segunda-feira, 15 de abril de 2019

Resista à manada: Fique de fora do IPO da Centauro

Resista à manada: Fique de fora do IPO da Centauro






Centauro
Considerando o preço médio, cerca de R$ 720 milhões irão ser captados pela companhia (Image: Facebook Centauro)
Se você ainda não faz parte dos milhares de investidores que já registraram o seu pedido de reserva de ações na venda inicial (IPO, na sigla em inglês) da Centauro (CNTO3), continue assim. Segundo dados do Estadão, a demanda já superou a oferta em 2,5 vezes.
Um levantamento do Money Times com quatro equipes de especialistas (Levante, Eleven, Empiricus e Inversa) mostra que apenas um indica a participação na oferta. Vale lembrar que esta sexta-feira (12) é o último dia para as reservas para esta oferta, que é a segunda tentativa da rede de lojas de artigos de ir ao mercado. A primeira foi em 2017.
O preço por ação estimado está entre R$ 12,10 e R$ 14,70. Considerando o preço médio, cerca de R$ 720 milhões irão ser captados pela companhia.
Para o time da Eleven Research, a Centauro conseguiu acertar um processo de turnaround muito bem executado recentemente e está preparada para se beneficiar do ciclo favorável da economia. “Porém, não encontramos assimetria entre o valor e o preço do IPO”, mostra um relatório da casa.
A Empiricus Research também parabeniza a empresa por sua reviravolta operacional e ressalta que a Centauro quer ser duas em uma só: varejista de lojas físicas e uma plataforma digital. Os números iniciais deste modelo parecem bons, mas vêm de um ano com Copa do Mundo. A recomendação também é para ficar de fora.
“Dito isso, vale lembrar que a Centauro estreará na Bolsa sem dívidas e com caixa para continuar investindo em sua revolução digital. Se a alta direção acertar a mão, poderemos estar diante de um belo caso de turnaround. Por isso, continuaremos acompanhando a companhia bem de perto nos próximos meses”, ressalta a Empiricus.
A Inversa Publicações, que também indica distância da oferta, avalia que o investimento só valeria a pena caso oferecesse um desconto razoável em relação a players maduros neste segmento, justamente para refletir os riscos eminentes ao processo de reestruturação.
Se o investimento da Centauro fosse uma corrida de revezamento, por exemplo, o melhor seria entrar nesta prova a partir do segundo bastão.

Outro lado

A Levante, por sua vez, indica a participação na oferta. Segundo a casa de análise, o preço-alvo encontrado para a empresa é de R$ 14. “Considerando a faixa média de preço de R$ 13,40 por ação, o múltiplo preço/lucro 2019 projetado da Centauro é de 18,5 x., desconto de 29% em relação ao múltiplo de Lojas Renner (LREN3), empresa referência em termos de execução e rentabilidade”, destaca em um relatório.

Fonte: MONEY  TIMES

Zinco

Zinco elemento químico

O elemento zinco, já conhecido por civilizações milenares como a Grega e a Romana, fora oficialmente redescoberto no século XVIII. O nome zinco possivelmente foi originado a partir do termo em alemão, zinc. O termo zinc, por sua vez, pode ter sido derivado de uma corruptela do termo persa sing, que significa pedra. Independentemente da origem do nome, sabe-se que o metal é conhecido há pelo menos dois mil anos, sendo as primeiras grandes civilizações ocidentais a identificá-lo como um metal diferente dos demais disponíveis à época. Na Índia foram encontradas plantas industriais rudimentares, onde se processavam os minérios de zinco em larga escala por mais de quatrocentos anos.
Fora na China que a produção de zinco atingiu o seu ápice, pois os chnieses desenvolveram o processo de produção e refino em larga escala deste metal. Documentos do século XVIII atestam que um navio da Companhia das Índias afundou na costa da atual Suécia, com um carregamento de zinco chinês, de alta pureza, como fora atestado posteriormente.
A comunidade científica europeia, até meados do século XVIII, não havia determinado a identidade química do elemento zinco. Embora existam algumas controvérsias históricas, foi outorgada à Andreas Marggraf a “descoberta” do zinco, através da reação de redução de um de seus minérios com carvão vegetal.

Obtenção


O metal zinco pode ser extraído de diversos minerais, sendo a calamina (silicato que contém zinco), a blenda (sulfato de zinco – ZnS) e a smithsonita (carbonato de zinco – ZnCO3) alguns dos minérios de interesse. As maiores reservas de zinco encontram-se na China, Austrália e Peru e encontram-se em produção.
A obtenção de zinco metálico a partir do sulfeto de zinco é iniciada pela ustulação do minério, que consiste em aquecer o minério em atmosfera rica em ar de modo a produzir o óxido de zinco, conforme a equação a seguir:
2ZnS(s)+3O2(g)2ZnO(s)+2SO2(g)
Este óxido de zinco será então reduzido com carvão, formando zinco metálico e monóxido de carbono, conforme a equação a seguir:
ZnO(s)+C(s)Zn(s)+CO(g)
Embora a rota piro – metalúrgica seja utilizada em larga escala, pode-se obter zinco através da eletrólise de seus sais, sendo este um processo mais caro que o citado anteriormente.

