quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Spinelli sugere carteira gráfica semanal

A corretora Spinelli publicou a sua carteira recomendada gráfica semanal com cinco alternativas de investimentos:
Fonte: MONEY TIMES

Privatização do Banco do Brasil não pode ser descartada

Privatização do Banco do Brasil não pode ser descartada

Gustavo Kahil - 21/11/2018 - 17:16
Uma fusão entre o Banco do Brasil (BBAS3) e o Bank of America está fora de questão, mas a privatização não pode ser descartada. Esta é a visão do diretor financeiro, Bernardo Rothe, conforme relatado em um relatório do BTG Pactual produzido após um roadshow de dois dias dos analistas Eduardo Rosman e Thiago Kapulskis com o executivo nos Estados Unidos.
Segundo a análise, Rothe descartou qualquer chance da união dos negócios, conforme o especulado na mídia. “No entanto, ninguém pode descartar uma privatização, apesar dos desafios na frente regulatória”, pontua o relatório. O governo brasileiro é o maior acionista, assim como da Caixa Econômica Federal.
O economista Paulo Guedes, indicado para comandar o super Ministério da Economia , confirmou ontem que será criada uma Secretaria de Privatizações. A nova área deve começar a atuação em 2019. A proposta é que o órgão acelere o programa de desestatizações. O BB, contudo, não foi citado.
Fonte: MONEY TIMES

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

PARÁ BATE RECORDE HISTÓRICO DE PRODUÇÃO MINERAL

Segundo o relatório da Diretoria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral – DIGEM/SEDEME, com base nos dados da Declaração de Minérios Extraídos – DME do sistema de Cadastro Estadual de Recursos Minerais – CERM, a produção de minério de ferro do Pará foi de 169,15 Mt, o que representa recorde de toda a série histórica da produção, um volume 14,20% maior do que em 2016.
A mina de S11D em fase de ramp-up, em Canaã dos Carajás, foi a principal responsável por este aumento, representando 13,11% do total produzido em 2017. São três as principais minas de minério de ferro em operação no estado do Pará, em Parauapebas (Mina de Serra Norte), Curionópolis (Mina de Serra Leste), e em Canaã dos Carajás (Mina S11D).
A produção de bauxita foi de 34 Mt, registrando um decréscimo de 3,21%, em comparação a 2016, quando a produção foi de 35,2 Mt. Este decréscimo foi influenciado, principalmente, pela diminuição da produção no último trimestre de 2017, devido à falta de água causada pelo tempo seco, o que gera problemas no sistema de rejeitos das empresas produtoras. O beneficiamento da bauxita ocorre a úmido e boa parte da água utilizada no processo é reaproveitada da bacia de rejeitos.
Tal problema pode se alongar durante o primeiro trimestre de 2018, segundo nota explicativa dada pelas próprias empresas, mas vem afetando principalmente as minas da região do Baixo Amazonas.
São três as principais minas de bauxita em operação no estado do Pará, nos municípios de Oriximiná (Mina de Porto Trombetas), Juruti (Mina de Juruti) e Paragominas (Mina de Paragominas).
A produção de minério de manganês foi de 2,3 Mt, um avanço de 15,35% em relação a 2016, quando a produção foi de 2,0 Mt. Tal avanço se deu, sobretudo, em função do aumento na produção da mina da Serra da Buritirama, em Marabá, representando 34% do total de minério de manganês produzido no Pará em 2017. São quatro as principais minas deste minério: em Parauapebas (Mina do Azul), Marabá (Mina de Serra da Buritirama e Mina de Serra do Sereno), e em Cumaru do Norte (Mina de Cumaru).
CAULIM
A produção de Caulim foi de 1,39 Mt, um recuo de 4,4% em relação a 2016, quando a produção foi de 1,45 Mt. Justifica-se a queda em função da menor demanda por este minério. São três as principais minas de caulim no Pará, todas na região de integração do Rio Capim: duas no município de Ipixuna do Pará, com produção de caulim de alta alvura para cobertura de papel, e outra em Aurora do Pará, com teores de ferro mais elevados, utilizado como insumo na indústria de fabricação de cimento.
A produção de minério de cobre foi de 984 mil toneladas, o que também representa recorde histórico de toda a série da produção, um crescimento de 11,7% em comparação a 2016, quando a produção foi de 881 mil toneladas. São quatro as principais minas de minério de cobre concentrado no estado do Pará, todas com ouro associado. Três delas na região de integração de Carajás, nos municípios de Canaã dos Carajás (Mina do Sossego), Marabá (Mina do Salobo), Curionópolis (Mina do Antas), e outra na região de integração do Tapajós, no município de Itaituba (Mina de Palito).
A produção de níquel foi de 89,1 mil toneladas (liga metálica de Fe-Ni), 11,75% maior do que em 2016, quando a produção foi de 79,7 mil toneladas. A única mina em operação do estado do Pará está localizada na região de integração do Araguaia, no município de Ourilândia do Norte (Mina de Onça Puma).
Fonte: Sedeme
SERRA DOS CARAJÁS

