domingo, 14 de abril de 2019

A Rússia diz que os seus “super soldados” de elite podem fritar um computador com a mente

A Rússia diz que os seus “super soldados” de elite podem fritar um computador com a mente






De acordo com um relatório da revista oficial do Ministério da Defesa russo, os seus soldados de elite são capazes de usar técnicas de “parapsicologia” para “fritar” computadores inimigos, aceder às mentes de soldados estrangeiros e ler documentos trancados dentro de cofres.
Essas habilidades foram aprendidas, segundo o artigo intitulado “Super Soldado para as Guerras do Futuro”, com golfinhos telepáticos, com os quais os “super soldados” agora se conseguem comunicar.
Embora tenha sido rapidamente desprezada por especialistas, a sua aparição na edição de fevereiro da revista Armeisky Sbornik do Ministério da Defesa da Rússia é notável. O relatório é quase certamente um absurdo, escreve a Hypescience. Refere-se a alegados superpoderes como “meta-contacto” e “parapsicologia”, este último um termo invocado para descrever habilidades que não são apoiadas pelo método científico.
Ainda assim, levanta questões sobre as ambições – e talvez disfunções – das forças armadas da Rússia. “Com um esforço de pensamento, pode,-se por exemplo, abater programas de computador, gravar cristais em geradores, escutar uma conversa ou interromper programas e comunicações de televisão e rádio”, diz o artigo, de acordo com a tradução do Business Insider.
“Aqueles capazes de meta-contactar podem, por exemplo, conduzir interrogações não verbais. Podem ver através do soldado capturado: quem é a pessoa, os seus lados fortes e se estão abertos ao recrutamento”. Esses soldados podem até mesmo “ler um documento num cofre, mesmo que seja num língua estrangeira que não conhecemos”, de acordo com o texto.
Por fim, o artigo afirma que as forças especiais russas usaram essas “técnicas de parapsicologia de combate” durante o conflito na Chechénia, que ocorreu de meados da década de 1990 até o final dos anos 2000.
O presidente da comissão de combate à pseudociência da Academia Russa de Ciências, Yevgeny Alexandrov, disse à agência de notícias RBK que “a parapsicologia de combate” é uma invenção e é reconhecida como uma pseudociência.
“Tais trabalhos existiram e foram desenvolvidos, mas foram considerados confidenciais. Agora vieram à luz. Porém, como em muitos países do mundo, tais estudos são reconhecidos como pseudocientíficos, tudo isto é um disparate completo”, disse, acrescentando que “toda a conversa sobre a transferência de pensamento à distância não tem base científica, não existe um único caso registado, é simplesmente impossível”.
No entanto, Anatoly Matviychuk, da revista militar russa Soldiers of Russia, disse à RBKque a parapsicologia é real. “A técnica foi desenvolvida pela Academia Soviética de Ciências, na tentativa de descobrir as características fenomenais de uma pessoa. Um grupo de especialistas trabalhou sob a liderança do Estado-Maior General das Forças Armadas da URSS. As conquistas dessa época ainda existem e há tentativas de ativá-las”, argumentou.
ZAP // Hypescience

Encontrado o maior diamante da América do Norte numa mina do Canadá

Encontrado o maior diamante da América do Norte numa mina do Canadá

(dr) Dominion Diamond Mines
Uma companhia de mineração do Canadá encontrou o maior diamante da América do Norte. A pedra preciosa tem 552 quilates.
A empresa Dominion Diamond Mines anunciou que a descoberta “inesperada” aconteceu em outubro na mina de diamantes de Diavik, no noroeste do Canadá, especificamente a 215 quilómetros ao sul do Círculo Polar Ártico.
Esta descoberta “excede em muito o recorde da maior pedra da América do Norte”, que, até agora, pertencia ao Foxfire, um diamante de 187,7 quilates com 2 mil milhões de anos. O Foxfire, também descoberto, em 2015, na mina de Diavik foi exposto em museus em todo o mundo.
Kyle Washington, presidente da Dominion Diamond Mines e proprietário de 40% da mina de Diavik, disse em um comunicado que esta última descoberta agora “está no topo da lista” dos diamantes. “A cor e a textura do diamante são um exemplo único da jornada que os diamantes naturais tomam desde a sua formação até os encontrarmos”, observou.
A pedra, que mede 33,74 por 54,56 milímetros, não será vendida na sua forma atual, mas será cortada e polida nas próximas semanas.
“O tamanho e a natureza altamente técnica desta pedra significa que apenas alguns especialistas em todo do mundo está qualificado para polir o diamante, o que garante que a beleza, a cor e o brilho da pedra sejam maximizados”, disse a empresa.
Ainda não há estimativas sobre o valor da pedra, mas Washington observou que o Foxfire – que foi cortado em dois brincos em forma de pera – foi recentemente leiloado por 1,5 milhões de dólares – o equivalente a 1,3 milhões de euros.
ZAP // BBC

