sábado, 22 de setembro de 2018

6 frases de Warren Buffett que você deve levar para seus investimentos e para a sua vida

6 frases de Warren Buffett que você deve levar para seus investimentos e para a sua vida

Opinião - 22/09/2018 - 
Buffett
Por Papo de Grana
Warren Buffett, o maior investidor de todos os tempos, está de aniversário hoje. Com 88 anos e um patrimônio de US$ 87,2 bilhões, Buffett é considerado o melhor exemplo de como é possível ter bom senso nos negócios sem deixar de se conectar emocionalmente com as pessoas.
A primeira experiência de Buffett com o universo dos investimentos foi em família e não exatamente das melhores. Ele e a irmã compraram três ações da Cities Services, por US$ 38 cada. Ele tinha apenas 11 anos.
“Os papéis chegaram aos US$ 27. Íamos para a escola e a minha irmã ficava me lembrando que estava caindo. Quando eles chegaram aos US$ 40, eu os vendi. Cada um de nós ganhou US$ 5 nas nossas três ações”, contou em uma entrevista para a Georgia Tech Alumni Magazine, em 2003.
Logo depois da venda, as ações da Cities Services ultrapassaram os US$ 200. Embora não tivesse perdido dinheiro, Buffett ficou com aquela mesma sensação que todos nós sentimos quando saímos da bolsa cedo demais (quem nunca, não é mesmo?).
“Não é uma boa ideia conversar com sua irmã sobre ações a caminho da escola’, declarou na entrevista.
Após uma experiência inicial um tanto quanto frustrante, Buffett teve um longo caminho de boas decisões nos seus investimentos. Além de não esconder a sua predileção pelos investimentos de longo prazo, o hoje CEO da Berkshire Hathaway é uma inspiração para investidores de todos os níveis de experiência. Ele coleciona frases de impacto com suas opiniões fortes sobre investimentos, negócios e relações interpessoais.
Sobre a relação investimento x dificuldade
“O grau de dificuldade é importante nas Olimpíadas e não nos negócios. Você não ganha pontos extras pelo fato de ser algo muito difícil de fazer. Por isso faz mais sentido saltar sobre varas de meio metro do que de dois metros de altura”.
Sobre comprar empresas na dificuldade
“O melhor que pode nos acontecer é quando uma excelente empresa entra em uma fase de dificuldade temporária. Queremos comprá-la quando está na mesa de cirurgia”.
“Sejam meias ou ações, gosto de comprar mercadorias de qualidade quando estão em liquidação”.
Sobre trabalho
“Se você trabalha com pessoas que fazem seu estômago embrulhar, eu lhe recomendaria procurar outro emprego. Essa é uma forma terrível de viver a vida, e só se vive uma vez”.
Sobre o real sucesso
“Quando chegar à minha idade, você medirá o sucesso na vida pelo número de pessoas que desejou que o tivessem amado e que de fato o amam. Conheço pessoas que têm muito dinheiro, são homenageadas em grandes jantares, têm alas inteiras de hospitais batizadas com o seu nome. Porém, a verdade é que ninguém no mundo as ama. Se você à minha idade e não houver ninguém que goste de você, não importa o tamanho da sua conta bancária, sua vida terá sido um desastre”.
Sobre simplicidade no investimento
“Não há nenhum pressentimento, intuição ou algo do tipo. O que faço é sentar e avaliar as perspectivas econômicas futuras de uma empresa”.
Fonte: MONEY TIMES

7 pedras preciosas brasileiras que chamam a atenção do mundo

A América do Sul possui uma longa história de produção de pedras preciosas e é responsável por alguns dos melhores espécimes do mundo. Das áreas produtoras de gemas da América do Sul, o Brasil é, de longe, a fonte mais rica de pedras preciosas de classe mundial. Há uma variedade de mais de 90 pedras preciosas e outros minerais encontrados no país, incluindo a água-marinha, ametista, citrino, diamante, esmeralda, quartzo, rubi, safira e topázio.
Conheça algumas das pedras preciosas brasileiras que mais chamam a atenção no mundo:

1. Água-marinha

Água-marinha

A água-marinha é uma pedra da família do berilo, que recebe esse nome pela sua cor que se assemelha à água do mar. Atualmente, as cores mais populares e, portanto, valiosas dessa pedra são suas versões mais claras.
Atualmente, 90% da água-marinha do mundo é extraída no Brasil, mas essa pedra também pode ser encontrada em pequenas quantidades na Rússia, nos Estados Unidos, no Afeganistão, no Paquistão e na Índia.
Essa pedra é relacionada às pessoas que nascem no mês de março.

