domingo, 22 de julho de 2018

Alta de 100% no preço do metal provoca reabertura de minas, surgimento de garimpos ilegais e conflitos na região

Alta de 100% no preço do metal provoca reabertura de minas, surgimento de garimpos ilegais e conflitos na região


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A valorização de quase 100% no preço do ouro desde o início da crise econômica mundial, em 2008, está provocando uma nova corrida ao minério na América do Sul, com a reabertura de minas desativadas há décadas e a migração em massa para áreas de garimpo.

O fenômeno é sentido, em variados graus, em pelo menos nove países, segundo levantamento da BBC Brasil.
Enquanto tentam atrair investimentos estrangeiros para o setor, os governos da região vêm intensificando os esforços para combater a mineração informal.
Valorização do ouro tem estimulado a crescente exploração do metal em garimpos na América do Sul
BBC Brasil
Valorização do ouro tem estimulado a crescente exploração do metal em garimpos na América do Sul


Eles argumentam que a atividade destroi o meio-ambiente, sonega impostos e cria áreas sem lei, onde há problemas como a exploração sexual de mulheres. Além disso, dizem que grupos criminosos em alguns países sul-americanos estão se valendo da exploração de ouro para se financiar e lavar dinheiro.
Considerado um investimento seguro em tempos de instabilidade nas bolsas e forte oscilação de moedas, o ouro valia cerca de US$ 800 a onça (31 gramas) no fim de 2007.
Desde então, dobrou de preço, chegando a US$ 1.600. "Com o preço nesse nível, minas que não eram viáveis por terem baixo teor de ouro, hoje, se tornaram rentáveis, e minas já exploradas estão sendo reabertas", disse à BBC Brasil Arão Portugal, vice-presidente no Brasil da mineradora canandense Yamana.
No Brasil, entre as minas que serão reabertas está a de Pilar de Goiás, cidade fundada em 1741 durante o primeiro ciclo de ouro brasileiro. Outra é Serra Pelada, no Pará, que deve retomar suas atividades.
Migração
No Peru, principal produtor de ouro da América do Sul e sexto maior do mundo (os primeiros do ranking são China, Austrália e Estados Unidos), a alta do minério tem estimulado dezenas de milhares de moradores da região andina a tentar a sorte na Amazônia, onde há vastas reservas inexploradas sob a floresta.
Muitos deles se instalaram em barracas à beira da recém-inaugurada Interoceânica, estrada que liga o noroeste brasileiro a portos peruanos no Pacífico, para explorar ouro no entorno do rio Madre de Deus e de seus afluentes.
A BBC Brasil esteve em alguns desses garimpos, que se estendem na rodovia por ao menos 50 quilômetros e começam a surgir a cerca de 250 km da fronteira com o Brasil.
Ao redor dos acampamentos, áreas desmatadas e que tiveram o solo revirado expõem os efeitos colaterais da atividade, agravados à medida que a exploração avança pela floresta. Os danos ambientais incluem ainda a sedimentação dos rios e contaminação de suas águas por cianeto e mercúrio, usados no beneficiamento do minério.
Para combater a mineração informal, o governo peruano aprovou, no início do ano, um decreto que torna a atividade crime, com pena de até dez anos de prisão. Simultaneamente, passou a explodir dragas encontradas nos garimpos.
Em resposta, cerca de 15 mil mineradores, segundo estimativa da imprensa local, foram protestar em Puerto Maldonado, capital de Madre de Dios. O grupo se deparou com 700 policiais, que abriram fogo para dispersar a multidão. Os confrontos deixaram três mineradores mortos e ao menos 55 pessoas feridas, entre as quais 17 policiais.
Comerciante de ouro: incremento de 40% nas operações de compra e venda do metal na região dos garimpos
BBC Brasil
Comerciante de ouro: incremento de 40% nas operações de compra e venda do metal na região dos garimpos


