sábado, 13 de abril de 2019

VITAMINA C

A vitamina C, também chamada de ácido ascórbico, é um famoso antioxidante que age protegendo as células dos radicais livres, substâncias que provocam o envelhecimento celular e o aparecimento de câncer. Ela também é muito utilizada como suplemento para o fortalecimento do sistema imunológico e em produtos de beleza para reduzir rugas e linhas de expressão.
Os alimentos ricos em vitamina C são principalmente as frutas cítricas como laranja, abacaxi, limão e tangerina. 

Funções da vitamina C

A vitamina C desempenha funções em diversas partes do corpo, trazendo benefícios como:
  • Fortalecimento do sistema imunológico;
  • Prevenção do envelhecimento precoce;
  • Prevenção de câncer;
  • Melhoria da saúde dos ossos, dentes e gengivas;
  • Aumenta a absorção de ferro no intestino.
É importante lembrar que para que a vitamina C aumentar a absorção de ferro no intestino, deve-se tomá-la junto a uma refeição rica em ferro. Assim, após uma refeição que tenha carnes, que são alimentos ricos em ferro, deve-se comer uma fruta cítrica como laranja, tangerina ou abacaxi.
Alimentos ricos em vitamina C
Alimentos ricos em vitamina C
Creme para a pela com vitamina C
Creme para a pela com vitamina C
É importante lembrar que pessoas com doenças relacionadas aos rins, como insuficiência renal ou pedras nos rins, não devem consumir alimentos ricos em vitamina C sem orientação médica ou do nutricionista.

Alimentos ricos em vitamina C

A tabela abaixo traz a quantidade de vitamina C presente em 100 g de alimento.
AlimentoVitamina C (mg)Energia (kcal)
Abacaxi34,648
Laranja pera53,737
Tangerina48,838
Limão34,522
Acerola941,433
Caju219,343
Kiwi70,851
A quantidade de vitamina que se deve ingerir por dia varia de acordo com a idade, sendo que mulheres adultas precisam de 75 mg/dia, enquanto os homens precisam de 90 mg/dia. 
A vitamina C de 1g efervescente está indicada para a prevenção e tratamento da deficiência desta vitamina, que tem inúmeros benefícios e está disponível em farmácias com os nomes comerciais Redoxon, Cebion, Energil ou Cewin, por exemplo, com um preço que pode rondar entre 9 e 14 reais.
Em alguns casos, os suplementos alimentares com vitamina C podem conter outras substâncias, como o zinco, vitamina D ou equinácea, por exemplo, que também fortalecem o sistema imune.
Como tomar vitamina C e quais os benefícios

Quais os benefícios

A vitamina C funciona como uma importante vitamina antioxidante, que participa em várias reações metabólicas no organismo, como o metabolismo de ácido fólico, fenilalanina, tirosina, ferro, histamina, metabolismo de carboidratos, lipídios, proteínas e carnitina.
Esta vitamina é também muito importante na síntese de colágeno, razão pela qual está muitas vezes presente nos suplementos de colágeno. O colágeno é essencial para a manutenção da pele, mucosas, ossos, dentes e preservação da integridade dos vasos sanguíneos.
Além disso, desempenha também um papel fundamental no funcionamento do sistema imune, já que contribui para a proteção das células contra a ação dos radicais livres, bem como de espécies reativas de oxigênio, que são gerados pela resposta inflamatória. A vitamina C também é necessária para o bom funcionamento dos glóbulos brancos, sua movimentação, eliminação de vírus e bactérias e cicatrização de feridas.

Fonte: Tua Saúde


sexta-feira, 12 de abril de 2019

LÍTIO

Significando literalmente pedra (em grego Lithos significa pedra), o elemento lítio, metal alcalino, é encontrado nos recursos de origem mineral. Os minerais espodumênio (Li2O.Al2O3.4SiO4), lepidolita (K2O.Li2O.2Al2O3.6SiO2.2H2O) e petalita (LiAl(Si2O5)2), sendo este último o mineral que permitiu a descoberta (não o isolamento) do elemento lítio. Em 1790 o brasileiro José Bonifácio encontrou o mineral que, ao ser atirado em uma fogueira, mudava-lhe a cor. Em 1818, ao analisar amostras de petalita Johan August Arfvedson determinou a existência de outro elemento neste silicato, e em 1818, Christian G. Gmelin ao analisar os sais de lítio, observou para o teste de chama a cor vermelho-brilhante, que é característico da excitação eletrônica do lítio.
O que se tinha neste momento histórico eram indicações de um metal novo, mas alguns anos esta situação mantivera-se no mesmo patamar, em parte pela tecnologia à época não estar acessível e/ou desenvolvida o suficiente. Por este motivo, nenhum dos dois personagens históricos anteriores conseguiu isolar o metal lítio de seus sais. Os primeiros a isolar o metal lítio, por eletrólise de seu óxido foram Sir Humphrey Davy e Willian. T. Brande, embora não em quantidades apreciáveis, porém indicando o caminho para a produção industrial deste metal já em meados da década de 1820. A produção em larga escala ocorreu, de fato, em 1855 quando Robert Bünsen e August Matthiessen produziram grandes quantidades deste metal na forma isolada, através da eletrólise de seu sal cloreto de lítio.

