sábado, 28 de julho de 2018

CRISTAL FUMÊ LAPIDADO BARATO, 500 LINDAS PEDRAS

CRISTAL FUMÊ LAPIDADO BARATO
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Quem criou a água mineral com gás?


Não sei você, mas eu adoro tomar água mineral com gás. Chega a ser difícil explicar as razões por tal paixão, porém não há nada melhor do que chegar em casa após um dia corrido, sentar confortavelmente e tomar um gigante copo a água gaseificada. Porém, você já parou para pensar sobre quem criou a água mineral com gás? Vamos descobrir?
Seu nome era Joseph Priestley, um homem nascido na Inglaterra durante o século XVIII que iniciou sua vida científica na física. Porém, apesar de gostar da área, foi a química que lhe despertou a real paixão pelo conhecimento. Em sua cidade natal, o pesquisador encontrou um posto ministerial da Cabela Mill Hill onde havia grande estoque de dióxido de carbono que vinha de uma cervejaria local. Foi então que ele teve uma grande ideia, por que não gaseificar a água de forma artificial? Foi lá que ele criou a água com gás inserindo em H20 o dióxido de carbono.
Na época, a descoberta foi suficiente para que Priestley fosse eleito para a Academia das Ciências Francesas, além disso foi este fato que o estimulou a trabalhar com gases, o que resultou na descoberta de quatro novos fases, sendo eles o óxido nitroso – gás hilariante – dióxido de nitrogênio, óxido nítrico e cloreto de hidrogênio. Além disso, mais tarde a indústria de refrigerantes foi muito grata a sua descoberta já que, assim, puderam desenvolver a bebida doce e gaseificada que bebemos com muita frequência hoje, isso além da própria – e maravilhosa – água com gás por si só.
Fonte: Seleções

RODOCROZITA

RODOCROZITA


A variedade gema, que não é comercializada desde 1950, ainda nomeada dialogita ou "rosa Inca", vê seu nome derivar do grego "rhodon" para rosa.Em realidade o termo dialogita era reservado aos cristais romboédricos.Sua cor vermelha rosada à amarelada, com guirlandas ou bandas paralelas alternativamente claras e escuras. A mais apreciada é a cor framboesa. Descoberta em Cavnic, Maramureş, Romênia, em 1813.

Local de extração: A região de San Luis, à 230 km de Mendoza (Argentina) é um produtor dominante com suas estalagmites que se formaram nas minas abandonadas pelos Incas desde o século XIII°. Podemos acrescentar a Africa do Sul, a Grécia, o México, a Romênia, a Hungria, o Chile, os Estados Unidos, o México, o Peru.Para a variedade Gema, a jazida histórica são as de N'Chawning Mine na Africa do Sul e Sweet Home Mine no Colorado nos Estados Unidos.Hoje as pedras raras de qualidade são provenientes principalmente da China.

Modo de ocorrência: Ocorre em veios de origem hidrotermal, conjuntamente com outros minerais de manganês, em depósito de baixa temperatura, como nas minas de prata da Romênia, onde foi pela primeira vez identificada. Em Capillitas, Argentina, é explorado um depósito em que a rodocrosite ocorre em bandas, de onde se obtêm alguns exemplares com qualidade suficiente para serem utilizados em peças ornamentais e joalheria.

Utilização em joalheria: Bem que fragil, ela serve à escultar objetos de arte, de escritório (caixas, louças pequenas em forma de cumbucas, cinzeiros, corta-papel)…à lapidar cabochões para anéis, bolas para colares…Ela é facetada se ela é de qualidade gema. A maior pedra facetada provém da Africa do Sul : 59,65 quilates.Esta pedra conheceu um sucesso durante os anos "arts-déco" durante a qual a marca Cartier a frequentemente utilizou nas caixas e pequenas bolsas.

Cuidado e precaução no cotidiano: sensível aos ácidos : limão, vinagre etc…Lavar rapidamente com água e sabão enxaguar bem depois enxugar rapidamente. O rosa perde sua vivacidade e enfraquece ao ar.

Características químicas: MnCO3, carbonato de manganês
Cor principal : rosa
Outras cores : amarelo; Rosa firme às vezes à tendência amarela ao envelhecer

Cor do traço : branco
Brilho : vítreo, oleoso, nascarado
Dureza : 4.0
Densidade : 3.45 à 3.71
Clivagem : perfeito
Fratura : irregular
Gemas aproximativas: Fluorita , Opala , Pezotaita , Rodonita , Turmalina
Litoterapia cultural e histórica: Esta seria uma pedra ante-estresse por excelência, se aplicando sobre o chacra do plexo solar para regular a emotividade. Ela acalmaria a inveja quando o espirito não é mais capaz de julgar serenamente. Estas qualidades anti-estresse melhorariam o estado físico das pessoas ansiosas.

