quarta-feira, 10 de junho de 2020

Mega invasão do garimpo em terras indígenas

Mega invasão do garimpo em terras indígenas

Operação identifica 2 mil garimpeiros em Raposa Serra do Sol (RR), poucos meses após Bolsonaro emplacar projeto de mineração na Amazônia. Além do risco à covid-19, aldeias sofrem com a contaminação por mercúrio despejado nos rios das reservas
Por Vasconcelo Quadros, na Agência Pública
Uma década depois da retirada definitiva dos arrozeiros, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em, Roraima, volta a ser palco de conflitos, desta vez por causa do avanço da invasão garimpeira na região, estimulada indiretamente pelo presidente Jair Bolsonaro através do polêmico projeto de mineração em terras indígenas. Ponto de cobiça por seu subsolo rico em jazidas de ouro, diamante e minerais estratégicos, a TI de mais de 1,7 milhão de hectares em área contínua e cerca de 22 mil índios divididos em cinco etnias, vive o novo ciclo em meio a divergências internas entre as comunidades e entidades indigenistas. O presidente incentiva o grupo favorável à sua proposta.
Uma década depois da retirada definitiva dos arrozeiros, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em, Roraima, volta a ser palco de conflitos, desta vez por causa do avanço da invasão garimpeira na região, estimulada indiretamente pelo presidente Jair Bolsonaro através do polêmico projeto de mineração em terras indígenas. Ponto de cobiça por seu subsolo rico em jazidas de ouro, diamante e minerais estratégicos, a TI de mais de 1,7 milhão de hectares em área contínua e cerca de 22 mil índios divididos em cinco etnias, vive o novo ciclo em meio a divergências internas entre as comunidades e entidades indigenistas. O presidente incentiva o grupo favorável à sua proposta.
“Vocês estão em cima de trilhões de reais. Não podem continuar sendo pobres em cima de uma terra rica”, disse o presidente numa live gravada com a presença da indígenas em seu gabinete no Palácio do Planalto em dezembro do ano passado. Foi como uma senha às invasões. Nos últimos dois meses, alheios ao estímulo presidencial, a Polícia Federal (PF), apoiada pelo Exército, fez duas operações na região para conter a onda de invasões, prendeu indígenas, empresários de garimpo e apreendeu equipamentos usados na mineração de ouro.


