domingo, 27 de maio de 2018

O valor de diamantes de classe comercial

O valor de diamantes de classe comercial


Ao escolher um diamante há várias considerações que devem ser levadas em conta. A maioria das pedras que encontradas em lojas locais são diamantes de classe comercial, que compõem uma grande fatia do mercado de diamantes. Esses produtos estão classificados por sua claridade, cor, corte e quilate e geralmente são muito mais acessíveis do que os de classes não-comerciais, que pontuam mais alto em todas as categorias.
Diamantes são classificados por sua claridade, cor, corte e quilate (diamond image by sumos from Fotolia.com)

Diamantes da classe comercial

Pedras de classe comercial são mais acessíveis, mas são inferiores em qualidade. De acordo com a Diamond Cutters Internacional, a distribuição de diamantes comerciais comparada a não-comerciais em 2008 foi de 49 para 1. O valor médio de revenda de uma pedra de classe comercial é 19,7% do preço original pago. Diamantes da classe comercial são primeiramente classificados quanto a clareza e cor.

Clareza

A clareza de um diamante é medida em inclusões, rachaduras e detritos encontrados em uma pedra. Os que não possuem falhas são a categoria mais elevada e não possuem defeitos no interior ou na superfície. As próximas categorias mais altas são "VVS" -- very, very, slightly imperfect (muito, muito, ligeiramente imperfeito) -- e "VS" -- very slightly imperfect (muito ligeiramente imperfeito). Diamantes de classe comercial situam-se nas próximas duas categorias -- "SI", small inclusions (pequenas inclusões), e "I", imperfect (imperfeito). "I" está no fundo da escala clareza. Diamantes com clareza "SI" e "I" são muito mais baratos do que os de categoria mais elevada.

Cor

Diamantes vêm em uma variedade de cores, mas os mais populares estão na faixa branca. O Instituto Gemológico da América divide as pedras em uma escala de "D" (incolor) a "Z" (coloração amarela). Diamantes incolores, nas categorias "D", "E" e "F", custam mais caro e possuem os mais altos níveis de cor. Os da classe comercial situam-se nas categorias de quase incolor a amarelo fraco.

Corte

O corte de um diamante se refere às proporções do corpo frente ao formato. Os mais caros e procurados são cortados e polidos de modo a permitir a entrada de máxima quantidade de luz, reflexão e dispersão de volta através de sua superfície. Se a pedra é cortada de modo muito raso ou muito fundo, a luz não reflete corretamente e a pedra não apresenta tanta vibração.

Quilate

O quilate de um diamante é o seu peso. Quanto maior o quilate, mais caro é o diamante. Um quilate de diamante é 100 pontos. Portanto, 1/2 quilate seria 50 pontos. Dois diamantes podem ser do mesmo quilate, mas ter preços diferentes, devido ao grau de corte, cor e clareza.