2. Ametista

Ametista
A ametista é a pedra mais cobiçada entre os quartzos, e sua cor varia entre roxo ao violeta. Desde que grandes depósitos da popular pedra roxa foram encontrados no Brasil no século 19, o país se tornou um grande exportador mundial.
Essa pedra é uma das mais antigas já usadas pelo homem, e seu nome vem da palavra grega methystos, que literalmente significa "não bêbado". As pessoas costumavam a usar ou carregar nos bolsos para evitar a embriaguez.

3. Citrino

Citrino brasileiro
Muitos países sul-americanos são fonte de citrinos, incluindo Argentina, Bolívia e Uruguai, mas o Brasil produz alguns dos melhores citrinos do mundo. O citrino é um membro da família do quartzo e o citrino brasileiro é conhecido por seus tons quentes e únicos, que variam de amarelo a laranja.

4. Topázio-imperial

topázio imperial
O Brasil é a maior fonte de topázio imperial no mundo, enquanto outros pequenos depósitos podem ser encontrados na Rússia. A principal mina do mundo é localizada na região de Ouro Preto, em Minas Gerais, e produz topázio imperial nas cores amarela, laranja, rosa, lilás e vermelho-cereja. Algumas cores da topázio imperial são extremamente raras, sendo o rosa o mais comum encontrado. 
Conta a lenda que o topázio imperial recebeu esse nome pois foi uma das pedras que mais fascinou Dom Pedro I.

5. Turmalina paraíba

Turmalina paraíba
Apesar do país possuir turmalinas de uma variedade de cores, como laranja, amarelo, verde, azul e violeta, a turmalina paraíba merece um destaque por sua raridade.
Essa variedade, de um azul turquesa único, deriva sua cor de traços microscópicos de cobre. Essas gemas são encontradas no estado do norte da Paraíba, ao qual elas devem seu nome. Ocasionalmente, as cores nas turmalinas são misturadas, resultando em pedras bi-coloridas ou multicoloridas.

6. Rubelita

Rubelita
Rubelita é uma outra variedade de turmalina que chama a atenção no mercado internacional por sua cor única, que varia entre diversos tons de rosa a um vermelho vívido.
Seu valor é diretamente relacionado com a pureza do vermelho: quanto mais intenso, mais valiosa é a pedra.

7. Diamantes coloridos

Diamante vermelho
Poucas pessoas sabem que o Brasil já foi a principal fonte de diamantes do mundo, e que continua sendo um importante produtor ainda hoje. Nos anos 1700 e início dos anos 1800, alguns dos diamantes mais famosos do mundo foram encontrados em terras brasileiras, incluindo diamantes vermelhos extremamente raros, assim como verdes e outras cores fascinantes.

Fonte: Hiper Cultura


5 características que fazem do grafeno o material do futuro

O Grafeno é um material composto por uma fina camada de grafite, e desde sua descoberta, tem atraído os cientistas e a indústria tecnologia por suas infinitas possibilidades de uso.
Mas porque esse material é assim tão revolucionário?
grafeno

1. O material mais condutivo do mundo

Uma das características que promete mudar a indústria tecnológica é a alta condutividade do grafeno.
Os elétrons se movem através do grafeno com praticamente nenhuma resistência e aparentemente sem massa. Isso faz com ele transporte eletricidade de forma mais rápida, eficiente e precisa do que qualquer outro material.
Já imaginou como isso pode ser aplicado em smartphones, por exemplo? A Universidade da Califórnia já provou que é possível criar celulares que carregam em apenas 5 segundos, e baterias que podem durar uma semana inteira.

2. O grafeno nos permite ver uma camada de átomos a olho nu!

De acordo com a Universidade Rive, no Texas, mesmo sendo o material mais fino que existe, com apenas um átomo de espessura, ele continua sendo visível.
O grafeno é incrivelmente transparente, absorvendo apenas 2,3% da luz, porém, se você o colocar em cima de uma folha de papel, você será capaz de vê-lo.

