domingo, 30 de setembro de 2018

Tratamento em esmeraldas: um guia rápido

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Tratamento em esmeraldas: um guia rápido




Mais nobre variedade do mineral berilo, as esmeraldas são pedras preciosas valiosas conhecidas por sua intensa cor verde-grama.TRATAMENTO ESMERALDA_post blogA humanidade tem buscado por essa pedra desde a Idade Média e ainda hoje é muito cobiçada. Para se ter uma ideia, a esmeralda já era explorada pelos egípcios por volta de dois mil anos antes de Cristo, nas proximidades do Mar Vermelho.
O Brasil é atualmente o 3º produtor mundial e as gemas provêm dos Estados de Minas Gerais, Goiás, Bahia e Tocantins.

A esmeralda e seus tratamentosTRATAMENTO ESMERALDA_post blogCentenas de anos atrás, os lapidadores de pedras preciosas aprenderam a dar um banho nas esmeraldas em óleos naturais para preencher as fissuras e melhorar a aparência. Hoje, estes óleos naturais ainda são usados, mas com material artificial. Não importa o preenchimento que foi usado em sua esmeralda, ele reduzirá a visibilidade das falhas e dará à pedra um toque de acabamento.
Os preenchimentos podem eventualmente escoar para para fora ou se alterar. Aconselha-se que a esmeralda seja examinada por um gemologista para avaliar a necessidade de limpá-la ou refazer o tratamento. As esmeraldas devem ser limpas à mão usando uma escova de dente macia ou um pano úmido para não danificar o preenchimento.
A International Colored Gemstone Association (ICA), que reúne os mais importantes produtores e exportadores de pedras coloridas, determina que os documentos de venda e certificados contenham a descrição completa do tratamento que a gema recebeu para realçar a transparência, cor e/ou retirada e preenchimento de inclusões.
É sempre recomendado informar ao cliente quando da compra de alguma joia que contenha esmeraldas os tratamentos, pois dificilmente se encontra no mercado esmeraldas sem tratamento. O tratamento com óleo ou resina com pigmentação verde é considerado uma falsificação.

Tratamento com óleo
Tratar gemas preciosas com óleo para preencher fraturas internas é uma prática comum. Muitos tipos de óleos são usados para preencher as esmeraldas, como por exemplo o óleo de cedro incolor, que é supostamente aceitável. Ele tem um índice de refração semelhante à esmeralda. Uma vez que é bem pegajoso, não é fácil para ele penetrar as fissuras microscópicas da esmeralda, exigindo algum calor e pressão para fazer o trabalho.
O óleo esconde falhas e melhora cores. No entanto, essas falhas ocultas podem tornar a pedra mais frágil do que parece, podendo até mesmo torná-la inadequada para o uso na confecção de joias. Muitas vezes esse processo ocorre antes mesmo que os fornecedores e revendedores tenham adquirido a gema. Supondo que eles são honestos, simplesmente não sabem o quanto a gema melhorou. Devido ao óleo, você realmente não saberá falar sobre a qualidade da gema, o que é uma perda para o comprador.
Mais cedo ou mais tarde, o óleo vai desgastar. Em outras palavras, a “melhoria” não é permanente. Quando ele desaparecer, sua gema ficará com um aspecto ruim.
Tenha em mente que a esmeralda, em particular, sofre muito desgaste. Se você precisar corrigir uma rachadura, lasca ou fazer qualquer recorte, a lubrificação irá apresentar problemas. Os cortes mais recentes, geralmente, não irão coincidir com o resto da gema. Além disso, você precisará tratar a gema novamente para deixá-la com uma aparência agradável, o que leva tempo e dinheiro. Considere gemas alternativas ao invés de comprar todas as gemas tratadas com óleo.

Opticon
Opticon é uma resina polimérica de plástico injetada na esmeralda, muitas vezes sob um vácuo, para preencher falhas e melhorar a cor e sua durabilidade. Quando aquecida, tem uma alta penetração nas fissuras, ajudando na resistência e a diminuir a reflexão de fraturas.
Embora seja mais estável que o tratamento com óleo, ela irá amarelar e desintegrar com o tempo e se entrar em contato com alguns solventes. Mesmo após tratamento com Opticon, muitas vezes as esmeraldas podem se tornar oleosas.


Fonte: Brasil Mineral

Água-marinha, a queridinha da vez

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Água-marinha, a queridinha da vez



Água-marinha, a queridinha da vez

A água-marinha, que tem seu nome derivado do latim aquamarine (aqua=água; mare=mar), é uma atraente sílica derivada do mineral berilo, mesmo grupo da esmeralda (berilo verde) e da morganita (berilo rosa).

Conhecido como o Rei das Pedras Preciosas, seus cristais são gerados em lugares “sujos”, onde sempre há certas impurezas ao redor – nesse caso, o berilo incorpora pequenas quantidades de ferro e é justamente esse metal que, em interação com a luz, dá ao berilo o precioso tom turquesa que caracteriza a água-marinha. Atualmente, as cores mais valiosas são o azul-celeste e o azul-escuro.

