sábado, 5 de janeiro de 2019

Bolsonaro critica agências reguladoras, quer “desamarrar” Ministério de Minas e Energia

Bolsonaro critica agências reguladoras, quer “desamarrar” Ministério de Minas e Energia

 O presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a criticar na véspera a estrutura da máquina pública do país, citando especificamente caso de agências reguladoras, entre as quais a recém criada autarquia encarregada pela área de mineração. Em entrevista à rede Record, Bolsonaro (PSL) reafirmou que vai desburocratizar o governo e fazer uma revisão em dispositivos legais que atualmente regulam as atividades do setor privado. “A máquina é muito pesada…são centenas de conselhos pelo Brasil. As agências reguladoras também…nos últimos meses receberam novos nomes…a qualidade de parte dessas agências, das pessoas…o interesse é outro, não é botar para funcionar pela agência”, disse Bolsonaro, sem dar detalhes.
“A agência mineral, por exemplo, nosso ministro de Minas e Energia está amarrado, tem que buscar maneiras de desamarrar”, acrescentou. A Agência Nacional de Mineração (ANM) passou a funcionar no início de dezembro. A ANM, criada no governo de Michel Temer, assumiu as funções anteriormente exercidas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), absorvendo atividades já desempenhadas e exercendo novas atribuições. A agência foi criada oficialmente para reduzir riscos e incertezas regulatórias para fomentar a confiança de investidores no setor.
Questionado sobre as denúncias envolvendo Fabrício Queiroz, o ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito, Bolsonaro voltou a citar o longo relacionamento de sua família com ele e que cabe a Queiroz dar explicações. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou “movimentação atípica” de mais de 1,2 milhão de reais do ex-assessor. Entre as movimentações suspeitas estão depósitos à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Bolsonaro, na entrevista, voltou a afirmar que trataram-se de pagamentos de um empréstimo que havia feito a Queiroz. “Quem nunca fez um negócio como amigo? Não cobrei juros…Meu filho não está sendo investigado por absolutamente nada. Se tiver algo mais, que eu desconheço, cabe a explicação ao senhor Fabrício (Queiroz), não a mim”, disse o presidente eleito. Queiroz faltou duas vezes em depoimento marcado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para explicar os rendimentos, alegando problemas de saúde.


Fonte: Reuters

Chang'e-4, da China, muda de órbita para se preparar para pouso na Lua

Chang'e-4, da China, muda de órbita para se preparar para pouso na Lua por parte da equipe de redatores Beijing (XNA) 02 de janeiro de 2019

As tarefas científicas da missão Chang'e-4 incluem observação radio-astronômica de baixa freqüência, levantamentos topográficos e terrestres, detecção da composição mineral e estrutura superficial da superfície lunar, e medição da radiação de nêutrons e átomos neutros para estudar o ambiente no fundo. lado da lua, de acordo com o CNSA.
A sonda Chang'e-4 da China entrou em órbita planejada na manhã de domingo para se preparar para o primeiro pouso suave no lado oposto da Lua, anunciou a Administração Nacional do Espaço da China (CNSA, na sigla em inglês).
A sonda entrou em órbita lunar elíptica, com o perilune a cerca de 15 km e a apolune a cerca de 100 km, às 8h55, horário de Pequim, disse a CNSA.
Desde que o Chang'e-4 entrou na órbita lunar em 12 de dezembro, o centro de controle de solo em Pequim cortou a órbita da sonda duas vezes e testou a conexão de comunicação entre a sonda e o satélite de retransmissão Queqiao, ou Magpie Bridge, que opera em a órbita do halo em torno do segundo ponto Lagrangeano (L2) do sistema terra-lua.
Os engenheiros espaciais também verificaram os instrumentos de imagem e os detectores de alcance na sonda para se prepararem para o pouso.
O centro de controle escolherá o horário adequado para aterrissar a sonda no outro lado da lua, de acordo com a CNSA.
A sonda Chang'e-4, incluindo um lander e um rover, foi lançada por um foguete Long March-3B em 8 de dezembro do Xichang Satellite Launch Center, na província de Sichuan, sudoeste da China.
Como o ciclo de revolução da lua é o mesmo que o seu ciclo de rotação, o mesmo lado está sempre voltado para a Terra. A outra face, a maior parte da qual não pode ser vista da Terra, é chamada de lado distante ou "lado escuro" da lua, não porque é escura, mas porque a maior parte dela não é mapeada.
A missão Chang'e-4 será um passo fundamental para revelar o lado misterioso da lua.
As tarefas científicas da missão Chang'e-4 incluem observação radio-astronômica de baixa freqüência, levantamentos topográficos e terrestres, detecção da composição mineral e estrutura superficial da superfície lunar, e medição da radiação de nêutrons e átomos neutros para estudar o ambiente no fundo. lado da lua, de acordo com o CNSA.
A China promoveu a cooperação internacional em seu programa de exploração lunar, com quatro cargas científicas da missão Chang'e-4, desenvolvidas por cientistas da Holanda, Alemanha, Suécia e Arábia Saudita.

