quinta-feira, 18 de abril de 2019

Petrobras e Eletrobras: veja tudo o que aconteceu no evento da Fitch

Petrobras e Eletrobras: veja tudo o que aconteceu no evento da Fitch



Valter Outeiro da Silveira - 17/04/2019 - 
Aprimoramento da governança corporativa e menor alavancagem são destaques no evento
O painel da Fitch Ratings, durante o 5° Fórum de Corporates Brasil, foi composto nesta quarta-feira (17) por Ricardo Carvalho, head da equipe analítica de ratings corporativos, Rafael Grisolia, diretor de RI e CFO da Petrobras (PETR3; PETR4) e Wilson Ferreira Junior, diretor-presidente da Eletrobras (ELET3).
Rafael Grisolia inicia sua explanação retomando o ano de 2015, no qual houve destruição de valor pela operação Lava-Jato e as decorrências negativas para a companhia.
“O aprendizado foi no sentido de governança”, declara o CFO. Além da melhoria na governança corporativa, Rafael lista pontos adicionais de diferenças em relação a antiga Petrobras, tais a mudança de postura com menor endividamento, pela empresa participar de setor negociante de commodities, que deve ter baixa alavancagem, e a necessidade de realização de operações estruturadas de hedge para proteção do valor da companhia.
“Competidores como Chevron, Exxon, possuem baixo nível de alavancagem”, afirma Grisolia.

Menores custos, com necessidade de investimentos

Por sua vez, Ferreira Junior avalia que as mesmas dificuldades passadas pela petrolífera ocorreram na elétrica, no sentido da governança corporativa.
Em relação ao endividamento da companhia e a reestruturação, o diretor-presidente ressalta a melhoria na estrutura de custos, com a redução dos cargos: de 26 mil para 13,5 mil.
“Teve uma maior transparência na indicação de pessoas na Eletrobras”, declara Ferreira Junior, em relação ao quadro gerencial da companhia nos últimos anos.
No entanto, a capitalização ainda preocupa. “A companhia não é capaz de manter o market share no ritmo atual de investimentos”, aponta o executivo, estimando que, para manutenção do market share atual na geração e distribuição, deveria-se investir de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões. A estatal deve investir aproximadamente R$ 5 bilhões em 2019.
Ferreira Junior ressalta a necessidade de capitalização da elétrica, seja para pagamento de dividendos, seja pela natureza de elevados investimentos no setor.
O executivo analisa a variação positiva do preço da energia muito superior ao da inflação desde 2013, fruto do represamento de preços realizado pelo governo Dilma.
“O risco hidrológico fez a energia aumentar quase três vezes mais que a inflação”, aponta o diretor-presidente.
Por não ter capital em caixa suficiente, o executivo destacou no passado a decisão entre capitalização e a venda das empresas como possibilidades. Diante das duas alternativas, escolheu-se a via da capitalização.
Ferreira Junior destaca positivamente a redução de custos, com diminuição de 40% nas despesas de pessoal. “É natural que continuamos a vender ativos”, avalia, projetando desinvestimentos em maio.
“Até o final do ano praticamente zerarmos o capex”, declara, em meio a reestruturação. “Neste ano temos que ter a iniciativa de investir”.

Decisões gerenciais

Ricardo Carvalho aponta a preocupação dos investidores institucionais por possível ingerência do governo, pela natureza de ambas as companhias serem estatais.
O CFO da Petrobras destaca: “a pergunta é muito pertinente”, ressaltando a Lei das Estatais, como arcabouço jurídico para manutenção do valor da companhia petrolífera.
Adicionalmente, o executivo aponta que o Conselho de Administração da companhia não possui membros do governo e é composto por membros advindos do mercado, exacerbando a nova fase da petrolífera.
“Tem nome a decisão. Nós que decidimos”, aponta, destacando que a decisão agora é tomada pela diretoria, e não por politicagem.
No entanto, por ser controlada pelo governo, ainda existem riscos de ingerência sobre a companhia, a despeito dos esforços da Petrobras em reduzir a interferência.
“As decisões são empresariais”, destaca Grisolia. “As decisões devem ser dentro da diretoria”, afirma o executivo.

