibirité, é longa. Em 2009, a Mineração do Brasil Ltda – Mineração Santa Paulina resolveu pedir a reativação da mina. A promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público de Minas Gerais embargou o pedido, alegando que o parecer elaborado pela Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) baseava-se em “estudos tecnicamente insuficientes e formalmente inadequados”.
O MP identificava o descumprimento das normas do licenciamento, tais como a entrega do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), a realização de audiência pública e a análise da viabilidade. Ferramentas usadas pelo governo para verificar como a mineração irá degradar o local. Com o pedido embargado, a empresa se lançou à Justiça pedindo autorização para minerar.
A mina de Santa Paulina entrou no Cadastro de Minas Paralisadas e Abandonadas, estudo da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) de 2016 que listou 400 casos em Minas Gerais. Santa Paulina foi classificada como “muito alta” no quesito vulnerabilidade natural. Isso significa que a área apresenta restrições sérias quanto à utilização dos recursos naturais, pois existe grande possibilidade de serem prejudicados pela ação humana. “Essas áreas demandam avaliações cuidadosas para a implantação de qualquer empreendimento”, sentencia a Feam.
Em blogs, o grupo Camargos Júnior, que controla a mineradora, divulga que pretende extrair de Santa Paulina a quantidade de 900 mil toneladas de minério por ano, no início, e chegar a 2,4 milhões de toneladas ao ano. O potencial de exploração total seria de 230 milhões de toneladas.
Fonte: Brasil de Fato 

Preço do quilate do diamante angolano em máximos de meses

Preço do quilate do diamante angolano em máximos de meses



Angola exportou 620.485 quilates de diamantes em janeiro, a um preço médio por quilate de 136,24 dólares, o segundo valor mais alto desde outubro de 2016.


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  • Agência Lusa

Angola exportou 620.485 quilates de diamantes em janeiro, a um preço médio por quilate de 136,24 dólares, o segundo valor mais alto desde outubro de 2016, indicam dados compilados esta sexta-feira pela Lusa.
De acordo com o último relatório mensal do Ministério da Finanças de Angola sobre a arrecadação de receitas fiscais diamantíferas, as vendas globais atingiram no primeiro mês do ano os 84.535.523 dólares (68,5 milhões de euros).
Estas vendas corresponderam, por sua vez, a 1.331 milhões de kwanzas (cinco milhões de euros) em receitas fiscais arrecadadas pela Estado angolano com a venda de diamantes.
A cotação média de cada quilate de diamante exportado por Angola só é ultrapassada, desde outubro de 2016, pelo registo de novembro passado, quando atingiu os 138,60 dólares.
A comercialização de diamantes em Angola representou vendas brutas de 1.000 milhões de dólares (811 milhões de euros) em 2017, informou este mês o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, que quer melhorar as vendas este ano.
“Para este ano, as projeções têm sempre em conta o preço base, e isto é uma variável exógena que não depende de nós. Queremos ainda assim melhorar o valor do ano passado”, disse Diamantino Pedro Azevedo, que falava aos jornalistas à margem do fórum de auscultação sobre a revitalização da política de comercialização de diamantes brutos no país, realizado a 16 de março, em Luanda.
O governante angolano disse ainda que o setor que dirige pretende melhorar a política de comercialização de diamantes, com vista a atrair mais investimentos.
“Já existe uma política de comercialização. O que nós queremos é melhorar essa política no sentido de, primeiro maximizar as receitas para o Estado, e segundo também acautelar os interesses dos produtores e das empresas de comercialização”.
Por outro lado, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos adiantou o objetivo de “criar incentivos” à instalação de empresas de lapidação de diamantes no país.
“Para isso, precisamos de melhorar toda a cadeia produtiva de exploração, transformação e comercialização de diamantes”, apontou.
Segundo Diamantino Pedro Azevedo, é propósito também do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos melhorar a posição de Angola no contexto internacional, sobretudo na produção e comercialização de diamantes, com vista à maximização de receitas para o Estado.
“E isso pressupõe melhorarmos todos os aspetos que concorrem para o bom funcionamento dessa indústria, e assim como estamos a fazer na parte de prospeção, de exploração e do tratamento deste recurso mineral, também pretendemos fazê-lo na parte de comercialização dos diamantes”, acrescentou.
A Lusa noticiou a 11 de março que a quantidade de diamantes vendidos por Angola subiu quase quatro por cento entre 2016 e 2017, para 9,438 milhões de quilates, mas a quebra na cotação média por quilate permitiu apenas um ligeiro aumento no volume de vendas.
Segundo dados do Ministério das Finanças, em 2017 o país vendeu, globalmente, mais de 1.102 milhões de dólares (890 milhões de euros) em diamantes, um aumento neste caso inferior a 0,5%, face às vendas do ano anterior.
Em 2016, de acordo com os mesmos dados, cada diamante angolano foi vendido, em média, a 121,1 dólares por quilate, valor que em 2017 diminuiu para 117,23 dólares.
Globalmente, as receitas fiscais geradas com a venda destes diamantes, o segundo maior produto de exportação de Angola, subiram 5% entre 2016 e 2017, para 14,7 mil milhões de kwanzas (55,6 milhões de euros), entre Imposto Industrial e ‘royalties’ pagos pelas empresas mineiras.
Segundo o Governo angolano, com a entrada em operação do maior kimberlito do mundo, na mina do Luaxe, na província angolana da Lunda Sul, e de outros projetos de média e pequena dimensão nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, mas também em Malanje, Bié e no Cuando Cubango, Angola poderá duplicar a atual produção diamantífera anual já a partir deste ano.
Fonte: Lusa


