quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Dólar avança para recorde de R$4,39 acompanhando exterior

Dólar avança para recorde de R$4,39 acompanhando exterior



Moedas3 horas atrás (20.02.2020 12:01)

Por Luana Maria Benedito
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar até chegou a arrefecer a alta contra o real durante a manhã desta quinta-feira, mas voltava a ganhar força e seguia em alta, já se aproximando de 4,40 reais em meio aos ganhos da moeda norte-americana no exterior e à falta de perspectivas positivas para o real no cenário doméstico.
Às 11:55, o dólar avançava 0,39%, a 4,3828 reais na venda, enquanto o dólar futuro registrava alta de 0,38%, a 4,3825 reais.
No entanto, por volta das 11h, o dólar desacelerou subitamente a alta, chegando a tocar 4,3589 reais na mínima do dia, o que, de acordo com Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, foi um movimento pontual.
"Foi fluxo. O mercado com está com um giro financeiro bem pequeno, sem importador ou exportador de peso", afirmou. "Também vimos uma venda de tesouraria, o que derrubou o dólar momentaneamente."
A moeda norte-americana já recuperava o fôlego e voltava a operar acima de 4,38 reais, enquanto se fortalecia ante 30 de seus 33 principais pares. Contra uma cesta de seis moedas fortes, o dólar rondava a estabilidade, mas chegou a subir mais de 0,2% no dia, depois de na véspera saltar a máximas em quase três anos.
"É mais do mesmo", disse Italo Abucater, gerente de câmbio da Tullett Prebon, sobre o movimento desta sessão. "Já vinha um processo de apreciação da moeda (norte-americana) no cenário global. O internacional está todo ruim, e o real pode ter uns solavancos distorcidos um dia ou outro, trabalhando em linha com o exterior."
O novo coronavírus da China seguia sendo o principal ponto de atenção dos operadores e investidores. Apesar da queda nas novas infecções nesta quinta-feira, agentes de mercado reagiam à notícia de que cientistas alertaram que o patógeno pode se espalhar mais facilmente do que se pensava, agravando os temores sobre o impacto econômico da doença e gerando aversão a risco.
Segundo Abucater, o cenário doméstico também colaborava para a alta do dólar, com a falta de perspectiva de fluxo, o atraso das reformas econômicas e os juros baixos no Brasil reduzindo a atratividade do real.
"Não temos juros, então não tem prêmio para os investidores; o Banco Central fala de encerramento de ciclo (no corte de juros), mas a atividade indica que será necessário mais um corte, e isso vai afetar dólar", comentou.
O Banco Central reduziu a taxa básica de juros Selic a sucessivas mínimas históricas, chegando a 4,25% ao ano, o que diminui o rendimento da moeda brasileira para investidores estrangeiros, um dos fatores por trás da alta do dólar aos recordes atuais.
Abucater acrescentou que o dólar tende a subir ainda mais. "Estamos vivendo outra realidade para o câmbio; 4,50 reais vai ser uma taxa muito confortável para o cenário que estamos vivendo agora."
Há pouco, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou comentários sobre o novo normal ser de uma taxa de câmbio mais desvalorizada.
O Banco Central vendeu todos os 13 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão de rolagem nesta quinta-feira.


Fonte: Reuters

A maior pedra de aquamarine do mundo é brasileira

Petrobras não ganha o maior elogio que poderia do mercado: um preço-alvo maior. Saiba por quê

Petrobras não ganha o maior elogio que poderia do mercado: um preço-alvo maior. Saiba por quê





Por Márcio Juliboni
20/02/2020 - 12:37

Petrobras
Cadê a novidade? Para analistas, falta um gatilho para elevar o preço da Petrobras (Imagem: Valter Silveira/Money Times)

