quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Top 10 Pedras Preciosas Mais Valiosas Já Encontradas

Diamante de 183 quilates está à venda em leilão angolano

Diamante de 183 quilates está à venda em leilão angolano





(dr) Alrosa PJSC
Sodiam, empresa pública de comercialização de diamantes angolana, lançou na quarta-feira o segundo leilão para venda de diamantes brutos, que inclui uma pedra de 183 quilates, e no qual estão já registadas mais de cem empresas.
“Temos cinco lotes, sendo quatro da mina do Catoca e uma pedra da Sociedade Mineira do Cuango, com 183 quilates”, indicou o presidente da Sodiam, Eugénio Bravo da Rosa, à margem da 1.ª Conferência e Exposição angolana sobre minas, que decorre entre quarta e esta quinta-feira em Talatona, Luanda, noticiou a agência Lusa.
O responsável da empresa disse que “a qualidade dos diamantes angolanos é por demais conhecida”. “E esta pedra, não só pelo seu peso, mas pela cor e pela claridade, que são algumas das características que são referidas para avaliação dos diamantes, constitui uma peça de interesse para quem quiser comprar”.
Eugénio Bravo da Rosa não quis adiantar quais as receitas perspetivadas para este leilão, “para não influenciar as pessoas que vão participar e que têm de fazer ofertas de preço”, considerando que os valores para as pedras especiais são diferentes.
“Depende muito daquilo que cada comprador avaliar e considerar como o valor correto e que varia de avaliador para avaliador, depois de vistos aspetos técnicos como o tamanho, a quilatagem, a cor e a claridade das pedras. Mas existe sempre um fator subjetivo”, explicou Eugénio Bravo da Rosa.
No primeiro leilão realizado pela Sodiam, em fevereiro, foram arrecadados cerca de 17 milhões de dólares (15,3 milhões de euros)
As 105 empresas já registadas (da Índia, Dubai, Bélgica, Israel e África do Sul) poderão licitar entre quarta-feira e 06 de dezembro, altura em que serão analisados e apurados os resultados, que vão ser divulgados publicamente no dia seguinte.
Sodiam assinou também na quarta-feira acordos para duas novas fábricas de lapidação de diamantes no polo diamantífero de Saurimo, num investimento próximo dos dez milhões de dólares (nove milhões de euros), segundo Eugénio Bravo da Rosa.
As fábricas serão construídas ao abrigo de acordos com a Blue Glacier e de uma parceria da Endiama (concessionária angolana de diamantes) com a Tosyali. As obras do polo, um investimento de 77 milhões de dólares (70 milhões de euros), deverão estar concluídas no final do próximo ano e as fábricas deverão criar entre 250 e 500 postos de trabalho.
No arranque, as fábricas podem lapidar cerca de dois milhões de diamantes por mês, um volume que vai aumentando e poderá chegar aos dez milhões por mês, acrescentou Eugénio Bravo da Rosa.
Em declarações, o ministro dos Recursos Naturais e Petróleos, Diamantino Pedro de Azevedo, salientou que o polo de Saurimo é uma iniciativa com que o executivo pretende cumprir os objetivos da nova política de comercialização de diamantes em Angola, nomeadamente alcançar cerca de 20% da lapidação de diamantes produzidos no país.
“Para esse efeito, estamos a criar condições para que mais investidores venham para o nosso país e possam abrir fábricas neste polo na província da Lunda Sul, onde estamos a criar as infraestruturas necessárias para o efeito”, salientou.
Ainda no setor mineiro, a Endiama assinou também um acordo de prospeção de diamantes com a Alrosa.
Foram também assinados acordos de investimento com a AngloAmerican, um conglomerado britânico da mineração, e para o desenvolvimento do projeto mineiro de Kassinga, na província da Huíla, que inclui a criação de uma siderurgia e que vai ser desenvolvido pela empresa de origem turca Tosyali Iron & Steel Angola.]