Maior avião do mundo decola na Califórnia; envergadura é maior que campo de futebol

Por BBC
 



Maior avião do mundo realiza seu 1º voo na Califórnia
Jornal GloboNews

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Maior avião do mundo realiza seu 1º voo na Califórnia
O maior avião do mundo em envergadura voou neste sábado (13) pela primeira vez sobre o deserto de Mojave, na Califória (EUA). A máquina, batizada de Stratolaunch, tem 117 metros de envergadura - maior que um campo de futebol oficial (até 110 metros).
O avião foi desenvolvido pela empresa de mesmo nome e quebra um recorde de 71 anos, que pertencia anteriormente ao hidroavião Hughes H-4 Hercules. Este possuía 98 metros de envergadura, e voou pela primeira vez em 1947.
O Stratolaunch possui um comprimento de 73 metros, do nariz à cauda.
A Stratolaunch é uma empresa criada em 2011 por um co-fundador da Microsoft, Paul Allen (1953-2018). Segundo a empresa, o objetivo é que o avião funcione como uma plataforma móvel para o lançamento de satélites.
A ideia é baratear o lançamento, reduzindo custos em relação aos foguetes lançados do solo.
O aparelho consiste em duas máquinas gêmeas, sustentadas por seis motores a jato. Neste sábado, ele voou durante duas horas e meia sobre o deserto, atingindo velocidades de 274 km/h e a altitude de 4.572 metros.


Stratolaunch, o maior avião do mundo, tem duas máquinas gêmeas, sustentadas por seis motores a jato — Foto: Stratolaunch / DivulgaçãoStratolaunch, o maior avião do mundo, tem duas máquinas gêmeas, sustentadas por seis motores a jato — Foto: Stratolaunch / Divulgação
Stratolaunch, o maior avião do mundo, tem duas máquinas gêmeas, sustentadas por seis motores a jato — Foto: Stratolaunch / Divulgação
O Stratolaunch possui um comprimento de 73 metros, do nariz à cauda.



Fonte: BBC


Há um deserto repleto de flores (e não é uma miragem)

Há um deserto repleto de flores (e não é uma miragem)





Depois de um período de chuvas intensas na Califórnia, a primavera chegou ao estado norte-americano repleta de flores. Exemplo disso é Vale Antelope, a parte mais ocidental do Deserto de Mojave, que “acordou” em abril com tons e flores poucos habituais naquele local.
As imagens são da NASA e foram captadas pelo fotógrafo Jim Ross a partir de um avião T-34. “Provavelmente, tenho um dos empregos mais fixes da NASA”, disse Ross.
Ross registou em fotografia algo pouco comum: um deserto coberto de flores. De acordo com a agência espacial norte-americana, tratam-se de papoilas e flores silvestres.
Em março passado, era já possível identificar algumas áreas, ainda que mais dispersas, com flores no deserto. Contudo, foi no início de abril – mês em que a fotografia em causa foi capturada – que o deserto se “pintou” em tons de laranja.
“Não, isto não é uma miragem. O deserto está a florescer!”, escreveu a NASA no Twitter.
E, ao que parece, o fenómeno não passou despercebido. Segundo noticia jornal norte-americano The Washington Post, um helicóptero chegou a pousar no vale no fim do mês de março. “Nunca pensamos que seria necessário afirmar explicitamente que é ilegalpousar um helicóptero no meio dos campos e começar a sair do trilhos”, escreveram os funcionários do vale numa publicação no Facebook. “Estávamos errados”.
Quando as autoridades se aproximaram das duas pessoas que chegaram no helicóptero, estas afastaram-se, voltaram ao helicóptero e abandonaram o local.
“Os policiais têm observado pessoas a entrar ilegalmente no parque através de cercas de arame farpado, pisando as flores. É preciso muito pouco para se destruir um habitat para os próximos anos. Há áreas na reserva que ainda não recuperaram de atropelamentos de 2017″, lamentaram ainda as autoridades do vale no Twitter.

