Níquel: solução à moda chinesa
A Indonésia deu um tiro mortal no gusa-níquel chinês
ao proibir a exportação do minério laterítico de baixíssimo valor que
alimentava as plantas de gusa chinesas.
Isso é o que todos acreditam.
Como toda a história tem mais de uma versão a versão dos chineses poderá, em curto prazo, reverter completamente esta situação.
A solução, bem a moda chinesa, é a de remeter as plantas de gusa,
inteiras, para a Indonésia ou construir plantas para concentrar o
minério de baixo teor para um concentrado de 4% de Ni que, segundo as
novas leis da Indonésia, poderá ser exportado. Esse concentrado de 4% de
níquel será remetido para as siderúrgicas chinesas que irão terminar o
processo fazendo um gusa-níquel a ser utilizado na indústria do aço
inoxidável.
Se você acha que essa solução vai demorar anos é bom tirar o cavalinho
da chuva. Os chineses ainda tem 40 milhões de toneladas de minério
laterítico estocados na China, o equivalente a 1 ano de consumo e ,
enquanto processam o estoque, irão montar as suas novas plantas na
Indonésia. Ou seja: o mundo não irá sentir a quebra de continuidade na
oferta do níquel e os preços não deverão escalar como anunciado pelo
banco Macquaire.
Cool, uma solução bem a moda chinesa.
É bom a Vale começar a pensar em soluções metalúrgicas mais baratas ou...
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Vale corre o risco de perder Simandou
17/1/2014 13:23:57
Vale corre o risco de perder Simandou
O projeto de minério de ferro de Simandou na Guiné é um dos maiores
jazimentos ainda não desenvolvido do mundo. Desde o seu início, Simandou
foi cercado de lances confusos envolvendo corrupção. Por trás dos
bastidores o bilionário Beny Steinmetz, dono da BSG Resources. A BSG
conseguiu tirar a Rio Tinto de parte do jazimento após uma jogada que,
segundo muitos, envolveu pagamentos bilionários que possivelmente foram
distribuídos até o topo do poder na Guiné. Com a chegada de um novo
governo o assunto está sendo investigado e a verdade sobre o caso será
decidida em breve pela justiça da Guiné.
Ocorre que Steinmetz, após ter abocanhado a parte da Rio Tinto, negociou a entrada da Vale em outro acordo que, fala-se, custou mais de 1,5 bilhões de dólares à mineradora brasileira.
Agora, a sorte da Vale em Simandou depende da decisão, que sai em menos de um mês. Se o comitê de mineração concluir que a BSG agiu ilegalmente as concessões serão cassadas. Neste caso é possível que a Vale perca os bilhões investidos assim como a sua participação em um dos maiores jazimentos de minério de ferro do mundo.
Ocorre que Steinmetz, após ter abocanhado a parte da Rio Tinto, negociou a entrada da Vale em outro acordo que, fala-se, custou mais de 1,5 bilhões de dólares à mineradora brasileira.
Agora, a sorte da Vale em Simandou depende da decisão, que sai em menos de um mês. Se o comitê de mineração concluir que a BSG agiu ilegalmente as concessões serão cassadas. Neste caso é possível que a Vale perca os bilhões investidos assim como a sua participação em um dos maiores jazimentos de minério de ferro do mundo.
Minério de ferro: a era dos minidepósitos?
Minério de ferro: a era dos minidepósitos?
Quando se fala em jazimentos de minério de ferro sempre pensamos em tamanhos fora da escala, em bilhões de toneladas. Ou, mais raramente, em pequenos depósitos de altíssimo teor com minério saindo direto do britador para o forno.
Nunca, até hoje, havíamos visto no Brasil um projeto baseado em um depósito de pouco mais de 100 milhões de toneladas de minério, um minidepósito se comparado aos gigantescos da Vale, CSN, Minas-Rio, O2iron , Caetité e outros que estão em fase de construção. O mais interessante é que este minidepósito tem os teores de ferro bem abaixo dos teores de outros jazimentos brasileiros.
