O governo chinês, em pleno combate à poluição, decidiu banir o uso de carvão em termoelétricas de Pequim e outras grandes cidades chinesas até 2020. No processo várias plantas serão fechadas.
Os impactos na qualidade do ar destas cidades serão imediatos já que a maior fonte de poluição do insuportável ar da China é o carvão.
As ondas desta decisão atravessaram os mares e foram bater nas praias australianas. A Austrália é a maior fornecedora de carvão da China e deverá fechar várias minas, com custos elevados, à medida que as suas exportações se reduzem.
No momento as exportações australianas de carvão coque já atingem o nível mais baixo dos últimos cinco anos. Mesmo assim as exportações australianas atingiram em torno de US$40 bilhões no último ano fiscal.
Este número demonstra o tamanho do desastre iminente.
O preço do carvão, que já está 66% mais baixo do que em 2008, deverá cair muito mais ainda afetando, por tabela, os grandes projetos africanos como Moatize onde a Vale está investindo bilhões de dólares. Só em 2014 o preço do carvão caiu 15%.
Os chineses irão substituir o carvão com outras fontes de energia mais limpa como o gás dos xistos, o gás importado da Rússia, energia solar, eólica e nuclear.
Uma das soluções possíveis para os grandes mineradores de carvão é de transformar a lavra de carvão em produção de gás e exportar LNG feito a partir da liquefação do carvão. Uma solução cara mas possível.
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