Fonte: CPRM

MPF – Ouro ilegal: Justiça mantém bloqueio de R$ 72 milhões em bens da Ourominas

MPF – Ouro ilegal: Justiça mantém bloqueio de R$ 72 milhões em bens da Ourominas

A Ourominas Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda (Ourominas DTVM) pediu à Justiça Federal que suspendesse o bloqueio de bens a que ficou sujeita depois da descoberta de que sua subsidiária em Santarém (PA) comprou grandes quantidades de ouro de garimpos ilegais da região oeste do Pará. A Justiça negou o pedido e manteve o bloqueio, que atinge R$ 72 milhões do patrimônio da empresa.
O valor foi calculado com base no aproveitamento econômico apenas do posto de compra de ouro de Santarém. A empresa, ao pedir o levantamento do bloqueio, argumentou que o valor era desproporcional ao seu valor de mercado e que poderia acarretar na extinção da Ourominas DTVM. Mas não apresentou nenhum documento para comprovar tais alegações.
Em síntese, a Ourominas afirma que o bloqueio corresponde a quatro vezes o seu patrimônio líquido; pede que a Justiça envie ofício à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para confirmar sua situação financeira; e diz que não tem responsabilidade pela conduta de seus representantes em Santarém.
A decisão judicial ressalta que, embora apresente tais alegações, a empresa não juntou qualquer documentação comprobatória que as confirmem, como extratos bancários, balancetes, demonstrativos contábeis. “Assim, indefiro o pedido, ressalvada a possibilidade de sua reapreciação, caso juntados documentos comprobatórios. No mais, incabível a este juízo diligenciar, junto à CVM ou qualquer outro órgão, informações sobre as informações financeiras da requerente”, diz a decisão.
A decisão faz a ressalva de que o bloqueio de bens atinge a Ourominas nacionalmente, mas a suspensão das atividades vale apenas para o posto de compra de ouro de Santarém, de responsabilidade de seus representantes locais. A empresa pode continuar operando em outros locais do país e através de outros representantes.
O bloqueio de bens da Ourominas foi fruto de investigação conjunta do MPF e da Polícia Federal. No início do mês, foram feitas buscas e apreensões em vários endereços em Santarém e Itaituba, como parte de uma operação para combater a venda de ouro extraído ilegalmente na região do Tapajós.
Em Santarém, os investigadores concluíram que, em dois anos, entre 2015 e 2017, o posto de coleta de ouro da Ourominas comprou mais de R$ 72 milhões em ouro ilegal. Em 2015, 100% do ouro comprado pelo posto era de origem clandestina. A Justiça Federal ordenou o bloqueio de bens de Raimundo Nonato da Silva, da Ourominas e da RN da Silva Representações, principais investigados nesse caso. Todas as transações comerciais e bancárias foram feitas com utilização do CNPJ da Ourominas nacional. Entre os crimes investigados, há usurpação de bens da União, falsidade ideológica, receptação qualificada e organização criminosa.
As investigações foram iniciadas após operações de combate a garimpos ilegais de ouro na zona de amortecimento da Terra Indígena Zo’é, uma região no entorno do território indígena onde são vedadas atividades de exploração madeireira ou garimpeira. As operações reuniram MPF, PF, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Fundação Nacional do Índio (Funai). Os garimpeiros flagrados trabalhando nas áreas clandestinas revelaram em depoimentos à PF que vendiam o ouro extraído ilegalmente para a Ourominas em Santarém, que exigia apenas o CPF e o RG do vendedor, dispensando as exigências previstas em lei para atestar a origem do ouro.
Os investigadores constataram que a prática de comprar ouro sem documentação de origem correspondeu a 100% do ouro comprado pela Ourominas, no escritório de Santarém, em 2015. Para fazer frente ao volume de negociações, de acordo com depoimentos obtidos, eram feitos saques diários de R$ 500 mil.
A bacia do rio Tapajós está no topo do ranking de garimpo ilegal no Brasil. São centenas de garimpos ilegais, muitos dentro de áreas protegidas como Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Nesses locais verificam-se condições de trabalho insalubres, exploração sexual, despejo de material tóxico (metais pesados) diretamente nos rios e igarapés, contaminando fauna, flora e comunidades humanas, com impactos sobre a organização social de povos indígenas e as condições ambientais.
Fonte: O Liberal do Pará