Petrobras (PETR3; PETR4) colecionou elogios nos relatórios publicados nesta quinta-feira (20) sobre os números do quarto trimestre e do consolidado de 2019. No geral, os analistas gostaram muito do desempenho “robusto” e da estrutura mais “enxuta” da estatal.
Mas… nada disso foi capaz de torná-la mais preciosa aos olhos do mercado.
Quatro relatórios divulgados nesta manhã (Ágora Investimentos, BTG Pactual, Credit Suisse Banco Safra) mantiveram suas recomendações de compra ou outperform (desempenho esperado das ações acima da média do mercado). Mas nenhum elevou os preços-alvos calculados para o fim de 2020.
Além disso, apesar de os R$ 40 bilhões lucrados pela companhia representarem um resultado recorde, os investidores não foram às compras. Alguns preferiram, inclusive, realizar seus lucros no pregão de hoje. Por volta do meio-dia, as ações preferenciais (PETR4) caíam 0,43%, cotadas a R$ 30,42-
Já as ordinárias (PETR3) subiam 0,15%, a R$ 30,62, puxadas pelo anúncio de que a estatal pagará um dividendo adicional para os detentores desses papéis. O movimento é compreensível, já que o mercado espera, agora, pelo próximo gatilho que impulsionará as ações.

Em busca de novidades

Para o BTG Pactual, esse fator pode ser a intensificação da distribuição de dividendos. Thiago Duarte, Pedro Soares e Daniel Guardiola, que assinam seu relatório, afirmam que esperam pelo “início da história dos dividendos”.
Segundo o trio, tudo se encaminha para isso: a meta da Petrobras de reduzir a dívida total, a expectativa de entrada de US$ 2 bilhões, decorrentes de ativos já vendidos; a esperada redução do capex; e a continuidade dos desinvestimentos.

Exemplo: venda da BR Distribuidora foi elogiada, mas analistas querem mais (Imagem: Divulgação/BR Distribuidora)

“Reiteramos que vemos a Petrobras inicie uma história de dividend yield na faixa média-alta de um dígito a partir de 2021”, afirma o BGT Pactual.
Já Regis Cardoso, que assina a análise do Credit Suisse, afirma que o próximo grande gatilho para a Petrobras será a venda das refinarias. O plano da estatal é reduzir em 50% sua presença no setor de refino.
.O Banco Safra, em análise assinada por Kaique Vasconcellos e Daniel Travitzky, acrescenta que a Petrobras é negociada com desconto, em relação a concorrentes estrangeiras.
Essa diferença pode cair, se o preço do petróleo der sinais de alta consistente. A dupla também aguarda novos cortes de custos e melhorias operacionais.


Fonte: MONEY  TIMES

Ibovespa recua com resultados sob holofotes; GPA cai 7,8%

Ibovespa recua com resultados sob holofotes; GPA cai 7,8%



Ações1 hora atrás (20.02.2020 12:50)