Fonte: ZAP

Cientistas criam macacos transgénicos com genes do cérebro humano

Cientistas criam macacos transgénicos com genes do cérebro humano





Uma equipa de cientistas, composta por especialista da China e dos Estados Unidos, criou vários macacos transgénicos com cópias de genes humanos que desempenham um papel essencial no desenvolvimento cerebral. 
De acordo com o China Daily, que avançou com a notícia no início do mês, o procedimento reflete a vontade de os cientistas estudarem os mecanismos de evolução no cérebro.
Especialistas do Instituto de Zoologia de Kunming, na China, e da Universidade da CArolina do Norte, nos Estados, em parceria com outras instituições, identificaram o gene MCPH1, essencial para o desenvolvimento do feto e cujas mutações podem causar microcefalia (uma patologia em que a cabeça e o cérebro do feto são menores do que o normal).
Partindo deste gene, os cientistas criaram 11 macacos Rhesus transgénicos após a exposição do seus embriões a um vírus que carregava a versão deste gene humano, pode ler-se no estudo, publicado esta semana na revista National Science Review, no qual os cientistas dão conta do procedimento experimental.
A análise dos cérebros dos macacos geneticamente alterados revelou um padrão alterado de diferenciação neuronal e um atraso na maturação do sistema neuronal, chamado neotenia, semelhante ao atraso no desenvolvimento humano.
Um aspeto fundamental que destinge os humanos dos outros primatas é um maior período de tempo necessário para formar redes neuronais durante o desenvolvimento, processo que aumenta significativamente durante a infância.
Com o procedimento, os cientistas “aproximaram” o desenvolvimento cerebral dos macacos ao dos humanos, tornando-o mais longo. De acordo com a publicação, os macacos transgénicos apresentam melhor memória a curto prazo, bem como reações mais rápidas comparativamente aos seus pares testados no grupo de controle.
Os cientistas esperam que a investigação ajude a descobrir os fatores que tornam o cérebro humano único, visando melhor compreender os distúrbios neuro-degenerativos e o comportamento social.
“A longo prazo, esta investigação básica fornecerá informações valiosas para a análise da etiologia e do tratamento de doenças cerebrais humanas [como o autismo) causadas por um desenvolvimento anormal do cérebro”, disse o líder da investigação, Su Bing, em declarações à emissora norte-americana CNN.

Eticamente, estes caminhos são “muito arriscados”

A pesquisa foi criticada por vários cientistas ocidentais. James Sikela, geneticista da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, disse que estes procedimentos implicam “caminhos muito arriscados” na Ciência.
Num artigo publicado em 2010, Sikela e a sua equipa sustenta que as experiências em causa levantam questões éticas complicadas e que os primatas “melhorados” geneticamente estão em maior risco de serem explorados e de sofrerem danos.
“Esses danos tornam a conduta desta pesquisa eticamente inaceitável, justificando-se [haver] barreiras regulatórias entre estas espécies e todos os outros primatas não humanos para a investigação transgénica”, pode ler-se no documento. O estudo, no entanto, considera que este tipo de investigação possa ser válida em algumas situações.
A bioeticista Jacqueline Glover, da mesma universidade norte-americana, comparou o procedimento ao filme de ficção científica “O Planeta dos Macacos”, no qual os primatas super-inteligentes destroem os seres humanos. “Humanizá-los é causar danos, onde é que estes aniais viveriam e o que fariam? Não crie um ser que não possa ter uma vida significativa em nenhum contexto”, disse Glover.
Por sua vez, o cientista chinês que liderou a investigação acusou os críticos ocidentais, Sikela em particular, de hipocrisia e imprudência, afirmando que o projeto estava a ser injustamente julgado pelos “estereótipos” associados à investigação chinesa. “Explorar o mecanismo genético da evolução do cérebro humano é uma questão importante nas ciências naturais, e continuaremos a nossa exploração”, reiterou.
Tal como observa a CNN, esta é a segunda polémica associada com a manipulação genética a envolver investigadores chineses em menos de seis meses. Em novembro, um cientista chinês afirmou ter criado os primeiros bebés geneticamente editados do mundo, provocando de imediato reações em todo o mundo.

Fonte: ZAP