segunda-feira, 22 de abril de 2019

ANTIMÔNIO QUEM DESCOBRIU

O antimônio (Sb), há algum tempo considerado semi-metal, é um metal pertencente ao grupo 15 (o mesmo do nitrogênio) da tabela periódica com número atômico Z = 51 e massa atômica ponderada (levando em consideração os dois únicos isótopos estáveis) A = 121,75 u.
Nas condições ambiente, é sólido e o alótropo mais estável apresenta coloração metálica branco-azulada (também sendo capaz de formar alótropos ametálicos instáveis de coloração amarela ou escura).
Na natureza é dificilmente encontrado sob forma elementar, mas como constituinte de um grande número de minérios.

Propriedades físico-químicas

Quando em estado metálico bruto, o antimônio apresenta estrutura cristalina hexagonal de empacotamento compacto (17 átomos dispostos em 6 vértices de cada face hexagonal, com 1 no centro. E mais 3 átomos centrais à estrutura hexaédrica dispostos de forma triangular).
Os estados de oxidação mais comuns observados são -3, +3, +5. Sendo facilmente oxidado na presença de ácidos oxidantes e halogênios (apesar de ser encontrado sob forma de sulfetos).
Não é bom condutor de calor ou eletricidade, e os pontos de fusão e ebulição são próximos de 630°C e 1590°C, respectivamente.

Ocorrência e aplicações

O antimônio está presente na crosta terrestre em concentração média de 1ppm. Mas, apesar de tal baixa distribuição, está presente em centenas de minérios já identificados. Dentre os quais, a antimonita (composta também por enxofre na forma de sulfeto – Sb2S3), sendo também a principal fonte de obtenção desse metal.
Através da combustão da antimonita com oxigênio em excesso, são gerados antimônio elementar e dióxido de carbono (I). Outra forma de extração dá-se pela reação de oxirredução entre o antimônio e o ferro. O primeiro reduz-se e é retirado praticamente puro, enquanto que o segundo liga-se ao íon sulfeto (II).
  • (I)            2Sb2O3 + 3C → 4Sb + 3CO2
  • (II)          Sb2S3 + 3Fe → 2Sb + 3FeS
Assim como outros metais, é utilizado em ligas para que sejam atingidas determinadas propriedades físicas. Além de ser adicionado (sob formas variadas de compostos) a cerâmicas e esmaltes para aumento de resistência pirofórica, na borracha para o processo de vulcanização e na fabricação de fogos de artifício.
Também apresenta funcionalidade na produção de baterias e acumuladores, revestimento de cabos, almofadas, vidros e semicondutores (para a construção de diodos).

Ação biológica

Alguns compostos de antimônio são empregados na formulação de fármacos. Porém, nem todos são inofensivos para a saúde humana: é dito que sua toxicidade depende diretamente da forma pela qual o antimônio se apresenta. Por exemplo, se elementar (Sb), não causa malefício algum caso haja contato direto com este.
Entretanto, a stibnite (o minério constituído por antimônio e enxofre) é altamente tóxica. Assim, diversas medidas de precaução devem ser tomadas para o seu manuseio.

História

O antimônio era conhecido pelos chineses e babilônios desde 3.000 a.C. O sulfeto de antimônio foi empregado como cosmético e com fins medicinais.
A história do símbolo do antimônio, e a sua relação com o seu nome "estíbio", é longa: o nome copta do pó cosmético de sulfeto de antimônio foi tomado do grego e depois passou ao latim, resultando o nome stibium. O químico Jöns Jacob Berzelius usou uma abreviatura deste nome em seus escritos e assim se converteu no símbolo Sb.
Uma teoria para seu nome "stibium" é a de que muitos recipientes que guardavam vinho antigamente continham elementos metálicos com antimônio em sua composição. Este era oxidado e formavam compostos que davam o sabor amargo ao vinho; daí o significado de seu nome: vida azeda.
O antimônio foi amplamente empregado na alquimia. Há escritos sobre este elemento de Georg Bauer (Georgios Agrícola), e Basilio Valentín é o autor de O carro triunfal do antimônio, um tratado sobre o elemento.




Fontes: CPRM

GRAVIOLA BENEFÍCIOS

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A graviola é uma fruta, também conhecida como Jaca do Pará ou Jaca de pobre, utilizada como fonte de fibras e vitaminas, sendo o seu consumo recomendado em casos de prisão de ventre, diabetes e obesidade.
A fruta possui um formato oval, com a casca na cor verde-escuro e coberta de “espinhos”. A parte interna é formada por uma polpa branca com o sabor levemente adocicado e um pouco ácido, sendo utilizada na preparação de vitaminas e sobremesas.
O nome científico da graviola é Annona muricata L. e pode ser encontrada em mercados, feiras e lojas de produtos naturais.
Graviola: Para que serve, propriedades e como consumir

Benefícios e para que serve a graviola

Por causa das suas propriedades, a graviola pode ser utilizada em diversas situações, como:
  1. Diminuição da insônia, pois possui em sua composição compostos que promovem o relaxamento e a sonolência;
  2. Hidratação do organismo, já que a polpa da fruta é constituída principalmente por água;
  3. Diminuição da pressão arterial, pois é um fruta com propriedades diuréticas, auxiliando, assim, a regular a pressão;
  4. Tratamento de doenças do estômago, como a gastrite e a úlcera, já que possui propriedades anti-inflamatórias, diminuindo a dor;
  5. Prevenção da osteoporose e anemia, pois é uma fruta muito rica em cálcio, fósforo e ferro;
  6. Tratamento da diabetes, pois possui fibras que impedem que o açúcar aumente rapidamente no sangue;
  7. Retardo do envelhecimento, já que possui propriedades antioxidantes, combatendo, assim, os radicais livres;
  8. Alivio das dores do reumatismo, pois possui propriedades antirreumáticas, diminuindo a inflamação e a dor.
A graviola também pode ser utilizada para o tratamento da obesidade, prisão de ventre, doenças no fígado, enxaqueca, gripes, verminoses e depressão, já que é um ótimo modulador do humor.

Graviola cura o câncer?

A relação entre o consumo de graviola e cura do câncer ainda não é comprovada cientificamente, no entanto vários estudos têm sido realizados com o objetivo de estudar os componentes da graviola e seu efeito sobre as células do câncer.
Estudos recentes demonstraram que a graviola é rica em acetogeninas, que é um grupo de produtos metabólicos que possuem efeito citotóxico, sendo capazes de atuar diretamente nas células cancerígenas. Além disso, foi visto nos estudos que o consumo a longo prazo de graviola possui efeito preventivo e potencial terapêutico para diversos tipos de câncer.
Apesar disso, são necessários estudos mais específicos envolvendo a graviola e seu componentes para que seja verificado o verdadeiro efeito dessa fruta no câncer, já que seu efeito pode variar de acordo com o modo de cultivo da fruta e concentração de seus componentes bioativos.

Como consumir

A graviola pode ser consumida de diversas formas: natural, como suplemento em cápsulas, em sobremesas, chás e sucos. Tudo da graviola pode ser aproveitado, desde a raiz até as flores.
  • Chá de graviola: É feito com 10 g de folhas de graviola secas, que devem ser colocadas em 1 litro de água fervente. Após 10 minutos, deve-se coar e consumir 2 a 3 xícaras após as refeições;
  • Suco de graviola: Para fazer o suco basta bater no liquidificador 1 graviola, 3 pêras, 1 laranja e 1 mamão, juntamente com água e açúcar a gosto. Depois de batido, já pode consumir.


Fonte: Tua Saúde

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