Economia local
Confrontos em razão de restrições governamentais à mineração informal também têm ocorrido na Colômbia. Em dezembro, mineradores da região do Baixo Cauca, no noroeste colombiano, incendiaram pneus e fecharam vias na cidade de Caucasia. Eles protestavam contra o que consideram um tratamento prioritário dado pelo governo às multinacionais na concessão de licenças para mineração. As forças de segurança intervieram com bombas de gás lacrimogênio.
Segundo Carlos Medina, professor da Faculdade de Direito e Ciência Política da Universidade Nacional da Colômbia, o ouro começou a ser explorado no Baixo Cauca nos tempos coloniais. No entanto, a atividade foi reduzida drasticamente nas últimas décadas, porque deixara de ser rentável. Com a escalada nos preços, o ouro voltou a sustentar a economia local.
O lojista Davidson Garcez, que atua na compra e revenda de ouro em Caucasia desde 1986, calcula que nos últimos quatro anos houve um incremento de 40% no comércio do minério. Ele diz que, quando ingressou no mercado, os mineradores que empregavam retroescavadeiras tinham de encontrar três castelhanos (ou 13,5 gramas) de ouro por dia para cobrir seus custos. Hoje, devido à valorização, basta que encontrem 1 castelhano (4,5 gramas) ao dia.
"Minas que foram degradadas há 15, 20 anos voltaram a ser exploradas", disse ele à BBC Brasil.
Em sua loja, o vendedor Lucio Ruiz observa orgulhoso as pilhas de ouro que serão negociadas com grupos empresariais de Medellín, maior cidade da região. De lá, serão exportadas principalmente para a Europa, Ásia e Estados Unidos.
"Gosto de imaginar que logo este ouro poderá estar no pescoço de alguma mulher americana, ou quiçá nos cofres de um banco no Japão", afirma.
Combate
Em discurso em janeiro em Caucasia, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que buscaria coordenar esforços com países vizinhos que também estariam sofrendo com a mineração ilegal, entre os quais citou o Equador, o Peru e o Brasil.
"É um fenômeno que está acontecendo na região, entre outras coisas, pelo alto preço do ouro, mas também porque os grupos criminosos encontraram um filão onde às vezes os Estados demoram em ser efetivos em sua reação."
Nos últimos anos, governos da Venezuela, Bolívia e Equador também vêm adotando linha mais dura quanto à mineração informal, empregando inclusive as Forças Armadas em operações contra a atividade.
No Brasil, 8.700 militares atuam desde o último dia 2 numa megaoperação na Amazônia que busca, entre outros objetivos, combater garimpos ilegais nas fronteiras com a Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.
A ação, denominada "Agata 4", mobilizará, por um mês, 11 navios, nove helicópteros e 27 aviões. A iniciativa se soma a três operações da Polícia Federal (PF) ocorridas desde o ano passado para combater o garimpo ilegal de ouro na região Norte.
O governo brasileiro vem sendo cobrado especialmente pela Guiana Francesa, Guiana e Suriname a controlar a ação de garimpeiros brasileiros na fronteira com esses países, atividade desenvolvida há décadas mas que ganhou novo fôlego com a alta dos preços.


Fonte: BBC






Brasil bloqueia esmeralda nos Estados Unidos

Brasil bloqueia esmeralda nos Estados Unidos



Parte da pedra preciosa de 380 quilos que teria saído do Brasil pelo Aeroporto de Viracopos em 2005
Foto: Divulgação
Parte da pedra preciosa de 380 quilos que teria saído do Brasil pelo Aeroporto de Viracopos em 2005
O Brasil conseguiu bloquear em Washington (EUA) a esmeralda Bahia, pedra gigante em estado bruto avaliada em US$ 370 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão), que saiu ilegalmente do País pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

Com cerca de 380 quilos, a esmeralda é considerada a maior do mundo e ficará sob a guarda do xerife do condado de Los Angeles até conclusão do processo penal em curso. A ação conjunta entre o Ministério Público Federal (MPF), Advocacia Geral da União (AGU) e Ministério da Justiça para repatriar a pedra preciosa é de autoria de uma procuradora de Campinas, Elaine Ribeiro de Menezes, da 9ª Vara Federal.

A esmeralda foi extraída ilegalmente em Pindaboçu, na Bahia, em 2001, e acredita-se que ela tenha saído de Viracopos em 2005.

A repatriação do mineral depende da ação penal que corre no Brasil, que envolve o garimpo clandestino de onde ela saiu, a remessa ilegal da gema ao exterior e decisões da justiça americana. O bloqueio da esmeralda foi divulgado pelo próprio MPF.

O Correio tentou contato com a procuradora, mas a assessoria de imprensa do MPF informou que ela está de férias.

O departamento internacional da AGU, que também acompanha o caso, informou que ainda não há destinação certa para a peça quando ela retornar ao Brasil.

A expectativa é que a esmeralda vá para o acervo de algum museu, ou então para estudos em universidades.

Para o secretário de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, o procurador Vladimir Aras, a articulação dos órgãos brasileiros de persecução criminal e de cooperação internacional é fundamental para incrementar as taxas de sucesso na repatriação de ativos.