Garimpo ilegal na terra indígena Raposa Serra do Sol

Numa operação em Normandia, na região conhecida por Raposa, em meados de março, num garimpo a dez quilômetros da comunidade Napoleão, os policiais contaram cerca de 960 pessoas, divididas em 12 grupos, em plena atividade. Segundo a PF havia até uma divisão contabilizada sobre o ouro extraído: 24% ficava com os proprietários das máquinas usadas para processar o minério, 72% com os garimpeiros (indígenas e não indígenas) e apenas 4% dos lucros ficava com a comunidade. O mesmo sistema de divisão seria aplicado a outros garimpos detectados no município de Uiramutã, área da Serra do Sol, ao longo dos rios Maú e Cotingo e Kino, onde as atividades estariam a pleno vapor, mesmo com a pandemia do coronavírus avançando sobre territórios indígenas.
A PF não tem um levantamento fiel sobre o total de garimpeiros, mas estima que em cada um dos garimpos o número seja semelhante ao encontrado em Normandia, o que envolveria, por baixo, uma massa de cerca de dois mil garimpeiros em toda a TI Raposa Serra do Sol em busca de ouro. É um cenário perigoso para uma região que antes do atual governo experimentava uma fase de paz, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou a demarcação em 2005 e, quatro anos depois, ordenou a definitiva expulsão dos produtores de arroz que antes de irem embora incendiaram a Raposa Serra do Sol com uma série de conflitos armados.
Bolsonaro é o elemento novo. Numa clara ofensiva para emplacar seu projeto de mineração, o presidente Jair Bolsonaro aliou-se à Sociedade de Defesa dos Índios de Roraima (Sodiurr), entidade que esteve ao lado dos arrozeiros, para confrontar o poder do Conselho Indigenista de Roraima (Cir), a mais forte entidade, que controla 72% das 342 comunidades indígenas e Roraima e luta por um modo mais tradicional de exploração, baseado na preservação dos recursos naturais. A Sodiurr, que tem apoio de 17% das comunidades, defende um projeto de desenvolvimento mais amplo, com parcerias tanto na mineração quanto na pecuária e agricultura, seguindo métodos capitalistas para grandes empreendimentos.
“O discurso do presidente atraiu não-índios para dentro do território. Agora, com o avanço do coronavírus, a TI vive uma situação complicada de saúde. Conseguimos bloquear quatro entradas, monitoramos a movimentação através de nossos guardiões (um grupo de vigilantes indígenas), mas é difícil fazer controle”, diz o macuxi Edinho Batista de Souza, vice-presidente do Cir. Segundo ele, o governo cooptou lideranças da Sodiurr de baixa representatividade nas comunidades, mas não está conseguindo adesão.
Em dezembro, Bolsonaro recebeu a presidente da Sodiurr, a pedagoga macuxi Irisnaide Silva Souza, e outros dois líderes favoráveis à mineração, levados ao Palácio do Planalto pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR) e pelo secretário nacional de Assuntos Fundiários, Nabhan Garcia. A explícita mensagem de apoio à mineração estimulou as invasões, mas também acordou as lideranças do Cir, que passaram a promover eventos para conscientizar as etnias da Raposa Serra do Sol a não se deixarem encantar por promessas de riqueza fácil. O projeto do governo, segundo o macuxi Edinho, não só mudaria o modo de vida tradicional e a própria cultura indígena, como também implicaria em pesados custos ao meio ambiente e à saúde, com a poluição dos rios pelo despejo de mercúrio.
“Onde tem garimpo, tem destruição. Quem ganha são garimpeiros não-índios, empresários que levam as máquinas dentro das terras indígenas e comerciantes que vendem os insumos para mineração, como o mercúrio. A gente já sabe o custo disso em saúde”, afirma Edinho, se referindo aos vizinhos Yanomami, que também vêm sendo afetados pelas invasões e despejo de mercúrio nos rios da reserva. Em meados de março, num evento na Serra, em que debateram o projeto do governo, Edinho disse que derrubou o argumento dos adversários oferecendo ao senador Chico Rodrigues, que é defensor da mineração em terra indígena, um copo de água com mercúrio. Segundo ele, o produto está sendo largamente usado também nos garimpos da Raposa Serra do Sol.

Indígenas contaminados por mercúrio

A procuradora da República, Ana Carolina Bragança, coordenadora da Força Tarefa Amazônia, diz que a mineração ilegal desencadeou uma série de crimes, como a lavagem de dinheiro do ouro extraído ilegalmente, mas tem seu lado mais perverso na saúde das populações indígenas, pelo uso de mercúrio. Com base em levantamento feito em 2018 pelo Ministério das Minas e Energia sobre mineração em pequena escala, o Ministério Público Federal aponta que de 35 unidades produtoras de ouro pesquisadas na Amazônia, apenas uma utilizava cianeto na produção. Todas as demais, um universo estimado em 95% dos casos, usavam o mercúrio no processo de amalgamação do minério.

Balsa de garimpo no Rio Uraricoera, na terra indígena Yanomami. A comunidade tem sido afetada pelo despejo de mercúrio nos rios da reserva