3. Ele é 200 vezes mais forte do que o aço

Apesar de ser fino e leve, o grafeno é um material extremamente forte, sendo o elemento mais rígido que já se conheceu, superando até mesmo o diamante.
Para se ter uma ideia, uma folha de grafeno de 1 metro quadrado pesa apenas 0,0077 gramas, porém, é capaz de suportar o peso de até 4 kg.

4. Flexibilidade, transparência e impermeabilidade em um só material

Mesmo sendo muito rígido, o grafeno é um material com grande elasticidade, se esticando até 25% a mais do seu comprimento.
Segundo o Dr. Ponomarenko, um dos pesquisadores desse material, o grafeno também é o material mais impermeável já descoberto, e mesmo os átomos de hélio não podem passar por ele.

5. É um material bidimensional

As características do grafeno são muito diferentes do grafite, que é a versão tridimensional do carbono. E estudar o grafeno nos ajuda a prever como outros materiais podem se comportar de forma bidimensional.
Porém, o mais curioso foi a forma como chegaram nesse material bidimensional. Esse elemento foi isolado utilizando um rolo de fita adesiva, um pedaço de grafite puro e um transistor feito de grafeno.
Isolamento de grafeno
Materiais utilizados para realizar o experimento
Eles usaram a fita para descascar o grafite puro, retirando várias camadas dele, até que conseguiram chegar à apenas um átomo de espessura.
Os materiais utilizados neste experimento estão expostos em Estocolmo, no Museu Nobel, e foram doados pelo próprio pesquisador Andre Geim (que tem seu nome na fita) e seu colaborador Konstantin Novoselov.

A descoberta do Grafeno

Grafeno
O grafeno é formado por uma estrutura hexagonal de átomos de carbono, que visualmente se parece com um favo de mel.
O grande fascínio sobre esse material se deve às suas propriedades físicas notáveis e às potenciais aplicações que ele oferece para o futuro.
Embora os cientistas já conhecessem o material, ninguém havia o extraído do grafite, até que em 2004 os pesquisadores Prof. Andre Geim e o Prof. Konstantin Novoselov realizaram esse trabalho e ganharam o Prêmio Nobel de Física por esse feito.
Atualmente, mais de 200 projetos na Universidade de Manchester estudam o Grafeno, e espera-se que em breve essas características fascinantes possam ser aplicadas no nosso dia-a-dia.
Fonte: Hiper Cultura

10 fatos valiosos que você não sabia sobre os diamantes

Os diamantes sempre foram objetos de desejo e demonstração de poder! O fascínio da humanidade por essa pedra se iniciou na Índia, 400 anos AC, e até hoje ela desperta a atenção e o desejo das pessoas.
Mas você sabia que essa pedra, considerada tão rara e valiosa, pode ser produzida artificialmente usando cabelo? Ou que ela já foi usada como forma de proteção, de cura e força?
Veja 10 curiosidades sobre essa fantástica pedra.

1. Existe um planeta e uma estrela feitos de diamante!

Planeta de diamante
Os cientistas descobriram um planeta que parece ser composto principalmente de carbono, e  um terço dele é formado por diamante puro!
Descoberto em 2004, esse planeta orbita uma estrela próxima da Via Láctea, e é chamado de "55 Cancri e".
Outra descoberta fantástica é a da existência de uma estrela que é essencialmente um diamante de 10 bilhões de trilhões de quilates. Essa estrela está localizada na constelação de Centauro, há 50 anos luz de distância da Terra.
Os cientistas batizaram a estrela de Lucy, em homenagem a música dos Beatles "Lucy in the Sky with Diamonds".

2. Os diamantes são quase tão antigos quanto a Terra

A maioria dos diamantes encontrados na natureza tem entre um a três bilhões de anos, sendo que a própria Terra é estimada em 4,5 bilhões de anos de idade. Isso faz com que os diamantes sejam quase tão antigos quanto nosso planeta.
Os diamantes são feitos de um único elemento, o carbono, e seu processo de criação acontece cerca de 160 quilômetros abaixo do solo. Essa distância é tanta que nós só conseguimos ter acesso aos diamantes que foram transportados para a superfície terrestre por meio de erupções vulcânicas.

