sábado, 25 de agosto de 2018

Tecnologia blockchain de diamante puro - Recente inovação revolucionária do setor de joias

O setor de joias global tem seus olhos voltados para uma recente inovação 
japonesa: diamantes cultivados em laboratório que são química, física e oticamente idênticos aos diamantes naturais.
A Pure Diamond Lab, uma empresa com sede em Tóquio, é capaz de cultivar diamantes de qualidade idêntica aos que ocorrem naturalmente e, assim, se qualificam para a certificação da GIA [Gemological Institution of America (Instituto Gemológico da América)]. Os diamantes são cultivados em ambiente controlado dos laboratórios da empresa, usando material de puro carbono, trazendo ao mundo uma linhagem de diamantes cultivados em laboratório 'perfeito', que apresentam propriedades óticas superiores às propriedades dos diamantes naturais.
Os diamantes podem ser cultivados em um amplo espectro de cores, inclusive aquelas que não ocorrem naturalmente, o que poderia instantaneamente causar uma reviravolta no mercado dos raros diamantes vermelho e azul, por exemplo. A De Beers Jewelry, fabricante de joias com uma fatia de aproximadamente 30% do mercado global de diamantes, já reconheceu essa tecnologia e incorporou diamantes cultivados em laboratório em suas mais recentes coleções.
Um fator mais distintivo que separa a Pure Diamond Co. Ltd. de seus concorrentes é o seu desenvolvimento de uma tecnologia blockchain para o mercado de diamantes. Informações sobre o cultivo, refinamento e apreciação de diamantes cultivados em laboratório são coletadas e digitalizadas, criando um perfil disponível para o consumidor final, aumentando assim a transparência e aprimorando a experiência de varejo. Acontece que o diretor técnico do projeto Pure Diamond Blockchain, Junna Kawasaki, é o famoso hacker 'White Hat' que solucionou o hack da NEM de 500 milhões da Coincheck em janeiro. Kawasaki acredita que o projeto de desenvolvimento de Pure Diamond Blockchain é "a forma correta para usar blockchains", e o produtor da Pure Diamond Lab, Hideyuki Abe, acrescenta que a tecnologia "dá a cada diamante uma história".
Diamantes cultivados em laboratório como esses cultivados pela Pure Diamond Lab também estão remodelando a indústria global de diamantes para se tornar mais sustentável e ética. Cultivar diamantes em um ambiente de laboratório alivia a pressão da demanda por minas de diamantes, que é uma ameaça ao meio-ambiente. Além disso, a tecnologia Pure Diamond Blockchain ajuda a evitar a distribuição dos chamados 'diamantes de sangue', isto é, diamantes extraídos em zonas de guerra e vendidos para financiar mais conflitos.
Para expandir o projeto de diamantes cultivados em laboratório, a empresa planeja usar a ICO (initial coin offering, oferta inicial de moedas) de moeda de diamante puro (Pure Diamond Coin, PDC), uma critpomoeda garantida pela Pure Diamond Farm Singapore para financiar equipamentos e P&D, supostamente investindo dois terços do teto limite avaliado em 200 milhões de dólares americanos. Além disso, a empresa está atualmente nos estágios finais do registro de propriedade intelectual, que deverá fortalecer ainda mais sua posição na indústria de diamantes cultivados em laboratório. O objetivo é mudar aos poucos o futuro da indústria de diamantes, o que faz do projeto Pure Diamond Blockchain uma projeto empolgante ao qual devemos estar atentos.
http://purediamond-ico.com/

Usiminas pode receber até R$ 900 mi com venda de área de mineração

Usiminas pode receber até R$ 900 mi com venda de área de mineração

                
25/08/2018 - 
A Usiminas (USIM5) pode receber entre R$ 800 milhões e R$ 900 milhões na venda de sua participação de 70% na Musa (Mineração Usiminas), na qual a siderúrgica brasileira tem participação de 70% e a japonesa Sumitomo 30%. Os cálculos são do analista Thiago Lofiego e fazem parte de um relatório do Bradesco BBI publicado nesta sexta-feira (24) e que considera o valor patrimonial da empresa na faixa entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,3 bilhão.
A empresa confirmou a contratação do BTG Pactual para encontrar alternativas para a sua participação societária na Musa, inclusive a eventual alienação total ou parcial. Segundo o Valor, a sócia japonesa teria manifestado interesse em aumentar a sua participação. Uma possibilidade é a aquisição ser feita por um sócio em conjunto com a Sumitomo. O negócio é estimado em R$ 1 bilhão.
O analista do Bradesco avalia que a estratégia da Usiminas é positiva, tendo em vista que a exploração do minério de ferro não faz parte da estratégia central da empresa.  Lofiego explica que a entrada de novos recursos “aceleraria ainda mais seu processo de desalavancagem e ajudaria a financiar projetos de expansão como uma nova linha de galvanização e/ou modernização do Alto Forno nº 3 de Ipatinga”.
Fonte: ADVFN

