quinta-feira, 13 de outubro de 2022

O que faz o Ibovespa subir, mesmo com índices globais ladeira abaixo?

 

Ações 6 horas atrás (13.10.2022 07:50)
O que faz o Ibovespa subir, mesmo com índices globais ladeira abaixo?© Reuters.
 
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Por Jessica Bahia Melo

Investing.com - Apesar das incertezas do mercado doméstico, entre elas o cenário eleitoral, o fato é que o investidor tem apostado na bolsa brasileira. Enquanto, lá fora, os índices americanos e alguns índices globais apresentam queda livre, o Ibovespa segue em território positivo. O índice americano S&P 500 tinha um recuo acumulado de 24,95% neste ano até esta quinta (13). Por outro lado, o Índice Bovespa tinha alta acumulada de 9,54% na mesma comparação. O DAX, da Alemanha, caía 22,75%.

Segundo analistas consultados pelo Investing.com Brasil, alguns fatores levam a esse resultado: a configuração do Ibovespa, uma bolsa mais barata e a pausa no ciclo contracionista nos juros - com indicadores favoráveis na economia como alta do Produto Interno Bruto (PIB) e queda na inflação. Ao realizar a comparação do cenário local com as possibilidades, riscos e valuations no mercado externo, investidores e gestores têm visto atratividade nas ações brasileiras. Entenda:

  • Configuração do Índice

A diferenciação setorial é um dos fatores que pode ter impulsionado a performance do índice local. Jennie Li, estrategista de ações da XP (BVMF:XPBR31), explica que o Ibovespa possui grande peso de empresas de commodities e bancos, como Vale (BVMF:VALE3), Petrobras (BVMF:PETR4) e Itaú (BVMF:ITUB4). Enquanto estas são as empresas mais relevantes da bolsa brasileira, a configuração é diferente no mercado externo. As maiores empresas americanas estão ligadas à tecnologia, como Apple (BVMF:AAPL34) (NASDAQ:AAPL), Meta Plataforms (BVMF:M1TA34) (NASDAQ:META) e Alphabet (BVMF:GOGL35) (NASDAQ:GOOGL).

“Vivemos um ano em que as grandes preocupações dos investidores globais são inflação e a alta dos juros pelos bancos centrais. Em um cenário de inflação em alta, os investidores locais vão buscar ativos reais, que protegem contra a inflação, principalmente commodities. Ainda, com bancos centrais subindo juros, empresas do setor financeiro estão entre as poucas que conseguem repassar esses aumentos”.

Por outro lado, no mercado externo, os Estados Unidos possuem mais empresas de crescimento, com maior parte do fluxo de caixa no futuro. “Para trazer esse fluxo de caixa para o valor presente, é usada uma taxa de desconto, relacionada aos juros que os Bancos Centrais estão subindo. Assim, elas são muito sensíveis a taxas de juros”, completa.

  • Risco geopolítico mundial

A continuidade da guerra na Ucrânia, tensões de Estados Unidos e China e entre China e Taiwan são alguns dos pontos de cautela geopolítica – e dos investidores. Como o Brasil não está envolvido, é beneficiado, segundo Li.

Índices europeus amargam perdas de dois dígitos neste ano, incluindo Euro Stoxx 50, com queda de 22,33%; FTSE MIB com recuo de 24,74%. Menos impactado está o FTSE 100, mas ainda com retração no índice, na ordem de 7,58%.

A liquidez abundante deixa de ser a regra em um cenário de contracionismo monetário com inflação elevada em países que sofrem com as consequências do conflito, principalmente os mais dependentes da energia da Rússia, como é o caso da Alemanha, que comprava cerca de 40% do gás natural de origem russa.

  • Valuation

A atratividade das ações brasileiras também ocorre devido ao preço. Li afirma que o indicador de Preço por Lucro (P/L) do Ibovespa está por volta de seis vezes, enquanto a média histórica é entre 11 e 12 vezes. O desconto é em relação ao que era negociado historicamente, mas também frente aos Índices Globais. O S&P 500, que teve forte correção, é negociado por volta de 16 vezes o P/L - está em linha com o histórico, mas não barato, segundo a analista da XP.