O MPF diz que uma outra pesquisa, feita pelo Instituto Oswaldo Cruz, revela um verdadeiro desastre para a saúde dos Yanomami: 91% da população estariam com níveis de contaminação de mercúrio acima do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O despejo do mercúrio libera nos rios o metilmercúrio, elemento químico que causa danos cerebrais, como o retardo mental, e torna vulneráveis fetos durante a gravidez.
O efeito danoso do mercúrio é uma das assombrações que o Cir utiliza como argumento para convencer a população da Raposa Serra do Sol a se posicionar contra a mineração. O outro são as imagens de destruição que a Polícia Federal constatou in loco ao chegar no garimpo de Normandia no dia 12 de março. Havia máquinas escavadeiras, moinhos trituradores de pedras e veículos de transporte, operados por garimpeiros. Dias antes, o Ibama havia destruído máquinas encontradas em outros pontos da região. Um empresário e quatro índios que se apresentaram como responsáveis pelo garimpo de Normandia – Lindon, Zé Ernesto, Ennes e David Napoleão – acabaram presos por usurpação de matéria-prima da União, associação criminosa e extração ilegal de recursos minerais. Eles foram soltos dois dias depois, com o pagamento de uma fiança de dois salários mínimos cada um.
A prisão revoltou a presidente da Sodiurr que, em entrevista à Agência Pública, repudiou a ação, criticou a falta de transparência da Polícia Federal e afirmou que os índios foram enganados. “Eles foram convidados prestar esclarecimentos na capital. Só quando chegaram lá é que a polícia pediu a uma coordenadora da Funai que informasse que estavam presos em flagrante”, disse Irisnaide. “Os indígenas não vão mais cair nessa conversa”, avisou. Em 2005, para tentar evitar a retirada dos arrozeiros, índios ligados à Sodiurr chegaram a sequestrar cinco policiais federais. Segundo ela, os indígenas favoráveis à mineração praticam o chamado garimpo artesanal e não poderiam ser tratados como criminosos. “Precisamos que o governo federal venha orientar e nos mostrar o caminho para que índios não sejam tratados como bandidos”, afirmou.

O vice-coordenador do Cir diz que os índios foram presos porque tentaram assumir a responsabilidade pelas máquinas encontradas no local, mas que na verdade pertencem a empresários e políticos que moram nas cidades. “Os 4% dos lucros não iam para a comunidade. Ficavam com membros da comunidade cooptados. Não se trata de garimpo artesanal: havia máquinas para quebrar pedras e triturar. Os donos nem lá estavam. Parente não é dono de máquina”, disse Edinho. Segundo ele, os índios foram presos porque se deixaram usar pelos empresários, repetindo o mesmo tipo de relação que mantinham com os arrozeiros.
Edinho garante que a maioria dos índios das comunidades filiadas a Sodiurr tem parceria com o Cir e rejeita a mineração. A entidade está fazendo um minucioso levantamento sobre a presença de garimpeiros e vem mantendo contato mais estreito com o Exército, MPF, PF, Ibama e Funai para forçar operações de retirada de garimpeiros que estão dentro da área ou impedir os que tentam entrar por outros estados e pelas fronteiras da Raposa Serra do Sol com a Venezuela e a Guiana.
“As declarações do presidente Jair Bolsonaro deram força às invasões, mas também nos incentivaram a melhorar o controle”, afirma Edinho. Há poucos meses o Ibama e a Funai, segundo ele, destruíram uma balsa e encaminharam garimpeiros à Polícia Federal graças ao trabalho dos seguranças indígenas. O Cir controla um grupo estimado em 400 guardiões encarregados de monitorar os territórios no Estado em busca de focos garimpeiros e agora, principalmente, para controlar a pandemia do coronavírus.
Alinhada com o discurso que Bolsonaro gosta de repetir, Irisnaide diz que o Cir é influenciado por ONGs nacionais e internacionais que, contrárias a mineração, colocam índio contra índio, restabelecendo na questão da mineração o mesmo conflito de 2005. Na época o Cir venceu a disputa, conseguindo a demarcação em área contínua e a completa expulsão de arrozeiros. “A briga começou novamente. Eles (Cir) começaram a denunciar e pedir providências para operações contra os próprios indígenas que estavam na atividade de garimpagem. São radicais e não querem o progresso”, diz Irisnaide. Segundo ela, Bolsonaro quer a mineração, “mas infelizmente enfrenta vários desacordos de órgãos públicos”, afirma, se referindo às ações da Polícia Federal.
O presidente, na verdade, deu a senha para as invasões ao estimular a Sodiurr, mas depois, diante da repercussão negativa de sua proposta, recuou. “Vou propor que o projeto de mineração seja retirado da pauta do Congresso. Hoje não há clima para apreciar a matéria, que só deve voltar depois da crise, num tempo normal”, reconhece o senador Chico Rodrigues, que apoia a Sodiurr e defende a mineração como projeto de desenvolvimento para as comunidades indígenas de Roraima. Ele acha que Bolsonaro não estimula o conflito, mas sim o uso do subsolo riquíssimo que, na sua opinião, não pode deixar de ser explorada “por causa de meia dúzia de ongueiros”.
Edinho diz que a real motivação do governo por trás do projeto são interesses de empresas multinacionais americanas e canadenses que seriam abraçados pelos Bolsonaro. O coordenador do Cir lembra que o deputado Eduardo Bolsonaro pretendia colocar o projeto de pé já na época em que chegou a ser indicado, sem sucesso, como embaixador nos Estados Unidos.

