quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Mineradora angolana de diamantes vai distribuir todo o lucro de 2012

Mineradora angolana de diamantes vai distribuir todo o lucro de 2012


A mineradora angolana Sociedade Mineira do Catoca vai distribuir a seus acionistas a totalidade dos lucros obtidos em 2012, de US$ 131,7 milhões. Com a divisão dos lucros, o grupo brasileiro Odebrecht, que detém 16,4% de participação na Catoca, vai receber US$ 21,6 milhões.
Apesar da queda dos lucros em 2012, a Sociedade Mineira do Catoca vai distribuir para seus acionistas a totalidade dos US$ 131,7 milhões obtidos em lucros no ano passado.. O grupo brasileiro Odebrecht, que detém 16,4% de participação na Catoca, vai ficar comUS$ 21,6 milhões na divisão dos lucros.
Em 2012, a lucratividade da empresa caiu 7% em relação ao ano anterior em função da queda dos preços dos diamante. Em 2011, o lucro foi de US$ 141,6 milhões. As informações são do Relatório de Contas da empresa, publicado pela empresa esta semana.
O documento informa que a empresa estatal angolana Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) e a estatal russa Almazzi Rossi – Sakha (Alrosa), que detém 32,8% de participação da Catoca, vão receber US$ 43,2 milhões cada. A LLI Holding, empresa do grupo privado israelita Lev Leviev, tem 18% de participação na Catoca e vai receber US$ 23,7 milhões.
Fundada em 1993, a Catoca é a maior produtora de diamantes de Angola e a quinta maior do mundo.
No ano passado, as vendas somaram US$ 579 milhões, queda de US$ 32 milhões em relação a 2011. De acordo com a empresa, a queda do preço do diamante, a instabilidade nos Estados Unidos e Europa e o abrandamento do crescimento da China e Índia também contribuíram para a regressão nas vendas.
O mercado de diamantes brutos em Angola teve aumento de US$ 922,9 milhões em 2012, com produção total de 7,8 milhões de quilates, segundo dados da Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam). O país é o quarto maior produtor de diamante do mundo, depois de Botswana, Rússia e Canadá.

Brasil ultrapassa marca de 500 mil quilates de diamantes certificados

Brasil ultrapassa marca de 500 mil quilates de diamantes certificados




O Brasil exportou 519.832 quilates de diamantes brutos, no valor de US$ 51,6 milhões, pelo Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (SCPK), desde 2006 até outubro deste ano. O Processo visa estancar o fluxo de “diamantes de conflito”, provenientes de regiões controladas por movimentos rebeldes.
Em reunião com os países-membros do Processo de Kimberley, o Brasil se tornou membro oficial do Grupo de Trabalho de Especialistas de Diamantes. O país também apoiou a candidatura da Angola à vice-presidência do Processo, que deverá ocupar a presidência em 2015, na reunião que aconteceu de 19 a 22 de novembro, em Joanesburgo, na África do Sul,

A Venezuela continua auto-suspensa do acordo. Foi reconhecido, em plenária, que acontecimentos extraordinários impediram que aquele país cumprisse as metas estabelecidas na Declaração de Washington, de 2012.

Neste ano, o encontro contou com mais de 300 participantes de diversos países, incluindo representantes da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e do Ministério de Relações Exteriores.

O Processo Kimberley é um procedimento articulado entre os governos, a indústria internacional do diamante e a sociedade civil com o intuito de impedir o fluxo de “diamantes de conflito”. O acordo se baseia em Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) e legislações nacionais específica.

É um processo histórico que defende os direitos humanos, a paz e o desenvolvimento sustentável. O objetivo é evitar que pedras preciosas financiem violência e movimentos rebeldes.

O Brasil é reconhecido como um dos países que mais defendem o diamante para o desenvolvimento no Processo Kimberley, sendo ele inovador na criação de um fórum nacional que congrega governo e sociedade civil, o Fórum Brasileiro do Processo Kimberley.

As reuniões acontecem anualmente, com o objetivo de aprofundar as discussões e deliberar em relação aos assuntos relevantes do Processo. A SCPK conta com 76 países-membros e mais dez solicitaram autorização para fazerem parte do grupo, incluindo dois países da América do Sul (Chile e Peru) e outros, como, Argélia, Burkina Faso, Egito, Filipinas, Uganda, Panamá, Quênia, Suazilândia e Qatar. As informações são do website do MME.

