segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Dragas dos garimpos tomaram conta do rio Madeira

 

Nos governos estaduais de orientação bolsonarista não existe fiscalização deste crime ambiental

Bandeira vermelha

Foi uma surpresa para muitos o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, interromper uma promissora viagem aos EUA, cuja pauta era positiva sob todos os aspectos. Hoje se sabe que ele voltou correndo por causa do problema energético, que é explosivo e já demoliu a popularidade de um presidente – Fernando Henrique. Tinha pressa, também, de pacificar um tiroteio interno entre setores do próprio governo.

Já é tradicional no desconjuntado Estado brasileiro que diante de qualquer problema áreas desconexas da gestão se acusam entre si por este ou aquele deslize que dá em descontrole. Adotar a bandeira vermelha, encarecendo a energia para as famílias, foi desgastante. Lá atrás, a pauta de impulsionar a geração de energia limpa podia ter escapado da desastrosa polarização que desuniu a Nação. Se há cinco anos houvesse uma convergência de propósitos para contornar o problema é provável que hoje os consumidores não estivessem tão apreensivos.

A Amazônia, pelo uso apropriado de seus recursos, tem como gerar muita energia. Estudo do Instituto Escolhas, por exemplo, aponta que na região é possível produzir 537 milhões de m³ de biogás por ano, gerando 1,1 TWh de eletricidade pelo aproveitamento do lixo urbano, resíduos da piscicultura e produção da farinha de mandioca. Joga-se fora muita energia possível, mas com foco e boa governança as soluções aparecem.

As pesquisas

Como era de se esperar já temos pesquisas circulando para as eleições do ano que vem para todos os gostos e as missas encomendadas de acordo com os pedidos.Começam com erros primários, algumas sem citar os grandes favoritos da temporada, os ex-governadores Ivo Cassol e Confúcio Moura, por coincidência os dois únicos na história de Rondônia que se reelegeram. Nada diferente do que foi praticado em pleitos anteriores e os pesquisadores a cada ano mais pilantras só querendo faturar em cima dos candidatos cada vez mais patos.

Comemoração

Inaugurado em 13 de setembro de 1993, pelo Clã Gurgacz, o Diário da Amazônia comemora mais um aniversário nesta segunda-feira. Fruto de uma parceria do empresário Assis Gurgacz, presidente do Grupo Eucatur com o jornalista Emir Sfair, já falecido, o jornal fez história com uma trajetória de sucesso e atualmente se constitui no único diário com circulação estadual no Estado de Rondônia.

Nossos agradecimentos ao corpo de funcionários, colaboradores, a direção atual, leitores e fornecedores e sobretudo ao Seu Assis nosso diretor presidente e ao senador Acir e família pela dedicação atribuída a todo SGC.

A impunidade

Impressiona a incompetência na área de segurança pública em Porto Velho. Existe uma onda de roubos de fiação elétrica, medidores de água, tampas de bueiro e até de vigas de ferro dos trilhos da ferrovia Madeira Mamoré há mais de dois anos na capital e até agora não foram descobertos os receptadores.

Não é possível tamanha impunidade sem cumplicidade nos meios policiais, já que até agora nada se resolveu e os furtos nas residências só tem aumentado. O roubo de cabos elétricos se estendeu a iluminação pública, nas pontes, nos viadutos. Rola por aí que tem milicianos no meio deste negócio.

Grande boom

Vivemos um grande boom de redes de supermercados em Porto Velho com inaugurações de novas lojas constantes, como tem ocorrido com a Nova Era, Araújo e agora a Meta concorrendo em regiões estratégicas com o maior conglomerado da capital, os Supermercados Gonçalves.

Outros estabelecimentos têm demonstrado também crescimento na capital, como Oliveira, DB e o Tuit e o Jardim, ampliando instalações. O mercado despertou interesse das redes interioranas, caso de um grupo empresarial de Ji-Paraná se instalando em antigas lojas de uma rede falida e cujas instalações foram leiloadas.