3. O Brasil já foi o maior produtor de diamante do mundo

Diamante brasileiro
Diamante bruto encontrado em Minas Gerais
Os países que produziram mais diamantes mudaram ao longo do tempo. A Índia foi a primeira produtora de diamantes do mundo, começando nos anos 1400, quando os diamantes indianos começaram a ser vendidos em Veneza e em outros centros comerciais europeus.
Em 1700, o fornecimento de diamantes da Índia diminuiu e o Brasil se tornou a principal fonte mundial de diamantes. Ele manteve esse título até o final dos anos 1800, quando uma enorme reserva de diamantes foi descoberta na África do Sul.

4. Diamantes são quase indestrutíveis

A palavra diamante deriva do grego "adamas", que significa invencível ou indestrutível. Apesar do seu nome, e do diamante ser uma das substâncias naturais mais duras do mundo, ele não é indestrutível, tanto que pode ser lapidado. Geralmente são usados outros diamantes para conseguir arranhá-lo ou quebrá-lo.
Por muitos anos, o diamante já foi considerado o material mais rígido do planeta, porém agora o grafeno ocupa esse posto.

5. O maior diamante do mundo pesava mais de 3 mil quilates

Diamante Cullinan
Cullinan - O maior diamante do mundo
O maior diamante já descoberto foi chamado de Cullinan, e pesava 3106 quilates. Ele foi descoberto em 1905 na África do Sul. O dono da mina e os líderes sul-africanos deram esse diamante ao rei Eduardo VIII, do Reino Unido.
O Cullinan foi cortado em nove grandes diamantes, e em outros 100 menores. Os três maiores deles estão expostos na Torre de Londres, como parte das joias da coroa.

6. O diamante era usado para se ter força e proteção

Armadura
Alguns reis usavam diamantes em suas armaduras para terem mais força
Os antigos romanos e gregos acreditavam que os diamantes eram lágrimas dos deuses, ou estilhaços das estrelas que caíam na Terra.
Algumas culturas antigas também acreditavam que os diamantes davam força e coragem ao seu portador durante a batalha. Por isso, alguns reis usavam diamantes em suas armaduras.
Os romanos também herdaram a crença da mitologia indiana de que os diamantes tinham o poder de afastar o mal, se usados como talismãs.

7. Os diamantes criados no laboratório e os naturais têm a mesma estrutura química

ZIrcônia
Zircônias
Os diamantes criados no laboratório, chamados de zircônia, possuem a mesma estrutura química e propriedades físicas que os diamantes extraídos da Terra.
Mesmo para os gemólogos profissionais é difícil distinguir a diferença entre um diamante criado em laboratório e um extraídos, sem realizar testes com equipamentos especiais.

8. É possível fabricar diamante a partir de cabelo ou de grama

Os diamantes podem ser produzidos a partir de qualquer substância orgânica, como cabelo, grama ou cinzas de pessoas. Esse processo feito em laboratório é chamado de HPHT, que é a sigla para alta pressão e alta temperatura, em inglês.
Como a estrutura dos diamantes é formada por carbono, esse processo utiliza materiais que contenham esse elemento e os colocam em alta pressão e temperatura, simulando as condições encontradas no interior da Terra.
Porém, o resultado desse diamante artificial é sempre uma surpresa, uma vez que não se pode prever em qual cor ou formato que ele surgirá.

9. Existem diamantes de diversas cores

Diamante rosa
Os diamantes podem se desenvolver em diversas cores, dependendo dos minerais que estão presentes à medida que são formados.
Geralmente sua cor vai de um amarelo pálido ao incolor, porém ele também pode ser marrom, azul, verde, laranja, vermelho, rosa ou preto.

10. A maioria dos diamantes não é usado para joias

Diamante industrial
Se você perguntar a uma pessoa o que ela pensa quando escuta a palavra “diamante”, possivelmente a primeira coisa que vai ouvir vai ser sobre um anel de noivado.
Porém, a verdade é que a grande maioria dos diamantes extraídos hoje não são usados para fazer joias, e sim para fins industriais. E esse foi também o primeiro uso que essa pedra teve pelos humanos.
O físico de Harvard, Peter Lu, e seus colegas descobriram que os antigos chineses usavam diamantes para polir eixos, há mais de 4.500 anos atrás.
Até hoje, 80% dos diamantes extraídos (cerca de 100 milhões de quilates) são utilizados para fins industriais de corte, perfuração, moagem e polimento.
Fonte: Hiper Cultura

