quinta-feira, 12 de março de 2020
Mercado europeu registra pior perda diária na história
Mercado europeu registra pior perda diária na história
Por Reuters
12/03/2020 - 15:18

As ações europeias caíram 11,5% nesta quinta-feira, sua pior perda diária registrada, já que as respostas dos governos e dos bancos centrais para combater o possível impacto econômico do coronavírus em rápida expansão tiveram uma recepção fria.
As ações das companhias aéreas, em particular, sofreram um grande impacto durante todo o dia, depois que os EUA restringiram as viagens da Europa, enquanto as ações dos bancos foram duramente atingidas em meio a sinais crescentes de dificuldades corporativas.
A falta de um corte nos juros pelo Banco Central Europeu rendeu pouco conforto às ações dos bancos, que caíram para mínimas novamente.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 11.53%, a 1,151 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 11.48%, a 295 pontos.
O STOXX 600 perdeu agora quase um terço e seu valor desde meados de fevereiro. Em outra indicação dos distúrbios no mercado, o Índice de Volatilidade do Euro STOXX, considerado uma medida de medo para os mercados, subiu para o nível mais alto desde a crise financeira de 2008.
“Por enquanto, temos que considerar e admitir que estamos neste ambiente de mercado bastante turbulento”, disse Philipp Brugger, chefe de estratégia de investimentos da Union Investment.
“Acreditamos que o foco deve estar realmente na provisão de liquidez para o sistema financeiro e no lado da solvência”, completou ele.
Ações na Itália, o país europeu mais afetado pelo vírus, encerraram com baixa de quase 17%, a pior sessão de todos os tempos. O governo italiano iniciou recentemente um bloqueio em todo o país.
Em Londres, o índice Financial Times recuou 10,87%, a 5.237 pontos.
Em Frankfurt, o índice DAX caiu 12,24%, a 91.161 pontos.
Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 12,28%, a 4.044 pontos.
Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 16,92%, a 14.894 pontos.
Em Madri, o índice Ibex-35 registrou baixa de 14,06%, a 6.390 pontos.
Em Lisboa, o índice PSI20 desvalorizou-se 9,76%, a 3.805 pontos.
Fonte: MONEY TIMES
Ação da Via Varejo está barata pra caramba
Ação da Via Varejo está barata pra caramba
Por Gustavo Kahil

As ações da Via Varejo (VVAR3) negociam a um múltiplo de preço do papel pelo lucro estimado para 2020 de 16 vezes, ou seja, 78% abaixo do visto para o consenso esperado para o Magazine Luiza (MGLU3).
Os cálculos fazem parte de um relatório do Banco Safra divulgado a clientes nesta quarta-feira (11) e obtido pelo Money Times.
Os analistas Guilherme Assis e Felipe Reboredo iniciaram a cobertura dos ativos da dona das redes Ponto Frio e Casas Bahia com um preço-alvo de R$ 18. O valor sugere um potencial de valorização 64%.
“Apesar da diferença na execução e no desempenho operacional nos últimos anos, acreditamos que o desconto da Via Varejo em relação ao Magazine Luiza está exagerado”, indicam.
De acordo com a avaliação, a empresa passa por mudanças positivas que não foram totalmente precificadas pelos investidores, incluindo a qualidade da nova administração.
“Dado o sólido histórico da nova equipe, prevemos resultados consistentes no futuro, o que deve ser um poderoso gatilho para o desempenho das ações e o fechamento da lacuna de avaliação para o Magazine”, destacam.
Fonte: MONEY TIMES
Ibovespa aciona 2º circuit breaker do dia com queda de mais de 15%
Ibovespa aciona 2º circuit breaker do dia com queda de mais de 15%
Ações2 horas atrás (12.03.2020 11:18)
© Reuters.
Por Leandro Manzoni
Investing.com - Vinte minutos após as negociações serem retomadas, foi acionado o 2º circuit breaker do dia no Ibovespa, quando o principal índice acionário brasileiro registrava uma queda de 15,43% a 72.026 pontos às 11h13. A previsão de retorno das negociações é de uma hora após a pausa. Foi o quarto circuit breaker da semana.
O principal índice brasileiro não está sozinho sofrendo com o aprofundamento das perdas desde que o surto de coronavírus se disseminou pelo mundo. Às 10h40, o S&P 500 interrompeu os negócios quando registrava uma forte baixa de 7,02%, seguindo a tendência verificada antes da abertura do mercado, quando o índice futuro atingiu o limite de queda. Na Europa, o índice de referência Stoxx teve as negociações interrompidas quando atingiu perdas de 10%.