Lepidolita, rocha da qual o lítio é extraído. Foto: Zbynek Burival / Shutterstock.com
A produção industrial se dá pela eletrólise do cloreto de lítio, porém este sal não é encontrado em abundância na natureza, logo, o setor industrial precisa transformar os minerais. Inicia-se o ciclo de transformações com a reação da petalita (LiAl(Si2O5)2) com ácido sulfúrico, visando a formação de sulfato de lítio (Li2SO4). Este sulfato reage então com o carbonato de sódio (Na2CO3), formando carbonato de lítio (Li2CO3), o produto esperado e sulfato de sódio (Na2SO4). O precipitado de carbonato de lítio é então separado do restante do meio reacional, e submetido a novas condições reacionais.
Neste caso, o carbonato de lítio reage com ácido clorídrico (HCl), formando o produto esperado cloreto de lítio (LiCl). O próximo passo está na eletrólise ígnea do cloreto de lítio, tendo misturado a cuba reacional o sal cloreto de potássio, visando à diminuição do ponto de fusão da mistura.
A busca pela produção deste metal, assim como em qualquer situação análoga, se intensificou com o passar dos anos. Propriedades do metal lítio e de seus subprodutos foram sendo descobertas, influenciando sua exploração, beneficiamento e transformação.
Dentre algumas propriedades importantes, o alto potencial eletroquímico é uma das que mais encontra aplicação prática na sociedade. Com a crescente demanda e desenvolvimento do setor de comunicação celular, o lítio e seus derivados químicos ganharam notoriedade pelas propriedades elétricas de suas pilhas e baterias. As baterias de íons de lítio são comuns a celulares e computadores portáteis, apresentando uma quantidade maior de ciclos de carga e descarga e menor massa (comparativamente com outros tipos de bateria).

Bateria de lítio. Foto: Krzysztof Woźnica / via Wikimedia Commons
Outra propriedade interessante apresentada pelo hidreto de lítio (LiH), é a sua capacidade redutora. Utilizado em síntese orgânica para liberar hidrogênio no meio reacional e promover ataques aos sítios de reação das moléculas orgânicas.
O elemento lítio apresenta valência Li+, o que significa dizer que o mesmo é um cátion monovalente.






Fonte: CPRM

Aço Inoxidável

O aço inoxidável é, basicamente, uma liga (combinação de dois ou mais elementos químicos) de ferro-cromo que apresenta grande resistência à corrosão, ao impacto, e à abrasão, além de grande durabilidade. Ele é 100% reciclável e possui baixo custo de manutenção. Sua utilização em itens domésticos (como talheres, panelas e itens da linha branca – geladeiras e fogões, por exemplo), é bastante conhecida por apresentar uma superfície não porosa e lisa que dificulta o acúmulo de bactérias. Por este mesmo motivo ele também é muito utilizado em instalações de hospitais e cozinhas industriais. Mas o aço "inox" também pode ser utilizado na construção civil, em indústrias, ônibus, automóveis e mobiliários urbanos e possui um forte apelo visual.
Sua principal característica, a resistência à corrosão, se deve a presença do cromo que ao reagir com o oxigênio da atmosfera forma uma camada superficial que protege o aço de agentes oxidantes. Essa película protetora, muito fina e resistente, é formada por óxido de cromo e, se arranhada ou desfeita por algum motivo, rapidamente se recompõe, bastando para isso que haja oxigênio.