Links Relacionados Administração de Espaço Nacional da China 

Atum é vendido por recorde de US$3 milhões em leilão no novo mercado de peixe de Tóquio

Atum é vendido por recorde de US$3 milhões em leilão no novo mercado de peixe de Tóquio

Economia1 hora atrás (05.01.2019 15:30)

© Reuters.  Atum é vendido por recorde de US$3 milhões em leilão no novo mercado de peixe de Tóquio© Reuters. Atum é vendido por recorde de US$3 milhões em leilão no novo mercado de peixe de Tóquio
Por Angie Teo
TÓQUIO (Reuters) - O dono de uma rede japonesa de restaurantes estabeleceu um novo recorde neste sábado ao pagar mais de 3 milhões de dólares por um atum azul no primeiro leilão do ano no novo mercado de peixe de Tóquio, superando um recorde de 2013.
Kiyoshi Kimura, dono da rede Sushizanmai, pagou 333,6 milhões de ienes (3,1 milhões de dólares) pelo peixe de 278 quilos capturado na costa da província de Aomori, no norte do Japão, ou o dobro do que havia pago seis anos atrás.
"O atum parece tão saboroso e muito fresco, mas acho que paguei muito", disse Kimura a repórteres do lado de fora do mercado.
"Eu esperava que fosse entre 30 milhões e 50 milhões de ienes, ou 60 milhões de ienes no máximo, mas acabou cinco vezes mais", acrescentou.
O evento de sábado foi o primeiro leilão de Ano Novo do mercado de Toyosu, depois que o famoso mercado de peixe de Tsukiji fechou no ano passado para servir de estacionamento temporário para a Olimpíada de 2020 em Tóquio.
Kimura pagou o maior preço pago por um único peixe no leilão do ano novo por seis anos consecutivos até 2017, mas no ano passado o proprietário de uma cadeia diferente de restaurantes pagou o preço mais alto.
Após o leilão, o peixe foi levado a um dos ramos de Sushizanmai, localizado no antigo mercado de Tsukiji.
O atum é valorizado em todo o mundo por seu uso em sushi, mas especialistas alertam que a crescente demanda tornou a espécie ameaçada de extinção.


