sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Análise - IBOV, WINQ18, WDOU18, PETR4, VALE3, PCAR4, BBAS3 e RADL3 | 9....

Garimpeiros e mineradora canadense travam disputa por ouro de Belo Monte


Garimpeiros e mineradora canadense travam disputa por ouro de Belo Monte



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Ribeirinhos usam o rio Xingu como transporte e tiram dele o sustento de suas famílias. A montanha atrás é uma das áreas a serem exploradas pela mineradora canadense. Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males

A hidrelétrica de Belo Monte ganhou um forte aliado para alimentar as polêmicas que envolvem a exploração dos recursos naturais da Amazônia. Desta vez, porém, o interesse não está nas águas do Xingu. Agora, o alvo é o ouro. Nos pés da barragem de Belo Monte, a apenas 14 km do paredão erguido pela barragem da hidrelétrica, uma guerra foi deflagrada entre garimpeiros que vivem na região e a empresa canadense Belo Sun. A companhia, que não tem nenhum vínculo com a usina, quer transformar o local no maior projeto de exploração de ouro do Brasil. Mas as ambições minerais viraram caso de polícia.
A Belo Sun denunciou os garimpeiros de terem mexido em terras da região sem a devida autorização ambiental, justamente na área onde a empresa pretende instalar sua planta industrial para extrair ouro nas margens do rio Xingu, no município de Senador José Porfírio (PA).
A Polícia Civil abriu inquérito e partiu para cima dos garimpeiros. Há três semanas, a Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), vinculada à Polícia Civil, convocou 16 garimpeiros para prestarem esclarecimentos na delegacia. Se condenados por crime ambiental, podem ser obrigados a prestar serviços sociais ou a pagar cestas básicas.
A população local ficou indignada. Os garimpeiros, que trabalham no local há mais de 60 anos, acusam a Belo Sun de querer expulsá-los sem direito a indenizações. Cerca de 2 mil pessoas da região vivem do garimpo. “As pessoas só querem ter seus direitos reconhecidos. A empresa não ofereceu nada para o povo. Estamos falando de gente que nasceu e se criou no lugar, e que não sabe fazer outra coisa”, disse Valdenir do Nascimento, presidente da Cooperativa dos Garimpeiros da região.
O ouro de Belo Monte está encravado no subsolo de uma região conhecida como Volta Grande do Xingu. A licença ambiental que os garimpeiros tinham para atuar na região venceu em dezembro do ano passado. Eles alegam que pediram renovação do documento para a Secretaria do Meio Ambiente do Pará, mas que esta deu uma autorização de lavra para uma área completamente fora do local onde eles atuavam, um pedaço de terra que não tem ouro. “Quando reclamamos que a demarcação estava errada, disseram que a gente não queria autorização nenhuma e cancelaram a licença. Ficamos sem ter onde trabalhar”, afirmou Nascimento.
O delegado Waldir Freire Cardoso, chefe de operação da Dema, disse que a polícia constatou a lavra de ouro sem autorização. “A denúncia envolvia pessoas e pequenas empresas que atuavam numa área que a Belo Sun diz que é dela. Para nós, não interessa se a denúncia vem da Belo Sun ou de quem quer que seja. A autuação foi motivada por conta de constatação do dano ambiental”, disse.
Licenças
Há três anos a Belo Sun busca o licenciamento para o seu garimpo industrial, processo que é tocado pelo governo do Pará. A empresa já tem a licença prévia do projeto e se prepara para pedir a licença de instalação, documento que libera efetivamente a extração do ouro.
O Ministério Público Federal questionou o Ibama sobre a necessidade de o órgão federal assumir a responsabilidade pelo licenciamento, dada a sua proximidade com a hidrelétrica e a potencialização dos impactos socioambientais por conta da mineração, mas o tema não saiu dos escaninhos da secretaria estadual.
A Norte Energia, dona da hidrelétrica, evita falar publicamente sobre os planos da Belo Sun, mas sabe-se que sua diretoria torce o nariz sobre a possibilidade de ter bombas explodindo no subsolo do Xingu, bem ao lado de sua barragem.
A Belo Sun foi insistentemente procurada para comentar o assunto, mas não retornou ao pedido de entrevista. A empresa, que pertence ao grupo canadense Forbes & Manhattan, um banco de capital fechado que investe em projetos de mineração, tem planos de aplicar US$ 1,076 bilhão no projeto “Volta Grande”, de onde sairiam 4,6 mil quilos de ouro por ano, durante duas décadas.
“A Belo Sun não tem mais direito de estar naquela área do que os garimpeiros artesanais, que estão ali há seis décadas. Apesar disso, a empresa age como se fosse proprietária da região, constrangendo os moradores do local e pressionando sua saída”, disse Leonardo Amorim, advogado do Instituto Socioambiental (ISA). “Trata-se de uma mineradora com um mero pedido de lavra e uma licença ambiental sub judice, numa terra pública.”
Por André Borges, do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Estadão