Signos do zodíaco : capricórnio, touro, câncer, balança, escorpião
Fonte: CPRM

VIDROS ARTIFICIAIS E NATURAIS

VIDROS ARTIFICIAIS E NATURAIS





A imitação de objetos valiosos usados como adorno pessoal por meio de substâncias de menor valor remonta à Pré-História e a diversas nações se atribui o descobrimento da mais corriqueira delas, o vidro artificial. Os mais antigos exemplares deste tipo de material procedem do Egito, onde eram empregados para imitar diversas gemas, principalmente esmeralda, turquesa, lápis-lazúli, jaspe e ônix, desde épocas anteriores a 5.000 A.C..
Tal como o conhecemos hoje, o vidro artificial já era empregado no Egito por volta de 1.000 A.C. e consiste de uma única substância ou, mais freqüentemente, de uma mistura de substâncias que, ao se resfriar rapidamente, tem sua viscosidade elevada e solidifica-se sem se cristalizar, dando lugar a um produto inorgânico de fusão, na maior parte das vezes transparente.
Os vidros artificiais não se incluem no grupo das gemas sintéticas pois, geralmente, têm em comum com as gemas que imitam somente a cor e a transparência, ao contrário das sintéticas, que apresentam as mesmas propriedades físicas e óticas, composição química e estrutura cristalina das suas equivalentes naturais.
Ao contrário dos materiais cristalinos, os vidros não apresentam estrutura interna ordenada, sendo, portanto, amorfos. Por se tratarem de uma mistura de substâncias sem composição química definida, suas propriedades físicas e óticas variam dentro de limites muito amplos, de acordo com seu tipo e composição.
Apesar da abundância e diversidade das gemas naturais, os vidros artificiais continuam sendo amplamente utilizados no mercado de gemas de imitação, sobretudo em artigos de bijuteria e, de modo geral, a distinção entre eles e as gemas naturais é bastante evidente, seja à simples vista ou com o auxílio de uma lupa.
Por apresentarem dureza relativamente baixa, usualmente 5 na escala de Mohs, os vidros apresentam arestas menos definidas e admitem um polimento menos perfeito e duradouro que o das gemas que procuram imitar. Por serem piores condutores de calor que a maioria das gemas cristalinas, os vidros dão a sensação de ser mais quentes ao tato. Ademais, exibem um típico brilho vítreo e fratura conchoidal, embora estas características tenham pouca utilidade prática, uma vez que boa parte das gemas naturais também as possui.
As inclusões mais freqüentemente observadas nos vidros são bolhas de gás, usualmente esféricas ou ovais, mas podendo apresentar diversas outras formas, bem como agrupamentos delas, assim como linhas curvas ou onduladas formadas pela mistura pouco homogênea dos seus constituintes, conhecidas como "marcas de redemoinho".
Quando a identificação de uma substância que se supõe tratar-se de vidro requer a execução de ensaios em laboratórios gemológicos, o espécime é submetido a uma marcha analítica, que consiste em determinações de caráter ótico, índice de refração e peso específico, empregando-se os instrumentos polariscópio, refratômetro e balança hidrostática, respectivamente. Em seguida, o exemplar sob questão deve ser examinado à lupa e por microscopia, em busca de inclusões e estruturas diagnósticas. Adicionalmente, podem ser realizados ensaios de fluorescência à luz ultravioleta (a maior parte dos vidros apresenta reação sob ondas curtas, de cores e intensidades muito variáveis), pleocroísmo (por ser isótropo, o vidro não é um material pleocróico) e espectroscopia de absorção na região da luz visível. Eventualmente, procede-se a ensaios de dureza, embora, na medida do possível, seja conveniente evitar o emprego de técnicas destrutivas no campo da gemologia.
Além dos vidros artificiais, produzidos pelo homem, há vidros naturais que, eventualmente, são facetados e empregados na indústria joalheira. Entre eles, destacam-se a obsidiana e os tectitos, como a moldavita. A distinção entre os vidros naturais e os artificiais algumas vezes pode se tornar difícil, mediante a utilização exclusiva dos ensaios usuais acima descritos, uma vez que a maior parte das características e propriedades de ambos é semelhante. Em alguns casos, são requeridos ensaios que utilizem técnicas analíticas avançadas, não estritamente gemológicas, tais como microsonda eletrônica e espectroscopia Raman, através das quais pode-se detectar a presença e o conteúdo de determinados elementos químicos na amostra, de forma a obter um resultado conclusivo a respeito da origem do vidro.
Fonte: CPRM