quinta-feira, 22 de março de 2018

Fundos de pensão e BNDESPar planejam venda de cerca de 3% da Vale


Fundos de pensão e BNDESPar planejam venda de cerca de 3% da Vale

Fundos de pensão brasileiros liderados pela Previ planejam vender de 10 a 12,5 por cento de suas participações na mineradora Vale por meio de uma oferta pública de ações, disseram quatro fontes com conhecimento do assunto.  Essa venda pode atingir até 8 bilhões de reais se o BNDESPAr, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também vender parte de sua fatia na Vale, adicionaram as fontes, que pediram anonimato pois as conversas ainda são privadas.
A japonesa Mitsui e a holding de investimentos Bradespar, que são acionistas do bloco de controle da Vale juntamente com fundos de pensão, não venderão nenhuma parcela de suas participações na Vale na operação em questão, destacaram as fontes. A venda de ações representa um próximo passo na pulverização do bloco de controle da Vale, depois que a maior produtora de minério de ferro do mundo unificou suas ações para ordinárias e migrou para o Novo Mercado, o mais alto nível de governança da bolsa paulista B3.
As ações da Vale ganharam mais de 30 por cento desde então, operando atualmente acima de 40 reais. Os fundos de pensão e o BNDESpar planejavam a oferta de ações para o próximo mês, mas um acionista relevante, recentemente, começou a considerar atrasar a venda para o próximo ano, já que a volatilidade pré-eleitoral começa a afetar os preços dos papéis das empresas brasileiras, uma das fontes adicionou.
A transação foi discutida nos últimos meses por Previ, Petros, Funcef e Fundação Cesp, fundos que administram as aposentadorias dos funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras, da Caixa Econômica Federal e da elétrica Cesp, respectivamente. Se o BNDESPar se juntar à transação, também venderá de 10 a 12,5 por cento de sua participação, disseram as fontes. Os fundos detêm 21,3 por cento da Vale por meio da holding Litel Participações, enquanto o BNDESPar têm 7,8 por cento.
Uma venda conjunta entre os fundos de pensão e o BNDESPar poderia envolver entre 2,9 e 3,6 por cento do capital total da empresa, acrescentaram as fontes. Previ, Petros, Funcef, Fundação Cesp, BNDESPar, Mitsui e Bradespar preferiram não comentar. Os acionistas controladores foram proibidos de vender suas participações na Vale por seis meses após a transação que converteu as ações preferenciais da mineradora em ações ordinárias, medida necessária para a companhia aderir ao Novo Mercado da B3. Esse período, conhecido como “lock-up”, terminou em fevereiro, mas apenas para 50 por cento das participações detidas pelos controladores. O restante de suas participações ficarão em “lock up” até 2020.
Bancos de investimento ainda não foram contratados para administrar a oferta porque os acionistas ainda estão decidindo sobre os detalhes da transação.
PERDAS DO FUNDO DE PENSÕES
A venda pode ajudar Petros e Funcef a cobrir parte de seus déficits atuariais e ajudar a pagar aposentados enquanto os fundos se recuperam de perdas e investigações recentes relacionadas a corrupção em investimentos supostamente ruins. A exceção no grupo é a Previ, que tem a maior participação na Vale e tem tido superávits em seus investimentos nos últimos anos.
O BNDESPar também começou a se desfazer de grandes participações em empresas brasileiras acumuladas durante um período em que o banco investiu pesadamente nos chamados “campeões nacionais” – uma política encerrada pelo banco. O braço de investimentos do BNDES acaba de realizar o maior desinvestimento de sua história, vendendo parte de sua participação na Fibria Celulose como parte de uma aliança com a rival Suzano.
Em uma entrevista recente à Reuters, o presidente-executivo da Bradesco, Octavio de Lazari Jr., disse que o banco pretende manter sua participação na Vale: “Ainda esperamos obter altos retornos potenciais com a Vale, vemos um bom futuro para a empresa”, acrescentou. A Mitsui também pretende permanecer na Vale para o longo prazo como um investidor estratégico, de acordo com fontes.
Fonte: Reuters