Garimpeiro não provou que é dono de ouro encontrado em avião de acidente no AM

Garimpeiro não provou que é dono de ouro encontrado em avião de acidente no AM

Homem pode responder criminalmente, como também em questão tributária, sobre possível extração ilegal de minérios. As barras de ouro encontradas estão avaliadas em R$ 1,5 milhão
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Foto: Divulgação
O garimpeiro de 29 anos que alegou ser dono das 23 barras de ouro encontradas nos destroços da aeronave que caiu em uma comunidade na zona rural de Itacoatiara, na última quarta-feira (16), ainda não conseguiu comprovar à Polícia Civil (PC) que o material pertence a ele. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da PC.
As barras de ouro avaliadas em R$ 1,5 milhão foram achadas na quinta-feira (17) em meio aos destroços do avião monomotor modelo Cessna 210N, de matrícula PR-RCJ, que caiu na comunidade São Francisco do Paí, no rio Arari. No local do acidente, o garimpeiro encontrou uma caixa de ferramentas que ele afirmou ser dele, onde estavam as barras de ouro, que totalizam 9,5 quilos do elemento químico.
O garimpeiro, que não teve o nome revelado, foi conduzido à Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itacoatiara (município a 176 quilômetros de Manaus) para prestar depoimento e afirmou que toda a documentação do ouro estava dentro do avião que caiu com o material.
“O homem tem o prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias, seguindo o Inquérito Policial instaurado no DIP de Itacoatiara, para a comprovação legal da origem do ouro e para que possa retirá-los. Caso não consiga comprovar, as barras de ouro continuarão apreendidas e ficarão à disposição da Vara da Comarca de Itacoatiara, onde a Justiça determinará a destinação do material apreendido”, explicou a Polícia Civil em nota.
Ainda segundo a Polícia Civil, se o garimpeiro não conseguir comprovar que é dono do ouro até o término do prazo do Inquérito Policial, o caso será encaminhado à Justiça. Com isso, o judiciário dará continuidade às investigações e determinará se o homem responderá criminalmente, como também em questão tributária, sobre uma possível extração ilegal de minérios. Por questões de segurança, as barras de ouro foram transferidas do DIP de Itacoatiara para a Delegacia Geral, na Zona Centro-Oeste de Manaus.
Acidente
O acidente ocorreu na quarta-feira (16) pela manhã após a aeronave decolar em Itaituba (PA) com destino ao Aeroclube do Amazonas, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. Os corpos de duas vítimas fatais do acidente foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e identificados pelo Instituto Médico Legal (IML). São eles o piloto Antônio Renan Azevedo, de 28 anos, e José de Souza Oliveira, de 46 anos. Os destroços do avião foram encontrados por moradores da comunidade, que acionaram a polícia.
Fonte: G1

Ouro cai, mas ainda está acima de US$ 1.300 no caminho de ganhos de 1% na semana


Ouro cai, mas ainda está acima de US$ 1.300 no caminho de ganhos de 1% na semana

A cotação do ouro caía na metade da manhã desta sexta-feira, mas ainda estava no caminho de ganhos semanais em torno de 1%, já que a demanda pelo ativo considerado porto seguro aumentou nesta semana devido às tensões geopolíticas.
Às 11h59, os contratos futuros de ouro com vencimento em junho na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York recuavam US$ 1,70, ou cerca de 0,1% para US$ 1.302,70 a onça troy.
Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou sua reunião de 12 de junho com o líder coreano Kim Jong-Un por conta do que ele chamou de “tremenda raiva e hostilidade aberta” de Pyongyang.
No entanto, Trump descreveu na sexta-feira uma declaração conciliatória da Coréia do Norte, na qual o país afirmava continuar disposto a se reunir com os EUA, como “calorosa e produtiva”, sugerindo que a porta não estava completamente fechada para eventuais negociações.
O crescente atrito entre a China e os EUA em questões comerciais também serviu para aumentar o apetite pelo ativo considerado porto seguro. Donald Trump, presidente norte-americano, apresentou uma perspectiva sombria na quarta-feira, pedindo uma “estrutura diferente” nas negociações comerciais e sugerindo que o acordo atual será “muito difícil de ser cumprido”.
Investidores globais também estavam de olho em acontecimentos políticos na Europa. Na Itália, os políticos tentam avançar para formar o governo com uma decisão esperada já na próxima semana. Enquanto essa incerteza se ameniza, a vizinha Espanha assumiu o bastão na sexta-feira. O principal partido da oposição anunciou que pretende apresentar uma moção de desconfiança contra o atual primeiro-ministro, Mariano Rajoy.
No que diz respeito ao calendário econômico de sexta-feira, Jerome Powell, presidente do Fed, não causou nenhuma surpresa em sua participação na Conferência Sveriges Riskbank, em Estocolmo, já que se concentrou na transparência e prestação de contas dos bancos centrais em seu discurso.
Além disso, Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, Charles Evans, presidente do Fed de Chicago, e Robert Kaplan, presidente do Fed de Dallas, irão participar de um painel de discussões em uma conferência no Federal Reserve Bank de Dallas intitulada “Inovação Permitida pela Tecnologia: Implicações para Empresas, Mercados de Trabalho e Política Monetária”, em Dallas às 12h45.
Com relação a dados econômicos dos EUA, pedidos de bens duráveis caíram mais do que o esperado em maio, embora a leitura do núcleo dos pedidos, que exclui transporte, e pedidos mais alinhados com o investimento empresarial tiveram aumento maior do que o previsto.
A revisão da Universidade de Michigan para a percepção do consumidor decepcionou com um declínio inesperado, mas as expectativas do consumidor, que medem o sentimento nos próximos seis meses, caíram muito menos do que se temia.
Quanto a outros metais, os contratos futuros da prata recuavam 0,9% para US$ 16,535 a onça troy por volta das 12h00. Contratos futuros de paládio recuavam 0,4% para US$ 963,70 a onça, enquanto a platina tinha queda de 1,4% e era negociada a US$ 900,30. Em metais de base, o cobre estava em baixa de 0,6%, negociado a US$ 3,078 a libra.
Fonte: Investing