Quanto é o “dólar Haddad” e o “dólar Bolsonaro”? Gestora faz os cálculos

Quanto é o “dólar Haddad” e o “dólar Bolsonaro”? Gestora faz os cálculos

Arena do Pavini - 24/08/2018 - 
Por Arena do Pavini
A alta do dólar em relação ao real, que chegou nesta semana a R$ 4,12, pode estar apenas no começo, afirmam analistas. De acordo com quem ganhar a eleição e as propostas para ajustar a economia do país, reduzindo o déficit público e mudando a trajetória explosiva de crescimento da dívida do governo, a moeda americana ainda poderá andar muito mais ou cair um pouco. Estudo feito por uma gestora de recursos mostra a variação do dólar antes da eleição de 2002, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, ganhou pela primeira vez a Presidência, comparada à deste ano.
Corrigidos pela inflação, os valores consideram os dias antes e depois do pleito e mostram que, naquela época, o dólar chegou a subir 70% (de 100 no início do ano para 170 no pico) em relação ao início do ano. As linhas mostram comportamentos parecidos da moeda diante das incertezas com o impacto da eleição na economia. A cinza é o dólar neste ano e a laranja, em 2002, corrigida pela inflação.
No caso atual, essa alta de 70%, considerando a cotação do dólar em janeiro deste ano, de R$ 3,31, levaria a moeda americana para R$ 5,60. “É um exercício de acordo com a situação passada, pode ser um pouco exagerada, mas podemos dizer que o ‘dólar Haddad’ seria em torno de R$ 5,00”, diz um gestor, que pediu para não ter seu nome citado. O gráfico mostra também que, depois da eleição, a moeda recua, com o presidente eleito amenizando o discurso radical de campanha.
Esse cenário considera a vitória do PT e de seu candidato “virtual”, Fernando Haddad, e que o partido mantenha o discurso contra o teto de gastos, o ajuste fiscal e a reforma da Previdência. Mas não há certeza de que esse cenário se confirmará. Na eleição de 2002, o partido mudou o discurso e divulgou a a Carta aos Brasileiros, que fez a moeda perder um pouco do ímpeto antes da eleição, como mostra o gráfico. Depois da eleição, com a indicação do ex-banqueiro do PSDB Henrique Meirelles para o comando do Banco Central, e a promessa de manutenção do tripé do Plano Real – equilíbrio fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação – o mercado se acalmou e o dólar passou a cair.
Uma mudança desse tipo hoje, porém, é vista como mais difícil, diante do desgaste sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff na campanha de 2014. Ela se elegeu negando a necessidade de ajustes, mas ao assumir promoveu uma mudança radical na política econômica, colocando o ortodoxo Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, que acabou com a Nova Matriz Econômica e fez a presidente perder apoio dentro do próprio partido.
Dólar Bolsonaro e Dólar Alckmin
O cenário com outro candidato que leve adiante as reformas é de menor pressão sobre o dólar, acredita o gestor. Assim, o “dólar Bolsonaro”, referência ao candidato do PSL que se apresenta como liberal, sob a tutela do economista Paulo Guedes, estaria em torno de R$ 3,90, diante das dúvidas de que ele seguirá a cartilha recomendada e que terá força para fazer as reformas. Já o “dólar Alckmin” estaria mais perto de R$ 3,60, diante da expectativa de que ele defenderá o ajuste fiscal e a reforma da Previdência e manterá uma menor intervenção do Estado na economia, levando adiante privatizações e profissionalização das empresas estatais.

Fonte: ADVFN

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Trabalhadores de garimpo ilegal são resgatados em Jacareacanga no Pará


Trabalhadores de garimpo ilegal são resgatados em Jacareacanga no Pará

O Ministério do Trabalho divulgou nesta quinta-feira (23), o resultado de uma operação
que teve apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar onde foram
resgatados 38 trabalhadores submetidos a rotinas degradantes em uma área de
garimpo na Rodovia Transamazônica, próximo ao município de Jacareacanga, sudoeste
do Pará. Todos tinham sido contratados para exploração de ouro pela proprietária da fazenda.