Aplicações

O elemento zinco é um micronutriente de importância crucial aos seres vivos, uma vez que o mesmo está presente no sítio ativo de mais de quinze enzimas. Estando presente nos alimentos, a quantidade deste micronutriente está em constante reposição em nosso organismo.
O zinco metálico é utilizado como metal de sacrifício, objetivando que o mesmo sofra corrosão no lugar do metal que é interessante proteger, como o ferro e a liga de aço, importantes metais do setor da construção civil. Suas ligas metálicas desempenham muito bem, como é o caso do latão, destinado majoritariamente à produção automobilística.
Seu óxido é importante no setor industrial de pigmentos e tintas, e em diversos outros setores produtivos (farmacêutico, cosmético, têxtil), sendo um importante componente de pilhas e baterias. A maquiagem branca de diversos artistas circenses é composta de óxido de zinco em emulsão cremosa, indicando os diversos usos deste material. O setor industrial da galvanização utiliza sais de zinco na proteção de metais menos nobres, utilizando-se de conceitos da eletrólise para tal.
O zinco apresenta valência Zn2+, sendo considerado um metal de caráter anfótero.


Fonte: CPRM

Perspectivas: 5 principais eventos desta semana no mercado internacional

Perspectivas: 5 principais eventos desta semana no mercado internacional





Investing.com Brasil - 14/04/2019 - 
Por Investing.com
Dezenas de empresas dos EUA de uma variedade de setores, incluindo tecnologia, finanças e produtos de consumo, divulgarão resultados trimestrais na nesta semana, após o início não oficial da temporada do primeiro trimestre em Wall Street nesta semana.
Os relatórios econômicos permanecerão em foco enquanto os investidores aguardam novos sinais sobre a força da economia, com o mais recente relatório de vendas no varejo no centro das atenções.
A China será a primeira grande economia a divulgar dados de crescimento do primeiro trimestre quando publicar seus números do PIB nesta semana. Embora a segunda maior economia do mundo tenha mostrado alguns sinais de estabilização recente, os analistas alertam que é cedo demais para dizer se o novo impulso de alta pode ser sustentado.
Na Europa, os mercados estarão de olho nas pesquisas PMI sobre a atividade do setor de industrial e de serviços, que devem dar mais indicações de como a economia da região está se saindo em meio aos conflitos comerciais globais e às confusas negociações do Brexit.
Os investidores do mercado também se concentrarão na reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em Viena.
Antes da próxima semana, o Investing.com compilou uma lista dos cinco maiores eventos do calendário econômico com maior probabilidade de afetar os mercados.

1. Temporada de ganhos do 1º trimestre

A temporada de resultados do primeiro trimestre começou na semana passada com o JPMorgan Chase (NYSE:JPM) divulgando seu balanço trimestral nesta sexta-feira.
Bancos rivais em Wall Street, o Citigroup (NYSE:C) e o Goldman Sachs (NYSE:GS) divulgam seus resultados na segunda-feira, seguidos pelo Bank of America (NYSE:BAC) na terça e no Morgan Stanley (NYSE:MS) na quarta-feira.
Alguns outros nomes de alto perfil que farão a divulgação nesta semana são Netflix (NASDAQ:NFLX) e IBM (NYSE:IBM), ambos marcados para terça-feira após o fechamento do pregão.
Os resultados da Netflix estarão particularmente em foco depois que a Walt DisneyCompany (NYSE:DIS) deu detalhes na semana passada sobre seu serviço de streaming direto ao consumidor, que será lançado em 12 de novembro. a um custo de US$ 6,99 por mês.
Pepsico (NASDAQ:PEP), UnitedHealth (NYSE:UNH), Johnson & Johnson (NYSE:JNJ), United Continental (NASDAQ:UAL), CSX (NASDAQ:CSX), Abbott Labs (NYSE:ABT), Honeywell (NYSE:HON) e American Express (NYSE:AXP) também estão programados para publicar seus balanços durante a semana.

domingo, 14 de abril de 2019

Como são lapidados os diamantes?

Como são lapidados os diamantes?

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O processo – que, além de aperfeiçoar o formato do diamante, serve para poli-lo – é feito de maneira artesanal. A qualidade da lapidação não apenas é fundamental para determinar o valor de uma jóia, como dá brilho e beleza à pedra.
Como o diamante é o material mais duro que se conhece na natureza, lapidá-lo não é moleza – sem contar o alto risco de estragar a caríssima pedra. “Quase sempre os lapidários a quem se confiam pedras maiores têm mais de 50 anos de idade. Isso porque leva muito tempo para aprender todos os macetes do processo”, afirma o lapidário Renato Santos, presidente da Brasil Comércio de Diamantes.
Há duas formas de cortar o diamante bruto: na clivagem, o método mais comum, o diamante é partido com um rápido golpe. Em algumas pedras, porém, essa técnica não funciona. Usa-se, então, a serragem, processo longo e tedioso, feito com uma serra elétrica rotatória ou, mais recentemente, com raios laser.
Depois do corte, vem a etapa do bloqueamento, em que o diamante é raspado em outro até que se aproxime do formato desejado. As facetas (como são chamadas as várias pequenas faces de um diamante) são feitas na etapa seguinte, chamada de abrilhantamento. A pedra é encaixada na ponta de uma vareta chamada dop e pressionada contra um disco giratório forrado de pó de diamante. O processo lembra um pouco o de uma agulha riscando um disco de vinil na vitrola.
Em geral, os brilhantes pequenos são lapidados em um único dia. Já nas pedras grandes (acima de 20 gramas) esse trabalho pode levar até mais de um ano!

