PLEOCROÍSMO
2ª parte |
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No
artigo anterior, abordamos a propriedade óptica denominada pleocroísmo e
neste descreveremos como detectá-la por meio de um instrumento simples e
pequeno denominado dicroscópio.
Para
observar-se ambas as cores simultaneamente, tal como emergem da gema,
utiliza-se o dicroscópio, preferencialmente sob iluminação natural
intensa ou luz branca artificial. Este instrumento consiste de um tubo
metálico de aproximadamente 5 cm de comprimento, com uma fresta
retangular em uma extremidade e, na outra, uma lente de pouco aumento
que funciona como ocular. No seu interior, vai montado um cristal do
mineral calcita, responsável pela formação de uma imagem dupla na fresta
retangular, devido à intensa birrefringência deste mineral.
As
duas imagens, observadas através da ocular, aparecem simultaneamente,
uma ao lado da outra. Em alguns dicroscópios, o cristal de calcita é
substituído por dois polaróides orientados a 90º um do outro.
Kunzita (gema tricróica) e calibre Leveridge
Ao
se observar a gema através da ocular, a imagem da extremidade oposta
aparece duplicada devido à dupla refração da luz ao atravessar o
cristal de calcita. Caso a gema seja birrefringente (aquelas que
cristalizam em qualquer sistema cristalino, exceto o sistema cúbico),
ao girá-la, as imagens poderão aparecer em cores ou tonalidades
diferentes. Se, por outro lado, a gema for monorrefringente (aquelas
que cristalizam no sistema cúbico ou são amorfas) a cor da gema será
igual e invariável nas duas imagens.
Averiguação de pleocroísmo por meio do instrumento dicroscópio
Girar
a gema é um procedimento imprescindível na averiguação do
pleocroísmo, pois, em todas as gemas birrefringentes, existe uma ou
duas direções de monorrefringência, denominadas eixos ópticos, nas
quais não existe pleocroísmo.
Além disso, conforme giramos a gema, temos condições de encontrar a posição em que se atinge o máximo contraste de cores. Pleocroísmo detectado a olho nú em zoisita Foto: Dan Weinrich | |||
domingo, 7 de junho de 2015
PLEOCROÍSMO 2ª parte
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