Dragas no Belmonte




As dragas de garimpo tomaram conta do Rio Madeira, na região do Belmonte, próxima a Porto Velho. Noite adentro o garimpo do ouro, que faz uso do mercúrio e insere este metal no sistema aquático, reflete na cadeia alimentar de quem vive na pesca e acarreta inúmeros casos de câncer na região.

Nos governos estaduais de orientação bolsonarista não existe fiscalização deste crime ambiental e infelizmente Rondônia também está fazendo vista grossa para o que está ocorrendo na região do Belmonte e nas adjacências do Distrito de São Carlos, onde o Madeirão encontra o Rio Jamari.



Via Direta

A quinta-feira foi uma casa da mãe Joana em Rondônia com o fechamento das rodovias por caminhoneiros pelo estado e na capital com o protesto dos motoristas dos aplicativos pelo preço dos combustíveis.

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A inflação acelerada chegou aos chaveiros. Só a visita a sua residência em Porto Velho custa R$ 70,00 e fora a confecção das chaves. É coisa de louco!

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Com a diminuição das mortes pelo covid finalmente os coveiros do cemitério do Santo Antônio tiveram folga nestas bandas. Foram dias e noites movimentadas com tantos sepultamentos.

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Vamos ver se esta nova onda de coronavirus que começa agora em Rondônia com as variantes Delta e Mu causarão mais estragos nos próximos meses.

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A necessidade faz o sapo pular e o presidente Jair Bolsonaro se arrependeu da tentativa de golpe e ficou amiguinho de Alexandre Moraes e dos chineses. É coisa de louco!


Fonte: CPRM

TUDO SOBRE PEDRAS PRECIOSAS










Pedras preciosas

Pedras preciosas são minerais valorizados pela raridade e por qualidades físicas como a beleza e a dureza. Depois de receber tratamento adequado - lapidação, polimento - a pedra preciosa é usada na confecção de jóias e objetos de arte. Chama-se gemologia o estudo físico, químico e genético das pedras preciosas, bem como de outras substâncias não-minerais usadas com o mesmo fim, como pérolas, âmbar, coral e marfim. Diversas propriedades são consideradas na avaliação da beleza e valor das gemas, entre as quais se destacam a iridescência, ou reflexão das cores do arco-íris em suas facetas; a opalescência, ou reflexo nacarado característico das opalas; e o asterismo, ou efeito estrelado da luz refletida por alguns brilhantes.

Entre os mais de dois mil minerais conhecidos, cerca de cem encontram uso em joalheria e menos de vinte são considerados preciosos ou semipreciosos. Alguns deles, como o berilo e o coríndon, dão origem a mais de um tipo de gema.


Histórico - O uso das pedras preciosas teve início no Oriente, onde antigos povos usavam-nas como símbolo de riqueza e poder. Os romanos, ao estabelecer contato com esses povos pelo comércio ou pela guerra, adquiriram o gosto pelas jóias, que passaram a ser usadas pela classe dominante. Entre os germânicos, que viviam ao norte do Império Romano, havia o costume de sagrar rei um homem possuidor de grandes riquezas. Uma das obrigações do monarca era recompensar os serviços de seus súditos com ouro e jóias. À luz da pesquisa científica, as pedras preciosas passaram a ser objeto de pesquisa e foram classificadas em centenas de tipos.


Classificação das pedras preciosas - Embora sejam mais de uma centena, as variedades mais importantes de gemas usadas em joalheria, divididas em grupos, segundo sua composição, são: (1) berilos, em cuja composição entram proporções variáveis de alumínio e berílio, cristalizam no sistema hexagonal, dos quais os mais conhecidos são a água-marinha, de cor azul; a esmeralda, de cor verde; e o crisoberilo, conhecido como olho-de-gato devido à capacidade de mudar de cor, do verde a um vermelho intenso, sob a luz incandescente; (2) coríndons, óxidos de alumínio de forma hexagonal, transparentes, entre os quais os mais conhecidos são o rubi e a safira; (3) diamante, produto da cristalização, em condições especiais, de moléculas de carbono puro, que varia do incolor ao amarelado, possui a dureza máxima na escala de Mohs e apresenta grande transparência; (4) feldspatos, silicato de elementos alcalinos, dos quais o mais comum é a amazonita, de opacidade e dureza médias e com cores que variam do amarelo-esverdeado ao azul-esverdeado; (5) granadas, silicatos de ferro, alumínio, cálcio ou magnésio, podem ser verdes, como a esmeralda ucraniana, ou vermelhas; (6) jades, entre os quais se destacam o lápis-lazúli, de cor azul intensa, a olivina verde e o jade imperial, opaco ou transparente; (7) quartzo, ou sílica natural, que pode ter diversas cores, como a ametista, as turmalinas, os topázios e o ônix; e (8) gemas orgânicas, produtos da ação de animais ou vegetais, como as pérolas, corais e âmbar. Embora não sejam pedras preciosas, são a elas associadas pela beleza e pelo uso similar.


