segunda-feira, 11 de março de 2019

Fechamento: Bolsa tem a maior alta diária em dois meses e dólar volta a cair

Fechamento: Bolsa tem a maior alta diária em dois meses e dólar volta a cair







Agência Brasil - 11/03/2019 - 21:03
Em um dia de ganhos no mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), teve a maior alta diária em mais de dois meses. O indicador encerrou esta segunda-feira (11) com avanço de 2,79%, aos 98.027 pontos. Desde 2 de janeiro, quando subiu 3,56%, o Ibovespa não avançava tanto em um único dia.
Esta foi a terceira alta consecutiva da bolsa, que está se recuperando depois de quatro sessões de queda.
No mercado de câmbio, o dia foi de estabilidade. O dólar comercial fechou a segunda-feira vendido a R$ 3,842, com queda de 0,73%. A cotação da moeda norte-americana caiu pela segunda sessão seguida.


Fonte: MONEY  TIMES


Ayrton Senna

Ayrton Senna





Ayrton Senna da Silva foi para muitos o maior piloto de Fórmula 1 da história. Nascido em São Paulo no ano de 1960 ele era conhecido pelo apelido de “o rei de Mônaco”.



Ayrton Senna era o filho do meio de Milton da Silva e Neide Senna da Silva. Seus irmãos são Viviane Senna, presidente do Instituto que leva o seu nome e Leonardo Senna, fundador da empresa Audi Senna, importadora da marca alemã.
Filho de família rica, Senna iniciou muito cedo no automobilismo. Logo aos 4 anos de idade, ele já havia realizado a sua primeira corrida de kart.
Aos 17 anos, já era campeão sul-americano no esporte.
Na década de 1980, ele muda-se para a Inglaterra com o objetivo de correr na Fórmula Ford 1600. Em 1981, venceu o campeonato da categoria. Em 1982 Senna disputa e vence a Fórmula Ford 2000.
Após diversos testes em grandes equipes como Williams e McLaren, Senna entra para a Fórmula 1 em 1984, defendendo a equipe Toleman.
Foi nessa equipe, mesmo tendo um carro muito limitado, que Senna demonstrou suas habilidades, principalmente em corridas na chuva, sendo essa sua grande especialidade, reconhecida até hoje.
Seu passo mais importante na Fórmula 1 se dá em 1988, quando ele é contratado pela McLaren e passa a correr ao lado de Alain Prost, um dos maiores pilotos da época. Quando Senna entrou para a equipe, Prost já tinha dois títulos mundiais.
Neste ano, o predomínio da McLaren foi absoluto, sendo que Prost e Senna venceram 15 das 16 corridas da temporada.
E foi no seu primeiro ano de McLaren que Ayrton Senna, aos 28 anos de idade, conquista seu primeiro campeonato mundial.
Em 1994, Senna dá um novo rumo a sua carreira, assinando contrato com a Williams.

Títulos

Ayrton Senna disputou um total de 161 grandes prêmios, sendo que em 65 deles obteve a pole position. Durante sua carreira, foram 41 vitórias, totalizando 2.982 voltas na liderança e 19 voltas mais rápidas.
Ayrton Senna foi tricampeão do mundo, quando venceu as temporadas de 1988, 1990 e 1991, todas elas correndo pela McLaren.
Das suas 41 vitórias, 6 foram pela Lotus entre os anos de 1985 e 1987 e as outras 35 foram pela McLaren entre os anos de 1988 e 1993.
Em 1992, Senna faz a sua volta mais rápida da história. Foi em Portugal, quando ele concluiu a 66ª volta em 1m16s272.
Além dos títulos na fórmula 1, no kart ele venceu os campeonatos paulista, brasileiro, sul-americano e foi vice-campeão mundial. Também venceu a fórmula Ford 1600, a fórmula Ford 2000 e a fórmula 3 inglesa.

