domingo, 16 de fevereiro de 2020

Opala, o mineral que não é um cristal.


Opala, o mineral que não é um cristal.






Você cava o buraco e dá uma olhada lá pra dentro. O que você vê parece saído de um filme de sci-fi (malfeito) dos anos 50:
Opala, o mineral que não é um cristal.

Não. Trata-se da Opala. Curiosamente, esse mineralóide, como é chamado, só é encontrado com qualidade em dois lugares do mundo: Austrália e… Piauí! Isso mesmo, aqui no Brasil, na cidade de Pedro II está uma das maiores e mais importantes jazidas de Opala (claro que existem outras jazidas e Opala no mundo, sobretudo na África) da Terra.
Segundo a wikipedia:
O mineralóide Opala é sílica amorfa hidratada. Neste material, o percentual de água pode chegar a 20%. Por ser amorfo, ele não tem formato de cristal, ocorrendo em veios irregulares, massas, e nódulos. Tem a fratura conchoidal, brilho vítreo, dureza na escala de Mohs de 5,5-6,6, gravidade específica 2,1-2,3, e uma cor altamente variável. A opala pode ser branca, incolor, azul-leitosa, cinza, vermelha, amarela, verde, marrom e preta. Frequentemente muitas dessas cores podem ser vistas simultaneamente, em decorrência de interferência e difração da luz que passa por aberturas regularmente arranjadas dentro do microestructura do opala, fenômeno conhecido como jogo de cores ou difração de Bragg. A estrutura da opala é formada por esferas de cristobalita ou de sílica amorfa, regularmente dispostas, entre as quais há água, ar ou geis de sílica. Quando as esferas têm o mesmo tamanho e um diâmetro semelhante ao comprimento de onda das radiações da luz visível, ocorre difração da luz e surge o jogo de cores da opala nobre. Se as esferas variam de tamanho, não há difração e tem-se a opala comum. O termo opalescência é usado geral e erroneamente para descrever este fenômeno original e bonito, que é o jogo da cores. Na verdade, opalescência é o que mostra opala leitosa, de aparência turva ou opala do potch, sem jogo de cores. As veias de opala que mostram jogo de cores são frequentemente muito finas, e isso leva à necessidade de lapidar a pedra de modos incomuns. Um doublet de opala é uma camada fina de opala colorida sobre um material escuro como basalto ou obsidiana. A base mais escura ressalta o jogo de cores, resultando numa aparência mais atraente do que um potch mais claro. O triplet de opala é obtido com uma base escura e com um revestimento protetor de quartzo incolor (cristal de rocha), útil por ser a opala relativamente delicada. Dada a textura das opalas, pode ser difícil obter um brilho razoável. As variedades de opala que mostram jogo de cores, as opalas preciosas, recebem diversos nomes; do mesmo modo, há vários tipos de opala comum, tais como: opala leitosa (um azulado leitoso a esverdeado); opala resina (amarelo-mel com um bilho resinoso); opala madeira (formada pela substituição da madeira com opala); Menilite (marrom ou cinza) e hialite, uma rara opala incolor chamada às vezes Vidro de Müller. A opala é um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todo tipo de rocha, geralmente sendo encontrado nas formações ferro-manganesíferas, arenito, e basalto. Pode se formar também em outros tipos de materiais, como nós de bambus. A palavra opala vem do sânscrito upala, do grego opallos e do latim opalus, significando “pedra preciosa.” A opala é um dos minerais que podem formar fósseis, por substituição. Os fósseis resultantes, embora possam não ser especialmente valiosos do ponto de vista científico, atraem colecionadores por sua beleza. A maior parte da opala produzida no mundo (98%) vem da Austrália. A cidade de Coober Pedy, em particular, é uma das principais fontes. As variedades terra comum, água, geléia, e opala de fogo são encontradas na maior parte no México e Mesoamérica. Existem opalas sintéticas, que estão disponíveis experimental e comercialmente. O material resultante é distinguível da opala natural por sua regularidade; sob ampliação, as áreas com diferentes cores são arranjadas em forma de “pele de lagarto” ou padrão “chicken wire”. As opalas sintéticas são distinguidas das naturais mais pela falta de fluorescência sob luz UV. São também geralmente de densidade mais baixa e frequentemente mais porosas. Dois notáveis produtores do opala sintética são as companhias Kyocera e Inamori do Japão. A maioria das opalas chamadas sintéticas, entretanto, são denominadas mais corretamente de imitações, porque contêm substâncias não encontradas na opala natural (por exemplo, estabilizadores plásticos). As opalas Gilson vistas frequentemente em jóias vintage são, na realidade, um vidro laminado. fonte
Dá uma olhada na beleza desse material sensacional:
Opala, o mineral que não é um cristal.