Otimismo com desinvestimentos

“Estou muito otimista com Petrobras. Se pudesse comprar ações, compraria”, dispara o CFO, com base nos seguintes fatores: melhoria na governança corporativa, nível superior no caixa da estatal e maior agilidade na implementação de projetos, saindo do provável para a concretização.
O executivo também destaca positivamente a tecnologia da petrolífera, em nível de igualdade com os pares internacionais, colo Shell, Chevron e Total.
“Seremos cada vez mais disciplinados em relação a gestão de portfólio”, declarou, ressaltando a operação recente da TAG e a utilização realmente efetiva do ativo imobilizado.
Por último, a geração de caixa constante foi destacada pelo CFO, além da finalização da cessão onerosa e da importância da mesma.

Fonte: MONEY  TIMES

URGENTE: Bônus de assinatura da cessão onerosa será de R$ 106,5 bilhões

URGENTE: Bônus de assinatura da cessão onerosa será de R$ 106,5 bilhões







Agência Brasil - 17/04/2019 - 22:56
Paulo Guedes
“Nós cumprimos todas as exigências legais. Isso estava sendo discutido ano passado no Congresso, para que a Câmara e o Senado pudessem ajudar a acelerar a cessão onerosa e vocês sabem que isso não aconteceu”, disse  Paulo Guedes (Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definiu hoje (17) que o valor a ser pago pelo bônus de assinatura do leilão do excedente da cessão onerosa será de R$ 106,561 bilhões. A informação foi repassada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao final da reunião do conselho. Desse valor, será descontado o valor de cerca de R$ 33 bilhões para a Petrobras, pagos para a empresa a título de negociação do aditivo do contrato fechado com a União. O governo pretende licitar esses excedentes em 28 de outubro.
Firmado pela Petrobras e a União em 2010, o contrato de cessão onerosa garantia à empresa explorar 5 bilhões de barris de petróleo em áreas do pré-sal pelo prazo de 40 anos. Em troca, a empresa antecipou o pagamento de R$ 74,8 bilhões ao governo. Os excedentes são os volumes descobertos de petróleo que ultrapassam os 5 bilhões de barris. Desde 2013, o governo vem negociando um aditivo do contrato, depois que a Petrobras pediu ajustes por conta da desvalorização do preço do barril de petróleo no mercado internacional.
Mais cedo, o ministro disse que o governo estuda utilizar parte desses recursos para repassar a estados e municípios. De acordo com Guedes, o governo estuda antecipar até R$ 6 bilhões do dinheiro que será arrecadado com o leilão. O governo quer condicionar o repasse ao apoio de estados e municípios à reforma da Previdência.
“Nós cumprimos todas as exigências legais. Isso estava sendo discutido ano passado no Congresso, para que a Câmara e o Senado pudessem ajudar a acelerar a cessão onerosa e vocês sabem que isso não aconteceu no ano passado. O Congresso não ajudou a acontecer. Então cumprimos todos os requisitos legais, agora esses recursos podem ser uma faculdade nossa de, com o andamento das reformas, compartilhar com estados e municípios”, disse Guedes.
Questionado sobre qual seria de fato o valor que o governo pretende repassar, Guedes disse que ainda não há uma definição. “Não falamos sobre isto [valor do repasse] ainda”, acrescentou.
Os excedentes são os volumes descobertos de petróleo que ultrapassam os 5 bilhões de barris