A sua morte

A temporada de 1994 não começou bem para Ayrton Senna. Mesmo conquistando a pole position nas duas primeiras corridas, em nenhuma delas ele conseguiu concluir o percurso.
A sua terceira corrida foi então em San Marino.
Na fase de treinos, Senna viu seu compatriota, Rubens Barrichello da equipe Jordan sofrer um grave acidente, em uma curva que dava acesso à reta dos boxes. O carro de Barrichello capotou várias vezes antes de cair de cabeça para baixo.
No treino de classificação para a corrida de San Marino, Senna viu ainda a morte do piloto Roland Ratzenberger, que teve fraturas múltiplas no crânio e no pescoço ao se chocar contra um muro a uma velocidade de mais de 300 km/h.
A carreira de Senna se encerra de forma trágica no dia 01 de maio de 1994. Foi no Grande Prêmio de San Marino que ele correu pela última vez.
Na sétima volta, em uma curva de alta velocidade conhecida como Tamburello, Senna estava a uma velocidade de 330 km/h quando seu carro sofre uma pane mecânica. Mesmo tendo conseguido diminuir, ele bate em um muro a 217 km/h. Sendo encaminhado ainda com vida ao hospital, mas não resistindo aos ferimentos.

O Instituto Ayrton Senna

A morte de Ayrton Senna não significou o fim de suas ideias. Muito pelo contrário. Em novembro de 1994 nascia o Instituto Ayrton Senna.
Senna sempre falava com seus familiares sobre a necessidade de ampliar as oportunidades aos jovens e crianças, por meio de mais educação.
E este é o trabalho deste instituto, que leva o seu nome e é presidido por sua irmã Viviane.
Biografia de Ayrton SennaNos seus 23 anos de atuação, o Instituto atua em 660 municípios, em 17 estados do Brasil, beneficiando cerca de 1,5 milhão de alunos por ano.

Frases de Ayrton Senna

  • “Na adversidade, uns desistem, enquanto outros batem recordes”;
  • “Eu não tenho ídolos. Tenho admiração por trabalho, dedicação e competência”;
  • “Ou você se compromete com objetivo da vitória, ou não”;
  • “Se a gente quiser modificar alguma coisa, é pelas crianças que devemos começar. Devemos respeitar e educar nossas crianças para que o futuro das nações e do planeta seja digno”
  • “Quando penso que cheguei no meu limite, descubro que eu tenho forças para ir além”.



Fonte: Seleções

CHAVES

Quem foi Roberto Gómez Bolaños






Nascido no dia 21 de fevereiro de 1929, na Cidade do México, Roberto Gómez Bolaños era filho da secretaria Elza Bolaños Cacho e do pintor e ilustrador Francisco Gómez Linhares, de quem herdou o gosto pelas artes.
Antes de ingressar na TV, Roberto Bolaños formou-se na faculdade de engenharia elétrica, mas nunca exerceu a profissão. Trabalhou como redator em uma agência publicitária quando tinha 22 anos, até que no final da década de 1950, o ator roteirizou dois programas para a TV: “Cósmicos y Canciones” e “El Estúdio de Pedro Vargas”. Os programas fizeram um enorme sucesso, abrindo caminho para outros projetos que alcançaram o sucesso mundial.
Foi em 1968 que Bolaños ficou conhecido como Chespirito, apelido dado pelo diretor Agustín Delgado porque o ator mexicano tinha 1,60 e era talentoso na escrita tanto quanto Shakespeare.
Chespirito era um programa de meia hora, que alcançou um sucesso tão grande que o ator mexicano ganhou mais meia hora de programa.
Foi durante o programa Chespirito, que dois personagens inesquecíveis entraram para a história da teledramaturgia mexicana: Chaves e Chapolin Colorado.
Biografia de Roberto Gómez Bolaños

Chapolin Colorado (El Chapulin Colorado)

Chapolin Colorado, um dos célebres personagens criado e interpretado por Roberto Gómez Bolaños foi exibido em 1970, quando Bolaños tinha 41 anos.
Chapolin era uma paródia aos super-heróis americanos, sempre atrapalhado e medroso, usava bordões que são velhos conhecidos: “Não contavam com a minha astúcia”, “Se aproveitam da minha nobreza”, “Sigam-me os bons!” e “Meus movimentos são friamente calculados”. Chapolin Colorado ficou no ar até 1979.