Fonte: ZAP 

EUA: estamos em 2019, mas as ações lembram muito 1998

EUA: estamos em 2019, mas as ações lembram muito 1998



Bloomberg - 27/11/2019 - 13:26

EUA Estados Unidos
Em 1998, todas as empresas possíveis – produtos para animais de estimação, mantimentos e lojas de brinquedos – criaram um site e se autodenominavam firmas de tecnologia. Soa familiar? (Imagem: REUTERS/Ammar Awad)

Pro Nir Kaissar/Bloomberg.com
Se você gosta de paralelos históricos, como eu, e particularmente sobre mercados, eis um exemplo intrigante: o que está ocorrendo em 2019 se parece muito com 1998.
As semelhanças óbvias são que, tanto agora como antes, o presidente dos Estados Unidos enfrenta a ameaça de impeachment contra o pano de fundo de uma economia forte e mercado de ações em alta.
Até a série “Friends” ainda é popular como era na época. Mas são as afinidades mais sutis dentro desses paralelos mais amplos que são mais interessantes e, de certa forma, instrutivas. Vamos analisá-las.
Para começar, quando a Câmara dos Deputados dos EUA iniciou um processo de impeachment contra Bill Clinton, em outubro de 1998, a expansão econômica na época era quase a mais longa já registrada e se tornaria a mais prolongada pouco mais de um ano depois.
O processo de impeachment de Donald Trump também coincide com uma expansão incomumente longa, que superou o boom da era Clinton em meados do ano.
Outra semelhança é que o Federal Reserve cortou as taxas de juros de curto prazo três vezes este ano, assim como em 1998, para diminuir as preocupações com a desaceleração da economia. Nas duas ocasiões, a necessidade desses cortes não era nada evidente, pois o duplo mandato do Fed de máximo emprego e estabilidade de preços parecia estar garantido.
Em média, a taxa de desemprego se manteve em 3,7% durante os primeiros 10 meses do ano, em comparação com 4,5% em relação ao mesmo período de 1998. E o núcleo do PCE, o índice de preços ao consumidor usado como referência pelo Fed, mostrou alta média 1,6% este ano, em comparação com 1,3% em 1998.
E também há o mercado de ações. A economia assustadoramente resiliente foi ofuscada por um mercado de ações impulsionado a níveis recordes de alta com a renovada obsessão dos investidores por tecnologia.

Wall Street EUA Mercados
A economia assustadoramente resiliente foi ofuscada por um mercado de ações impulsionado a níveis recordes de alta com a renovada obsessão dos investidores por tecnologia (Imagem: Reuters/Brendan McDermid)

Em 1998, todas as empresas possíveis – produtos para animais de estimação, mantimentos e lojas de brinquedos – criaram um site e se autodenominavam firmas de tecnologia. Soa familiar? Tudo tem a ver com tecnologia novamente, como varejistas, prédios de escritórios, empresas de mídia, montadoras e, sim, até motoristas.
Os entusiastas da tecnologia estão de volta. O índice NYSE é o equivalente ao Nasdaq 100 no final dos anos 90 para empresas de tecnologia, e inclui queridinhas dos investidores como TeslaNetflixAmazon.com, Facebook e a Alphabet, controladora do Google.
O NYSE acumulava uma impressionante alta de 23,2% entre outubro de 2014 até sexta-feira, incluindo dividendos, o período mais longo com números disponíveis. São 11,8 pontos percentuais por ano a mais que o índice S&P 500 no mesmo período, quase a mesma margem com a qual o Nasdaq 100 superou o S&P 500 no mesmo período até novembro de 1998.
E, mais uma vez, tem sido um período difícil para investidores que se recusaram a desfazer suas carteiras para apostar em tecnologia.
O índice FANG superou um portfólio com ações globais e títulos dos EUA na proporção 60/40 – representado pelos índices MSCI All Country World e Bloomberg Barclays US Aggregate Bond – em esmagadores 17 pontos percentuais por ano desde outubro de 2014, um reflexo de baixas taxas de juros e fraco desempenho de bolsas de valores no exterior.
Nesse caso, também é quase a mesma margem com a qual o Nasdaq 100 superou a carteira 60/40 no mesmo período até novembro de 1998.

