domingo, 1 de março de 2020

Minério de ferro tem 1ª queda mensal em quatro por preocupações com demanda

Os contratos futuros de minério de ferro na China ampliaram as perdas nesta sexta-feira para marcar sua primeira queda mensal desde outubro, com o rápido crescimento do coronavírus alimentando os temores de uma recessão global, obscurecendo as perspectivas de demanda pela matéria-prima siderúrgica.
A China, onde o coronavírus se originou e infectou e matou milhares de pessoas, responde por mais da metade da produção mundial de aço e é o maior exportador de materiais para a indústria de construção.
O país asiático também é o principal importador de minério de ferro e está sob pressão para vender mais produtos siderúrgicos e reduzir a produção das usinas, já que seus estoques se acumularam após a epidemia parar os projetos de construção e manter as fábricas fechadas por semanas, prejudicando a demanda.
O contrato mais ativo do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian caiu 3,1%, para 616,50 iuanes (87,91 dólares) por tonelada, depois de cair 4,7% no início da sessão.
O minério de ferro de Dalian caiu 8% em relação à semana passada, marcando sua primeira perda semanal em três e registrou uma perda de 6,5% neste mês.

Fonte: ADVFN

Empresário de MS perde R$ 500 mil ao repassar joias de ouro e diamante para golpistas: 'Uma trama diabólica'

Por Graziela Rezende, G1 MS
 


Vítima diz que repassou joias de ouro e diamante para golpistas em MS — Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoVítima diz que repassou joias de ouro e diamante para golpistas em MS — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Vítima diz que repassou joias de ouro e diamante para golpistas em MS — Foto: Polícia Civil/Divulgação
O joalheiro e empresário Antônio Carlos Moraes, de 56 anos, teve prejuízo de R$ 500 mil ao repassar para golpistas joias em ouro, ouro branco e diamantes, em Campo Grande. Após alguns meses cobrando uma suspeita, que repassou a ele cheques fraudulentos, a vítima denunciou o crime para a Polícia Civil.
O golpe começou em julho de 2019, quando Antônio foi procurado por antigo funcionário de uma loja dele, que funcionava na rua Euclides da Cunha, considerada uma das mais nobres da cidade. "Essa pessoa atuou como free lancer por um tempo na minha loja e depois entrou em contato comigo, dizendo que tinha uma pessoa para repassar as joias, que seriam vendidas no município de Porto Murtinho", afirmou ao G1 Antônio.
Até então, o empresário alega que não teve problemas com o antigo funcionário. "Foi um excesso de confiança e boa fé da minha parte, com certeza. Ele trabalhou pouco mais de um ano, fez vendas, porém, sem vínculo empregatício. Foi aí que outras pessoas se envolveram neste golpe, inclusive uma mulher no qual a polícia já está com 300 páginas de conversa no inquérito, onde eu estou cobrando o pagamento das joias", explicou.
Conforme Moraes, esta pessoa é uma suposta revendedora de joias que, na verdade, seria integrante de uma organização criminosa. "A mulher já foi candidata a vereadora aqui e atuou como presidente de um diretório da mulher em um partido político. A outra, aliada a ela, possui inúmeros processos judiciais, que os meus advogados estão apurando. Da mão desta primeira, recebi cheques fraudados que depois, com a investigação da polícia, é que fui saber que pertencem a usuários de drogas. Na verdade, usaram o nome deles para obter estes cheques", ressaltou.
Atuante no ramo há 32 anos, o empresário fala que agora está sem a mercadoria e precisa quitar dívidas com credores, em São Paulo. "Com o valor do dólar o que era R$ 500 mil está, no mínimo, 20% mais caro. Tudo o que vendo é importado, foram 19 peças de alto padrão. Eu me sinto roubado e envolvido em uma trama diabólica. Você está quieto lá no seu escritório e te procuram para fazer isso, é terrível. Preciso ter um desfecho favorável a minha pessoa", lamentou.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apontou que o primeiro lote das joias, avaliado em R$ 150 mil, foi penhorado na Caixa Econômica Federal. Em seguida, foram entregues mais R$ 350 mil em joias. A polícia também identificou cerca de 5 pessoas envolvidas. Já os cheques eram de um usuário de drogas e também de um trabalhador rural.
Este último prestou depoimento na 1ª Delegacia de Polícia e disse que, há algum tempo, teria sido roubado, momento em que levaram os seus documentos. Tempos depois, descobriu que seu nome havia sido utilizado para abertura de contas bancárias.
"No teor do inquérito também está o depoimento da golpista que penhorou as joias e uma das filhas dela. Há diversas contradições no depoimento dela e de tudo o que ela falava para a vítima e os outros envolvidos. A mulher alegou que foi enganada por um homem, alegando que, de suspeita, se tornou vítima. Tudo isso está sendo investigado", afirmou ao G1 o delegado Mikail Faria, responsável pelas investigações.
Os envolvidos podem responder por organização criminosa e estelionato, além de outros crimes que estão sendo investigados pela polícia.