Chaves (El Chavo del 8)

A partir de 1971 nascia Chaves, outro personagem popular onde Roberto Bolaños interpretava uma criança órfã de 8 anos, que vivia num barril e adorava pão com mortadela e churros.
Chaves tinha como principal cenário uma vila. Mesmo com cenário pobre e críticas negativas, Chaves tornou-se um dos seriados mais vistos do México, contando histórias que envolviam amor, amizade e justiça, sempre em tom cômico.
As frases mais famosas de Chaves incluem: “Isso, isso, isso”, “Ninguém tem paciência comigo” e “Foi sem querer querendo”.
No elenco principal constavam ainda Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha), Ramón Valdez (seu Madruga), Carlos Villagrán (Kiko), Florinda Meza (dona Florinda), Edgar Vivar (seu Barriga), Rubén Aguirre (professor Girafales), Horácio Gómez (Godinez), Angelines Fernández (dona Clotilde) e Raul Padilha (Jaiminho).

A curiosa frase de Chaves sobre o filme do Pelé

O seriado teve seu último episódio gravado em 1980, mas ganhou exibição por mais de 25 anos no Brasil, pelo canal SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).
Além de todo o sucesso em volta do seriado, com bordões marcantes dos personagens, houve uma frase curiosa em um dos episódios, quando o elenco vai ao cinema. Chaves, então, comentou a seguinte frase:
“Era melhor ter ido ver o filme do Pelé”
O curioso é que não existia um filme do Pelé antes dos anos 80. A famosa frase, na verdade, foi uma tradução livre. No original, o personagem de Roberto Gómez Bolaños teria dito:
“Mejor hubieramos ido a ver al Chanfle!
“El Chanfle” era um filme de maior bilheteria de 1979, protagonizado por Roberto Gómez Bolaños e o elenco de Chaves. O SBT encontrou em Pelé a solução para melhor traduzir a frase.

Roberto Gómez Bolaños: casamento, homenagens e morte

Roberto Gómez Bolaños foi casado com Graciela Fernández Pierre, durante 20 anos, com quem teve seis filhos. Em 2004, casou-se novamente, desta vez, com a colega de elenco, Florinda Meza.
Entre os anos 2000 e 2013, Bolaños recebeu várias homenagens, dentre elas:
  • Um programa intitulado “Não contavam com a minha astúcia”, onde ele se reuniu com o elenco de Chaves e Chapolin para comemorar os 30 anos dos seriados (2000);
  • No evento “América celebra a Chespirito”, celebrado em 17 países, incluindo México, Brasil e Estados Unidos, a fim de comemorar os 40 anos de sua carreira (2012);
  • Foi condecorado com o Prêmio “Ondas Ibero-Americanas” pela sua trajetória na TV em todo o mundo.
No dia 28 de novembro de 2014, Roberto Gómez Bolanõs morreu em Cancún, México, após enfrentar problemas de saúde, como diabetes.




Fonte: Seleções

O que esperar desta semana?

O que esperar desta semana?







Arena do Pavini - 10/03/2019 - 21:31
A bolsa retoma os negócios nesta segunda-feira também com novo horário, fechando mais cedo, às 17 horas
Por Ângelo Pavini, da Arena do Pavini
A semana nos mercados financeiros terá como destaque o ambiente externo e o receio com a retração da economia mundial e, internamente, o início da tramitação da reforma da Previdência no Congresso, com a criação na quarta-feira, dia 13, das comissões que vão analisar o texto e propor mudanças. Ambos podem influenciar diretamente as bolsas e o dólar. Serão conhecidos também dados importantes de inflação e atividade local que podem ter impacto nos juros. A bolsa retoma os negócios nesta segunda-feira também com novo horário, fechando mais cedo, às 17 horas.
A reforma, ou Nova Previdência, como prefere chamar o governo, é ponto fundamental para o ajuste fiscal que vai reduzir o déficit público e deter o crescimento explosivo da dívida federal. Sem ela, não há muitas perspectivas para o governo atual, nem nenhum outro. Além disso, vai ajudar no ajuste também dos Estados, muitos quebrados ou a caminho de quebrar por conta dos inativos. A Câmara deverá criar a Comissão de Constituição e Justiça, a primeira que vai analisar o texto, e os nomes já darão uma ideia das chances de aprovação e do tempo de análise do texto.
Os desatinos do presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas, admitindo rever idade mínima e outras regras da reforma, vinculando democracia à vontade das Forças Armadas ou criando polêmicas infrutíferas sobre Carnaval e sexo explícito, terão seus efeitos no Congresso.O consolo é que há sinais de que a reforma da Previdência terá apoios de vários partidos e de lideranças importantes, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Congresso, Davi Alcolumbre, e que podem compensar a inabilidade do Executivo.