O medo de perder o bonde que dominava investidores, já com muita inveja do desempenho do setor de tecnologia, durante aqueles fatídicos 16 meses era maior do muitos podiam suportar (Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)

Essas semelhanças são fortuitas, é claro, mas vale a pena ter em mente o que se seguiu em novembro de 1998. Nos 16 meses seguintes, em vez de reverter o curso, a economia, o mercado acionário e as ações de tecnologia continuaram avançando, sem se importar com o circo político em torno deles.
O Nasdaq 100 subiu outros 183% de dezembro de 1998 a março de 2000, enquanto o S&P 500 e o portfólio 60/40 se limitaram a altas de 31% e 20%, respectivamente.
O medo de perder o bonde que dominava investidores, já com muita inveja do desempenho do setor de tecnologia, durante aqueles fatídicos 16 meses era maior do muitos podiam suportar.
Talvez o mais famoso deles seja o bilionário Stanley Druckenmiller, que comprou ações de Internet em 1999 depois de apostar contra os papéis no início do ano.
Embriagado pelo sucesso, Druckenmiller investiu outros US$ 6 bilhões em ações de tecnologia pouco antes de o setor entrar em colapso no início de 2000, o que causou um prejuízo de US$ 3 bilhões ao investidor.
Druckenmiller comentou posteriormente: “Eu já sabia que não deveria fazer aquilo. Eu era simplesmente um caso de cesta emocional e não pude evitar”. Ele pode muito bem estar falando para toda uma geração de investidores.
Isso não significa que o fim da era do FANG seja iminente. Pelo contrário, 1998 é uma boa lembrança de que a agonia dos investidores que conseguiram contornar a euforia até agora pode se tornar o catalisador que permitirá que a festa continue por mais algum tempo.
Esta coluna não reflete necessariamente a opinião do conselho editorial ou da Bloomberg LP e de seus proprietários.


Fonte: Bloomberg.com


Como a Belo Sun abocanhou o ouro amazônico

Como a Belo Sun abocanhou o ouro amazônico


No rastro de Belo Monte, Projeto Volta Grande, maior mina do Brasil, amplia colapso social e ambiental na região. Plano é antigo: desde os anos 80, de olho no subsolo, corporação canadense se infiltra em estatais e compra ilegalmente terras…