EXCLUSIVO: MAIOR DIAMANTE DO MUNDO, DE 3.703 QUILATES, É ENCONTRADO EM GARIMPO DE JUÍNA

A pequena cidade de Juína, no Mato Grosso, viu desde a década de 1990 o movimento em torno de seu subsolo ganhar tamanho e relevância, graças à mineração de diamantes e metais preciosos. Mas, a despeito deste crescente movimento, que impulsiona o desenvolvimento do município, o panorama mineral da cidade era apenas mais um exemplo dentre tantos no Brasil. Era, até agora: foi encontrado, no início de março, aquele que pode ser considerado o maior diamante do mundo, faltando apenas a confirmação oficial. Branco e com nada menos do que 3.703 quilates, o “Didi” (nome provisório) foi encontrado em um garimpo da região, a cerca de 25 quilômetros do centro da cidade.
A descoberta era mantida em sigilo pelo garimpeiro e por duas pessoas a ele ligadas, mas um avaliador de gemas procurado pelo autor da descoberta, e que pediu para não ser identificado, escreveu, contando da descoberta. Segundo ele, a pedra tem uma lapidação natural, podendo receber pouquíssimas interferências para realçar seu brilho; ela supera em quase 300 quilates o Cullinan, antigo recordista, encontrado em 1905 em uma mina de Gauteng, África do Sul. Como o garimpeiro que achou a esplêndida gema é bastante parecido com o humorista Renato Aragão, o diamante vem sendo chamado de “Didi”, embora já se pense em um nome mais, digamos, imponente.

                             