”A Raposa Serra do Sol, que tinha um conflito histórico com os arrozeiros, voltou a ter problemas com garimpo, acumulando problemas que vão da poluição dos rios aos novos riscos impostos pela pandemia do coronavírus. É necessário que os órgãos governamentais de segurança organizem uma operação firme e duradoura para retirar os invasores em toda a Amazônia para evitar conflitos que podem se acentuar com a pandemia do coronavírus. Há uma tensão constante na região”, disse à Agência Pública a procuradora Ana Carolina Bragança, coordenadora da Força-Tarefa Amazônia.
Ela trabalhou em Roraima até o ano passado e diz que a figura do garimpeiro que fez parte da história da região, com a bateia, picareta e trabalho rudimentar, já não existe mais. “Agora são empresários de mineração, que fazem grandes investimentos em maquinário e contratam mão-de-obra para explorar”. Segundo ela, uma balsa flutuando nos rios de Roraima custa cerca de R$ 100 mil, investimento que exige uma atividade econômica organizada e não está à altura do garimpeiro tradicional e nem de comunidades indígenas.
O ouro extraído ilegalmente de terras indígenas, segundo a procuradora, alimenta também uma verdadeira lavanderia de dinheiro ilícito, que começa com uma declaração falsa de origem e termina no contrabando, facilitado quando o ouro é comercializado como mercadoria e não como ativo financeiro. “No ano passado 100 quilos de ouro extraídos em Roraima foram exportados para a Índia sem que o Estado tenha em vigência nenhuma permissão de lavra garimpeira”, lembra a procuradora. Nesta semana a Justiça Federal de Roraima aceitou uma denúncia do MPF contra 33 empresários que, entre janeiro de 2015 até dezembro do ano passado, venderam para os Emirados Árabes e Índia, cerca de 1.200 quilos de ouro contrabandeados da Venezuela como se fossem sucata, um indicativo de que os problemas na fronteira vão além dos conflitos em ebulição na Raposa Serra do Sol.

Fonte: OUTRASMÍDIAS


Casal é preso com quase 2 mil pedras de diamante em Vilhena, RO

Casal é preso com quase 2 mil pedras de diamante em Vilhena, RO





BR 364 virou rota para tráfico de diamantes; outra apreensão foi feita em Comodoro

Um casal foi preso com quase 2 mil pedras de diamante, na BR-364, em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. O caso foi registrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). As pedras estavam escondidas na calcinha da mulher, de 41 anos.
De acordo com a PRF, a caminhonete foi parada em uma abordagem de rotina, no Km 01 da rodovia. Os suspeitos teriam saído de Porto Velho e seguiam para Foz do Iguaçu (PR). Ao solicitarem os documentos, os agentes perceberam que o motorista, de 65 anos, demonstrou nervosismo.
Além disso, o casal divergiu diversas vezes sobre os motivos da viagem. Os agentes realizaram revista na caminhonete e no motorista, mas não encontraram nenhuma irregularidade.