Leilão

Em fevereiro, o conselho definiu a data de 28 de outubro para a realização do leilão. Serão leiloadas as áreas de Atapu, Búzios, Itapu e Sépia, na Bacia de Santos. Na ocasião, o CNPE também definiu que o vencedor deverá pagar à Petrobras uma compensação pelos investimentos realizados na área e, como contrapartida adquirirá uma parte dos ativos e da produção. Estimativas apontam a possibilidade de excedente de 6 bilhões até 10 bilhões de barris de petróleo.
Para a área de Búzios, o bônus de assinatura é de R$68,194 bilhões e percentual mínimo de óleo-lucro de 23,25%; a área de Sépia, tem bônus de assinatura de R$ 22,859 bilhões e percentual mínimo de óleo-lucro de 27,65%; para a área de Atapu, o bônus de assinatura é de R$13,742 bilhões e percentual mínimo de óleo-lucro de 25,11%; e para a área de Itapu, bônus de assinatura é de R$1,766 bilhão e percentual mínimo de óleo-lucro de 19,82%.
Conforme a legislação em vigor, a Petrobras deverá manifestar seu interesse em atuar como operadora, em até 30 dias após a publicação da resolução do CNPE aprovada na data de hoje.

Reunião

Participaram da reunião os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, da Economia, Paulo Guedes, e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes, além de representantes da Casa Civil da Presidência da República, dos ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Regional, da Agricultura Pecuária e Abastecimento; do Gabinete de Segurança Institucional, da Empresa de Pesquisa Energética, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, da Sociedade Civil, do setor acadêmico e do Fórum das Secretarias Estaduais de Energia dos Estados e do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasil 


Extração de metais


Extração de metais 



A mineração é a atividade de extrair minerais da crosta terrestre. A metalurgia é a ciência de separar os metais dos minérios e transformá-los em materiais úteis. O primeiro passo para a produção de metais é triturar o minério e, em seguida, limpá-lo, ou purificá-lo.
No processo chamado fundição, os metalúrgicos esquentam o minério para que os elementos químicos se separem e o metal seja liberado. Eletricidade e reações químicas também podem ser usadas para extrair o metal do minério.
Depois, outros trabalhadores dão forma ao metal. Ele pode ser derretido e derramado dentro de um molde, martelado sobre uma superfície dura, moldado com uma prensa ou forçado a passar por orifícios.

Ligas 

Às vezes os metalúrgicos derretem o metal e o misturam a outros metais ou a outras substâncias não metálicas, criando novos metais chamados ligas. O aço é uma liga de ferro e carbono. O bronze é uma liga de cobre e estanho. Uma liga tem características diferentes das de um metal puro, podendo, por exemplo, ser mais dura ou resistir melhor ao calor.

História 

O ouro e o cobre foram os primeiros metais descobertos. Depois vieram a prata, o chumbo, o estanho, o ferro e o mercúrio. No princípio, as pessoas simplesmente martelavam os metais para lhes dar forma. Depois, aprenderam a derretê-los e a derramá-los em moldes. Há mais de 5 mil anos foi criada a primeira liga — o bronze, usado para fabricar ferramentas e armas —, e há mais de 3 mil anos o ser humano aprendeu a purificar o ferro, que é mais duro que o bronze.
Durante a Idade Média (de 500 a 1500 d.C., aproximadamente), pessoas conhecidas como alquimistas fizeram várias tentativas de transformar o chumbo e outros metais em ouro. Eles nunca obtiveram sucesso, mas, com suas experiências, contribuíram para aumentar os conhecimentos sobre os metais. Mais tarde, muitos outros cientistas descobriram diferentes metais, além de inventar novos usos para eles.


Fonte: BBC

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Bolsonaro defende mineração e agropecuária em terras indígenas

O presidente Jair Bolsonaro defendeu hoje (17), em uma transmissão ao vivo em sua página no Facebook, a possibilidade de comunidades indígenas desenvolverem atividades de mineração e agropecuária em seus territórios.


