terça-feira, 23 de junho de 2020

Moody's reduz perspectiva do PIB do Brasil e alerta para riscos crescentes do Covid-19

Moody's reduz perspectiva do PIB do Brasil e alerta para riscos crescentes do Covid-19



Coronavírus10 horas atrás (22.06.2020 20:10)

BRASÍLIA (Reuters) - A agência de classificação de risco Moody's reduziu nesta segunda-feira as perspectivas econômicas para o Brasil em 2020, alertando que a recuperação do país está vulnerável ao aprofundamento da incerteza em torno da sua capacidade de controlar a pandemia do Covid-19.
A Moody's espera que o Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia da América Latina encolha 6,2% neste ano, em comparação a previsão anterior de queda de 5,2%, colocando-a mais em linha com o consenso geral entre os economistas.
Em um relatório mais amplo, no qual reduziu a perspectiva econômica global, a Moody's disse que o Brasil está no topo da lista de países que lutam para diminuir as taxas de infecção em meio a testagens insuficientes para o Covid-19.
"Portanto, novas interrupções na atividade do consumidor e no funcionamento das empresas são uma possibilidade real e podem prejudicar permanentemente as perspectivas de crescimento das economias individuais do G-20", escreveu a Moody's, mencionando o Brasil em particular.
O Brasil é o segundo maior epicentro do coronavírus no mundo depois dos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de casos confirmados e mais de 50 mil mortes relacionadas.
A Moody's revisou suas perspectivas de crescimento econômico para o Brasil em 2021 para 3,6%, ante 3,3%, mas disse que isso se dava mais em função de o quão baixo a economia irá recuar neste ano do que por uma forte recuperação.
"O caminho geral da recuperação econômica permanece... (com) a atividade retomando no terceiro trimestre de 2020", disse Samar Maziad, analista líder do rating soberano do Brasil.
A Moody's tem uma perspectiva "estável" em seu rating de crédito soberano "Ba2", abaixo da classificação de grau de investimento, para o Brasil. A agência não mencionou a nota em seu relatório nesta segunda-feira.
No mês passado, Maziad disse que uma deterioração permanente da situação fiscal, em razão dos gastos emergenciais e de combate à crise, "seria o gatilho crítico para repensar as perspectivas".
(Por Jamie McGeever)

Fonte: Reuters

segunda-feira, 22 de junho de 2020

GARIMPEIRO RUSSO ENCONTRA MUITO OURO E PEDRAS PRECIOSAS

Diamante de 425 quilates é encontrado na África do Sul


Diamante de 425 quilates é encontrado na África do Sul








Bloomberg

A sorte parece ter sorrido para a mineradora de diamantes Petra Diamonds, que encontrou uma enorme pedra preciosa em sua mina Cullinan, na África do Sul, mesmo local onde o maior diamante já existente foi encontrado, há mais de um século. A pedra tipo II de cor branca, de 425 quilates, é um achado muito bem-vindo para a empresa, que acumula dívidas e preocupações por não vir encontrando, nos últimos tempos, pedras caras o suficiente.
A mina Cullinan, símbolo da companhia e que já foi chamada de The Primer Mine, opera desde 1902, depois que um dono de loja de alvenaria descobriu diamantes em uma fazenda fora de Johannesburgo. Apenas três anos depois, um diamante de 3.106 quilates foi extraído da nova mina. Ele foi cortado em partes polidas, sendo as duas maiores —- a Grande Estrela da África e a Pequena Estrela da África — destinadas às joias da Coroa da Grã-Bretanha.
A descoberta de hoje elevou as ações da empresa em 7,7%, recuperando a queda dos últimos 16 anos. No segundo semestre do ano passado, os preços em Cullinan tiveram baixa de 31%, em comparação com o ano anterior: o quilate chegou a ser vendido por US$ 96. A dúvida sobre a possibilidade de encontrar pedras relevantes era grande.
A indústria de Petra também desacelerou. As ações caíram porque os preços das pedras ficaram mais baratos, afetados pela alta oferta e pouca procura. O mercado também foi prejudicado por uma moeda fraca na Índia, já que é lá que quase todos os diamantes do mundo são negociados ou transformados em joias.
No início do ano, um diamante branco de 100 quilates e um azul de 6,1 quilates foram encontrados, mas não conseguiram resolver os problemas financeiros da empresa. O diamante de 425 quilates é, provavelmente, a sexta maior pedra já encontrada na mina e também uma das 15 maiores encontradas neste século.
Ainda será necessária uma análise para deterninar quantas pedras polidas é capaz de produzir e, portanto, qual seu real valor. Entretanto, uma estimativa do BMO Capital Markets é de que pode valer mais de US$ 15 milhões, enquanto o RBC Capital Markets, calculou seu valor em de US$ 25 milhões a US$ 35 milhões.