O garimpo era utilizado há vários anos no interior da fazenda, em uma área de 224 hectares,
com dez frentes de trabalho. A área é de preservação ambiental.
Segundo informações do Instituto Chico Mendes de Conservação e Bioversidade (ICMBio), a dona do garimpo declarou deter direito de uso de uma área de 76,5 mil hectares na reserva florestal. Com a atividade do garimpo, a proprietária da fazenda recrutava trabalhadores para exploração de ouro no local. Ela oferecia uma porcentagem de 15% como pagamento.
Nas várias frentes de trabalho, os auditores-fiscais encontraram garimpeiros, cozinheiras e ajudantes que dividiam, entre si, geralmente em grupos de quatro pessoas, o pequeno lucro da exploração. A maioria, porém, tinha dívidas na cantina da sede da fazenda, onde adquiriam produtos de consumo diário, comida e bebida literalmente a preço de ouro. Além de exploração no garimpo, havia exploração sexual das cozinheiras.
“O valor do programa também era retido pela proprietária do garimpo para devolução apenas quando as cozinheiras fossem embora. Caso um garimpeiro fosse deixar o garimpo sem a quitação da dívida com os programas e não houvesse saldo suficiente de sua produção, esse prejuízo era suportado unicamente pelas cozinheiras, sem o ressarcimento pela proprietária do garimpo”, ressalta o coordenador operacional do Grupo Móvel, Maurício Krepsky.
Com base nos depoimentos colhidos nas frentes de serviço e nas condições encontradas, o grupo decidiu pela retirada de todos os trabalhadores e autuar a dona da fazenda por uso de mão de obra análoga à de escravo. Todo o transporte dos trabalhadores e sua acomodação em Itaituba, aonde foram levados para aguardar o pagamento das rescisões e direitos trabalhistas devidos, foi custeado pela proprietária, que terá ainda, conforme imposto pelo Ministério Público do Trabalho, de arcar com dano moral e coletivo.
Dano Ambiental
Segundo o ICMBio, a área total da fazenda, declarada pela proprietária, é de 76.503,00 hectares. A área explorada pelo garimpo chega a 224 hectares. Todo o local, onde estava havendo a exploração ilegal de minério, foi embargado, e os equipamentos usados na exploração do garimpo, destruídos, ficando a proprietária sujeita às autuações por grave dano ambiental.
Foram aplicadas também sansões administravas e medidas cautelares com multa no valor de R$ 4.880.000,00 e apreensão dos equipamentos utilizados na infração ambiental, avaliados em R$ 1.024.000,00, além do embargo das atividades de extração mineral ilegal.
As rescisões trabalhistas calculadas pela auditoria fiscal do Ministério do Trabalho chegam a R$ 366 mil. Também foram emitidas notificações por descumprimento da legislação trabalhista e de segurança e saúde. Todos os trabalhadores resgatados receber três parcelas do seguro-desemprego a que têm direito.


área explorada pelo garimpo chega a 224 hectares (Foto: Reprodução/Ministério do Trabalho)área explorada pelo garimpo chega a 224 hectares (Foto: Reprodução/Ministério do Trabalho)


Usiminas contrata BTG para venda de sua unidade de mineração


Usiminas contrata BTG para venda de sua unidade de mineração

A Usiminas bateu o martelo e decidiu se desfazer da participação de 70% na sua unidade de mineração, a Musa. O banco BTG Pactual já foi contratado para assessorar a transação. O processo de venda, contudo, ainda não foi lançado, segundo fontes. A Usiminas vinha dando sinais, há alguns meses, de que faria o desinvestimento. A principal sinalização foi dada em junho, com a saída de Wilfred Bruijn, que comandava a Musa.
Se mantivesse a operação, a empresa teria que decidir até 2020 sobre a expansão da mina, já que sua capacidade de produção de minério de ferro irá se esgotar até 2025. O projeto Compactos, há anos na mesa da companhia, promete elevar a capacidade de produção de minério para 29 milhões de toneladas. Ou seja: o novo dono terá um investimento de grande porte à frente. Os 30% restantes da Musa estão nas mãos da japonesa Sumitomo. A Usiminas confirmou o processo.
Fonte: Estadão