Casal foi levado para Polícia Federal — Foto: Eliete Marques/G1

Em seguida, os agentes informaram ao casal que solicitariam a presença de uma policial feminina, para revistar a mulher. Diante disso, a suspeita disse que não seria necessária a revista e revelou que estava com diamantes escondidos na calcinha.
A suspeita foi ao banheiro e entregou 1.930 pedras preciosas à polícia. Os diamantes estavam em três pequenos envelopes plásticos, envolvidos em papel e fita adesiva.

De acordo com a PRF, as pedras foram retiradas de forma ilegal da Reserva Roosevelt, região conhecida pela extração de diamantes, localizada no município de Espigão do Oeste, no sul de Rondônia.
O casal contou à PRF que comprou os diamantes em Ji-Paraná (RO) pelo valor de R$ 300 mil. Eles ainda disseram que entregaram uma casa no negócio, mas não revelaram a identidade do vendedor.
O homem disse que mora em Porto Velho e trabalha como pedreiro. A mulher é fisioterapeuta e estuda medicina em Foz do Iguaçu. Ambos foram levados para a Polícia Federal (PF), onde estão sendo ouvidos.


Fonte: Rondoniaovivo

Homem é preso em Mato Grosso com 115 pedras de diamante escondidas no tênis

Homem é preso em Mato Grosso com 115 pedras de diamante escondidas no tênis





Crédito: Divulgação/ Polícia Rodoviária Federal de MT
Um homem, de 53 anos, foi preso com mais de 100 pedras de diamante,  em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá (MT). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele era procurado pelo crime de estupro de vulnerável. O nome dele não foi divulgado. 
Os policiais encontraram o homem  durante vistoria de um ônibus de viagem na rodovia. Ele foi revistado e os policiais descobriram que havia um mandado de prisão contra ele pelo crime de estupro de vulnerável. Dentro de um dos tênis que ele usava, a PRF localizou 115 pedras preciosas e, ao ser interrogado, o passageiro disse que eram diamantes que ele comprou e revenderia.
Segundo a PRF, os diamantes foram apreendidos e o homem vai responder pelo crime de usurpação de matéria prima ou bem da União.



O Liberal

Ibovespa perde fôlego e recua com piora externa antes do Fed

Ibovespa perde fôlego e recua com piora externa antes do Fed



Ações1 hora atrás (10.06.2020 13:25)