  • Juros aumentam no cenário externo, enquanto Copom pausa altas na Selic

Enquanto nos Estados Unidos e na Europa, o cenário aponta para mais elevações nas taxas de juros para controlar a inflação, no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) pausou o ciclo de aperto da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 13,75%. Li acredita que o Brasil “saiu na frente” no combate inflacionário e agora colhe os frutos, com posição mais confortável. Enquanto isso, com elevações nos juros sem ter data para pausar ou ter um fim, aumentam os riscos de recessão nos EUA e em países da zona do Euro.

Para Pedro Serra, chefe de pesquisas da Ativa Investimentos, o descolamento da bolsa brasileira com os índices do exterior é, em parte por mérito brasileiro – por outro lado, a situação econômica dos Estados Unidos e Europa, por exemplo, não ajuda, com grande medo de uma recessão.

“Nosso mérito é uma perda, nós somos muito experientes em inflação, essa é a grande questão. Nosso Banco Central conseguiu antecipar a perceber uma inflação, que até se discutia se era de oferta ou de demanda, com diversos choques, gargalos na cadeia produtiva, como a falta de chips e contêineres. Isso trouxe uma inflação que não tinha a ver com demanda”, detalha.

Segundo Serra, a discussão foi importante porque, mesmo ao ver componentes de oferta na inflação, a autoridade monetária brasileira percebeu o impacto nas expectativas – componente importante na indicador. O ciclo de aperto monetário foi antecipado em relação aos outros países. Quando o mercado percebe até onde vai o ciclo, consegue “fazer a conta” e montar posições. “O mercado antecipa. Uma vez antecipando, a bolsa já andou antes. O gestor/investidor não espera os juros caírem para montar posição”, avalia. No cenário externo, ainda se discute até onde vão os juros e por quanto tempo eles devem ficar elevados – há mais incerteza em relação à pausa ou fim do ciclo de aperto monetário e como ele pode contaminar outros dados econômicos. A Ativa espera que a Selic inicie trajetória de queda a partir de maio do ano que vem.

De acordo com Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, com uma bolsa barata em dólares, aumenta a atração do capital estrangeiro, que também vê como positivos os sinais expressivos de recuperação da economia. Vieira aponta que, no ano passado, havia um grande desconto em relação aos juros brasileiros porque não havia carry trade (estratégia para ganha com diferencial nos juros). Com as opções globais com juros mais atraentes e mercados mais seguros, o Brasil estava com competição forte e dificuldade em capturar o investidor estrangeiro. “O investimento em bolsa de valores de um país também depende da taxa de juros ser relativamente atraente para permitir o carry trade, para que o investidor estrangeiro possa aportar o dinheiro e se equilibrar em relação aos mercados”. Para Vieira, o aumento nos juros foi um dos motivos para que o capital estrangeiro tivesse conforto em entrar no Brasil e equilibrar a saída do investidor local para a renda fixa.

  • Eleições e cenário fiscal em pauta, mas com um ‘freio’

Um ponto de cautela para a bolsa brasileira é o processo eleitoral – principalmente qual será o cenário para o controle fiscal no próximo mandato. Serra aponta que, com medidas expansionistas às vésperas do pleito, seja quem for o eleito, vai precisar organizar as contas. No entanto, mesmo com as diferenças entre os dois candidatos, tendo em vista o congresso eleito, o especialista da Ativa acredita que vai ser muito difícil cancelar o teto de gastos.

“O mercado não tem partido. Faz conta, não quer perder dinheiro. Até porque boa parte dos investidores, em termos de capital, aqui na bolsa, é estrangeiro. E a questão principal hoje é a responsabilidade fiscal, se vamos ou não ter um governo gastador lá na frente”, completa.




Fonte: Investing.com 

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

NOS EUA, CASAL ENCONTRA DIAMANTE AMARELO DE 4,38 QUILATES EM PARQUE

 


Localizado no Arkansas, o Crater of Diamonds State Park é conhecido por permitir que turistas descubram pedras preciosas


Fotografia do diamante encontrado - Divulgação/ Arkansas State Parks
Fotografia do diamante encontrado - Divulgação/ Arkansas State Parks

Na manhã do dia 23 de setembro, Michael Wredberg e sua esposa, Noreen, visitaram o Crater of Diamonds State Park, no Arkansas, Estados Unidos. Dispostos a explorar o lugar, os dois se surpreenderam ao encontrar um diamante amarelo de 4,38 quilates.