Pedras sintéticas As pedras obtidas artificialmente têm em sua composição os mesmos elementos químicos encontrados nas pedras naturais. Possuem as mesmas propriedades físicas e químicas. São produzidas sinteticamente, com grande perfeição, rubis, safiras e outras variedades coloridas dos minerais da família do coríndon, espinélios de todas as cores, esmeraldas, diamantes, rutílios (titânia sintética) e quartzo incolor.

A fabulita é um titanato de estrôncio produzido pela primeira vez em 1952. Por seu índice de refração, superior ao do diamante, e pela grande dureza, é usada em substituição ao brilhante. Outro produto sintético de dureza próxima à do diamante é o borazon, ou nitreto de boro.


Técnicas de polimento e tratamento Normalmente, as pedras preciosas encontradas na natureza não estão prontas para a comercialização. Devem ser antes submetidas a um processo de embelezamento que inclui a retirada das impurezas e o aperfeiçoamento dos contornos que não apresentam cristalização perfeita. Todos esses processos são muito antigos, com exceção das técnicas de lapidação do diamante que, devido à extrema dureza dessa pedra, só foram aperfeiçoadas no século XV.

A lapidação e o polimento das pedras preciosas são feitos por meio de três processos diferentes usados de acordo com sua dureza. O tratamento com areia abrasiva e água no interior de um cilindro giratório é usado em pedras de dureza média como a ágata, opala e ônix. O resultado é um excelente polimento, porém as formas são irregulares. A técnica Idar-Oberstein, que consiste no uso de pequenos tornos polidores, se emprega tradicionalmente nessa cidade alemã para o polimento de pedras de grande ou média dureza. Um terceiro processo, muito utilizado para pedras de grande dureza, é o que consiste de corte com serra e posterior polimento com areia, pó de diamante e outros abrasivos.

De grande importância é o corte, que contribui para destacar o brilho e a beleza das pedras. Para isso usa-se um instrumento de grande velocidade dotado de brocas de diamante, contra as quais se pressiona a pedra até conseguir a forma, tamanho, simetria e profundidade desejados. Durante o tratamento das jóias, podem ser acentuadas determinadas cores e tonalidades mediante aquecimento sob condições controladas, exposição da pedra aos raios X ou aplicação de pigmentos nas células básicas dos cristais.


Imitações As imitações de pedras preciosas são feitas com várias substâncias, às vezes produtos não cristalinos. As imitações mais comuns são feitas de vidro, vidros espelhados, plásticos e imitações de pérolas. Os vidros usados para imitar pedras preciosas compõem-se de óxido de silício, álcalis, chumbo, cálcio, boro, tálio, alumínio ou óxidos de bário. Essas imitações são facilmente reconhecidas pelo brilho vítreo nas superfícies de fraturas, pelo calor ao tato, pelo arredondamento das arestas inferiores da pedra, decorrente da fusão do material, pela pequena dispersão e pelo comportamento de uma gota d'água em sua superfície. Às vezes podem também ser observadas bolhas esféricas na estrutura e faixas coloridas, curvas ou irregulares. Os plásticos são usados para imitar âmbar, marfim e gemas de materiais opacos.

Outro tipo de imitação são as pedras duplas, triplas ou espelhadas. As pedras duplas se fazem por união de duas peças com uma cola incolor. Em duplas feitas de granada e vidro, este é fundido à granada. As triplas são confeccionadas por meio da colagem de duas pedras com um cimento que dá coloração à pedra. As pedras espelhadas são obtidas com a colocação de um espelho na base da pedra, para produzir os efeitos de cintilação de uma jóia verdadeira.