© Reuters. Operador da corretora Necton durante sessão da bolsa de valores de São Paulo© Reuters. Operador da corretora Necton durante sessão da bolsa de valores de São Paulo
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa mostrava piora nesta quarta-feira, acompanhando o ajuste negativo em praças acionárias no exterior, em sessão marcada por decisão de política monetária nos Estados Unidos.
A B3 também estará fechada na quinta-feira, uma vez que não alterou seu calendário original, mesmo após antecipação do feriado de Corpus Christi para abril em São Paulo, o que corrobora alguma cautela.
Às 11:30, o Ibovespa caía 1,48%, a 95.310,63 pontos. Mais cedo, chegou a subir a 97.645,85 pontos. O volume financeiro era de 8,9 bilhões de reais.
Na véspera, o Ibovespa caiu 0,9%, quebrando uma sequência de sete pregões de alta, que abriu espaço para realização de lucros, em meio à euforia nos mercados com a reabertura de economias em um cenário de elevada liquidez global.
Nos EUA, o Federal Reserve finaliza sua reunião de política monetária nesta quarta-feira, com as atenções passando de sua forte resposta à pandemia para planos ainda em desenvolvimento para fortalecer e alongar a recuperação econômica.
"Os agentes não esperam mudança da taxa no atual intervalo entre 0,00% e 0,25% pelo órgão norte-americano, mas estarão monitorando as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, após a decisão e a divulgação do comunicado pelo comitê", afirmou a BB Investimentos, em nota a clientes.
Ainda no exterior, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou nesta quarta-feira que uma contração de 6% da economia em 2020, que pode chegar a 7,6% se houver um segundo surto de coronavírus.
Também no radar está a liberação pela prefeitura de São Paulo para a reabertura de comércios de rua e imobiliárias na nova fase da retomada econômica. Há também expectativa de que a reabertura de shopping centers seja autorizada.
DESTAQUES
- AZUL PN (SA:AZUL4) e GOL PN recuavam 7,5% e 7,4%, respectivamente, após forte valorização recente, que foi apoiada nas expectativas otimistas para a reabertura de economias, além da queda do dólar em relação ao real. Até a véspera, os papéis da Azul acumulavam em junho alta de 80% e os da Gol (SA:GOLL4), 86%. No setor de viagens, CVC (SA:CVCB3) BRASIL ON caía 4,4%, após acumular valorização de 67% no mês até a terça-feira.
- EMBRAER ON (SA:EMBR3) perdia 7%, no segundo pregão consecutivo de queda, após avançar mais de 50% em uma série de sete pregões de alta até a segunda-feira.
- VALE ON (SA:VALE3) perdia 2%, após queda dos preços do minério de ferro na China, em meio a um aumento nos embarques de mineradoras para o país, embora incertezas quanto à oferta ainda estejam no radar devido à pandemia de coronavírus.
PETROBRAS PN (SA:PETR4) e PETROBRAS ON (SA:PETR3) cediam 2,95% e 3,1%, respectivamente, na esteira do declínio dos preços do petróleo no exterior, após dados mostrarem aumento nos estoques nos EUA, o que reviveu preocupações com o excesso de oferta e a demanda fraca devido à crise do coronavírus.
- ITAÚ UNIBANCO PN caía 2,9%, em sessão de forte correção negativa no setor de bancos, na esteira da realização generalizada na bolsa paulista. BRADESCO PN (SA:BBDC4) recuava 3%.
- BRASKEM PNA (SA:BRKM5) avançava 1%, após renovar por mais cinco anos contratos de fornecimento de nafta petroquímica pela Petrobras para unidades da companhia na Bahia e no Rio Grande do Sul. Os contratos preveem preços de 100% da cotação da nafta no Noroeste da Europa (ARA).
- VIA VAREJO ON subia 0,8%. Além da liberação ao comércio na maior cidade brasileira, estrategistas do Itaú BBA adicionaram a ação em sua lista 'TOP 5', destacando a exposição à retomada do consumo doméstico, notável agilidade no processo de transformação digital e valuation descontado em comparação aos pares. Ao mesmo tempo, o Itaú BBA excluiu da carteira MAGAZINE LUIZA ON (SA:MGLU3), que caía 1,3%.
- RD ON (SA:RADL3) avançava 2,3%, entre as maiores altas, também tendo de pano de fundo o alívio nas medidas de restrição de circulação em São Paulo.


Fonte: Reuters

Positivo irá recomprar 6 milhões de ações

Positivo irá recomprar 6 milhões de ações



Por Gustavo Kahil
09/06/2020 - 23:23
Vivo Positivo
As operações serão realizadas entre o dia 10 de junho de 2020 e 10 de junho de 2021 (Imagem: Gustavo Kahil/Money Times)
Positivo (POSI3) irá recomprar até 6 milhões de ações em circulação no mercado, mostra um comunicado enviado ao mercado nesta terça-feira (9).
As operações serão realizadas entre o dia 10 de junho de 2020 e 10 de junho de 2021.
BTG Pactual atuará como intermediadora financeira.

Resultados

A empresa apresentou lucro líquido de R$ 4,4 milhões no primeiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 4,9 milhões apurado no mesmo período do ano passado. E, num trimestre em que o mundo praticamente parou devido ao coronavírus, a receita líquida subiu 9%, para R$ 378,6 milhões.

Fonte: MONEY  TIMES