Acontece que, completamente aberto ao público, o parque permite que seus visitantes garimpem as pedras preciosas escondidas no solo. Por lá, são encontrados entre um ou dois diamantes diariamente. Ao todo, no ano de 2021, 258 diamantes já foram encontrados pelos turistas que exploram o parque, somando 46 quilates de gemas.

"Arkansas é o único estado do país que possui uma mina de diamantes aberta ao público", explica Stacy Hurst, do Departamento de Parques, Patrimônio e Secretária de Turismo do Arkansas, segundo o UOL. "É uma experiência única e os visitantes criam memórias para a vida, independentemente de encontrarem ou não um diamante. Claro, encontrar um diamante aumenta a experiência."

Foi isso que aconteceu com Michael e Noreen. Vindo diretamente da Califórnia, o casal foi capaz de encontrar um diamante em menos de 40 minutos de buscas. Foi a mulher, contudo, quem visualizou a pedra no solo arado e macio primeiro. "Eu não sabia que era um diamante, mas era uma pedra limpa e brilhante, então eu a peguei", narrou.

Surpresos com o achado, os Wredberg levaram sua mais nova aquisição ao Diamond Discovery Center, onde a pedra foi identificada. Foi assim que eles descobriram que, a partir daquele momento, eram donos de uma pedra consideravelmente grande.

Quando vi este diamante pela primeira vez no microscópio, pensei: 'Uau, que forma e cor lindas'”, comentou Caleb Howell, o superintendente do parque. “O diamante da Sra. Wredberg pesa mais de quatro quilates e tem o tamanho de uma jujuba, com uma forma de pêra e uma cor amarelo-limão.”

Apelidado de Lucy's Diamond por Noreen, o diamante amarelo é o maior encontrado no parque desde outubro do ano passado. Ainda de acordo com o UOL, pedras como a encontrada pelos Wredberg podem valer entre R$ 9 mil a R$ 60 mil por quilate — sendo que o valor atribuído à gema depende de suas condições e da pureza do material.

Após homenagear sua gatinha ao escolher o nome do novo diamante, contudo, Noreen ainda não sabe qual será o destino da pedra ou se ela vai, por exemplo, lapidá-la. “Eu nem sei o que vale a pena ainda. É tudo novo para mim", narrou a norte-americana.




Fonte: AH/UOL

MAIOR DIAMANTE ROSA PURO DESCOBERTO EM 300 ANOS É ENCONTRADO NA ANGOLA

 


As minas na Angola estão entre as 10 maiores produtoras desse tipo de pedra no mundo



Diamante rosa de 170 quilates - Divulgação / Lucapa Diamond Company
Diamante rosa de 170 quilates - Divulgação / Lucapa Diamond Company

Considerado a maior pedra preciosa descoberta nos últimos 300 anos, um diamante rosa puro foi encontrado no interior da Angola, por mineiros. Nesta quarta-feira, 27, a empresa australiana Lucapa Diamond Company, a operadora da mina, fez o anúncio oficial.

A empresa afirmou que o diamante de 170 quilates é um dos mais raros do mundo. Stephen Wetherall, CEO da companhia, disse que "apenas um em cada 10.000 diamantes é todo coberto pela cor rosa. Então certamente estamos olhando para um artigo muito raro quando encontramos um diamante rosa muito grande".

O valor da pedra ainda não foi estimado, mas a expectativa é de que seja alto, pela raridade e pelo tamanho do diamante. A empresa também não informou quanto os mineiros angolanos receberam pela peça.


Peça rara

O diamante será leiloado pela companhia estatal de Angola, responsável pela administração do mercado de diamantes, comuns no país. As minas da Angola estão entre as 10 maiores produtoras do tipo de pedra preciosa no mundo.

A peça de cor rosa não está entre os maiores diamantes já encontrados no mundo, apesar da raridade e do tamanho. Um diamante encontrado em 1905, na África do Sul tinha mais de 3.100 quilates, sendo um marco histórico, segundo o G1.