OPALA E GARIMPOS

 OPALA E GARIMPOS
5.1 – CONCEITUAÇÕES E GÊNESE DA OPALA
5.1.1 – Histórico e origem do nome A palavra opala, segundo o Dicionário Aurélio (Ferreira, 2010) [Do francês opale < latim opalu < grego opállios < sânscrito upala.] significa pedra preciosa. É uma pedra conhecida e apreciada desde a Antiguidade, sendo mencionada em referências romanas já no séc. I a.C., sendo associada ao poder e a capacidades medicinais; mais tarde, porém, adquiriu a fama de trazer azar, a qual perdurou até o final do séc. XIX, quando ocorrem as descobertas das enormes jazidas australianas levando à retomada da procura dessa gema para a confecção de adornos e joias. Em Pedro II (PI) são controversas as informações sobre as primeiras descobertas de opala. Há uma versão sobre a existência, na década dos anos de 1940, de um sanfoneiro que costumava enfeitar sua roupa com botões feitos de opala, e que à noite os mesmos em contato com luz artificial refletiam diferentes cores do espectro, instigando assim, a curiosidade das pessoas (Oliveira e Soares Filho, 1981). Outra versão relata que por acaso, na década dos anos de 1930, teria sido encontrada essa pedra azul leitosa, a qual foi levada até Teresina (PI), onde um engenheiro a identificou como opala.
5.1.2 – Distribuição mundial As jazidas mais antigas localizam-se na República Tcheca e Hungria. Opalas nobres também são encontradas, atualmente, na Austrália, Brasil, México, Honduras, Estados Unidos da América (Oregon, Nevada, Idaho, Califórnia e Alaska), Índia, Indonésia, Nova Zelândia, Tanzânia, Polônia, Ucrânia, Etiópia, Guatemala, Japão, Rússia, Peru e França (Foto 5.1). O Brasil é uma das nove províncias gemológicas (região que produz gemas em volume e variedade excepcionais) reconhecidas mundialmente (Branco, 2003), e Pedro II faz parte desse contexto (Foto 5.2).
5.1.3 – Propriedades da opala A família das opalas é composta por três grupos: opalas nobres opalescentes, opalas de fogo amarelo-vermelhas e opalas comuns, as mais abundantes. Suas propriedades físicas variam notavelmente e segundo Schumann (1982) são: Cor: branca, cinza, azul, verde, amarela, vermelha, laranja, marrom e preta. Cor do traço: branco Dureza ao risco: 5,5 - 6,5. Densidade relativa: 1,9 – 2,2; média = 2,09.
Clivagem: não há. Fratura: conchoidal ou concóide a irregular. Sistema cristalino: amorfo. Composição química: SiO2.n(H2O) – óxido de silício hidratado com teores de água atingindo até 30%. A perda desta água sob a ação do calor resulta na formação de fraturas e/ou fissuras, e numa diminuição do seu característico jogo de cores. A opala também é sensível à pressão e golpes, assim como a ácidos e álcalis. Transparência: transparente, translúcida a opaca. Brilho: vítreo a ceroso. Índice de refração: 1,44 – 1,46. As opalas mexicanas têm índice de refração muito baixo de até 1,37. Birrefringência: não há. Dispersão: não há.Pleocroísmo: não há. Espectro de absorção: opala de fogo - 70006400-5900-4000 Å Fluorescência da opala: opala branca: branca, azulada, acastanhada e esverdeada; opala preta: usualmente, nenhuma; opala de fogo: esverdeada a acastanhada.
5.1.4 – Características O que faz com que a opala se destaque das demais gemas é a enorme variedade de cores que ela pode exibir, simultaneamente, e as mudanças que essas cores sofrem quando do movimento da gema (jogo de cores). É muito importante lembrar que o termo opalescência refere-se ao aspecto azulado leitoso ou de brilho opalino (da opala comum) como consequência de fenômenos de reflexão, no que se reflete, sobretudo, em luz de comprimento de onda curta, isto é, azul. Não se deve confundir com opalização que é o termo que deve ser usado para se referir ao jogo de cores da opala que varia de acordo com o ângulo em que se a observa (Schumann, 1982). Diferindo da maior parte das gemas inorgânicas, a opala classifica-se como mineraloide e não, mineral, uma vez que tem estrutura interna amorfa e nãocristalina de seus átomos. Por outro lado, a opala nobre apresenta, sim, um tipo de organização tridimensional interna, que foi descoberta em 