O secretário nacional de justiça, Beto Vasconcelos, declarou que a atuação articulada entre os órgãos públicos foi fundamental para a recuperação da pedra. Ele destacou ainda a “colaboração próxima com os países com os quais o Brasil vem aperfeiçoando seus instrumentos e práticas de cooperação internacional.”

Segundo Marconi Melo, do Departamento Internacional da AGU, “a decisão, ainda que cautelar, evidencia o empenho do Estado brasileiro em lutar contra a exploração irregular e o envio ilegal de pedras preciosas brasileiras, além da importância da cooperação internacional e da coordenação dos órgãos brasileiros envolvidos para a preservação do patrimônio público”.

Os donos

Em entrevista concedida ao programa Fantástico, da Rede Globo, em setembro de 2012, a polícia de Los Angeles, onde corre o processo judicial, informou que desde o aparecimento da esmeralda diversas pessoas se apresentaram afirmando serem proprietárias da pedra preciosa.

Por conta das muitas histórias que apareceram, a polícia decidiu apreender o bem para que um juiz decida seu destino. Segundo a polícia norte-americana, depois que saiu do Brasil, a esmeralda foi parar em Nova Orleans, na época do furacão Katrina, em 2005.

A tempestade que devastou a região inundou o prédio onde estava a pedra, que ficou submersa e foi resgatada por mergulhadores.

A polícia ainda afirma que, depois disso, a Esmeralda Bahia passou pela mão de muita gente, as mesmas pessoas que hoje alegam serem donas da preciosidade.

Um deles, identificado como Tony Thomas, apresentou à polícia uma foto dele com a pedra, que teria sido tirada em São Paulo. É Thomas quem afirma ter comprado a esmeralda por 60 mil dólares dos comerciantes Elson Ribeiro e Ruy Saraiva, de São Paulo.

No entanto, para a Justiça americana, a dupla teria negado a transação. Eles, inclusive, teriam despachado o objeto em Viracopos e estão sendo investigados. A AGU afirmou que os dois poderão responder por crimes como falsidade ideológica e evasão de divisas.

A AGU não informou como a pedra deixou o Brasil sem ter sido barrada na alfândega. Segundo informações, a encomenda que saiu de Campinas estava apenas identificada como “pedra”.
Fonte: DNPM

10 pedras preciosas mais valiosas do mundo e alguns fatos curiosos

10 pedras preciosas mais valiosas do mundo e alguns fatos curiosos

Minerais estranhos e impurezas vestigiais que existem na Terra fazem as pedras preciosas mais bonitas do mundo. Devido a isso, fizemos uma lista das quais você vai se surpreender.



pedra ou gema preciosa é uma raridade ou uma pedra semi-preciosa usado em joias. Entre inúmeros minerais encontrados na Terra, são os geólogos que identificam pedras preciosas. Além disso, eles fazem o procedimento de rotular cada raridade na área de gemologia usando linguagem prática e suas características. Portanto, todo o trabalho feito usa ajuste químico da pedra para classificá-la em determinada categoria. Por exemplo, as pedras de diamantes são feitas de carbono. Mas as gemas têm um método de classificação que consiste em diferentes variedades, espécies e grupos. 

Semi-preciosas

pedras semi-preciosas
Uma pedra semi-preciosa também é conhecida como uma joia ou pedra preciosa. Sendo assim, por sua vez refinada e cortada do formulário, é usado para criar joias ou outros enfeites em diversas maneiras. Além disso, também existem recursos orgânicos ou rochas precisas que não são minerais. Logo são usados para joias e também seriam consideradas pedras preciosas. No Ocidente, as valiosas são os diamantes, safiras, rubis e esmeraldas. Portanto, todas as outras gemas são consideradas semi-preciosas. No entanto, esta é uma classificação baseada no comercial. Isso porque era uma distinção que os comerciantes desenvolveram há muito tempo atrás. Dessa forma, deu a falsa impressão de que gemas preciosas são mais valiosas do que semi-preciosas.
pedras preciosas
Por exemplo, uma granada verde de Tsavorite é mais valiosa do que uma safira em questão de qualidade. Isso porque é um conceito do Ocidente, que muitas vezes coloca noções equivocadas da verdade na mente dos consumidores. Portanto, contextualmente há uma diferença entre preciosas e semi-preciosas. Mas é principalmente e estritamente do ponto de vista comercial.