Inflação mais alta, mas confortável

Na economia, o destaque da semana será a inflação oficial de fevereiro, medida pelo IPCA do IBGE, que sai na terça-feira. A projeção do mercado é de alta de 0,30% . O Banco Safra trabalha com 0,39% e um acumulado em 12 meses de 3,85%, confortável diante da meta do Banco Central (BC), de inflação de 4,25% este ano.
Assim, o mercado continuará especulando com uma nova queda dos juros este ano, principalmente se a reforma da Previdência for aprovada e a economia continuar fraca. Já a Guide Investimentos, que tem uma pesquisa diária sobre inflação, calcula que o IPCA está subindo 0,54% até dia 7.
Nesta semana saem a Produção Industrial brasileira de janeiro estimada pelo IBGE (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Produção industrial, vendas no varejo e serviços

Falando em economia, nesta semana saem a Produção Industrial brasileira de janeiro estimada pelo IBGE na quarta-feira e, na quinta, as Vendas no Varejo. O Safra projeta uma queda de 0,4% na produção industrial em relação ao mês anterior e de 1,6% sobre o mesmo mês do ano passado. Já para o varejo, o banco projeta crescimento de 0,1% no mês sem contar veículos e materiais de construção e o mesmo percentual de alta com esses dois itens.
Na sexta-feira o IBGE divulga os dados do setor de serviços. Esses indicadores devem mostrar como a economia está se comportando neste início de ano, depois do desempenho fraco no fim do ano passado. Na semana passada, as projeções de crescimento para este ano caíram, conforme pesquisa feita pelo Banco Central no boletim Focus, que sai toda segunda-feira.

Leilões da ANAC

O Banco Fator destaca que esses serão os primeiros números de atividade de 2019. Na sexta-feira serão realizados leilões de aeroportos pela ANAC, marcando o primeiro passo do governo da agenda de privatizações anunciada pelo Ministério da Economia. Tais leilões estão prontos desde o final de 2018.

Atividade: o mundo cresce ou empaca?

No exterior, os investidores estarão atentos aos dados de atividade nas principais economias para conferir se há risco de recessão nos próximos anos, como ficou claro na semana passada, após o Banco Central Europeu (BCE) reduzir as projeções de crescimento da região e adiar a alta dos juros e a China anunciar queda nas exportações. Segundo o Banco Votorantim, serão divulgados dados de indústria e comércio nos EUA, Europa e China. Também importante serão os dados de inflação americana e crédito na China. No âmbito de política monetária, o Banco do Japão deve se reunir, mas não é esperada nenhuma ação importante, acredita o Votorantim.
Para Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital ModalMais, o mercado vai seguir vivendo de susto em susto, até que a situação local e internacional tenha paradeiro, para melhor ou pior. Do lado externo, na próxima semana poderemos ter alguma luz sobre o Brexit com a votação do acordo que a primeira-ministra Theresa May pretende negociar com a União Europeia.
Para o Banco Fator, o destaque na Europa será a votação da proposta do Brexit de Theresa May novamente pelo Parlamento britânico na próxima terça-feira, dia 12. As expectativas, contudo, são pessimistas para a primeira ministra, que já prepara opções no caso de mais uma derrota: nos dias seguintes o Parlamento deve votar se o Reino Unido irá sair sem assinar um acordo com a União Europeia ou se vão solicitar uma extensão do prazo final do processo, marcado para o dia 29 deste mês.
Já nos EUA, as atenções estarão nas negociações entre China e os americanos para reduzir o superávit comercial chinês. Apesar das declarações otimistas de Trump, Bandeira lembra que há arestas na área de propriedade intelectual e funcionários do governo admitem que existem muitas arestas. “O mundo precisa que seja clareado, pois muito depende para traçar cenários mais coloridos ou nos 50 tons de cinza”, ironiza. Não é por outra razão que a desaceleração econômica global está fazendo parte diariamente do cardápio dos investidores e organismos multilaterais, afirma.
Bolsonaro “queima trunfos de graça e dá margem para interpretações diversas sobre suas falas, diz analista  (Alan Santos/PR)