© Reuters. (Blank Headline Received)© Reuters. (Blank Headline Received)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta quinta-feira, com as ações do GPA e da Ultrapar entre as maiores quedas após os resultados trimestrais decepcionarem, enquanto as ações da Petrobras não firmavam uma tendência única após reportar salto no lucro líquido do quarto trimestre e anunciar pagamento de remuneração a acionistas.
Às 11:56, o Ibovespa caía 0,31 %, a 116.161,53 pontos. O volume financeiro somava 5,4 bilhões de reais.
Além do noticiário corporativo doméstico, agentes financeiros continuam monitorando o noticiário relacionado ao surto de coronavírus na China, em sessão sem viés claro nas praças acionárias no exterior.
Na China, o banco central confirmou expectativas e cortou a taxa de empréstimo referencial, conforme as autoridades agem para reduzir os custos financeiros para empresas e sustentar a economia afetada pelo surto de coronavírus.
A província de Hubei, na região central da China, registrou 349 novos casos confirmados de infecção pelo vírus na quarta-feira, ante 1.693 novos casos no dia anterior, elevando o número total acumulado de casos confirmados em Hubei para 62.031.
O número de mortos em Hubei com o surto atingiu 2.029 no final da quarta-feira, um aumento de 108 em relação à véspera.
Em Wall Street, o S&P 500 mostrava estabilidade.
DESTAQUES
PETROBRAS PN (SA:PETR4) oscilava ao redor da estabilidade, mesmo após reportar lucro líquido de 8,15 bilhões de reais no quarto trimestre, ante 2,1 bilhões de reais no mesmo período de 2018. Em teleconferência, a companhia ainda afirmou que deverá distribuir 3 bilhões de dólares aos acionistas em 2020, sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP) e dividendo. PETROBRAS ON (SA:PETR3) subia 0,52%.
- GPA PN (SA:PCAR4) recuava 7,78%, após divulgar lucro líquido consolidado de 98 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 71,4% ante mesma etapa de 2018 e abaixo da previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de 327,6 milhões de reais.
- ULTRAPAR ON (SA:UGPA3) caía 6,58%, pressionada pelos resultados do quarto trimestre, com prejuízo de 268 milhões de reais, afetado por baixa contábil de 593 milhões de reais referente ao valor recuperável de ativos de seu negócio de drogarias, a Extrafarma.
- GOL (SA:GOLL4) PN recuava 3,4%, tendo de pano de fundo queda de 47,9% no lucro líquido após participação minoritária no quarto trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 351,9 milhões de reais, apesar de receita recorde para o período. A companhia aérea também divulgou previsões para 2020 e 2021.
- EMBRAER ON (SA:EMBR3) avançava 3,57%, após o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidir na quarta-feira confirmar a operação de venda do controle da divisão de aviação comercial da companhia para a norte-americana Boeing, que tinha sido aprovada em janeiro sem restrições por decisão do superintendente-geral da autarquia.
- RD (SA:RADL3) valorizava-se 1,1%, após divulgar lucro líquido do quarto trimestre dentro do esperado pelo mercado, mostrando crescimento cerca de 18% sobre o resultado dos últimos três meses de 2018.
- MARFRIG ON (SA:MRFG3) anulou a alta e oscilava estável, após reverter resultado negativo bilionário sofrido no quarto trimestre de 2018 e registrar um lucro modesto no final do ano passado, impulsionada por fortes vendas na América do Norte e demanda acelerada na China. O Ebitda ajustado somou 1,6 bilhão de reais, salto de 70,5% no comparativo anual.
- VALE ON (SA:VALE3) tinha alta de 0,78%, na esteira da alta dos preços do minério de ferro na China e antes do resultado trimestral, agendado para após o fechamento do mercado.
- BRADESCO PN (SA:BBDC4) subia 0,12% e ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,06%, em sessão mista para os bancos do Ibovespa. O Banco Central informou nesta quinta-feira que reduziu a alíquota do recolhimento compulsório sobre recursos a prazo de 31% para 25%. BANCO DO BRASIL ON (SA:BBAS3) cedia 0,14%.


Fonte: Reuters

Diamantes no valor de 77 mil euros apreendidos no aeroporto de Lisboa










Pedras preciosas, não declaradas, eram transportadas por uma cidadã brasileira que fazia escala em Lisboa rumo a Bruxelas.





Foto
Para que o transporte pudesse ocorrer, seria necessário que as pedras tivessem sido sujeitas a certificação REUTERS/OLIVIA HARRIS

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) apreendeu 45 gramas de diamantes em bruto durante uma operação de controlo de bagagens de passageiros de um voo proveniente do Brasil e com destino a Bruxelas, com escala em Lisboa.De acordo com a informação agora divulgada pela AT, os diamantes em causa, que foram avaliados em mais de 77 mil euros, eram transportados por uma passageira procedente de Belém do Pará, sem que esta tivesse apresentado o certificado legalmente exigido.


Para que o transporte pudesse ocorrer, seria necessário que as pedras tivessem sido sujeitas ao Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (SCPK), explica a AT, precisando que a legislação em vigor, ao prever uma série de critérios para a certificação de agentes económicos e do respectivo licenciamento, visa reforçar o combate ao tráfico ilícito de diamantes.





“Considerando que a viajante não apresentou o Certificado PK, devidamente emitido e validado por autoridade competente, como prova de que a remessa de diamantes em bruto satisfazia os requisitos do SCPK, os diamantes foram apreendidos e a conduta da viajante considerada como passível de crime de contrabando”, refere a AT, acrescentando que esta situação “levou à sua constituição como arguida e a sua apresentação ao Ministério Público”.
A operação foi conduzida através da Alfândega do aeroporto de Lisboa, no âmbito das acções de controlo a bagagens dos viajantes.



Fonte: Lusa