Tipos e Características

Os aços inoxidáveis são ligas que possuem em sua composição pelo menos 10,5% de cromo, no máximo 30% de níquel (Núcleo Inox), além de outros elementos como, por exemplo, molibdênio, titânio e nióbio que podem ser acrescentados a sua estrutura a fim de se obter determinadas características. O níquel melhora a resistência da liga às altas temperaturas, sua ductilidade e soldabilidade, melhorando sua resistência em geral, mas é o cromo o principal responsável por conferir sua resistência à corrosão.
O aço inoxidável também pode receber: molibdênio e cobre para aumentar sua resistência à corrosão por via úmida; silício ou alumínio, que aumentam sua resistência à oxidação em altas temperaturas; e titânio ou nióbio que estabilizam o aço austenítico impedindo a precipitação do cromo em forma de carboneto durante o aquecimento ou resfriamento lento em torno de 700° C. Além destes, outros elementos também podem ser adicionados à liga: nitrogênio, cobalto, boro, manganês e terras raras. (Pipesystem)
Os aços inox podem ser classificados em cinco tipos de acordo com sua composição e estrutura em:
  • Ferríticos (Família normativa 430, 409 e 410S): possuem de 11 a 17% de cromo (Núcleo Inox) e menos que 0,3% de carbono (COSTA). Não possui níquel e são mais econômicos. Os aços ferríticos possuem grande resistência a corrosão sob tensão e sua resistência pode ser aumentada por trabalho a frio. Apresenta fácil conformação, são magnéticos e soldáveis com alguns cuidados especiais.
  • Martensíticos (Família normativa 420): possuem de 12% a 18% de cromo (Núcleo Inox), e de 1% a 1,5% de carbono (COSTA). Podem receber tratamento de têmpera adquirindo elevados níveis de dureza e resistência mecânica. São magnéticos, pouco soldáveis, apresentam baixa resistência a corrosão.
  • Austeníticos (Famílias normativas 301, 304, 304L, 306 e 306L): possuem de 17% a 25% de cromo, e de 7% a 20% de níquel (Núcleo Inox). Apresentam alta ductilidade e soldabilidade e são o tipo de aço inox mais utilizado por apresentar melhor resistência a corrosão, principalmente se adicionados elementos como o molibdênio ou reduzido seu teor de carbono. Não são magnéticos e podem ser utilizados para trabalhos a temperaturas muito baixas (menor que 0°C) ou muito altas (até 925°C).
Além destes grupos principais existem o aço inoxidável duplex e o PH. O primeiro é um aço formado por uma estrutura dupla de matriz ferrítica com ilhas de austenita e que apresenta características de elevada resistência mecânica e à corrosão. O segundo é o aço inoxidável endurecível por precipitação (PH). De estrutura martensítica, é ferro magnético e tem sua dureza aumentada por um processo diferente dos martensíticos atingindo uma resistência a tração da ordem de 1700 MPa. Possuem boa ductilidade e tenacidade sendo sua resistência à corrosão comparável ao aço austenitico 304. O aço PH é muito usado na indústria aeroespacial enquanto que o duplex possui larga aplicação nas indústrias alimentícias, químicas, petroquímicas, papel e celulose dentre outras.



Fonte: CPRM

Nióbio

O elemento químico Nióbio é um metal de transição localizado na família 5-B da tabela periódica, é branco prateado, ou ainda cinza azulado por motivo de reações químicas com gases presentes no ar. Duro e resistente ao calor e a oxidação é utilizado em diversas ligas metálicas. Seu símbolo é Nb, possui número atômico 41, e configuração eletrônica 1s2s2 2p3s2 3p6 4s2 3d104p6 5s4d3, massa atômica 92,90u, ponto de fusão 2477°C, ponto de ebulição 4744°C.
Descoberto em 1801 por Hatchet, após a análise de um minério chamado tantalita, niobita ou columbita (Fe,Mn)(Nb,Ta)2O6 em razão do nome coolombita chamou o metal de colômbio com o símbolo (Cb). Porém descoberto por Henrich Rose, de forma independente em1846, que o nomeou de nióbio em homenagem a deusa grega Níobe fillha do deus Tântalo, que segundo o mito foi transformada em uma rocha por Zeus. Só foi isolado e caracterizado em 1864 por Blomstrand por redução do cloreto pelo calor em atmosfera de hidrogênio.
Quimicamente o nióbio é reativo formando complexos, haletos, óxidos e hidretos, porém é necessário que este seja levado ao aquecimento em função de sua resistência aos agentes oxidantes e redutores. É necessário, entretanto, ressaltar que alguns dos compostos de nióbio são altamente tóxicos, e sua manipulação exige cuidado. Seus estados de oxidação mais comuns são 2,3 e 5. Quando submetido a temperatura de 200°C o metal oxida-se rapidamente, porém em contato com o ar forma finas camadas de óxidos, nas cores verde, azul e amarelo dependendo da espessura da camada formada. As propriedades químicas do nióbio assemelham-se demasiadamente as do Tântalo, fazendo parte dos 5 elementos refratários principais W, Ta, Mo e Re. Este metal é obtido industrialmente por redução do óxido de nióbio, com carbono e hidrogênio.
O nióbio é comumente utilizado em ligas metálicas com o ferro, o aço, com o zircônio e essas ligas são utilizadas na fabricação de estruturas, soldas, gasodutos, superligas para fabricação de motores a jato e na fabricação de jóias em virtude da resistência a corrosão, altas temperaturas, e como supercondutor em meio criogênico.
O nióbio não é encontrado na natureza em seu estado metálico, mas na forma dos minerais acima citados, geralmente os minérios que contém tântalo, contém também o nióbio. Este metal existe em vários países do mundo, porém foi descoberta uma jazida de nióbio em Araxá-MG, o que tornou o Brasil a maior reserva de nióbio do mundo.


Fonte: CPRM


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