sexta-feira, 27 de novembro de 2020
Como identificar um diamante verdadeiro?
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Cientistas desafiam a natureza e criam diamantes à temperatura ambiente
Cientistas desafiam a natureza e criam diamantes à temperatura ambiente
Os diamantes tradicionais são formados ao longo de milhares de milhões de anos nas profundezas da Terra, onde as pressões e as temperaturas extremas fornecem as condições ideais para cristalizar o carbono. Mas os cientistas estão a trabalhar em formas mais convenientes de criar pedras preciosas.
O diamante, que se forma ao longo de milhares de milhões de anos nas profundezas da Terra, é um dos minerais mais valiosos do mundo, devido às suas características físicas e óticas. Depois da grafite, é a segunda forma mais estável de carbono.
Agora, uma equipa de cientistas da Australian National University e da RMIT University desafiou a natureza e criou diamantes à temperatura ambiente em apenas alguns minutos.
Segundo o New Atlas, para formar o mineral, os cientistas usaram uma célula de bigorna de diamante, um dispositivo usado para gerar as pressões extremas necessárias para criar materiais ultraduros. Depois, aplicaram uma pressão equivalente ao que definiram como “640 elefantes africanos” na ponta de uma sapatilha de ballet, criando uma força de torção ou deslizamento que moveu os átomos de carbono no material.
Jodie Bradby, cientista da Australian National University, explicou que “a reviravolta na história é a forma como aplicamos essa pressão”.
A equipa conseguiu criar dois tipos de diamantes distintos: regulares, aqueles que encontramos nos anéis de noivado, e lonsdaleíta, um diamante mais raro encontrado em locais de impacto de meteoritos. Este último é aproximadamente 58 vezes mais duro que o primeiro tipo e pode ser usado, por exemplo, para cortar materiais ultrassólidos.
“Foi emocionante poder fazer dois tipos de diamantes em temperatura ambiente pela primeira vez em nosso laboratório”, comentou Xingshuo Huang, investigador da Australian National University.
A equipa recorreu a técnicas avançadas de microscopia eletrónica para cortar os minerais e colher amostras para análise do seu processo de formação. O estudo, publicado recentemente na Small, revelou que os diamantes regulares só se formam no meio dos veios de lonsdaleíta.
“Ver estes pequenos ‘rios’ de lonsdaleíta e diamante regular pela primeira vez foi incrível. Isto vai ajudar-nos a entender como podem ser formados”, disse Dougal McCulloch, professor de Física do Royal Institute of Technology.
Fonte: ZAP
TUDO SOBRE PEDRAS PRECIOSAS
Pedras preciosas são minerais valorizados pela raridade e por qualidades físicas como a beleza e a dureza. Depois de receber tratamento adequado - lapidação, polimento - a pedra preciosa é usada na confecção de jóias e objetos de arte. Chama-se gemologia o estudo físico, químico e genético das pedras preciosas, bem como de outras substâncias não-minerais usadas com o mesmo fim, como pérolas, âmbar, coral e marfim. Diversas propriedades são consideradas na avaliação da beleza e valor das gemas, entre as quais se destacam a iridescência, ou reflexão das cores do arco-íris em suas facetas; a opalescência, ou reflexo nacarado característico das opalas; e o asterismo, ou efeito estrelado da luz refletida por alguns brilhantes.
Entre os mais de dois mil minerais conhecidos, cerca de cem encontram uso em joalheria e menos de vinte são considerados preciosos ou semipreciosos. Alguns deles, como o berilo e o coríndon, dão origem a mais de um tipo de gema.
A fabulita é um titanato de estrôncio produzido pela primeira vez em 1952. Por seu índice de refração, superior ao do diamante, e pela grande dureza, é usada em substituição ao brilhante. Outro produto sintético de dureza próxima à do diamante é o borazon, ou nitreto de boro.
A lapidação e o polimento das pedras preciosas são feitos por meio de três processos diferentes usados de acordo com sua dureza. O tratamento com areia abrasiva e água no interior de um cilindro giratório é usado em pedras de dureza média como a ágata, opala e ônix. O resultado é um excelente polimento, porém as formas são irregulares. A técnica Idar-Oberstein, que consiste no uso de pequenos tornos polidores, se emprega tradicionalmente nessa cidade alemã para o polimento de pedras de grande ou média dureza. Um terceiro processo, muito utilizado para pedras de grande dureza, é o que consiste de corte com serra e posterior polimento com areia, pó de diamante e outros abrasivos.
De grande importância é o corte, que contribui para destacar o brilho e a beleza das pedras. Para isso usa-se um instrumento de grande velocidade dotado de brocas de diamante, contra as quais se pressiona a pedra até conseguir a forma, tamanho, simetria e profundidade desejados. Durante o tratamento das jóias, podem ser acentuadas determinadas cores e tonalidades mediante aquecimento sob condições controladas, exposição da pedra aos raios X ou aplicação de pigmentos nas células básicas dos cristais.
Outro tipo de imitação são as pedras duplas, triplas ou espelhadas. As pedras duplas se fazem por união de duas peças com uma cola incolor. Em duplas feitas de granada e vidro, este é fundido à granada. As triplas são confeccionadas por meio da colagem de duas pedras com um cimento que dá coloração à pedra. As pedras espelhadas são obtidas com a colocação de um espelho na base da pedra, para produzir os efeitos de cintilação de uma jóia verdadeira.
Certos tipos de rubis e safiras são encontrados em Myanmar. A esmeralda é proveniente da Colômbia, Sri Lanka, Índia, Áustria, África do Sul e Rússia. O Brasil, assim como Madagascar e os Estados Unidos, tem grandes jazidas de pegmatitos que produzem gemas de boa qualidade como a água-marinha, considerada a pedra típica do Brasil, o topázio e a turmalina. As principais zonas produtoras brasileiras ficam no nordeste de Minas Gerais, sudeste da Bahia e norte, centro e sul do Rio Grande do Sul.
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A drusa de quartzo é um conjunto natural de cristais de quartzo que crescem a partir de uma mesma base rochosa, com as pontas livres e v...



