Queimando trunfos e afastando estrangeiros

No cenário local, Bandeira nota que Bolsonaro “queima trunfos de graça e dá margem para interpretações diversas sobre suas falas, muito explorada pela oposição”. Com isso, investidores estrangeiros e fundos elevaram apostas contra a moeda real no mercado futuro e o dólar volta a disparar.
Para o economista, Bolsonaro precisa tomar a frente na divulgação da reforma da Previdência e adotar medidas de ajustes na área econômica que independam de votações do Congresso, por exemplo, acelerar processos de privatização, definir cessão onerosa, atuar sobre desonerações, etc.
Usando análise gráfica, Bandeira acredita que, por ora, o Índice Bovespa não deveria perder a faixa de 93.400 pontos, sob risco de cair ainda mais. Para cima haveria grande espaço, desde que a situação comece a ser melhor definida.

Fonte:  Arena do Pavini

Ações americanas estão vulneráveis

Ações americanas estão vulneráveis





Opinião - 10/03/2019 - 15:10
Por Gabriel Casonato, Editor da Agora Brasil
Caro leitor,
Como um exército que se distanciou de suas bases de suprimento, o mercado americano de ações está muito à frente do seu apoio logístico.
A capitalização de mercado total das ações dos EUA atualmente varia de 40 trilhões de dólares – ou o dobro do PIB.
Esta relação de 2 para 1 é a mais alta da história, vale mencionar.
Ou seja, nunca antes Wall Street esteve tão à frente da Main Street.
Mas como Napoleão correndo para Moscou após a Batalha de Borondino, um exército desguarnecido é um exército vulnerável.
O Grande Armée entrou na Rússia com cerca de 250.000 homens em junho de 1812.
E em apenas um dia, 70.000 destes homens perderam suas vidas na maior e mais sangrenta batalha das Guerras Napoleônicas.
Acreditamos que o mercado americano de ações está marchando em direção a sua própria Moscou.
Cedo ou tarde, ele voltará quebrado e sangrando.
Nos três últimos meses de 2018, o PIB dos EUA cresceu 2,6 por cento, bem abaixo dos 3,4 por cento do trimestre anterior, na segunda desaceleração trimestral seguida.
E para o primeiro trimestre de 2019, também por culpa do impacto da paralisação parcial do governo, o Goldman Sachs projeta uma alta de apenas 0,9 por cento.
O que alguns já consideram uma previsão otimista, considerando que o Fed de Nova York espera um crescimento de 0,88 por cento e o de Atlanta de apenas 0,3 por cento.
Enquanto isso, o consumo no país parece ter atingido seu ápice e já começa a dar sinais de exaustão.
Em dezembro, a dívida de cartão de crédito dos EUA aumentou 870 bilhões de dólares – o maior valor já registrado.
Da mesma forma, as taxas de juros de empréstimos de automóveis atingiram o maior patamar em oito anos.
E um número recorde de americanos tem pelo menos 90 dias de atraso no pagamento.
No total, os pagamentos agregados de juros das famílias aumentaram para uma taxa de 15 por cento ano a ano.
Como o Zero Hedge nos lembra, a recessão esteve presente em quase todas as ocasiões em que os pagamentos de juros aumentaram com tanta extravagância.
Michael Snyder, do sugestivo blog The Economic Collapse, faz o alerta:
A inadimplência da dívida está em níveis sem precedentes, as falências estão em alta, as lojas de varejo estão fechando em ritmo recorde; esta é a pior economia para os agricultores desde o início dos anos 80, as exportações estão despencando e uma nova crise imobiliária já começou.
Então por que as ações ainda estão tão caras?