Elielson Silva, entrevistado por João Vitor Santos, no IHU
Com a promessa de gerar empregos e prosperidade econômica através de megaempreendimentos de mineração, uma ideia de desenvolvimentismo acaba sendo vendida como saída para a região amazônica. Mas, na verdade, o que fica para as populações locais são inúmeras degradações, de ambientais a sociais. “Em síntese, é um processo social descontínuo marcado por graves conflitos e violências”, resume Elielson Silva, pesquisador do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia. O caso da mineradora canadense Belo Sun, que se instalou na Volta Grande do Rio Xingu, no Pará, é um clássico exemplo desse desenvolvimentismo. Elielson tem acompanhado de perto essas transformações desde os primeiros movimentos de instalação do empreendimento. “A intensificação das atividades da Belo Sun está envolta, por um lado, em regimes de representação sustentados por um desenvolvimentismo triunfalista, e de outro, por múltiplas violências”, observa.
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, o pesquisador detalha a estratégia de dominação da empresa. E isso se inicia desde a abertura do primeiro escritório administrativo, ainda antes de começar a obra propriamente dita. “A presença de um escritório físico da empresa na Vila Ressaca reforça a ideia do ‘fato consumado’, no sentido de que o início das operações seria inexoravelmente uma questão de tempo”, observa. “Do ponto de vista do imaginário social, isso produz instabilidade, medo e terror, agravado com o colapso econômico da pequena mineração, os danos provocados pelo barramento do rio e as sucessivas tentativas de esvaziamento da vila”, completa.
Quando fala de “medo e terror”, Elielson se refere especificamente a “expropriações, desterritorialização, deslocamentos compulsórios, apropriação irregular de terras, cálculos de indenização draconianos, proibição de acesso a áreas de uso comum, fechamento de garimpos artesanais, ameaças, silenciamentos e criminalização de lideranças com perfil contestatório”. Isso ainda sem citar as degradações ambientais do entorno do Rio Xingu. “A grande ameaça que se apresenta diz respeito à cumulatividade de danos numa região já gravemente afetada pelo barramento do Rio Xingu, em decorrência da construção de Belo Monte”, dispara.
Assim, conclui que “o dinamismo social e econômico do lugar foi colapsado pela tensão, incerteza e mudança dos fluxos”. Mas ressalta que a Vila Ressaca, local de onde parte a ação do grande empreendimento de Belo Sun, mesmo diante de tanta degradação, ainda é ponto de resistência. “Ressaca é um território de vida que resiste”, reitera. E, para reforçar e potencializar essa resistência, diz que é preciso insistir na “necessidade de escuta, evidenciação e visibilização das narrativas dos povos e comunidades tradicionais cercados por megaempreendimentos econômicos na Amazônia”. Afinal, o Xingu ao longo dos tempos é, como diz, “fonte de reprodução física, social, econômica e cosmológica dos povos que ali vivem”.
Elielson Pereira da Silva é bacharel em Administração pela Universidade da Amazônia, mestre em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia, no Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará, e doutorando em Ciências: Desenvolvimento Socioambiental, no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos. É também pesquisador do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia – PNCSA.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – A história da instalação da mineradora canadense Belo Sun na Volta Grande do Xingu é marcada por conflitos entre os interesses da empresa, moradores da região e a preservação do meio ambiente. Gostaria que recuperasse essa história e a atualizasse, descrevendo qual a situação neste momento.
Elielson Silva – Registros orais indicam que a mineração na Volta Grande do Xingu foi iniciada por pequenos garimpeiros no final dos anos 1930; no entanto, o ato formal autorizador da atividade foi expedido pela Coletoria de Rendas do município de Altamira em 12 de maio de 1941, através da emissão de licenças a estes agentes sociais. A escala dos conflitos sociais e étnicos cujos efeitos culminaram com a expulsão, desterritorialização e mortes de indígenas tomou outra proporção quando a partir de 1976 a empresa Oca Mineração Ltda, sediada em Altamira, protocolizou quatro pedidos junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM para exploração de ouro e tantalita na Volta Grande, por meio dos processos nº 805657, 805658, 805659 e 812559.
Era o corolário territorial das recentes medidas adotadas pela ditadura, objetivadas através do Código de Mineração (1967) e do Projeto Radam (1970), os quais tinham como finalidade institucionalizar a exploração mineral por grandes empresas e realizar um mapeamento completo do potencial minerário do país, notadamente da Amazônia. Naquele momento também se começou a planejar a construção de Belo Monte (1975). Na década de 1980, os conflitos se agravaram e a documentação do período registra as práticas de pistolagem, torturas, silenciamentos e ameaças exercidos pela empresa, em face de pequenos garimpeiros e outros grupos sociais.
Um dos episódios mais chocantes foi quando os capangas da Oca amarraram algumas pessoas e as colocaram de joelhos sobre o piso de uma balsa durante o sol quente no meio do Rio Xingu. Em 1986 foi criada a empresa Verena Minerals Corporation, mediante associação entre os irmãos Jad e Elmer Salomão (o segundo havia sido Presidente do DNPM) e os canadenses, que assumiu o controle das operações da Oca Mineração Ltda, na área conhecida geologicamente como Cinturão Verde Três Palmeiras, localizado na Volta Grande do Xingu, numa área de 27.184 hectares. Testes de perfuração e prospecção continuaram sendo feitos, coetâneos às etapas de Belo Monte e em colisão com povos tradicionais e pequenos garimpeiros; em 2010 os acionistas da joint venture realizaram uma assembleia na cidade de Toronto, Canadá, reconfigurando seu nome para Belo Sun Mining Corporation, atual dona da subsidiária brasileira Belo Sun Mineração Ltda.