Fonte: EXTRA

Começou a semana do “ou-vai-ou-racha” do Ibovespa: alta de 5% ou tombo de 12%?

Começou a semana do “ou-vai-ou-racha” do Ibovespa: alta de 5% ou tombo de 12%?



Por Márcio Juliboni
22/06/2020 
B3 Mercados B3SA3 Ibovespa
Decisiva: semana pode ditar os rumos do Ibovespa por um bom tempo (Imagem: B3/Youtube)
Esta é uma semana para os investidores acompanharem com atenção, pois pode ser decisiva para consolidar a tendência de alta do Ibovespa ou ver o principal índice da Bolsa brasileira esgotar sua força, inverter o sentido e iniciar um mergulho. A avaliação é da Ágora Investimentos.
Segundo o analista gráfico da gestora, Maurício Camargo, para firmar a tendência de alta, o Ibovespa precisa romper a barreira de 97.500 pontos.
ágora ibovespa 22 jun 2020
Se isso ocorrer, terá condições de pegar uma corrente ascendente até os 101.600 pontos – equivalente a uma alta de 5% sobre os 96.572 pontos com que fechou o pregão de sexta-feira (19).
Mas, se não alcançar esse patamar, e começar a escorregar, o marco em que a queda se transformará em tombo são os 95.200 pontos, de acordo com a Ágora. Se passar daí, a queda pode bater em 88 mil ou 85 mil, conforme o humor do mercado.

Rali da Bolsa brasileira está perto do fim, alerta Santander

Rali da Bolsa brasileira está perto do fim, alerta Santander



Por Gustavo Kahil
22/06/2020 - 18:17
Mercados
O Brasil oferece menor potencial de valorização após o recente rali, diz o Santander (Imagem: Pixabay/AhmadArdity)
O rali de quase 30% do Ibovespa (IBOV) desde o início de abril parece estar perto do final, mostra um estudo realizado pelo Santander levando em consideração o múltiplo de preço sobre o valor patrimonial por ação (P/VPA).
O analista Daniel Gewehr calculou que o índice MSCI Latam, que inclui os principais mercados de ações da América Latina, negocia a um desconto de 24% em relação à média histórica.
Isso, explica Gewehr, sugere uma assimetria positiva para a região em um cenário em que os mercados convergem para suas médias.
“Refizemos o estudo de P/VPA para verificar o novo nível de valuation dos índices da América Latina após a recente recuperação nos preços (recuperação de 39% desde março) e descobrimos que, para a maioria dos países, os índices atuais foram vistos apenas algumas vezes nos últimos 15 anos”, escreveu Gewehr em um relatório enviado a clientes nesta segunda-feira (22).
Os resultados revelaram que o Chile, a Colômbia e o México só negociaram em um patamar parecido em apenas 2%, 2% e 0,6% do tempo desde 2005, respectivamente.
“O Brasil oferece menor potencial de valorização após o recente rali (+6% em média), enquanto a Argentina é o país menos atraente do estudo”, conclui.