Esta é uma amostra de opala assim que é escavada numa jazida asutraliana.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Então as amostras são ensacadas em estado bruto e enviadas para lavagem e posterior lapidação. É aqui que a verdadeira  “mágica” acontece. 

Opala, o mineral que não é um cristal.

É após a lapidação que o material passa a ser vendido para os artistas que farão jóias com ele.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Algumas opalas bem legais:


Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.

Os aborígines da Austrália têm uma lenda. Eles dizem que o Criador veio para a Terra em um arco-íris para dar uma mensagem de paz para toda a humanidade. O lugar onde o pé do Criador tocou a terra era repleto de rochas e tornou-se vivo, começou a brilhar em todas as cores do arco-íris. E é assim que Opalas foram criadas.
Talvez isso explique porque o nome Opala é derivado da palavra sânscrita “upala”, que significa “pedra preciosa”. Esta provavelmente é a raiz da palavra para o termo grego “opallios”, que se traduz como “mudança de cor”. Até 1920 as Opalas eram bastante incomuns. Antes da descoberta da jazida da Austrália de 1849, as únicas fontes de opala eram o Brasil e a Hungria. Quando as Opalas australianas surgiram, elas eram tão espetaculares e sua diferença foi tão marcante que os donos das minas na Hungria espalharam o boato que opalas australianas não eram opalas reais.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Graças ao boato, a opala australiana não apareceu no mercado mundial até 1890. Ninguém comprava porque acreditaram nos boatos.
Por muito tempo ninguém sabia porque as opalas da Austrália eram tão lindas. Na década de 1960 uma equipe de cientistas australianos analisaram as amostras de Opalas com um microscópio eletrônico. Eles descobriram que pequenas esferas de gel de sílica produziam interferência na passagem da luz, causando as incríveis refrações, que são responsáveis ??pelo jogo fantástico de cores dentro do material.
Em outras palavras, como a opala é formada de sílica, ela deixa a luz atravessar, e é essa entrada de luz e consequente divisão dela em micro-prismas, que dá às Opalas sua cor.
Entre as diversas formas de opala existente, (há as mais transparentes, as leitosas, as esverdeadas, é uma quantidade enorme de variações) estão as Opalas negras.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.
Opala, o mineral que não é um cristal.


A opala negra é a mais rara e valiosa de todas as opalas. Estas gemas sempre tem a cor de fundo escura, que contrasta lindamente com os brilhos multicoloridos naturais da Opala.
Quanto mais brilhante e mais nítidas as cores contrastantes, o mais valiosa a amostra de Opala negra.
A opala negra é rara, ao ponto de algumas pessoas colecionadoras de gemas a considerarem como “o Santo Graal da Opalas”.
Por sua inacreditável variação visual e beleza, as opalas são muito usadas para a produção de jóias. Algumas opalas de jazidas no México, chamadas Opalas de fogo,  são tão sensacionais que lembram até rubis:
Opala, o mineral que não é um cristal.
Há também a opala azul peruana, que é a pedra nacional do Peru. Eles dizem que ela tem a cor do mar do Caribe.
Opala, o mineral que não é um cristal.


