sábado, 30 de outubro de 2021

Diamante avaliado em 2 milhões "quase foi para o lixo"

 A mulher na casa dos 70 anos encontrou a pedra preciosa de 34 quilates enquanto limpava a sua casa em Northumberland, mas pensou que se tratava de uma peça de bijuteria.

 


Um grande diamante que quase foi para o lixo e acabou por se revelar extremamente valioso - avaliado em cerca de 2 milhões de libras, o equivalente a 2,3 milhões de euros - chocou a proprietária que comprava “quinquilharias” em feiras da bagageira com frequência.

A mulher na casa dos 70 anos encontrou a pedra preciosa de 34 quilates enquanto limpava a sua casa em Northumberland, condado situado no norte de Inglaterra, mas pensou que se tratava de uma peça de bijuteria.

À BBC, o leiloeiro Mark Lane, da Featonby's Auctioneers, em North Tyneside, revelou que a proprietária, que desejava permanecer anónima, quase colocou a pedra “no lixo”. 

Não conseguia lembrar-se onde ou quando encontrou o diamante, mas segundo Mark, a mulher costumava frequentar feiras da bagageira, onde “comprava quinquilharias”. “Disse-nos que estava a limpar e que o diamante quase foi para o lixo até que o seu vizinho lhe sugeriu que o trouxesse para ser avaliado”, acrescentou.


Para além do diamante, a proprietária levou aos leiloeiros várias jóias, incluindo a sua “aliança de casamento e várias outras de baixo valor”, enquanto estava de passagem pela cidade a caminho de outro compromisso.

“Vimos uma pedra bastante grande, maior do que uma moeda, e pensei que se tratasse de uma zircónia cúbica”, contou o leiloeiro - referindo-se à pedra sintética frequentemente usada para imitar diamantes - explicando ainda que deixou a pedra na sua mesa vários dias antes de usar a máquina de teste de diamantes e enviá-la, em seguida, aos seus parceiros em Londres.

Posteriormente, a peça foi certificada por especialistas em Antuérpia, na Bélgica, que confirmaram tratar-se de um diamante de 34 quilates - tornando-o o item de maior valor com o qual Mark já lidou. “A cor, a clareza, o tamanho... encontrar um diamante de 34 quilates é fora de série”, garantiu.

O diamante vai ser leiloado a 30 de novembro.


Fonte: AH/UOL

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Diamantes sem garimpo? Sim, é possível! Conheça a marca brasileira que adotou a prática sustentável

 Garimpo ilegal, condições insalubres de trabalho, extrativismo violento. Estas são algumas sequelas deixadas pela mineração no mundo inteiro. Dentre os setores que mais colaboram com a perpetuação desta realidade, está o mercado de joias. Uma boa notícia? Produzir acessórios de luxo de forma mais sustentável é possível. Uma notícia melhor ainda? Isso já é uma realidade em solo nacional.

Desenvolvidas através de uma tecnologia revolucionária, as pedras possuem as mesmas propriedades óticas, químicas e físicas das que são extraídas da natureza (Foto: Getty Images)

Desenvolvidas através de uma tecnologia revolucionária, as pedras possuem as mesmas propriedades óticas, químicas e físicas das que são extraídas da natureza (Foto: Getty Images)

Fundada em agosto deste ano pelas designers Luna Nigro e Julia Blini, a Gaem é uma marca de joias feita com lab grown diamonds, ou seja, diamantes produzidos em laboratório. Desenvolvidas através de uma tecnologia revolucionária, as pedras possuem as mesmas propriedades óticas, químicas e físicas das que são extraídas da natureza. Isso significa que é impossível diferenciar um diamante natural de um diamante lab grown

Luna Nigro e Julia Blini, fundadoras da Gaem (Foto: Divulgação)

Luna Nigro e Julia Blini, fundadoras da Gaem (Foto: Divulgação)

˜Conhecemos cada etapa do caminho percorrido pelas nossas pedras. Do laboratório ao ateliê, são pouquíssimos intermediários. Além disso, atendemos seis das 17 resoluções de desenvolvimento sustentável da ONU, visando causar o menor impacto possível ao planeta e às comunidades que nos cercam,” diz Julia.

O processo de formação de um diamante de laboratório leva, em média, entre seis e oito semanas. Tudo começa com uma semente de carbono, que é colocada dentro de uma câmara vedada, sob alta pressão e temperatura. Após esse período, a pedra bruta está finalizada, pronta para ser lapidada e polida.

Acessórios da Gaem são leves e dão ótimas sobreposições (Foto: Reprodução/ @ shop.gaem)

Acessórios da Gaem são leves e dão ótimas sobreposições (Foto: Reprodução/ @ shop.gaem)

Um relatório recém-divulgado pelo Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi/Fatf), destacou que a mineração ilegal rende entre US$ 12 bilhões e US$ 48 bilhões por ano para os criminosos - e a América do Sul é a maior responsável por este dado. Só no Brasil, são cerca de US$ 120 milhões em 12 meses.

O número assustador também serviu de incentivo para a marca aprimorar o desenvolvimento do ouro, matéria-prima mais importante do mercado de joias.  Autenticado pelo selo Responsible Minerals Initiative, certificado que garante que o elemento seja livre de conflitos ambientais ou humanitários, e que os fornecedores sigam práticas responsáveis, o ouro da Gaem é totalmente rastreável e os seus fornecedores seguem práticas responsáveis.

Argola Billie, desenvolvida pela Gaem (Foto: Reprodução/ @ shop.gaem)

Argola Billie, desenvolvida pela Gaem (Foto: Reprodução/ @ shop.gaem)

"Isso garante que o nosso ouro não seja ligado a trabalho escravo ou infantil, lavagem de dinheiro e uso de mercúrio na extração, além de encorajar produtores que trabalham em escala artesanal", explicam as designers.

Trazendo peças leves e delicadas,  a marca oferece um vasto catálogo de joias pensadas para o  dia a dia, como solitários, pingentes, piercings, medalhas e anéis. Os acessórios podem ser encontrados no e-commerce da Gaem.


Fonte: G1


GARIMPO DE OURO DA RESSACA EM ALTAMIRA - PARÁ