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(Reuters) - As ações na Europa tiveram o pior dia em mais de 11 semanas nesta quinta-feira, depois de sóbrias projeções econômicas do Fed que forçaram um choque de realidade e por preocupações sobre uma segunda onda de casos de coronavírus.
O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 4,1%, no quarto dia consecutivo de perdas, com os papéis do setor automotivo liderando as baixas.
Fiat Chrysler perdeu 7,7% e a Peugeot PSA recuou 10% após notícia de que as montadoras enfrentarão uma longa investigação antitruste da União Europeia sobre seus planos de uma fusão de 50 bilhões de dólares.
O STOXX 600 se distanciou ainda mais de máximas de três meses após o Fed ter indicado que uma recuperação econômica total demandará mais do que o simples relaxamento de medidas de isolamento adotadas contra o coronavírus, minando o otimismo que vinha impulsionando os mercados recentemente.
O banco central dos EUA também projetou uma contração de 6,5% na maior economia do mundo em 2020.
A possibilidade de uma nova alta nos casos de Covid-19 nos EUA também apagou esperanças de alívio nas medidas de isolamento, após análise da Reuters mostrar que infecções confirmadas cresceram após cinco semanas de queda, em parte devido à ampliação de testes.
Ações dos setores de viagens e lazer foram pressionadas pela perspectiva de novas infecções, com a operadora de cinemas britânica Cineworld aparecendo como maior perdedora no STOXX 600, ao despencar 17,1%.
A Lufthansa caiu 9,1% após sinalizar que deve cortar mais vagas.
As ações europeias ainda ampliaram as perdas ao final da sessão depois que os índices em Wall Street abriram em baixa, com o S&P 500 caindo 3%.
Os papéis da gigante de bens de consumo Unilever (LON:ULVR) listados no Reino Unido caíram quase 1% depois de a empresa propor a combinação de duas unidades legais na Holanda e no Reino Unido em uma única companhia com sede britânica.
Os papéis de empresas europeias de saúde tiveram a menor queda.
Você já ouviu falar sobre o Ródio? Ele é um metal raro que não é encontrado sozinho na natureza. Da mesma família da platina, o Ródio (Rh) confere às ligas metálicas que o contém alta dureza e alta resistência à ataque de ácidos. Atualmente, esse metal vem ganhando atenção no mercado mundial. Desde 2016, ele sofreu uma valorização em suas cotações de 256% e por isso se tornou o metal mais caro do mundo (ganhando até do ouro, da prata ou da platina, que são os metais preciosos mais conhecidos).
Foto: Alchemist-hp (talk) (Own work, FAL)
Utilizações
O ródio é usado como catalizador de automóveis, aliado na redução de gases tóxicos produzidos pela combustão dos motores. Devido ao aumento da demanda na indústria automobilística, para cumprirem suas metas, a cotação do preço do metal se elevou bastante. Nas indústrias eletrônicas, ele é usado como conector, uma vez que apresenta baixa resistência elétrica. Outra aplicação é em instrumentos ópticos e certos tipos de espelho. Já que esses materiais, ao serem revestidos com Ródio, apresentam alta reflexão ótica.
O Banho de Ródio
No mercado de joias é comum ouvir sobre o banho de ródio. Ele é um acabamento que encobre levemente as joias e que promove um brilho prateado mais intenso que a própria prata. Isso se deve em virtude de que o Ródio é um metal muito reflexivo. Outra vantagem é que ele deixa as joias mais resistentes também. Esse metal também pode ser combinado com corante, produzindo o ródio negro. A sua coloração muda para um tom de prata escuro fosco, que vem ganhando espaço no mercado de joias e semi joias.
A Mineração do Metal
Apesar de não existirem minas de explotação de Ródio, ele é obtido como subproduto da explotação de outros metais, como da platina e do níquel. O maior produtor mundial dele é a África do Sul, que concentra 80% de sua produção. Nesse país, ele é obtido de uma mina de platina pela empresa Impala Platinum Holdings. A Rússia é o segundo maior produtor, ao passo que, nesse caso, ele é extraído juntamente com o Níquel.
O Mercado de Commodities
O Ródio teve um grande crescimento na bolsa de valores nos últimos anos. Entretanto, analisando seu histórico, pode-se perceber que houve uma grande variação, condicionada à necessidade e à disponibilidade. Há mais de 10 anos, o seu preço era negociado por volta de U$ 10 mil por onça (equivalente a 28,3 g). Em 2009, esse valor despencou para U$ 1 mil por onça, uma queda de 90% em sua cotação. Até que em agosto de 2016, o Ródio atingiu seu menor valor de U$ 639 por onça. Desde então, o metal teve um aumento de mais de 256%, contabilizando uma cotação de U$ 2,5 mil. Para saber mais sobre a compra e venda de commodities, leia: Formas de Compra e Venda de Minerais.
Tendências
A tendência é que sua cotação continue a subir. A Impala Platinum Holdings divulgou que irá reduzir a produção de platina em um terço até 2021 e, consequentemente, a produção de Ródio também. O Governo Chinês publicou sobre as metas para redução da emissão de gases poluente e sua preocupação com o meio ambiente. Desse modo, o interesse no metal pode crescer nos próximos anos, mesmo com a diminuição da oferta, para produção de catalizadores.