TOPÁZIO IMPERIAL

TOPÁZIO IMPERIAL





Algumas teorias procuram explicar a origem do termo topázio e a mais plausível é que derive do vocábulo sânscrito tapas, significando fogo. A designação imperial, por sua vez, foi atribuída à gema em homenagem a D. Pedro I que, segundo relatos históricos, teria se encantado com a exuberância dos matizes e tons de alguns exemplares de topázio que lhe foram oferecidos durante uma estadia na antiga Vila Rica, em Minas Gerais, de onde foram extraídos.
Descoberto por volta de 1760, o topázio imperial é a variedade mais valorizada desta espécie mineral e ocorre unicamente na região de Ouro Preto, em diversos depósitos numa área de aproximadamente 150 km2. Atualmente, as minas mais produtivas são as do Capão do Lana, cuja lavra é inteiramente mecanizada e situa-se na localidade de Rodrigo Silva; e a do Vermelhão, localizada em Saramenha, além de diversos depósitos aluviais nas cabeceiras de alguns córregos e ribeirões da região.
Esta fascinante variedade de topázio ocorre numa ampla gama de cores, do amarelo alaranjado ao laranja-pêssego, do rosa ao vermelho-cereja. A cor mais rara é a roxa, seguida pela roxa rosada, vermelha-cereja e pelas bicolores.
Em termos de composição química, o topázio trata-se de um silicato de alumínio e flúor, incolor em seu estado puro. Acredita-se que as cores do imperial se devam à presença de elementos de transição e de terras raras dispersos na rede cristalina do mineral, entre eles Cr, Cs, Fe, V, Mn e Ti, sendo que os teores dos dois primeiros exibem uma correlação com a intensidade e tonalidades do amarelo ao avermelhado.
Existem topázios de cores algo similares ao imperial provenientes de outras fontes no mundo, porém a produção é pequena e descontínua, como em Katlang (Paquistão) ou apresenta importância apenas histórica, como a outrora proveniente da Rússia, onde o jazimento encontra-se praticamente esgotado.
O topázio imperial ocorre em pequenos cristais prismáticos, apresentando faces estriadas longitudinalmente, quase sempre com uma única terminação. Possui clivagem basal perfeita e sua elevada dureza (8 na escala Mohs) e brilho intenso conferem às gemas lapidadas uma rara beleza.
Acredita-se que o topázio imperial possui origem hidrotermal, relacionada ao último evento vulcânico ocorrido na região; a rocha mineralizada compõe-se de uma argila alterada, cortada por veios de caolinita, que são lavrados por desmonte hidráulico, sendo, em seguida, os espécimes submetidos à cata manual e classificação.
Os minerais associados ao topázio imperial são quartzo, mica, dolomita, especularita, rutilo e, raramente, euclásio, florencita e xenotima. As principais inclusões são as fásicas, os tubos de crescimento, as fraturas parcialmente cicatrizadas e as minerais, sobretudo de ankerita, tremolita, rutilo, goethita, especularita, topázio e pirofilita.
O topázio imperial pode ser submetido a tratamentos, por meio de técnicas amplamente utilizadas e aceitas no mercado internacional de gemas, visando melhorar o seu aspecto e tornar suas cores ainda mais atraentes, com o conseqüente aumento do seu valor monetário.
O método mais usual é o tratamento térmico, através do qual obtém-se gemas rosas a partir de exemplares alaranjados ou amarelos amarronzados, mediante a remoção do centro de cor amarelo. Este tratamento é estável e, geralmente, a melhor coloração é obtida após um lento aquecimento até uma temperatura de aproximadamente 450oC.
Outros tipos de tratamento, mais recentemente aplicados ao topázio imperial, consistem no preenchimento de fraturas com resina, de uso consagrado em diamantes, rubis, safiras e esmeraldas, e o método de difusão superficial, empregado comumente em safiras e rubis.
Como único país produtor da singular variedade imperial, o Brasil ocupa posição privilegiada na exportação do mineral topázio, seguido pela Nigéria, Madagascar, Paquistão, Sri Lanka e Rússia. Atualmente, os principais países de destino do topázio imperial são os Estados Unidos, Taiwan, Japão, Alemanha, Hong-Kong, China, Índia e Itália.
Fonte: CPRM