Zimbabwe: o triste fim da produção de diamantes

Zimbabwe: o triste fim da produção de diamantes
Os depósitos aluviais de Zimbabwe já foram responsáveis por uma grande produção de diamantes o que colocou o país entre os 10 maiores produtores de diamantes do mundo.
No entanto as coisas mudaram e os aluviões estão praticamente exauridos. As porções mais ricas e maiores já foram lavradas e repassadas em garimpos de baixíssima qualidade.
Restam, agora, somente os kimberlitos, a fonte primária dos diamantes. A lavra e descoberta de kimberlitos, entretanto, é coisa para profissional. Somente empresas com uma equipe de geólogos altamente especializados, tem capacidade de fazer um programa de exploração mineral bem sucedido para diamantes primários. Essas empresas, como a Rio Tinto, já não estão mais prospectando em Zimbabwe.
É o fim da fase do garimpo.
A garimpagem em Zimbabwe atraiu milhares e foi permitida pelo Governo que abocanhava 50% dos lucros das operações. Hoje em dia, com a exaustão dos aluviões, milhares estão sendo desempregados e o Governo está perdendo talvez a sua principal fonte de renda. Os poucos garimpeiros de aluviões reclamam que estão chegando ao ponto de empate com lucros marginais.
Os campos de Marange, uma das maiores ocorrências de diamantes de Zimbabwe, foram rapidamente exauridos com lavras predatórias que desrespeitavam o minerador e o meio ambiente. Em Marange o conglomerado que hospeda o diamante (foto abaixo), foi lavrado a céu aberto e, posteriormente, em lavras subterrâneas. No entanto, devido aos elevados custos, baixa tecnologia, erraticidade na distribuição e baixo preço dos diamantes a tendência é que as minas de Marange, que um dia produziram mais de 20% da produção mundial, sejam fechadas. Um triste fim para uma história que gerou bilhões e pouco ou nada deixou para a população local.

Marange diamante

Antártida pode ter depósitos de diamantes

Antártida pode ter depósitos de diamantes


As montanhas da Antártida podem hospedar um rico depósito de diamantes, foi o que descobriu um grupo de cientistas que fazia pesquisa de minerais no continente. O grupo, liderado por pesquisadores australianos encontrou, pela primeira vez, a ocorrência de kimberlitos, rochas conhecidas por abrigarem diamantes.
Amostra de kimberlito da mina de diamante Camutue, na Angola.
O trabalho foi publicado na revista científica “Nature Communications”. Os pesquisadores encontraram e colheram três amostras do material nas montanhas Príncipe Charles.
Diamantes são formados a partir de carbono puro encontrado em locais profundos sob temperatura e pressão extremas. Erupções vulcânicas trazem esses cristais valiosos para a superfície, normalmente preservados dentro dos kimberlitos.
A presença dessas rochas é considerada um indício da existência de depósito de diamantes em várias partes do mundo, incluindo África, Sibéria e Austrália.
Mesmo se descobrirem uma grande quantidade de diamantes na região, isso não significa que haverá mineração no local. Um tratado internacional proíbe qualquer extração de fontes minerais, a não ser em casos de pesquisas científicas.
O tratado, no entanto, será revisto em 2041 e pode alterar esse cenário. "Não sabemos quais serão os termos do tratado após 2041 ou se haverá alguma tecnologia que possa tornar economicamente viável a extração de diamantes na Antártida", disse Kevin Hughes, do Comitê Científico para Pesquisas na Antártida, em entrevista ao website da BBC News.
De 2006 até outubro deste ano, o Brasil exportou 519.832 quilates de diamantes brutos, no valor de US$ 51,6 milhões, pelo Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (SCPK).
Esse número ainda deve aumentar com o início de novos projetos de diamantes no país. Um deles é a mina de Braúna, da Lipari Mineração, no município de Nordestina, na Bahia.
O projeto, que deve iniciar operações em 2015, prevê a produção de 225 mil quilates de diamantes anualmente. A mina a céu aberto tem vida útil prevista de sete anos, com possibilidade de abertura de mina subterrânea. Com informações da BBC News.

O retorno de Eike: a Petróleo e Gás Participações poderá produzir a partir de abril

O retorno de Eike: a Petróleo e Gás Participações poderá produzir a partir de abril
A Petróleo e Gás Participações SA, empresa controlada Por Eike Batista diz poder entrar em produção a partir de abril. O petróleo será extraído dos poços da plataforma de Tubarão Martelo. Segundo a empresa o Tubarão Martelo, sozinho, poderá atingir 30.000 barris por dia quando no auge. História muito similar àquela contada pelo mesmo empresário sobre a sua empresa OGX cuja ação hoje vale 21 centavos...