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

13 ações para você comprar durante o mês de agosto

13 ações para você comprar durante o mês de agosto

As principais corretoras de investimentos divulgam as suas indicações de ativos, dando prioridade para aqueles que possam apresentar boa rentabilidade e potencial ganho durante o período.
Para agosto, o papel favorito dos analistas é a Vale (VALE3), mineradora multinacional brasileira e uma das maiores operadoras de logística do país, que consta em 11 das 18 carteiras de investimentos divulgadas pelo InfoMoney. Abaixo, você pode conferir as 13 ações mais indicadas pelas equipes de análise:
carteiras
Vale (VALE3): A companhia, considerada uma das maiores do mundo no setor, possui foco em cinco negócios principais: minério de ferro, níquel, cobre, carvão e fertilizantes. De acordo com a Rico, a visão positiva para a empresa deve-se à consistências na entrega dos resultados nos últimos trimestres; por acreditarem que o preço do minério de ferro não vai recuar drasticamente e que a elevada qualidade do seu minério de ferro proporcionará maiores margens e rentabilidade elevada.
B3 (B3SA3): As recomendações de compra baseiam-se na diversificação de receitas e barreiras de entradas a novos entrantes no mercado de bolsas, que representam vantagens competitivas de longo prazo; ao momento positivo para os resultados e ao processo de desalavancagem pós-fusão, que os analistas veem que resultará em um crescente pagamento de dividendos a partir de 2019. “Em nossa visão, a B3 será uma das maiores beneficiadas pela retomada da economia e com o consequente desenvolvimento do mercado de capitais do país”, acredita a XP Investimentos.
Itaú (ITUB4): Para os analistas, o Itaú continua sendo a empresa melhor posicionada dentro do setor bancário brasileiro para aproveitar-se da recuperação das concessões de crédito e normalização do nível de provisões nos próximos trimestres. Além disso, o banco conta com um mix de geração de caixa defensivo, em que um terço do resultado consolidado vem de novas concessões, enquanto o restante vem de tesouraria, seguros, previdência, cartões etc.
Petrobras (PETR4): A opção por incluir a Petrobras no portfólio deve-se ao fato de que a empresa deve adquirir exposição a uma melhora de sentimento com maior visibilidade no cenário para as eleições. A continuidade efetiva da política de preços de combustíveis no curto prazo mediante o pagamento de subsídios também é visto como positivo.
Suzano (SUZB3): “Com maior disciplina de gastos e aumento de eficiência, a Suzano tem conseguido reduzir seu curto e caixa de produção, algo que se reflete em uma forte geração de raiva operacional, acelerando sua desalavancagem financeira”, destacam os analistas da Guide Investimentos. E concluem: “Continuamos otimistas com a evolução operacional da Suzano e aumento da competitividade estrutural”.
Gerdau (GGBR4): A Gerdau produz e comercializa produtos de acordo em geral através de usinas localizadas em diversos países. A companhia é líder no segmento de ações longos nas Américas e é umas das principais fornecedoras de ações especiais do mundo para o setor automotivo. A recomendação baseia-se em linhas gerais, no fato de que grande parte da receita e geração de caixa da Gerdau advém do mercado externo, que deve se beneficiar com a valorização do dólar.
Rumo (RAIL3): A empresa resultante da fusão Rumo e ALL é a maior operadora logística com base ferroviária independente da América Latina, oferecendo serviços de Logística com operações de transporte intermodal, carregamento e entrega local, terminal portuário e servidões de armazenagem. Dentro os fundamentos que sustentam a recomendação de compra, estão: a expectativa de crescimento na produção de soja e milho; a expansão de sua participação no Porto de Santos e as perspectivas de um empréstimo de até R$ 3,5 bilhões do BNDES.
Banco do Brasil (BBAS3): Com relação à presença dos papéis do Banco do Brasil no portfólio, a equipe da XP Investimentos afirma que: “Vemos a atual gestão comprometida com um aumento gradual na rentabilidade, índices de capital sólidos e dividendos acelerando”.
Via Varejo (VVAR11): A Via Varejo é a maior varejista de eletroeletrônicos e móveis do Brasil, com um portfólio composto pelas marcas Ponto Frio, Casas Bahia, Barateiro.com, Extra.com.br e Ehub.com.br. A empresa também continua com uma estratégia de otimização de sua plataforma de marketplace. Para a Rico Investimentos, o crescimento do e-commerce e a retomada econômica gradual devem estimular o gasto em consumo. Além disso, os analistas escrevem que a forte alavancagem operacional somada à redução do consumo e à elevação do consumo trouxeram ganhos de eficiência e “deverão elevar as margens da companhia”.
Fonte: ADVFN