1964 com o advento do microscópio eletrônico quando se verificou que sua estrutura consiste em um arranjo regular de pequenas esferas de cristobalita, com diâmetro de 1/10.000 de mm, inclusas numa massa de sílica gel, mostrando um espaçamento regular entre essas esferas. A inter-relação entre as esferas de sílica e os espaços entre as esferas provoca os fenômenos de difração, dispersão, interferência e reflexão da luz, resultando na visualização na superfície da gema das diversas cores do arco-íris. O tamanho das esferas de sílica e do espaço intersticial entre elas reflete diretamente no jogo de cores apresentado por uma opala (Watkins et al., 2009). Nas opalas nobres, as esferas com diâmetro entre 150 e 400 nm (nanômetros), são as que têm jogo de cores. As opalas com esferas menores (de aproximadamente 150 nm) geralmente produzem reflexos na cor azul e roxa, chegando até as opalas com esferas de maior diâmetro (350 a 400 nm), onde se é possível observar todas as cores do arco-íris – roxo, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. As opalas com reflexos vermelhos são as mais raras na natureza. Somado a isso, a qualidade das cores refletidas é influenciada pela coloração de fundo da gema. Cada gema exibe um jogo de cores exclusivo. As cores distribuem-se em faixas, pontos, linhas ou figuras geométricas, isolados ou combinados na superfície da opala, aleatoriamente, ou em maravilhosos padrões. As opalas de Pedro II são tão belas quanto as da Austrália, confundindo-se com essas no mercado mundial. No entanto, apresentam um diferencial fundamental: sua comprovada qualidade
mineralógica e gemológica - apresentam teores de água inferiores (em torno de 5,7%) aos encontrados nas opalas de outros países, sendo assim, são as mais duras do mundo (dureza entre 6,0 e 6,5), somado ao fato de exibirem uma baixa sensibilidade ao calor (Rosa, 1988).
5.1.5 – Ocorrência Ocorrem em veios irregulares, massas e nódulos. Também em fendas e cavidades de rochas ígneas, como nódulos em calcários e em fontes termais. Pode se formar, também, sobre outros minerais e mesmo vegetais, dentes e conchas fósseis (Branco, 2009).
5.1.6 – A origem das opalas nobres As opalas nobres são formadas sobre condições muito especiais e, apesar do seu elevado teor em água, curiosamente, elas são encontradas em ambientes de regiões áridas e semi-áridas, com chuvas sazonais. Elas ocorrem em forma de um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todos os tipos de rocha, encontradas em geral nas formações ferro-manganíferas, arenito, e basalto (diabásio). Há milhões de anos, soluções de água e sílica se infiltraram para o interior de fendas e rachaduras de rochas vulcânicas ou espaços e cavidades desenvolvidos em rochas sedimentares, tornandose ali aprisionadas pela baixa permeabilidade de seu envoltório. Com o passar do tempo, parte da água da suspensão sofre evaporação e isso resulta no aumento gradativo da concentração de sílica. Quando essa concentração atinge um nível crítico, leva as moléculas de sílica a se agruparem, formando esferas solidas que em grande quantidade, levam a solução a se transformar em um gel, ocorrendo a seguir a deposição gravitacional das esferas em camadas. O volume das esferas é proporcional ao período de tempo. Se a velocidade de evaporação da água ocorrer de modo constante, formam-se esferas de diâmetro uniforme, que por sua vez se depositam em camadas sucessivas organizadas. A evaporação adicional de água leva à solidificação do material, constituindo então a opala nobre. A opala também se deposita entre grãos de argila e areia em arenitos, cimentando-os e constituindo rocha matriz (Cia. das Gemas, 2013). Praticamente todos os depósitos de opala nobre de origem sedimentar, conhecidos mundialmente, ocorrem apenas na Austrália. Demais locais de extração dessa gema no restante do mundo, inclusive em poucas exceções também na Austrália, são de origem vulcânica. A formação da opala precisa de um sistema fechado para operar o excesso de sílica e o evento magmático produz muita água quente em ebulição, que mistura a tridimita formando um gel, a qual é depositada por gravidade penetrando em fendas e fraturas. A água superaquecida em contato com a tridimita forma uma mistura homogênea dando uma solução gelatinosa. O gel paulatinamente perdendo calor (vai se resfriando) penetra ocupando espaços vazios ou se aglomerando em bolsões; é aprisionado, compactado e endurecido e na sequência, por processo físico-químico e hidrotermal, evolui para opala numa pseudo cristalização, gerando assim os depósitos associados a rochas vulcânicas.