Água potável é extraída do ar do deserto

Água potável é extraída do ar do deserto


Água potável é extraída do ar do deserto
As pequenas gotas de água mostram que é possível extrair um quarto de litro de água por quilograma do material. [Imagem: MIT]
Água extraída do ar
No ano passado, uma equipe norte-americana usou um material ultraporoso, conhecido como MOF (sigla em inglês para estrutura metal-orgânica), para coletar água potável do ar ambiente usando apenas energia solar.
Agora eles demonstraram que esse sistema de extração de água da atmosfera pode funcionar em condições reais. Ele foi testado em campo no ar muito seco da cidade de Tempe, localizada na área desértica do Arizona, nos EUA.
A demonstração incluiu algumas melhorias significativas em relação ao conceito inicial. O sistema, baseado em materiais relativamente novos e de grande área superficial - as estruturas metal-orgânicas ou MOFs - extraiu água potável mesmo do ar extremamente seco do deserto, onde a umidade relativa medida foi de apenas 10% durante o teste.
Os métodos atuais para extração de água do ar exigem níveis muito mais altos - 100% de umidade para métodos de coleta de neblina e acima de 50% para sistemas de coleta de orvalho baseados em refrigeração, que também exigem grandes quantidades de energia para resfriamento.
Assim, o novo sistema é promissor para preencher uma necessidade não atendida de água mesmo nas regiões mais secas do mundo - embora ainda haja trabalho a ser feito para passar dos protótipos para um produto em escala comercial.
Coleta de água potável do ar
Colocado sobre o telhado de um prédio no campus da Universidade do Estado do Arizona, o aparelho foi alimentado exclusivamente pela energia solar. Embora o protótipo use um MOF muito pequeno, extrapolando as medições reais os resultados são equivalentes a mais de um quarto de litro de água por dia por quilograma de MOF.
Os pesquisadores afirmam que, com uma escolha do material ideal, algo a que eles vão se dedicar a partir da agora, a produção de água pode atingir três vezes a da versão atual.
Outro ponto que merecerá atenção é que a versão atual só pode operar em um único ciclo de noite e dia utilizando a energia solar. "Mas a operação contínua também é possível, utilizando fontes de calor abundantes de baixa qualidade, como biomassa e calor residual," disse o pesquisador Hyunho Kim.
A equipe testou a água produzida pelo sistema e não encontrou vestígios de impurezas. Os testes feitos com espectrometria de massa mostraram que "não há nada do MOF que vaze para a água. Isso mostra que o material é realmente muito estável e podemos obter água de alta qualidade," disse a professora Evelyn Wang, coordenadora da equipe.


Fonte:   Inovação Tecnológica