Formação de pedras preciosas

Formação
Essas maravilhas geralmente levam milhões de anos para se formar totalmente na natureza. Dessa maneira, somente uma fração delas vão ser descobertas, extraídas, cortadas e vendidas no mercado. Então o preço de cada uma das pedras são definidos com base em alguns fatores principais. Portanto, a raridade, a qualidade da pedra e até mesmo a política são analisadas. Para cavar ainda mais este mundo incrível, segue abaixo as dez mais valiosas do mundo.

Tanzanite

Pedra preciosa Tanzanite
A pedra não tem esse nome por acaso. Isso pelo fato de ser encontrada apenas no sopé do Monte Kilimanjaro, norte da Tanzânia. Logo seu nome foi inspirado em seu local de origem. Porém, a pedra não foi descoberta em quantidades comerciais até a década de 1960. Desde então, a sua popularidade tem crescido tremendamente, graças em grande parte aos esforços da Tiffany & Co.
O tratamento térmico com a pedra em temperaturas muito elevadas pode melhorar a coloração azul. Assim a maioria das gemas no mercado foram tratadas desta forma. No entanto, qualquer Tanzanite que não tenha sido tratada termicamente e tenha uma cor azul forte, naturalmente será de um valor muito mais elevado. Isso porque é encontrado somente em uma posição pequena. Por isso o valor do Tanzanite parece provável voar sobre o tempo. Uma vez que essas minas tenham sido esvaziadas, não haverá novidades chegando ao mercado. Mas ainda assim há possibilidades de que uma nova fonte seja encontrada.

Taaffeite

pedra preciosa Taaffeite
O gemólogo austríaco-irlandês Edward Charles Richard Taaffe comprou uma caixa de pedras cortadas de um joalheiro em Dublin. Isso na década de 1940, pensando que tinha comprado uma coleção de espinelas. Mas em uma inspeção mais próxima, observou que uma das gemas estava pálida e não estava reagindo à luz da mesma maneira que o resto. Isso depois que todas elas foram colocadas para fora no objetivo de analisá-las.
Desta maneira, os resultados revelaram a descoberta de uma pedra preciosa. Deste então, desconhecida numa situação casual. Mas frustrante, uma vez que ele descobriu uma joia cortada e não tinha ideia de onde o mineral ocorreu naturalmente. Felizmente, uma vez que a pedra nova tenha sido anunciada, muitos outros coletores reexaminaram suas próprias coleções. Consequentemente, um número de outras amostras foi descoberto.
Finalmente, a origem da pedra foi localizada no Sri Lanka. Embora um punhado também tenha sido encontrado na Tanzânia e na China. Além disso, estima-se que menos de 50 exemplos de Taaffeite que existem, muitos estão alojados em coleções geológicas e privadas.

Opala Negra

Black Opal
Opalas são geralmente uma cor cremosa-branca. Logo são especiais pelas inclusões arco-íris que refletem a luz quando a pedra é movida. Deste modo, Opalas Negras são muito raras porque quase todas elas são encontradas em minas na área de Lightning Ridge, em Nova Gales do Sul, na Austrália. Além disso, uma das opalas pretas mais valiosas de todos os tempos é a “Aurora Australis”. Isso porque foi descoberta em Lightning Ridge no ano de 1938. Devido ao seu tamanho grande e intensa coloração arlequim, a opala de 180 quilates é especialmente admirada. Nada obstante, em 2005, a pedra foi avaliada em mil dólares australianos.

Benitoíte

Benitoite
Benitoíte é extraído apenas de uma pequena área da Califórnia, perto do rio San Benito (que deu origem ao nome). Mas a mina foi fechada para mineração comercial em 2006, tornando esta pedra preciosa ainda mais escassa. Por consequência, a gema foi identificada por volta de 1907 pelo geólogo George Louderback. Logo foi registrada com uma cor azul profundo, além de qualidades especialmente interessantes quando capturado sob a luz UV. Enquanto a pedra brilha de forma fluorescente, torna-se um encanto aos nossos olhos.
A preciosidade foi nomeada a pedra oficial do estado da Califórnia em 1985. Isso pelo fato de que, apesar de ser encontrada em quantidades de vestígios em Arkansas, bem como Japão e Austrália, a Califórnia é o único lugar onde pode ser minado. Devido a raridade em descobrir um Benitoíte de boa qualidade de tamanho, a pedra tem altos preços no mercado aberto. Portanto, uma pedra de Benitoíte bem cortada com mais de 2 quilates custará mais de mil dólares por quilate.


Fonte: CPRM