Fonte: Super

Como funciona uma mina de diamantes?

Na maioria dos casos, máquinas gigantes escavam em busca das pedras preciosas, que são separadas do cascalho pelo peso e identificadas por um sofisticado sistema de raios x. As minas são criadas em regiões com alta concentração de um tipo de rocha, denominado pelos geólogos de kimberlito. Esse material é formado pelo resfriamento do magma, que chegou até a superfície há milhões de anos, carregando elementos de regiões profundas da Terra. Feitos de carbono submetido a altíssima pressão, os diamantes foram forjados até 200 km abaixo da superfície há pelo menos 3 bilhões de anos.
O tipo mais comum de mina é o de poço aberto – como a representada no infográfico a seguir –, baseada na escavação do kimberlito, e a maioria delas está na África. No Brasil, a produção se concentra em minas formadas por erosão de kimberlito. As águas de rios e lençóis freáticos carregam pedras, que se concentram em áreas superficiais e passam a ser exploradas por mineradores. As 26 toneladas de diamante produzidas no mundo movimentam US$ 13 bilhões. O maior comprador é a China.
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TRABALHO ÁRDUO
Supermáquinas, explosivos e alta tecnologia são usados para vasculhar toneladas de rocha.
Amaciando a terra
Após encontrar provas geológicas da presença de diamantes, os mineiros escavam o kimberlito. Mas a ferramenta deles não é picareta, não: os caras colocam explosivos em buracos de até 17 m de profundidade feitos pela perfuradora. O objetivo é fazer a rocha dura virar cascalho.
Trio parada dura
Três máquinas gigantes fazem o trabalho pesado: a perfuradora abre buracos na rocha para a colocação de explosivos, a escavadora movimenta até 50 toneladas de rocha por minuto e o caminhão mineiro leva 100 toneladas de material para o beneficiamento.
Buraco fundo
Com o avanço da escavação, o poço fica mais afunilado, chegando a centenas de metros de profundidade e a quilômetros de largura. A maior mina de diamantes em operação, com 600 m de profundidade e 1,6 km de diâmetro na parte mais larga, é a Argyle Diamond, na Austrália.
Plano B
Quando a escavação afunila demais, é preciso cavar um túnel paralelo ao poço. Do túnel principal, partem túneis perpendiculares para extrair a rocha mais profunda. No subterrâneo, são usadas versões menores das máquinas empregadas na superfície.
Coisa fina
O material extraído da mina vai para o processamento. O cascalho é triturado duas vezes, lavado e peneirado. Em seguida, as pedrinhas – de 1,5 a 15 mm – vão para um tanque de flotação. As pedras mais pesadas, com potencial de ser diamantes, ficam no fundo e as mais leves são descartadas.
Catando milho
Uma máquina de triagem equipada com raios X identifica os diamantes. Ao rolarem na esteira e serem atingidos pela radiação, eles ficam fluorescentes. Um sensor registra essa luz e aciona um jato de ar, que separa o que importa do restante das pedras. Por último, rola uma checagem manual.
Feitos para brilhar
Cerca de 30% dos diamantes são gemas, ou seja, têm características ideais para se tornar joias: cor, claridade, tamanho e possibilidade de lapidação. O restante é usado na indústria para a produção de peças de corte, como brocas, discos, serras e bisturis. Como transmitem calor rapidamente, diamantes também são usados em termômetros de precisão.
VALE QUANTO PESA
Cada tonelada de terra extraída rende 1 quilate de diamantes (0,2 g)
Valor de mercado
Um caminhão carregado rende até 20 diamantes de 1 g. Pedras usadas em joias valem, em média, US$ 1 mil/quilate. Para uso industrial, paga-se em torno de US$ 10/quilate.
Além do brilho
O valor do diamante é baseado em cor, claridade, tamanho e lapidação. Gemas azuis, laranja, vermelhas e rosa são raras. Brancas e amareladas são mais comuns (98% do total).
Joia da coroa
O maior dos diamantes foi extraído na África do Sul em 1905. A pedra bruta tinha 3,1 mil quilates e foi lapidada em nove. As duas maiores (Cullinan I e II) foram dadas à realeza britânica.
– Em 1714, foi encontrado o primeiro diamante no brasil, em um garimpo de ouro próximo a Diamantina, MG.
– O diamante mais caro do mundo foi leiloado em Londres por US$ 46 milhões. O Graf Pink pesa 24,78 quilates e tem coloração rosada.

Fonte: Super