sábado, 5 de janeiro de 2019

Volatilidade marca a primeira semana do ano nos mercados mundiais

Volatilidade marca a primeira semana do ano nos mercados mundiais

AçõesAgora (05.01.2019 

© Reuters.  Volatilidade marca a primeira semana do ano nos mercados mundiais© Reuters. Volatilidade marca a primeira semana do ano nos mercados mundiais
Investing.com - Incertezas do fim de 2018 em relação ao crescimento econômico mundial prosseguem na primeira semana do ano, amplificando a volatilidade no preço dos principais ativos financeiros. Logo nas primeiras horas do segundo dia do ano, a China divulgou dado sobre a produção industrial do país em dezembro, que apresentou contração pela primeira vez em 19 meses. A resposta das autoridades chinesas veio na sexta-feira com corte na taxa compulsória dos bancos.
Ainda na quarta-feira, a Apple (NASDAQ:AAPL) comunicou a redução da previsão de receita no quarto trimestre de 2018, de US$ 89 bilhões para US$ 84 bilhões, citando vendas menores de iPhones na China e em países emergentes. A redução foi interpretada como um impacto direto da guerra comercial entre EUA e China, pois afeta a cadeia produtiva da Apple, o que levou a uma forte queda nos índices acionários de Wall Street na quinta-feira, com Nasdaq despencando 3,04%, Dow perdendo 2,83% e S&P 500 cedendo 2,48%.
O inesperado anúncio na Apple também repercutiu no mercado de moedas, com o iene se valendo do seu status de “refúgio seguro” para se valorizar fortemente em relação às principais moedas internacionais, amplificado pela baixa liquidez devido ao fechamento dos mercados japoneses no dia.
O mercado de títulos da dívida pública de 10 anos do Tesouro americano também foi movimentado pela previsão pessimista da Apple. Na quinta-feira, o rendimento destes EUA a 10 anos estava em 2,58%, longe do simbólico 3% que demarcava o aperto da política monetária do Fed, o que elevou para 15,7% a chance de o Fed reduzir os juros na reunião da Fomc em maio, enquanto a chance de os juros estarem menores em outubro saltou para 30%.
Mas essa expectativa se alterou na sexta-feira. Em entrevista à Associação Econômica Americana, o chairman do Fed, Jerome Powell, dissipou as preocupações do mercado ao afirmar que o Banco Central americano está preparado para ser paciente com a evolução dos dados econômicos e aos riscos associados às incertezas econômicas globais, sinalizando que não há um plano para o aumento automático das taxas de juros.
A fala de Powell repercutiu nos mercados acionários de Wall Street, com Dow fechando a sexta-feira em alta de 3,29%, S&P saltando 3,43% e a Nasdaq crescendo 4,26%. Apesar de a promessa de flexibilizar o aperto monetário com a evolução ruim dos dados econômicos, Powell garantiu que a economia americana vive um bom momento.
Dois relatórios sobre o mercado de trabalho divulgados na sexta-feira corroboram a visão do chairman do Fed. O ADP indicou a criação de 271 mil postos de trabalho não-agrícolas em dezembro, contra a expectativa do mercado de 179 mil. Já o Payroll apresentou a geração de 312 mil vagas não agrícolas e aumento da massa salarial no mês passado, mesmo com a elevação da taxa de desemprego nos EUA de 3,6% para 3,9%, devido ao maior número de trabalhadores procurando trabalho.