Fonte: Brasil Mineral

Rio e Bahia se unem para produzir joias e bijuterias com esmeraldas

Rio e Bahia se unem para produzir joias e bijuterias com esmeraldas

Em alta na joalheria, em breve as esmeraldas estarão mais acessíveis, inclusive em bijuterias. Projeto da Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Rio de Janeiro (Ajorio) com a Firjan levou um grupo de empresários para conhecer as minas de Campo Formoso, no norte da Bahia, a fim de fomentar negócios aproximando as duas pontas da cadeia produtiva do setor: fabricantes de joias e produtores de pedras preciosas. Da missão nasceu a parceria entre as instituições e a Prefeitura do município para promover workshops com designers cariocas sobre criação e desenvolvimento de produto, a fim de agregar valor às esmeraldas de qualidade inferior. Hoje, apenas 5% da produção, que chega a aproximadamente 3 mil quilos por mês, correspondem às esmeraldas extras, usadas na alta joalheria.
A ideia é formar mão de obra para o artesanato, movimentando o comércio e desenvolvendo o turismo na região. Por outro lado, serão financiados cursos de lapidação no Laboratório de Joias do Senai, no Rio de Janeiro, para jovens de lá, a fim de aprimorar a produção de pedras lapidadas que serão vendidas para as joalherias nos grandes centros, carentes de matéria-prima de qualidade. 
Segundo a presidente da Ajorio, Carla Pinheiro, o Brasil sempre foi um importante lapidador na cadeia inteira, mas a atividade foi enfraquecendo nos últimos tempos. “Fomos a Campo Formoso para conhecer de perto a realidade da produção de pedras e identificar as necessidades, porque temos muita coisa para melhorar” afirmou. Para Carla, se bem fomentada, a mineração pode transformar até mesmo o PIB nacional, como acontece na Índia e na Tailândia. “As pedras preciosas podem e devem deixar renda, emprego e riqueza no nosso país. E hoje não é o que acontece. O que vemos são iniciativas individualizadas, feitas por quem luta no dia-a-dia, mas que não conta com apoio que deveria ter do poder público”, avaliou.
Esta foi a quinta viagem empresarial organizada pela Ajorio e Firjan a um dos polos produtivos de pedras preciosas no Brasil, que já passou por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Piauí. O objetivo é levar o empresário diretamente na fonte da matéria-prima.
Para a especialista em Joias da Firjan, Eliana Andrello, a troca de experiências é importante para os dois lados. “Nós temos hoje, no Rio, uma experetise na fabricação, com tecnologia avançada e indústrias bem equipadas, mas dependemos da matéria-prima que vem de outros estados, porque não temos a mineração, nem a lapidação mais. Na Bahia, eles têm as gemas, mas falta a industrialização da joia. Identificamos aí uma janela de oportunidade na educação, o que será feito em parceria para promover a qualificação destes profissionais”, relatou.
Produção
O Brasil é hoje um dos maiores produtores de esmeraldas do mundo, ao lado da Colômbia, Zâmbia e Afeganistão. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), em 2017 as exportações das pedras lapidadas foram de US$ 23,8 bilhões. Os maiores polos produtores estão em Itabira (MG), em Campos Verdes (GO) e na Serra da Carnaíba (BA), no município de Pindobaçu, vizinho a Campo Formoso.
Lá, a extração é realizada por mineradores organizados na Cooperativa Mineral da Bahia (CMB), que agrega os garimpos da Carnaíba e Socotó, hoje, com 28 minas em produção, e cerca de 300 associados. A uma distância de 34 quilômetros um do outro, ambos estão sobre o mesmo lençol de esmeraldas. A estimativa, segundo geólogos, é de que existam pedras a até 500 metros de profundidade, sendo que nem 7% foram explorados ainda. Por mês, são retirados cerca de 3 mil quilos da pedra bruta, e o faturamento gira em torno de US$ 3 milhões.
Nascido em Campo Formoso, o empresário José Nilson Rodrigues intermediou a visita da caravana carioca para o município. Neto de garimpeiros que deram início à mina da Carnaíba, em 1963, ele defende que a atividade continue nas mãos dos mineradores, mas alega que faltam investimentos. “Precisamos da presença dos bancos de investimento em Campo Formoso para o garimpeiro ter condições de produzir mais. Na África, na Colômbia, o governo participa diretamente, por isso eles tem grandes produções. Aqui, nós temos a produção que a condição de cada um permite. O que precisamos é de investimento, porque capacidade nós temos”, afirmou.
A esmeralda é o termômetro da economia local. Segundo a prefeita de Campo Formoso, Rose Menezes, quando as minas estão produzindo, o movimento do comércio de toda a região fica aquecido. Grande parte da comercialização de esmeraldas é realizada na feira local com pedras negociadas a céu aberto. O sistema financeiro funciona à base de vales e trocas de objetos. Na praça também estão os grandes escritórios de compradores estrangeiros. 
A missão incluiu a visita a duas minas localizadas no garimpo da Carnaíba, uma delas a 230 metros de profundidade. O designer Eduardo Vaks, da joalheria Lafry, desceu na mina para conhecer o trabalho e ficou impressionado com o tamanho do empreendimento. “Depois de descer a mina a gente percebe a dificuldade que existe neste ramo de trabalho, para se conseguir um volume de esmeralda. O mercado não tem ideia da dificuldade que existe. O investimento é muito alto, os proprietários trabalham de quatro a cinco anos para ter algum retorno. É um trabalho em que precisa se acreditar e investir muito dinheiro”, comentou.
Segundo a diretora-executiva da Ajorio, Angela Andrade, a parceria entre Rio e Campo Formoso será benéfica para os dois lados. “O que eles têm nós queremos muito, e o que nós temos, que é criação, fabricação e mercado, a cidade está precisando bastante também”, disse. Para Angela, já está na hora da região começar a agregar valor às pedras, produzindo joias e bijuterias de qualidade para o mercado turístico. “Sentimos um potencial imenso de crescimento. Daqui a cinco anos, o comércio de Campo Formoso estará mudado, e vamos ter uma boa produção também para o Rio de Janeiro”, afirmou.
Para os empresários, a missão proporcionou bons contatos comerciais com os produtores locais e a perspectiva de lançamento de novas coleções. Eles também se prontificaram a participar da parceria, colaborando com o design em produtos que vão popularizar a esmeralda.
Fonte: EXAME