Governador Rui Costa recebe grupo de chineses para firmar acordo

Governador Rui Costa recebe grupo de chineses para firmar acordo

Na tarde da última terça (20), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o Governador Rui Costa se reuniu com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster e com executivos de duas empresas chinesas que formam o consórcio com a Bahia Mineração para construção do Porto Sul, Ferrovia Oeste-Leste e exploração da mina de minério de ferro em Caetité.
Na reunião, os executivos reforçaram o interesse em começar as atividades, em conjunto com a Bahia de Mineração, o mais rápido possível no estado. O grupo de chineses aproveitou para visitar a mina em Caetité, as obras da Fiol e o local onde será construído o Porto Sul, em Ilhéus. O encontro é importante para que os envolvidos no consórcio conheçam o potencial de cada um dos empreendimentos. No dia 6 de fevereiro foi assinado o acordo com a Bahia de Mineração, que possibilitou a aliança entre as empresas para a realização das atividades.
Será investido um total de R$ 2,7 bilhões no Porto Sul, que será construído na região de Aritaguá, no litoral norte de Ilhéus. A previsão é que cerca de 20 milhões de toneladas, por ano, de minério de ferro seja extraído pela Bahia de Mineração no município de Caetité. O minério sairá da cidade e chegará ao porto através da Ferrovia Oeste-Leste que terá extensão de 1.527 km.
Fonte: IBahia

Vale conclui oferta com recompra de US$968,35 mi em bônus com vencimento em 2021

Vale conclui oferta com recompra de US$968,35 mi em bônus com vencimento em 2021

A mineradora Vale anunciou nesta quarta-feira a recompra de 968,35 milhões de dólares em bônus com cupom de 5,875 por cento e vencimento em 2021, encerrando a oferta de adquisição dos títulos emitidos pela subsidiária integral Vale Overseas, de acordo com comunicado divulgado ao mercado.
Os detentores dos bônus vão receber 1.086 dólares por cada 1.000 dólares de valor do principal, além de juros devidos, no dia 22 de março. Antes da oferta, estavam em circulação no mercado 1,25 bilhão de dólares do título 2021.
Fonte: Reuters