Situação na atualidade

Desde então a mineradora canadense vem empreendendo uma série de estratégias empresariais, coadunadas com políticas governamentais, visando implantar o denominado Projeto “Volta Grande”, que prevê a extração em grande escala de 107,8 toneladas de ouro a céu aberto (a maior mina de ouro do Brasil), por um período de 17 anos, dentro do projeto de assentamento Ressaca. Quatro grandes players do setor de mineração financiam este megaempreendimento controlado pelo Grupo Forbes & Manhattan Inc.: Sun Valley Gold, Sun Valley Gold Master Fund, RBC Global Asset Management e 1832 Asset Management. Até meados de 2018 a Agnico Eagle Miners detinha a maior parte do capital acionário, mas decidiu vender as ações devido a pressões internacionais exercidas pelos povos tradicionais da Volta Grande do Xingu.
A intensificação das atividades da Belo Sun está envolta, por um lado, em regimes de representação sustentados por um desenvolvimentismo triunfalista (promessa de empregos e prosperidade econômica) e, de outro, por múltiplas violências: expropriações, desterritorialização, deslocamentos compulsórios, apropriação irregular de terras, cálculos de indenização draconianos, proibição de acesso a áreas de uso comum, fechamento de garimpos artesanais, ameaças, silenciamentos e criminalização de lideranças com perfil contestatório. A grande ameaça que se apresenta diz respeito à cumulatividade de danos numa região já gravemente afetada pelo barramento do Rio Xingu, em decorrência da construção de Belo Monte. Em síntese, é um processo social descontínuo marcado por graves conflitos e violências.


Fonte: OUTRASMÍDIAS

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Dólar dispara e supera RS$4,26 ante real com pessimismo após declarações de Guedes

Dólar dispara e supera RS$4,26 ante real com pessimismo após declarações de Guedes



Moedas26 minutos atrás (26.11.2019 12:02)

Por Luana Maria Benedito
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar disparava em relação ao real nesta terça-feira e bateu nova máxima recorde acima de 4,26 reais, com os investidores pessimistas após o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que o câmbio de equilíbrio "tende a ir para um lugar mais alto".
Às 10:31, o dólar avançava 1,15%, a 4,2636 reais na venda, tendo atingido a máxima recorde intradia de 4,2682 reais.
O desempenho do real acompanhava o movimento da principais moedas emergentes, em meio à força generalizada do dólar nos mercados diante da falta de avanços na guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou a sessão regular em uma máxima histórica, com alta de 0,53%, a 4,2150, superando o recorde anterior para um fechamento de 4,2061 reais.
O contrato mais negociado de dólar futuro registrava alta de 0,86% na B3, a 4,265 reais.
Os temores sobre a permanência das altas acentuadas da divisa norte-americana foram acentuados após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que, diante da redução da taxa básica de juros no país, o câmbio de equilíbrio "tende a ir para um lugar mais alto".
"Os comentários do Guedes mostram que não tem uma preocupação com a taxa de câmbio no atual patamar", explicou Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets. "O mercado acaba achando que isso é uma indicação de que o BC não vai atuar."
O ministro afirmou ainda na segunda-feira, nos Estados Unidos, que o Brasil tem uma moeda forte e que flutuações no câmbio não são motivo de preocupação. "Temos um câmbio flutuante... Às vezes ele está um pouco acima, por exemplo, quando o juro desce, ele sobe um pouco."
Em nota, economistas do UBS refletiram a fala de Guedes ao dizer que a forte queda na taxa Selic desde 2017 tem sido um importante fator para a depreciação do real. "A perspectiva de que os juros permanecerão baixos está levando a um ajuste na alocação dos investidores locais e no mix de passivos das empresas, com esses fatores levando à demanda por dólar", afirmou o banco.
Segundo o UBS, "uma liquidação adicional pelo BC poderia pressionar o real, já que as restrições de balanços afetam a capacidade dos bancos de vender dólares de volta ao BC".
"O Banco Central pode aliviar esses problemas vendendo reservas sem comprar dólares ao liquidar swaps cambiais e adicionar reservas temporárias de câmbio ao mercado para atender às pressões sazonais", acrescentou o UBS. No entanto ainda não há uma perspectiva clara de atuação da instituição.
Nesta terça-feira, o Banco Central vendeu 3.500 contratos de swap cambial reverso e 175 milhões de dólares em moeda spot, de oferta de até 15.700 e 785 milhões, respectivamente.
Adicionalmente, a autarquia leiloará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento janeiro de 2020.


Fonte: Reuters