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A maioria dos cristais de água-marinha provém de depósitos geológicos de rocha pegmatito, muitos dos quais se encontram no Brasil, o que transforma o país na maior fonte de água-marinha do mundo. Por aqui, as principais minas se encontram nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Rondônia (pouco explorada) e Rio Grande do Norte.

Há registros de que, já nas tumbas das múmias do Egito, foram encontradas pedras de água-marinha. Rezam antigas lendas que a gema teria o poder de proteger os marinheiros das tormentas dos mares e dos afogamentos. Outra superstição que gira em torno da pedra preciosa é que ela proporcionaria calma e combateria o mal entre os casais.

A maior pedra preciosa de água-marinha do mundo – um cristal bruto em forma de obelisco, pesando pouco mais de 2 quilos e medindo 36 cm de altura -, batizada de Dom Pedro e extraída em Minas Gerais na década de 80, faz parte de exibição permanente no Museu de História Natural de Washington desde 2012 quando foi doada por um casal de americanos. O cristal original, quando foi extraído da mina, pesava cerca de 45 quilos, mas acabou se rompendo em 3 partes e da maior, com pouco menos de 30 quilos, foi esculpido Dom Pedro.

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A Rainha Elizabeth II, durante sua visita ao Brasil em 1968, foi presenteada com várias joias adornadas com água-marinha, como colares, brincos e até uma tiara. Um luxo só, não é mesmo?

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E para carimbar a gema como uma das queridinhas da realeza, recentemente a pedra foi protagonista do anel que Meghan Markle usou no seu casamento com o príncipe Harry. O anel azul de água-marinha que a noiva usou após a cerimônia, era do acervo de sua sogra, Lady Di, segundo informação confirmada pela assessoria de imprensa da Casa Real. Uma linda homenagem!


Você já se imaginou usando joias com a mesma gema que a realeza britânica tanto aprecia?  Deixe que as gotas se transformem em solitários pingentes de água-marinha ao redor do seu pescoço ou encontre os anéis de água-marinha escondidos em uma caixa mística por eras nas profundezas do mar.


Fonte: Brasil Mineral

Turmalina Paraíba: o mais belo azul do mundo!

Turmalina Paraíba: o mais belo azul do mundo!



Pensava que o diamante era a pedra mais rara que existia? Puro engano. A turmalina paraíba é encontrada em apenas 5 minas ao redor do mundo, sendo que 3 delas encontram-se em terras brasileiras. Com seu tom azul único e um brilho próprio que encanta pessoas de todo o mundo, esta gema tem se tornado extremamente cobiçada pelo seu alto valor agregado.

Quer saber mais sobre esse encanto da natureza? Continue acompanhando nesse post.


De um azul profundo, com brilho próprio, a turmalina paraíba é hoje considerada a pedra mais rara do mundo.

Descoberta na década de 80 no estado nordestino que lhe dá nome, a gema é encontrada em apenas 5 minas ao redor do planeta, sendo 3 delas no Brasil, de onde saem os exemplares mais valiosos. A produção, no entanto, é muito escassa, tornando-a cada vez mais rara e cobiçada.

Com valor agregado superior a muitos diamantes, essa pedra confere exclusividade às joias e a quem as usa. Mas sua produção ainda é considerada escassa se comparada a do diamante: 20 mil quilates por ano contra 480 milhões dos diamantes.


A pedra recebeu o brasileiríssimo nome por ter sido encontrada pela primeira vez em 1982 por Heitor Dimas Barbosa, dono da Mina da Batalha, no distrito de São João da Batalha, no município de Salgadinho, na região do Cariri, distante 244km da capital.

O país é rico em turmalinas verdes, mas ninguém jamais havia visto aquela pedra de azul tão intenso. Houve até mesmo quem pensasse que se tratava de uma falsificação. Para que não houvesse dúvidas, em 1989 a gema foi enviada para o Instituto de Gemologia da América (GIA), nos Estados Unidos, e a resposta foi surpreendente: tratava-se de uma nova pedra, nunca vista antes.

Nos anos 90, foram achadas 2 outras minas na mesma região, mas, desta vez, do outro lado da divisa, no Rio Grande do Norte. Por fim, mais 2 foram descobertas na África: uma em Moçambique e uma na Nigéria.

O fator determinante para que se afirmasse que se tratava de uma pedra até então desconhecida, foi sua composição química. Ela é composta, principalmente, por cobre, que é o responsável por conferir o tom azul intenso e o brilho único, composto esse que as outras turmalinas não possuem.

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Por serem raras, os joalheiros não costumam partir as pedras, mas trabalhar com elas no formato em que aparecem. A lapidação, no entanto, é fundamental para intensificar seu brilho, tirando da pedra seu melhor potencial e aproximadamente 80% só adquirem cores surpreendentes após tratamento térmico. Por isso, diz-se que, assim como o sol, essa gema tem luz própria, um azul neon exclusivo.

As turmalinas paraíba brasileiras são raras e geralmente pequenas. Estatísticas mostram que são necessárias 2000 toneladas de material para produzir 40 quilates. E o que torna ainda pior é que as minas brasileiras estão praticamente exauridas e as africanas tendem a se tornar as principais e únicas fontes a abastecer o mercado do luxo. 


Fonte: Brasil Mineral