PEDRAS RARAS

Aquamarine Dom Pedro

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee
O maior pedaço de pedra aquamarine (ou água-marinha) encontrado no mundo foi aqui no Brasil. A preciosidade foi batizada com o nome do antigo imperador do Brasil, Dom Pedro, encontrada em 1980. Atualmente, ela está em exposição permanente em um museu em Washington, nos Estados Unidos.
Essa joia foi polida pelo alemão Bernd Munsteiner, que esculpiu o material no formato que ele possui hoje. A principal beleza da Aquamarine Dom Pedro está no brilho, por ser translúcida e de um azul-claro profundo.

 Maior pérola do mundo

Fonte da imagem: Reprodução/Oddee
Essa é a maior pérola do mundo, pesando seis toneladas e medindo 1.6 metros de diâmetro. Ela foi descoberta na China e vale, aproximadamente, US$ 300 milhões – na China as pérolas são mais valorizadas do que diamantes. A pedra é formada, basicamente, de minerais fluoritas, compostos de fluoretos de cálcio.
Apesar de o material em si não ser algo raro, a magnitude da formação é que chama a atenção do público. As pessoas que poliram essa raridade levaram mais de três anos para deixá-la nesse formato arredondado perfeito. Além disso, ela é capaz de brilhar no escuro quando é exposta por tempo demais a luz.
Fonte: CPRM

Momento B3: Bovespa perde força e recua por cautela com eleição e exterior; BB sobe após balanço

Momento B3: Bovespa perde força e recua por cautela com eleição e exterior; BB sobe após balanço







O principal índice de ações da B3 recuava nesta quinta-feira, revertendo os ganhos da abertura e caminhando para o quarto pregão seguido de queda, com o quadro eleitoral ainda bastante nebuloso no país e incertezas externas endossando realização de lucros após alta de quase 9% em julho.
A cautela com a disputa presidencial e o cenário exterior ofuscavam resultados corporativos fortes, como o do Banco do Brasil, que divulgou alta robusta do lucro, fazendo a ação saltar quase 4% no melhor momento.
Às 12:09, o Ibovespa caía 0,58%, a 78.695,04 pontos. Nos primeiros negócios, o índice subiu 0,39% e na mínima até o momento recuou 1,26%. O volume financeiro do pregão somava 3,84 bilhões de reais.

Destaques

Banco do Brasil (BBAS3): subia 1,9%, ajudando a atenuar a pressão negativa no Ibovespa, após divulgar mais cedo alta robusta do lucro no segundo trimestre, apoiado em menores despesas com provisões para calotes, maiores receitas com tarifas e na expansão das receitas com crédito para pessoas físicas.
Para a equipe do BTG Pactual, foi um resultado bastante forte e de boa qualidade, com melhora sequencial na margem financeira e queda relevante de provisões.
Engie Brasil (EGIE3): tinha alta de 4,62%, tendo no radar lucro de 589,2 milhões de reais no segundo trimestre, avanço de 20% na comparação anual, conforme a companhia assumiu a operação de hidrelétricas compradas no ano passado e com uma alta de 7,9% nas vendas de energia.
Além de resultado forte, a Coinvalores acrescentou que a companhia divulgou boa distribuição de proventos.
BR Malls (BRML3): cedia 3%, tendo de pano de fundo a alta nas taxas futuras de juros e anúncio de renúncia do presidente do conselho de administração da gestora de shopping centers Claudio Bruni, que ocorreu, segundo a empresa, por motivos pessoais.
O Itaú BBA disse que o anúncio não deve trazer grandes mudanças para a estratégia da empresa, mas considerou a notícia potencialmente negativa, já que Bruni era bem visto pelo mercado e esse movimento não era esperado.
Com Reuters
Fonte: ADVFN