Fonte: Reuters

Volatilidade marca a primeira semana do ano nos mercados mundiais

Volatilidade marca a primeira semana do ano nos mercados mundiais

AçõesAgora (05.01.2019 

© Reuters.  Volatilidade marca a primeira semana do ano nos mercados mundiais© Reuters. Volatilidade marca a primeira semana do ano nos mercados mundiais
Investing.com - Incertezas do fim de 2018 em relação ao crescimento econômico mundial prosseguem na primeira semana do ano, amplificando a volatilidade no preço dos principais ativos financeiros. Logo nas primeiras horas do segundo dia do ano, a China divulgou dado sobre a produção industrial do país em dezembro, que apresentou contração pela primeira vez em 19 meses. A resposta das autoridades chinesas veio na sexta-feira com corte na taxa compulsória dos bancos.
Ainda na quarta-feira, a Apple (NASDAQ:AAPL) comunicou a redução da previsão de receita no quarto trimestre de 2018, de US$ 89 bilhões para US$ 84 bilhões, citando vendas menores de iPhones na China e em países emergentes. A redução foi interpretada como um impacto direto da guerra comercial entre EUA e China, pois afeta a cadeia produtiva da Apple, o que levou a uma forte queda nos índices acionários de Wall Street na quinta-feira, com Nasdaq despencando 3,04%, Dow perdendo 2,83% e S&P 500 cedendo 2,48%.
O inesperado anúncio na Apple também repercutiu no mercado de moedas, com o iene se valendo do seu status de “refúgio seguro” para se valorizar fortemente em relação às principais moedas internacionais, amplificado pela baixa liquidez devido ao fechamento dos mercados japoneses no dia.
O mercado de títulos da dívida pública de 10 anos do Tesouro americano também foi movimentado pela previsão pessimista da Apple. Na quinta-feira, o rendimento destes EUA a 10 anos estava em 2,58%, longe do simbólico 3% que demarcava o aperto da política monetária do Fed, o que elevou para 15,7% a chance de o Fed reduzir os juros na reunião da Fomc em maio, enquanto a chance de os juros estarem menores em outubro saltou para 30%.
Mas essa expectativa se alterou na sexta-feira. Em entrevista à Associação Econômica Americana, o chairman do Fed, Jerome Powell, dissipou as preocupações do mercado ao afirmar que o Banco Central americano está preparado para ser paciente com a evolução dos dados econômicos e aos riscos associados às incertezas econômicas globais, sinalizando que não há um plano para o aumento automático das taxas de juros.
A fala de Powell repercutiu nos mercados acionários de Wall Street, com Dow fechando a sexta-feira em alta de 3,29%, S&P saltando 3,43% e a Nasdaq crescendo 4,26%. Apesar de a promessa de flexibilizar o aperto monetário com a evolução ruim dos dados econômicos, Powell garantiu que a economia americana vive um bom momento.
Dois relatórios sobre o mercado de trabalho divulgados na sexta-feira corroboram a visão do chairman do Fed. O ADP indicou a criação de 271 mil postos de trabalho não-agrícolas em dezembro, contra a expectativa do mercado de 179 mil. Já o Payroll apresentou a geração de 312 mil vagas não agrícolas e aumento da massa salarial no mês passado, mesmo com a elevação da taxa de desemprego nos EUA de 3,6% para 3,9%, devido ao maior número de trabalhadores procurando trabalho.