O lítio é conhecido por ser o elemento de símbolo “Li” na tabela periódica. Ele pertence à família dos metais alcalinos. Como os demais elementos do seu grupo, ele nunca ocorre em seu estado nativo na natureza! Isso porque ele é quimicamente ativo, sendo encontrado na forma de um mineral ou como um sal estável. O metal pode ser isolado através da técnica de eletrólise do cloreto de lítio fundido, realizada pela primeira vez por Bunsen e Matthiessen em 1855. Sob condições normais de pressão e temperatura, é o mais leve dos metais, com o peso específico de 0,534 g/cm³.
A descoberta do lítio
Como esse elemento foi descoberto? Em 1817, Arfweson, um químico sueco o descobriu ao estudar o mineral petalita. O nome escolhido para batizá-lo deriva da palavra grega lithos, que significa pedra. Isto se deve ao fato de que, naquele tempo, acreditava-se que ele só ocorria nas pedras. Hoje, sabemos que a as principais fontes deste metal são os evaporitos (salmouras com alto teor de lítio), e as rochas ígneas. Os compostos de lítio são obtidos nos minerais: espodumênio, lepidolita, ambligonita e petalita, que são aluminossilicatos de lítio.
Ambligonita. Foto por Luis Miguel Bugallo Sánchez (CC BY-SA 3.0)
Aplicações na indústria
O hidróxido e o carbonato de lítio são as principais formas em que este metal é usado industrialmente. Eles são derivados a partir da carbonatação e descarbonatação, respectivamente. O hidróxido é aplicado na fabricação de um sabão que tem capacidade de engrossar óleos e, por isso, é muito empregado como lubrificante nas indústrias. Pode ser aproveitado também, junto do peróxido de lítio, para remover o dióxido de carbono e purificar o ar em ambientes fechados, como naves espaciais e submarinos. Um uso muito formidável do lítio na forma de carbonato é na indústriafarmacêutica,por exemplo. No Brasil e nos Estados Unidos, os sais de lítio têm aprovação para o tratamento de transtorno bipolar. Eles são utilizados por seus efeitos reguladores de humor, antimaníaco e, secundariamente, antidepressivo.
Uso em baterias
Muita gente sabe também que o lítio é usado na fabricação de baterias. Mas que propriedade o torna tão rentável? A resposta está no seu elevado calor específico, o maior de todos os sólidos. Assim é aplicado em operações de transferência de calor e, por causa do seu elevado potencial eletroquímico é aplicado como um ânodo adequado para as baterias elétricas.
Outras formas utilizadas
Enquanto isso, o óxido de lítio é um importante agente na indústria de cerâmicas e vidrarias. Ele é adotado como fundente para o processamento do dióxido de silício, reduzindo o ponto de fusão e a viscosidade desse material. Isso melhora as propriedades físicas de cerâmicas. Já o hidreto de alumínio e lítio é um agente redutor empregado na síntese de compostos orgânicos. O lítio puro, por sua vez, é um componente comum nas ligas metálicas de alumínio, cádmio, cobre e manganês. Essas ligas são utilizadas na construção aeronáutica e estão sendo empregado com êxito na fabricação de cerâmicas e lentes.
Participação econômica na extração no mercado de lítio em 2011. Gráfico por Hardwigg
Reservas brasileiras
Na crosta terrestre, o lítio encontra-se bastante distribuído e é muito pouco abundante, sendo-lhe atribuída uma percentagem da ordem de 0,004%. As principais reservas lavráveis no Brasil estão localizadas em Minas Gerais. O estado possui reservas de espodumênio, ambligonita, lepidolita e petalita nos municípios de Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha. No Ceará, nos municípios de Quixeramobim (lepidolita) e Solonópole (ambligonita) ainda encontram-se em fase de análise.
Rotas de beneficiamento
Como dito anteriormente, a baixa concentração de lítio na crosta terrestre encarece os processos debeneficiamentodo minério. Normalmente, a primeira etapa consiste na britagem para a redução granulométrica. Em seguida, faz-se a catação manual, a separação em meio denso e a separação magnética de alta intensidade.
Esse processo no Brasil
No Brasil, a produção industrial de compostos do metal é obtida diretamente do mineral espodumênio, posto que seu teor é de 1 a 1,5% de Li2O. A etapa inicial do processo para obtenção de carbonato e de hidróxido de lítio consiste na concentração do espodumênio. Além disso, o concentrado de lítio requer uma etapa específica de tratamento térmico (decrepitação). Posteriormente, existem duas rotas principais para obtenção do carbonato e do hidróxido. A primeira consiste em sulfatar o concentrado de espodumênio decrepitado com ácido sulfúrico e lixiviá-lo com água para a posterior precipitação do carbonato. A segunda resume-se em calcinar o espodumênio com cal hidratada para a cristalização do hidróxido.
O futuro da mineração de Lítio no país
O futuro do minério no território brasileiro promete arrancadas surpreendentes. De acordo com o projeto de Avaliação do Potencial do Lítio no Brasil, coordenado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), as reservas brasileiras tiveram uma alta de 0,5% para 8%. Por ser um mineral estratégico, altamente aplicado na tecnologia, isso é uma alavanca para o crescimento econômico do estado de Minas Gerais, na região do Vale do Jequitinhonha, onde foram encontradas 45 ocorrências da substância, sendo 20 inéditas. A ideia é não perder essa oportunidade e atrair novos investimentos. Além disso, é necessário se adiantar na demanda externa, inserindo a mineração num contexto de desenvolvimento sustentável e inteligente.
Rocha chamada pegmatito, rica em espodumênio (partes brancas), um mineral do qual se extrai o lítio. Foto: CPRM/Divulgação