Fonte:  Investing.com

Opinião: O ciclo é de alta

Opinião: O ciclo é de alta

Opinião - 05/01/2019 - 
Por George Chen, da Inversa Publicações, autor da newsletter Warm Up
Na Warm Up PRO de sexta-feira passada eu disse que estava otimista em relação ao que está por vir para a Bolsa e que apresentaria a você os motivos que sustentam minha tese. Além disso, disse que sugeriria um bom ativo para surfar esta onda e, por coincidência ou não, o Ibovespa subiu 7% desde a minha última participação na newsletter.
Bom, sem mais delongas, eu e meu assistente, Felipe Paletta, apresentamos abaixo os quatro principais motivos que sustentam o nosso otimismo em relação ao mercado de capitais brasileiro. Ao final, eu comento sobre um ativo para surfar os ganhos da Bolsa.
1. O Brasil está em um ciclo econômico de alta. A economia, assim como a Bolsa, se comporta em forma de ciclos. Em um momento de alta, os preços sobem, basicamente porque a economia está aquecida pela expansão do consumo, do crédito e dos investimentos, porém, obviamente, não tem como esta alta ser infinita. O ciclo de alta termina quando os preços atingem níveis perigosos, forçando o governo a elevar a taxa de juros e arrefecer o consumo e, neste ponto, as empresas e os indivíduos já estão altamente endividados (porque consumiram muito crédito no ciclo de alta) e vão ter que arcar com uma dívida mais pesada para pagar (início da alta de juros). Isso nos leva ao início do ciclo de baixa.
Pois bem, o Brasil está atualmente com um crescimento de PIB e consumo pífios, além de uma taxa de inflação baixíssima (ou até deflação), amparada no elevado nível de desemprego. Esse cenário vem garantindo a manutenção da taxa de juros brasileira em seu menor nível histórico (6,5%). Isso me faz acreditar que o Brasil está no vale do ciclo, e só agora começa a entrar na fase de alta.
Traçando um paralelo, acredito que os Estados Unidos estão próximos do pico do ciclo e agora estão entrando na fase de baixa. Veja bem, a economia está aquecidíssima lá, com elevado nível de consumo, pleno emprego e previsões de crescimento do PIB perto dos 3%. Mais ainda, os indivíduos e empresas se encontram altamente endividados e vão ter que, agora, arcar com um custo de dívida mais elevado – o Federal Reserve está elevando os juros para arrefecer a alta dos preços.
Tire suas próprias conclusões, mas eu preferiria estar comprado em Ibovespa do que em S&P neste momento.
2. As empresas brasileiras de capital aberto estão entregando robustos resultados operacionais. Mesmo com a economia desaquecida, percebemos desde o segundo trimestre de 2018, que as empresas da Bolsa têm entregado fortes melhoras operacionais. Os assinantes da Inversa que acompanham as séries Small Caps     
 e Income Builder devem ter percebido que os resultados dos segundo e terceiro trimestres de 2018 foram muito bons, com várias companhias de nossa carteira dobrando, triplicando e até quintuplicando seus lucros líquidos – tudo isso com um baixo nível de endividamento das empresas.

3. A alocação dos fundos de investimento nacionais em ações ainda está bastante deprimida. Se você ainda não se convenceu de que o momento é oportuno para as ações brasileiras, um outro ponto interessante de se notar é que atualmente os fundos ainda estão com uma alocação muito baixa em ações. Note, no gráfico abaixo, como o percentual do patrimônio alocado em ações dos fundos está em um nível ainda bastante baixo. Quando os fundos começarem a se posicionar mais firmemente em Bolsa, isso pode ser refletido em interessantes movimentos de alta no Ibovespa, e isso já vem ocorrendo.
Veja que a alocação tem subido timidamente desde 2015, ano em que a Selic superou os 14%. Portanto, imagine para onde pode ir a Bolsa quando a alocação dos fundos retomar os níveis de 2007. Por isso, para ganhar com esse movimento é preciso estar posicionado.
4. Os estrangeiros nem começaram a investir aqui ainda. Os investidores internacionais representam um peso enorme para os movimentos de alta ou de baixa da Bolsa brasileira e, por ora, eles nem ao menos começaram a se posicionar aqui. Com a elevação de juros nos EUA, os investidores estrangeiros estão correndo para a segurança dos treasuries (títulos do governo norte-americano), que passam a oferecer um retorno maior. Ao mesmo tempo, os gringos não estão “pagando para ver” o que está por vir da recém formada equipe do Bolsonaro – eles vão esperar a aprovação das reformas para começar a alocar. Por esta razão, acredito que a Bolsa pode responder bem assim que os investidores internacionais começarem a investir mais intensamente no Brasil.
   
Conclusão
Acreditamos que o momento é muito oportuno para se posicionar na Bolsa. Minha sugestão são os ETFs (fundo de investimento em índice) BOVA11 e PIBB11. Caso você tenha um perfil mais arrojado, sugiro a B3SA3, ação da Brasil Bolsa Balcão (B3).
Mas calma, se você está começando agora ou tem um perfil mais conservador, coloque dinheiro aos poucos e aplique apenas aquela parcela de folga de seu patrimônio – jamais consuma a sua reserva. Lembre-se de sempre acompanhar o mercado e as notícias de perto, ou melhor, tenha um especialista para fazer isso por você!   



Fonte: MONEY  TIMES

GILBERTO GIL GARIMPO TURMALINAS VERDES E OLHO DE GATO

domingo espetacular Esmeralda brasileira avaliada em mais de R$ 1 bilhão...

Rubies in Mozambique