O engenheiro civil Rodolfo Galvani Jr. completa, neste mês de março, 80 anos. Empresário e industrial, Rodolfo é desses homens de negócios que mudam perspectivas. No seu caso, ajudou a transformar o panorama do agronegócio brasileiro ao viabilizar projetos de fábricas e jazidas de fertilizantes fosfatados. Sua trajetória é parte da história do mercado, uma vez que o executivo é também promotor de melhorias de processos relevantes para a indústria e a logística do setor.
Aos 20 anos, ainda um estudante de engenharia no Mackenzie, em São Paulo, ele já mostrava sua avidez para os negócios. Criou a Comércio e Representações São João Ltda. e iniciou a comercialização de diversos produtos em diferentes áreas. Ali começava sua caminhada como empresário.
Com a independência que conquistou, deu um novo passo. Começou a vender sal. Chegou a montar em Santos (SP) uma unidade para armazenar, vender e distribuir o produto. Prosperou no setor, principalmente por ter construído um modelo de logística eficiente das mercadorias. Logística, aliás, sempre foi uma de suas grandes competências. Foi por conta de seus conhecimentos na área que outro negócio se viabilizou: armazenamento e distribuição de fertilizantes a granel.
Rodolfo deu o seu segundo grande salto como empresário e, de alguma forma, abriu a perspectiva como industrial de uma parte importante da cadeia do agronegócio, com a concepção e construção de um terminal logístico de fosfato em Paulínia (SP), que depois se tornou um dos maiores complexos industriais de fertilizantes do País.
Rodolfo diversificou sua atuação ao inaugurar uma empresa de engenharia que envolveu uma jazida de pedra e obras de pavimentação. Nesse empreendimento, cresceu junto da cidade de Paulínia, que abrigou a maior refinaria de petróleo da América Latina, a Replan.
Não demoraria para Rodolfo e seus irmãos olharem para a fronteira agrícola aberta no Centro-Oeste e no Matopiba (região agrícola que abrange trechos dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
Foi também nessa época que criou a primeira fábrica de fertilizantes do Oeste da Bahia, em 1992, em Luís Eduardo Magalhães, e iniciou o processo de verticalização da produção com as minas de fosfato de Lagamar (MG) e, posteriormente, de Angico dos Dias e Irecê, ambas na Bahia.
Hoje, Rodolfo lidera a mais relevante iniciativa de mineração e industrialização de fertilizantes do Brasil: o Projeto Santa Quitéria, no Ceará. Lá serão produzidos mais de 1 milhão de toneladas de fertilizantes e 220 mil toneladas de fosfato bicálcico, o que representa a entrada da empresa no mercado de nutrição animal e a busca pela liderança nas regiões Norte e Nordeste.
Para Rodolfo, porém, produzir com sucesso significa também desenvolver a sociedade e conservar o meio ambiente. A visão de negócios associada à perspectiva da preservação o fez criar o Parque Vida Cerrado, primeiro e único centro de pesquisa e educação socioambiental do Matopiba, que abriga um criadouro conservacionista e um centro de excelência em restauração, e o Instituto Lina Galvani, uma organização da sociedade civil de interesse público que leva o nome da matriarca da família e já beneficiou mais de 30 mil pessoas por meio de ações sociais realizadas nas comunidades vizinhas à empresa.
Aos 80 anos, esse industrial nascido em São João da Boa Vista (SP) continua a revolução no agronegócio nacional que iniciou nos anos 1960. A cada novo projeto, fortalece o protagonismo da indústria brasileira na cadeia de suprimento do setor agrícola e reduz a dependência nacional desse insumo. Nada mais oportuno e indispensável, em um momento em que o Brasil e o mundo sofrem com a escassez desse produto, que alimentar o mundo de forma sustentável.
Fonte: Brasil Mineral
Nenhum comentário:
Postar um comentário