Pagou uma libra por um vaso feio e…


Pagou uma libra por um vaso feio e…




Essa é uma daquelas histórias gumps. Ela mostra que existem tesouros para tudo que é lado e eventualmente alguém com um olhar aguçado consegue percebê-los.
Nesse caso foi como ganhar na loteria. Um homem que passava pela rua viu um feioso vaso amarelo na vitrine de uma loja de cacarecos velhos.
Pagou uma libra por um vaso feio e...Pagou uma libra por um vaso feio e...Pagou uma libra por um vaso feio e...
Ele entrou e analisou a peça. Ela lhe custou apenas uma libra, cerca de 5 reais. O homem não poderia imaginar que dias depois aquela porcariazinha se revelaria um troço que se converteu em quase meio milhão de libras. Inicialmente ele pensou que poderia ser só mais um lixo velho chinês. Mas olhando com cuidado, o homem que não quis ter sua identidade revelada, começou a suspeitar que talvez ali estivesse algo de maior valor, pois era pintado à mão e não parecia ser industrializado. O vaso era pequeno e feio, mas  não se parecia com o artesanato chinês moderno, que é vendido quase em peso. Então o comprador levou pela bagatela de uma libra, e voltou com o objeto até um especialista em cerâmica, para ver se valeria algo mais. Pagou uma libra por um vaso feio e...
O especialista tão logo bateu os olhos no vaso amarelo, quase teve um piripaque do Chaves.
Pagou uma libra por um vaso feio e...
O vaso não era raro. Era EXTREMAMENTE RARO. Aquele feioso vaso empoeirado no meio de diversos outros cacarecos velhos se revelou uma peça original dos tempos do reinado do imperador Qianlong, e isso é algo entre 1735-1796.
Seu valor inicial era estimado em £ 80.000. Mas as notícias só melhoraram, pois o vaso amarelo foi a leilão e logo ele deixou o leilão por £ 484.000.
Nada mal, hein Jason?


Fonte: MUNDO GUMP

Como identificar um diamante bruto

Como identificar um diamante bruto






Como identificar um diamante bruto
Imagem: desbaratinando.com
O Brasil é um país especialmente rico em gemas e pedras preciosas, o que significa que existe chance de você encontrar algumas ocasionalmente e nem ligar. Ao contrário do que possa pensar, esses minerais preciosos não surgem naturalmente lapidados e brilhantes, o que os torna ainda mais difíceis de identificar. Serão necessários conhecimentos técnicos e algumas ferramentas de identificação para ter a certeza do que se tratam e seu valor comercial. Se você quer aprender como identificar um diamante bruto, continue lendo este artigo.

Passos a seguir:
1
Diamantes em bruto, por seu aspeto vulgar, podem ser confundidos por observadores inexperientes com zircônios cúbicos, quartzos ou moissanita.
2
No entanto o diamante é dotado de uma característica que o torna inconfundível: é a pedra com maior dureza (classificação de 10 na escala de Mohs). Isto significa que nada consegue riscar um diamante, a não ser outro diamante.
3
Desta forma você poderá tentar riscar essa pedra suspeita de diamante com algo afiado, como uma chave de fendas ou um vidro. Se não for originada qualquer marca na pedra, é porque muito provavelmente se trata de um diamante!
Como identificar um diamante bruto - Passo 3
Imagem: produto.mercadolivre.com.br
4
Fique conhecendo também as características de um diamante em bruto: ele é opaco quando retirado da terra mas, após lavado e polido, pode revelar um brilho acinzentado.
5
No entanto um diamante não deixa passar a luz através dele, como corre com o vidro. Por esta razão faça uma pequena experiência: coloque a pedra suspeita sobre uma revista ou um outro material escrito, se as letras forem claramente refletidas na pedra, é porque não se trata de um diamante.
6
Pegue na pedra que você acha se tratar de um diamante e coloque-a junto à sua boca, expire para tentar embaciá-la. Um diamante verdadeiro não irá embaciar ou, se embaciar, o efeito demorará menos de 2 segundos.
Como identificar um diamante bruto - Passo 6
Imagem: deusemaior.com.br
7
Por último, a melhor forma de identificar um diamante bruto é levá-lo a um gemólogo ou joalheiro. Esses profissionais terão os materiais necessários para analisar de que pedra se trata.


Fonte: Portal do Geólogo