Fonte: UOL


Globo Repórter | 27/08/2021 Pedras Preciosas - Completo HD

terça-feira, 11 de outubro de 2022

As pedras preciosas de Minas Gerais

 

(Por Arnaldo Silva) A história de Minas começa com a procura de riquezas minerais em nosso território. A descoberta das primeiras jazidas ocorreu por volta de 1554, pelas Entradas e Bandeiras, que adentraram no interior do Brasil em busca de ouro e outros minerais. (foto acima de Sérgio Mourão em Teófilo Otoni e abaixo de Ane Souz, em Ouro Preto)
          No início foi lenta a exploração, só aumentando no final do século XVII, quando se descobriu que no território mineiro tinha o metal mais cobiçado na época e em abundância. A maior parte das riquezas minerais extraídas em Minas Gerais foram levadas para Portugal. Outra parte, ficou nas mãos de poucas pessoas, sendo ainda, boa parte do ouro que saiu do subsolo mineiro, usado na ornamentação das igrejas construídas no século XVIII, como na Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto, ornada com meia tonelada de ouro puro como podem ver na foto abaixo de Ane Souz.
          O auge da exploração das jazidas minerais em Minas foram nas minas de ouro, diamante e esmeraldas. Hoje ainda se extrai esses minerais no nosso território, embora boa parte das minas exploradas nos séculos anteriores se exauriu com a exploração desenfreada, ainda existe, mesmo que em menor escala. A mineração continua ativa, agora com maior concentração nas minas de minério de ferro, ainda abundante no Estado. 
          Além do ouro, diamante e esmeraldas (na foto acima de Sérgio Mourão, extraídas em Nova Era) são extraídas outras variedades de pedras preciosas em Minas Gerais, como água-marinha, topázio, turmalina, alexandrita, crisoberilo, heliodoro, morganita, olho-de-gato, kunzita, andaluzita, granada, ametista, berilo, brasilianitas, citrino e outros minerais raros. (foto abaixo de Sérgio Mourão)
          Mesmo depois de séculos de exploração, a atividade mineradora continua nosso Estado, conhecido internacionalmente pelo seu subsolo riquíssimo em minerais, já que mesmo com tantos séculos de exploração, Minas Gerais ainda é o maior produtor de ouro, gemas coradas e diamantes do Brasil. (na foto abaixo, de Jair Antônio Oliveira, Turmalina Negra, encontrada em Marmelópolis MG, Sul de Minas)
          O turismo mineral atrai compradores e gemólogos de todo o mundo para Minas, principalmente nas grandes produtores de gemas como Teófilo Otoni, Araçuaí, Governador Valadares, Itabira, Sabinópolis, Araçuaí, Turmalina, Padre Paraíso, Malacacheta, Diamantina, Nova Era, Ganhães, Ferros, Santa Maria do Itabira, Corinto, Curvelo, Teófilo Otoni, considerada a Capital Brasileira e Latino Americana das Pedras Preciosas e Ouro Preto, são os principais polos mineradores atualmente no Estado.
          Em Ouro Preto, pode-se conhecer as pedras preciosas mais raras e valiosas de Minas, expostas no Museu de Ciência e Técnica da Universidade Federal de Ouro Preto. É na famosa cidade histórica mineira, Patrimônio da Humanidade, que é encontrada o topázio imperial. (nas fotos acima e abaixo de Arnaldo Silva, com as pedras já trabalhadas) Essa pedra preciosa é encontrada somente em Ouro Preto.
          Governador Valadares, Teófilo Otoni e Araçuaí são os grandes destaques hoje em produção de gemas no Brasil, tanto na forma bruta, como trabalhadas.
           Em Governador Valadares (na foto acima do Zano Moreira), no Vale do Rio Doce, realiza o Brazil Gem Show com stands com mostras das impressionantes variedades de pedras preciosas da região. 
          Já no Vale do Mucuri, considerada uma das maiores províncias gemológicas do mundo, está Teófilo Otoni (na foto acima de Sérgio Mourão), uma das grandes produtoras e exportadores de gemas da América Latina. Na cidade existe a Gems Export Association (GEA), entidade representativa, responsável por organizar anualmente a tradicional Feira Internacional de Pedras Preciosas (FIPP), hoje um dos principais eventos do gênero no mundo e o mais importante evento do ponto de vista turístico para região, já que atraem visitantes de todo o Brasil e do mundo para a cidade. 
          Outra cidade mineira que se destaca na produção de gemas no Brasil é Araçuaí (na foto acima de Ernani Calazans), no Vale do Jequitinhonha. Região rica em produção de pedras preciosas, destacando as pedras kunzitas, hiddenitas, andaluzitas, e petalitas, além das turmalinas, topázios-azuis e berilos. A produção de pedras preciosas é um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da região.

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Fonte: Conheça Minas