O Índice Shiller de Preço sobre Lucro é um barômetro amplamente reconhecido dos preços do mercado de ações.
Ele basicamente leva em consideração o lucro médio das empresas do S&P 500 nos últimos dez anos ajustado pela inflação.
Estendendo-se pela história, sua pontuação média é de 16,9.
Pois mesmo depois do quase bear market que tivemos no final do ano passado, hoje ele encontra-se em 30,3 – ou 80 por cento acima da média.
Conforme o gráfico acima, apenas os obscenos 44 pontos de 1999 superam o atual ciclo.
Mas será que as condições econômicas atuais justificam os lucros tão altos dos últimos anos?
As evidências reunidas gritam que não!
Olhando para um prazo mais longo, vemos que Wall Street está em marcha desde 2009, apenas com reversões ocasionais.
O problema é que a economia atual tem desempenho inferior à pior economia.
Entre 2007 e 2018, o PIB real dos EUA se expandiu a uma taxa acumulada de 18,85 por cento.
Isso é menos da metade do crescimento de 38 por cento acumulado entre 1969 e 1980, década marcada pela crise energética e por severos problemas de inflação.
Mas a última década ainda é melhor, por exemplo, do que os terríveis anos da Grande Depressão.
Não em termos de crescimento do PIB real, o qual cresceu 19,89 por cento entre 1929 e 1940, mas sim no que diz respeito a outros indicadores, como o de desemprego.
O que está agora estabelecido, no entanto, é um fato matemático. Em nenhum dos últimos 11 anos a economia americana cresceu acima de 3 por cento.
Isso em plena década do mais massivo estímulo monetário e fiscal combinado da história dos EUA.
Enquanto isso, o S&P 500 ganhou mais de 300 por cento desde a última grande queda de 10 anos atrás, época da crise financeira.
Algo não está certo.
Vamos comparar o desempenho do mercado de ações atual com a Grande Depressão e os anos 1970?
Ele esteve positivo em grande parte da década de 1930. Mas, em termos nominais, precisou de 25 anos para se recuperar do choque de 29.
Enquanto isso, os principais índices de ações dos EUA precisaram de apenas seis anos para recuperar as máximas de 2007.
E esse fato não pode ser atribuído à economia, que cresceu apenas 1,14 por cento entre 2009 e 2013.
E sobre a década “perdida” dos anos 70?
Lembre-se que o PIB real de 1969 a 1980 cresceu mais que o dobro do que entre 2007 e 2018.
Contudo, o Dow Jones, que havia iniciado 1969 em cerca de 6.500 pontos, abriu 1980 em apenas 2.850.
O S&P 500, por sua vez, mergulhou de 740 para 360 pontos no mesmo intervalo.
Ou seja, para o mercado de ações a década foi verdadeiramente perdida.
Tão perdida que a a Business Week publicou uma matéria de capa em 1979 pronunciando “A Morte das Ações”.
Resumindo:
O PIB real de 1969-1980 cresceu mais do que o dobro do que o PIB real de 2007-2018.
Mas o mercado de ações de 2007-2018 pelo menos triplicou o mercado de ações de 1969-1980.
Talvez esse fato curioso se deva às múltiplas rodadas de flexibilização quantitativa que inflaram muito as ações pós-crise de 2008.
As mesmas múltiplas rodadas de flexibilização quantitativa que geraram um crescimento artificial na economia.
O tempo, contudo, é um grande equalizador. E suspeito que, em algum momento, mercado de ações e economia se encontrarão novamente em um local mais justo.
Isto é, as ações provavelmente cairão para o nível da economia real antes que a economia real suba para o nível das ações.
Mas se os deuses do mercado existem, eles não deixarão que isso aconteça tão cedo.

Fonte:  Agora Brasil