Presidente Jair Bolsonaro faz transmissão ao vivo para redes sociais ao lado de indígenas
Bolsonaro faz live ao lado de indígenas – Presidência da República
Bolsonaro recebeu um grupo de indígenas das etnias Parecis (Mato Grosso), Macuxi (Roraima), Xucuru (Pernambuco) e Yanomamis (Amazonas/Roraima), que reivindicam o direito de explorar as reservas tradicionais. Eles foram levados ao encontro com o presidente pelo secretário de Assuntos Fundiários do governo, Naban Garcia. O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) também participou da transmissão.
“O que nós pudermos fazer para que vocês tenham autonomia sobre todo o perímetro geográfico de vocês, nós faremos”, afirmou o presidente sobre a possibilidade de permitir a exploração econômica das reservas. Bolsonaro ressaltou que, se as comunidades indígenas quiserem, devem ter liberdade para produzir e obter recursos minerais no território.

“Em Roraima, tem trilhões de reais embaixo da terra. E o índio tem o direito de explorar isso de forma racional, obviamente. O índio não pode continuar sendo pobre em cima de terra rica”, acrescentou.
Primeiro a falar na transmissão, Arnaldo Parecis destacou o desejo de parte dos indígenas de obter permissão para desenvolver atividades agropecuárias nas áreas demarcadas. Ele se apresentou como integrante do grupo de índios agricultores. “Grande parte da população indígena legitimamente representada por nós, índios, tem interesse de desenvolver atividades agrícolas, minerais ou de exploração, de maneira sustentável, dentro das nossas terras, para melhorar a nossa qualidade de vida, suprindo a necessidade de alimentos, a desocupação nas nossas terrar por falta de trabalho”, afirmou.
Segundo Abel Macuxi, de Roraima, a proibição de exploração da terra mantém as comunidades em situação de pobreza. “Nós estamos em cima da riqueza, mas ainda continuamos pobres. Viemos aqui representar nossos agricultores que querem plantar, mas não têm apoio”, disse Abel, que revindicou o direito de praticar atividades pecuárias nas terras demarcadas
“Eles ficam proibindo a gente de criar gado. O índio não pode ser fazendeiro, por que será? Somos todos iguais”, acrescentou.
Bolsonaro criticou a atuação de organizações não governamentais (ONGs) em questões indígenas e ressaltou que não aceitará “intermediários” na relação do governo com os índios. “O povo indígena é o que diz o que a Funai vai fazer. Se não for assim, eu corto toda a diretoria da Funai”, afirmou.

Constituição

O Artigo 231 da Constituição Federal condiciona atividades minerais no território indígena à prévia autorização do Congresso Nacional e à concordância da população indígena que vive sobre o território. Pela Constituição, as reservas tradicionais demarcadas são de “usufruto exclusivo” dos indígenas, incluindo as riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.
Como existem dúvidas sobre como seria autorizada a exploração agropecuária em terras indígenas – com aprovação do Parlamento ou por meio de decreto presidencial –, Bolsonaro prometeu enviar ao Legislativo projeto com esse objetivo, caso seja necessário.
“Se depender do Parlamento, vamos apresentar propostas ao Parlamento brasileiro, que é soberano para decidir essas questões. E se Deus quiser, vamos tirar o índio da escravidão de péssimos brasileiros e de ONGs internacionais”, afirmou.

Páscoa

Mais cedo, Bolsonaro participou de uma celebração da Páscoa no Palácio do Planalto. A cerimônia contou com a apresentação de uma banda gospel, que se revezou na execução de músicas intercalada pela leitura de versículos bíblicos.Gospel é a música característica dos cultos evangélicos, que teve origem na comunidade negra norte-americana.
O presidente estava acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, além de servidores do Palácio e ministros.
Bolsonaro deverá passar o feriado e o fim de semana descansando com a família na base naval do Guarujá, em São Paulo. Ele embarca para São Paulo nesta quinta-feira (18).

Fonte: EXAME


Análise - IBOV, WINM19, WDOK19, PETR4, VALE3, CCRO3, BIDI4 e EQTL3 | 17....