Valor - Em geral, são considerados preciosos somente o diamante, rubi, safira e esmeralda, por reunirem as propriedades físicas de cor, brilho, dispersão e dureza. Algumas pedras são valiosas em função de uma só dessas propriedades, como a cor, no caso das turmalinas. A raridade da gema também influi no valor. Esse fato faz com que algumas pedras, classificadas como semipreciosas, possam alcançar preços superiores aos de algumas pedras preciosas. É o caso da jadeíta, forma rara do jade, mais valiosa que o rubi-estrela, de baixa qualidade. As pedras preciosas e semipreciosas têm sua produção quase toda canalizada para a joalheria, mas certos tipos especiais, ou as que apresentam imperfeições, são usadas em relojoaria e na indústria de abrasivos e de instrumentos elétricos e eletrônicos.


Procedência Os diamantes podem ser encontrados em depósitos primários, em rochas ultrabásicas como o kimberlito. Desse tipo são as jazidas da África do SulCongoTanzâniaRepública Democrática do Congo (Zaire)ÍndiaEstados Unidos e Rússia. Também aparecem sob a forma de depósitos aluviais no BrasilGuiana,Venezuela, África do Sul, Angola e Costa do Marfim.

Certos tipos de rubis e safiras são encontrados em Myanmar. A esmeralda é proveniente da ColômbiaSri Lanka, Índia, Áustria, África do Sul e Rússia. O Brasil, assim como Madagascar e os Estados Unidos, tem grandes jazidas de pegmatitos que produzem gemas de boa qualidade como a água-marinha, considerada a pedra típica do Brasil, o topázio e a turmalina. As principais zonas produtoras brasileiras ficam no nordeste de Minas Gerais, sudeste da Bahia e norte, centro e sul do Rio Grande do Sul.





Fonte: CPRM

ALEXANDRITA


 A mais rara e valiosa variedade do mineral crisoberilo exibe as cores verde e vermelha, as mesmas da Rússia Imperial, e seu nome é uma homenagem a Alexandre Nicolaivich, que mais tarde se tornaria o czar Alexandre II. De acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais, em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade.

Como uma das mais cobiçadas gemas, esta cerca-se de algumas lendas, a mais difundida das quais diz que o referido czar teria ordenado a execução de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar.

Esta lenda deve-se ao fato de que a alexandrita apresenta um peculiar fenômeno óptico de mudança de cor, exibindo uma coloração verde a verde-azulada (apropriadamente denominada “pavão” pelos garimpeiros brasileiros) sob luz natural ou fluorescente; e vermelha-purpúrea, semelhante a da framboesa, sob luz incandescente. Quanto mais acentuado for este cambio de cor, mais valorizado é o exemplar.

Esta instigante mudança de cor segundo o tipo de iluminação a qual está exposta à pedra, é denominada efeito-alexandrita, e deve-se ao fato de que a transmissão da luz nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas. Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em vermelho, faz com que a pedra adote esta cor.

Analogamente ao crisoberilo, a alexandrita constitui-se de óxido de berílio e alumínio, deve sua cor a traços de cromo, ferro e vanádio e, em raros casos, pode apresentar o soberbo efeito olho-de-gato, que consiste no aparecimento de um feixe de luz ondulante nas gemas lapidadas em estilo cabochão, e que apresentem determinados tipos de inclusões.

Atualmente, os principais países produtores desta fascinante gema são Sri Lanka (Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru), Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e AndhraPradesh).

A alexandrita é conhecida em nosso país pelo menos desde 1932, e acredita-se que o primeiro espécime foi encontrado em uma localidade próxima a Araçuaí, Minas Gerais. Atualmente, as ocorrências brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas Gerais (Antônio Dias/Hematita, Malacacheta/Córrego do Fogo, Santa Maria do Itabira e Esmeralda de Ferros), Bahia (Carnaíba) e Goiás (Porangatu e Uruaçu).




 ALEXANDRITA








Fonte: CPRM