Fonte: G1

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Capital da pedra ametista


Laurence Graff compra o maior diamante bruto do mundo por US$ 53 milhões


Laurence Graff compra o maior diamante bruto do mundo por US$ 53 milhões





Reprodução/Forbes
Pedra adquirida pelo bilionário possui 1.109 quilates (Reprodução/Forbes)

O bilionário Laurence Graff comprou o Lesedi La Rona de 1.109 quilates da empresa canadense de mineração Lucara Diamond Corp. em um acordo de US$ 53 milhões. Este é o maior diamante bruto do mundo a ser descoberto em mais de um século.
A negociação também é uma das maiores da longa carreira de Graff, acostumado a adquirir alguns dos mais valiosos e importantes diamantes do mundo. De acordo com uma declaração da Graff Diamonds, o atual negócio foi fechado com William Lamb, CEO da Lucara Diamond Corp., empresa que descobriu a joia em sua mina Karowe, em Botsuana, em novembro de 2015.
Lamb tentou vender a pedra primeiro em um leilão autônomo na Sotheby’s em Londres, em junho de 2016, uma forma incomum de comercializar diamantes brutos, que, normalmente, são comprados por revendedores que lapidam e fazem o polimento da joia final. A estimativa inicial, de US$ 70 milhões, entretanto, não foi atingida e a licitação ficou estagnada em US$ 61 milhões.
O fato foi seguido por uma série de relatórios inconsistentes que alegavam que o diamante era “grande demais para ser vendido” e talvez precisasse ser cortado.
Existem poucas pessoas no mundo capazes de comprar uma pedra desse tamanho e menos ainda que possam cortá-la. O primeiro nome de ambas as listas é Graff. Ao ser paciente, Laurence Graff pode ter reduzido em pelo menos US$ 17 milhões o preço pedido inicialmente pelo diamante.
O Lesedi La Rona foi descoberto na mina de Karowe, da Lucara, na região centro-norte de Botsuana. Seu tamanho só é ultrapassado pelo lendário diamante Cullinan, extraído na África do Sul em 1905. A pedra de 3.016,75 quilates produziu nove diamantes principais que são parte das históricas joias da Coroa Britânica, incluindo o Great Star of Africa – considerado o maior diamante polido existente, com 530,20 quilates.

Reprodução/Forbes
O Lesedi La Rona é o maior diamante bruto do mundo a ser descoberto em mais de um século (Reprodução/Forbes)

Além do tamanho, o Instituto Gemológico da América relatou que o Lesedi La Rona, que significa “nossa luz” no idioma Tswana, possui qualidade e transparência excepcionais, de acordo com o padrão Graff Diamonds.
A nova aquisição vem na sequência da compra, no começo do ano, de um diamante bruto de 373 quilates que foi originalmente parte do Lesedi La Rona bruto, marcando uma junção das duas pedras.
“Estamos empolgados e honrados de nos tornarmos os novos tutores desse incrível diamante”, declarou Laurence Graff. “A pedra vai nos contar sua história, ditar como quer ser cortada e nós teremos o máximo cuidado para respeitar suas propriedades excepcionais. Esse é um momento importante na minha carreira e me sinto honrado de a oportunidade de reverenciar a magnífica beleza natural do Lesedi La Rona.”




Fonte: Forbes

André Tal mostra a mina onde foi encontrado o maior diamante da história