5.1.7 – Formação das opalas de Pedro II Segundo Gomes e Costa (1994) as opalas de Pedro II estão intimamente relacionadas a um ambiente hidrotermal, surgido quando da intrusão de rochas básicas nas rochas siliciclásticas da Formação Cabeças. No entanto, não havia trabalhos sobre as características físico-químicas dos fluidos hidrotermais que originaram essas opalas. Dados essenciais a esse modelo genético proposto para as opalas de Pedro II foram apresentados por Marques et al. (2013), baseados em análises de inclusões fluidas, composição mineralógica e química dessas opalas e suas inclusões sólidas. Para esses últimos autores, devido às intrusões básicas na região, houve aporte de calor e a água contida nos arenitos das encaixantes foi aquecida, passando a solubilizar parcialmente os silicatos pré-existentes (liberando sílica e cátions de Ca, Ba, Sr, Fe, Mn, e outros), enriquecendo-se e saturando-se, e migrando através de fraturas hidráulicas e/ou tectônicas e outros espaços vazios como a porosidade. Conforme esse sistema foi evoluindo, o fluido se misturou com fluidos mais frios e menos salinos, como águas superficiais, por exemplo, o que contribuiu para seu resfriamento e diluição. Juntamente a esses processos, o fluido de que continha inicialmente H2O – NaCl – KCl recebeu cátions de Fe e Ca que se misturaram aos sais inicialmente formados, e originaram os fluidos de composições mistas, H2O – NaCl – FeCl2 e H2O – NaCl – KCl – CaCl2. Também foram verificadas feições de dissolução parcial em grande parte das inclusões sólidas, remetendo também ao ambiente hidrotermal, de intensa migração de fluidos, somado ainda à própria mineralogia das mesmas.
5.1.8 – Termos Opala comum: forma mais frequente. É um vidro natural com características semelhantes às da obsidiana. Sem jogo de cores e sem valor comercial. Opala preciosa ou nobre: formada quando exitem condições apropriadas conforme discutido anteriormente. Apresenta valor comercial. Distinguem-se dois grupos: a. Opala Branca: opala opaca com cor fundamental branca ou com outras cores em tonalidades claras (amarelo, laranja ou cinza). É a mais encontrada no mercado mundial, originária da Austrália, Brasil e Estados Unidos, principalmente (Foto 5.3);
b. Opala Negra: opalas opacas que apresentam cor fundamental cinza-escuro, azul-escuro, cinzapreto, verde-escuro ou marrom-escuro. A de cor preta é muito rara. As opalas negras realçam os reflexos coloridos em sua superfície, dando-lhes mais definição, sendo assim, mais valiosas que as demais. Atualmente, o único país com produção comercial de opalas negras é a Austrália (Foto 5.4). Opalas tipo white opal e black opal provenientes da Austrália podem ser vistas na Foto 5.5. Opala matriz (opalina): é um crescimento interpenetrado em bandas ou uma inclusão em lamelas de opala nobre na, ou com a rocha matriz (Foto 5.6). Opala de fogo: não é opalescente, apresenta uma cor vermelha ou laranja (pequenas quantidades de ferro na sua estrutura). Algumas opalas de jazidas no México são de um vermelho tão intenso e sensacional que lembram até rubis. Potch: referência ao material comum, sem jogo de cores, oriundo da associação de opala preciosa com opala comum quando encontradas na mesma área geográfica, ou quando opala preciosa está suspensa em massa de opala comum.
Foto 5.3 – Opalas nobres tipo white opal provenientes de Pedro II (PI).
Foto 5.4 – Opalas nobres tipo black opal provenientes da Austrália e de Honduras (Foto realizada em março/2014 no Museu de História Natural de Nova York / EUA).



Fonte: CPRM