Fonte:  Investing.com

Opinião: O ciclo é de alta

Opinião: O ciclo é de alta

Opinião - 05/01/2019 - 
Por George Chen, da Inversa Publicações, autor da newsletter Warm Up
Na Warm Up PRO de sexta-feira passada eu disse que estava otimista em relação ao que está por vir para a Bolsa e que apresentaria a você os motivos que sustentam minha tese. Além disso, disse que sugeriria um bom ativo para surfar esta onda e, por coincidência ou não, o Ibovespa subiu 7% desde a minha última participação na newsletter.
Bom, sem mais delongas, eu e meu assistente, Felipe Paletta, apresentamos abaixo os quatro principais motivos que sustentam o nosso otimismo em relação ao mercado de capitais brasileiro. Ao final, eu comento sobre um ativo para surfar os ganhos da Bolsa.
1. O Brasil está em um ciclo econômico de alta. A economia, assim como a Bolsa, se comporta em forma de ciclos. Em um momento de alta, os preços sobem, basicamente porque a economia está aquecida pela expansão do consumo, do crédito e dos investimentos, porém, obviamente, não tem como esta alta ser infinita. O ciclo de alta termina quando os preços atingem níveis perigosos, forçando o governo a elevar a taxa de juros e arrefecer o consumo e, neste ponto, as empresas e os indivíduos já estão altamente endividados (porque consumiram muito crédito no ciclo de alta) e vão ter que arcar com uma dívida mais pesada para pagar (início da alta de juros). Isso nos leva ao início do ciclo de baixa.
Pois bem, o Brasil está atualmente com um crescimento de PIB e consumo pífios, além de uma taxa de inflação baixíssima (ou até deflação), amparada no elevado nível de desemprego. Esse cenário vem garantindo a manutenção da taxa de juros brasileira em seu menor nível histórico (6,5%). Isso me faz acreditar que o Brasil está no vale do ciclo, e só agora começa a entrar na fase de alta.
Traçando um paralelo, acredito que os Estados Unidos estão próximos do pico do ciclo e agora estão entrando na fase de baixa. Veja bem, a economia está aquecidíssima lá, com elevado nível de consumo, pleno emprego e previsões de crescimento do PIB perto dos 3%. Mais ainda, os indivíduos e empresas se encontram altamente endividados e vão ter que, agora, arcar com um custo de dívida mais elevado – o Federal Reserve está elevando os juros para arrefecer a alta dos preços.
Tire suas próprias conclusões, mas eu preferiria estar comprado em Ibovespa do que em S&P neste momento.
2. As empresas brasileiras de capital aberto estão entregando robustos resultados operacionais. Mesmo com a economia desaquecida, percebemos desde o segundo trimestre de 2018, que as empresas da Bolsa têm entregado fortes melhoras operacionais. Os assinantes da Inversa que acompanham as séries Small Caps     
 e Income Builder devem ter percebido que os resultados dos segundo e terceiro trimestres de 2018 foram muito bons, com várias companhias de nossa carteira dobrando, triplicando e até quintuplicando seus lucros líquidos – tudo isso com um baixo nível de endividamento das empresas.

3. A alocação dos fundos de investimento nacionais em ações ainda está bastante deprimida. Se você ainda não se convenceu de que o momento é oportuno para as ações brasileiras, um outro ponto interessante de se notar é que atualmente os fundos ainda estão com uma alocação muito baixa em ações. Note, no gráfico abaixo, como o percentual do patrimônio alocado em ações dos fundos está em um nível ainda bastante baixo. Quando os fundos começarem a se posicionar mais firmemente em Bolsa, isso pode ser refletido em interessantes movimentos de alta no Ibovespa, e isso já vem ocorrendo.
Veja que a alocação tem subido timidamente desde 2015, ano em que a Selic superou os 14%. Portanto, imagine para onde pode ir a Bolsa quando a alocação dos fundos retomar os níveis de 2007. Por isso, para ganhar com esse movimento é preciso estar posicionado.
4. Os estrangeiros nem começaram a investir aqui ainda. Os investidores internacionais representam um peso enorme para os movimentos de alta ou de baixa da Bolsa brasileira e, por ora, eles nem ao menos começaram a se posicionar aqui. Com a elevação de juros nos EUA, os investidores estrangeiros estão correndo para a segurança dos treasuries (títulos do governo norte-americano), que passam a oferecer um retorno maior. Ao mesmo tempo, os gringos não estão “pagando para ver” o que está por vir da recém formada equipe do Bolsonaro – eles vão esperar a aprovação das reformas para começar a alocar. Por esta razão, acredito que a Bolsa pode responder bem assim que os investidores internacionais começarem a investir mais intensamente no Brasil.
   
Conclusão
Acreditamos que o momento é muito oportuno para se posicionar na Bolsa. Minha sugestão são os ETFs (fundo de investimento em índice) BOVA11 e PIBB11. Caso você tenha um perfil mais arrojado, sugiro a B3SA3, ação da Brasil Bolsa Balcão (B3).
Mas calma, se você está começando agora ou tem um perfil mais conservador, coloque dinheiro aos poucos e aplique apenas aquela parcela de folga de seu patrimônio – jamais consuma a sua reserva. Lembre-se de sempre acompanhar o mercado e as notícias de perto, ou melhor, tenha um especialista para fazer isso por você!   



Fonte: MONEY  TIMES