Na lida desde os 12 anos de idade, ele vem trabalhando no Ribeirão do Guinda, a nove quilômetros de Diamantina, em parceria com Belmiro Luiz do Nascimento, idealizador do Projeto Garimporeal, de resgate da cultura garimpeira. “Os velhos estão morrendo e, com eles, a tradição, o conhecimento. Os jovens não querem saber de garimpo”, justifica Belmiro, referindo-se à iniciativa, lançada em abril. O projeto é eminentemente educativo. Ele recebe turistas, muitos dos quais estrangeiros, e os leva à beira do Guinda para mostrar o que é garimpo “verdadeiro” e provar que não é nocivo ao meio ambiente. Seu Ida se encarrega das “aulas práticas” e ele, das “teóricas” Belmiro concorda com as exigências legais como forma de coibir a clandestinidade e proteger a natureza, mas contesta a generalização. “O garimpo tradicional não desbarranca nem faz desmonte com explosivos, como é comum na mineração. Os mineradores nacionais ou internacionais não causam estragos maiores, mesmo com permissão legal?”, questiona, observando que a maioria dos garimpeiros não tem condições de arcar com os custos de licenciamento – cerca de cinco mil reais, considerando apenas a PLG – Permissão de Lavra Garimpeira, documento fornecido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão do governo federal.
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sábado, 31 de outubro de 2015
Diamantes de sangue
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