O catalisador para as perdas dos índices globais foi a decisão do presidente dos EUA Donald Trump de suspender por 30 dias as viagens da Europa aos EUA, na noite de ontem, sem detalhar medidas de contenção à disseminação de coronavírus pelo país. Em um discurso de 10 minutos na Casa Branca, Trump anunciou medidas fiscais para garantir liquidez às pequenas e médias empresas e às famílias americanas, algo esperado pelo mercado durante o pregão de quarta-feira.
No entanto, o anúncio de suspender viagens da Europa aos EUA por 30 dias contribui para perspectiva de recessão global nos próximos trimestres, após a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o surto de coronavírus como pandemia.
A decisão se reflete no preço do petróleo. O contrato futuro WTI despencava 5,43% a US$ 31,21 por barril, após atingir mínimas intradiárias de US$ 30,02, enquanto o Brent tinha perdas de 6,20% a US$ 33,62, após mínima de US$ 32,52 no dia. Com isso, as ações da Petrobras despencam. Os papéis preferenciais (SA:PETR4) perdiam 20,38% a R$ 12,62. Os papéis ordinários registravam queda de 18,57% a R$ 13,33.
A perspectiva de queda acentuada da demanda pela commodity após anúncio de Trump contribui para as perdas. No lado da oferta, o aumento do estoque nos EUA e o anúncio de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos de elevar capacidade de produção exacerbam a expectativa de o mundo se inundar de petróleo. Além disso, a ausência dos sauditas em uma reunião técnica no grupo Opep+ - que congrega membros da Opep e não-membros liderados pela Rússia - dissipou a esperança de uma reaproximação entre sauditas e russos por um novo acordo de corte de oferta.
Maiores quedas
- Sul America: -29,46% a R$ 29,95
- Azul (SA:AZUL4): -27,31% a R$ 21,99
- Gol (SA:GOLL4): -26,71% a R$ 11,47
- JBS (SA:JBSS3): 25,55% a R$ 14,13
- CVC (SA:CVCB3): -23,49% a R$ 14,72
- Embraer (SA:EMBR3): -22,71% a R$ 10,99
- Intermédica: -22,51% a R$ 37,97
Fonte: Investing.com
Dólar registra o maior valor da história no Brasil, R$5 e “segura” queda no Bitcoin
Dólar registra o maior valor da história no Brasil, R$5 e “segura” queda no Bitcoin
Cripto1 hora atrás (12.03.2020 12:40)
© Reuters.
O dólar foi cotado acima de R$5 no Brasil, nesta quinta-feira (12), motivado pelo pânico mundial em torno do avanço da pandemia do coronavírus e das declarações do presidente Donald Trump que restringiu voos dos EUA para a Europa como uma medidas para conter a disseminação da doença.
A NBA também já anunciou a suspensão da temporada depois que um jogador foi identificado com o vírus. Além disso, diversas empresas, inclusive do setor de criptomoedas, já anunciaram planos de “quarentena” para os funcionários, incentivando o trabalho em casa.
A “chegada” do coronavírus aos EUA e as ações de Trump levaram pânico ao mercado em todo o mundo, que registrou forte queda. O mesmo aconteceu com o valor do Bitcoin, jogando por terra o argumento de que o BTC não é um ativo “correlacionado” ao mercado tradicional e à macropolítica. Assim que a declaração de Trump começou a impactar as bolsas em todo o mundo, o Bitcoin iniciou uma queda vertiginosa que chegou a 22% no momento da redação deste artigo, levando-o abaixo de US$ 6 mil pela primeira vez no ano.
O mesmo ocorreu na segunda-feira (9), quando a Arábia Saudita anunciou uma redução de 20% no preço do petróleo e um aumento na produção da commodity, ocasionando uma reação negativa nos mercados em todo o mundo. Assim que o país árabe anunciou as medidas, o BTC começou uma queda que chegou a 11%.
No caso da recente queda, a alta do dólar no Brasil ajudou a “segurar” o valor do BTC. Isso porque, como o valor do Bitcoin é referenciado em dólar, enquanto a criptomoeda caiu, a moeda americana subiu no país, “equilibrando” e amenizando as perdas. No momento da redação do artigo, o Bitcoin está cotado a R$ 31.033, com 16,69% de desvalorização, enquanto no mercado global, a principal criptomoeda do mercado está valendo US$6.038, com 23,20% de desvalorização.
No entanto, para a exchange nacional Mercado Bitcoin, o BTC não é um ativo correlacionado com o mercado tradicional. Contudo, isso não impede que ele sofra os impactos de uma crise global.
“O Bitcoin pode sim reagir positivamente em momentos de incerteza e aversão a risco, contudo as crises podem se aprofundar e nestes momentos segurança absoluta é prioritária, Bitcoin também pode perder nestes momentos. Apesar de ser um ativo descorrelacionado é diferente de ativo com correlação negativa, ativos tradicionais e Bitcoin podem sim andar no mesmo sentido (pra baixo!) em momentos incertos”, disse.
Fonte: CriptoFácil
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