Estamos falando de Jambreiro, uma jazida controlada pela australiana Centaurus Metals que tem 128Mt e um teor médio de apenas 27,2%.
O que faz Jambreiro interessante do ponto de vista econômico?
O pulo do gato nesse jazimento está nos baixos custos de lavra e processamento. O minério é friável e pode ser cominuído em moinho de bolas, com baixíssimo custo. O undersize terá um processo simples e barato de beneficiamento com jigs, espirais de concentração e separação magnética que fará um produto, de baixo custo, com 65% Fe.
Desta forma serão concentrados, durante a vida útil da mina, 18 milhões de toneladas a 65% de Fe. O all-in cash cost sera baixo: US$22/t FOB mina. O CAPEX total é de US$53 milhões o que deve gerar um lucro de algumas centenas de milhões de dólares ao longo de 18 anos e uma TIR de 33%.
Tudo isso com uma produção anual de apenas 1Mt de concentrado... Já com o relatório aprovado e com as licenças em dia a produção deverá iniciar no primeiro trimestre de 2015.
Será uma nova tendência na mineração de ferro? Um caso de Davi contra Golias?
O que conta em um caso desses, são as margens de lucro. No caso de Jambreiro o minério concentrado deve ser vendido no Brasil, mas, na pior das hipóteses, chegará a qualquer porto Chinês com um custo ainda bem abaixo dos US$60/t. Ou seja, com um preço altamente competitivo.
Quando se fala em jazimentos de minério de ferro sempre pensamos em tamanhos fora da escala, em bilhões de toneladas. Ou, mais raramente, em pequenos depósitos de altíssimo teor com minério saindo direto do britador para o forno.
Nunca, até hoje, havíamos visto no Brasil um projeto baseado em um depósito de pouco mais de 100 milhões de toneladas de minério, um minidepósito se comparado aos gigantescos da Vale, CSN, Minas-Rio, O2iron , Caetité e outros que estão em fase de construção. O mais interessante é que este minidepósito tem os teores de ferro bem abaixo dos teores de outros jazimentos brasileiros.
Estamos falando de Jambreiro, uma jazida controlada pela australiana Centaurus Metals que tem 128Mt e um teor médio de apenas 27,2%.
O que faz Jambreiro interessante do ponto de vista econômico?
O pulo do gato nesse jazimento está nos baixos custos de lavra e processamento. O minério é friável e pode ser cominuído em moinho de bolas, com baixíssimo custo. O undersize terá um processo simples e barato de beneficiamento com jigs, espirais de concentração e separação magnética que fará um produto, de baixo custo, com 65% Fe.
Desta forma serão concentrados, durante a vida útil da mina, 18 milhões de toneladas a 65% de Fe. O all-in cash cost sera baixo: US$22/t FOB mina. O CAPEX total é de US$53 milhões o que deve gerar um lucro de algumas centenas de milhões de dólares ao longo de 18 anos e uma TIR de 33%.
Tudo isso com uma produção anual de apenas 1Mt de concentrado... Já com o relatório aprovado e com as licenças em dia a produção deverá iniciar no primeiro trimestre de 2015.
Será uma nova tendência na mineração de ferro? Um caso de Davi contra Golias?
O que conta em um caso desses, são as margens de lucro. No caso de Jambreiro o minério concentrado deve ser vendido no Brasil, mas, na pior das hipóteses, chegará a qualquer porto Chinês com um custo ainda bem abaixo dos US$60/t. Ou seja, com um preço altamente competitivo.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Um novo gold rush na África do Sul cria, também, uma corrida imobiliária
Um novo gold rush na África do Sul cria, também, uma corrida imobiliária
Durante séculos os rejeitos das profundas minas de ouro do Witwatersrand se acumularam nas proximidades de Johannesburg e Pretória, ao longo de quilômetros quadrados de áreas perdidas, nas margens da bacia sedimentar do Wits. O acúmulo de rejeitos passou a ser uma herança maldita desde a descoberta dos imensos jazimentos de ouro do Witwatersrand, que causou uma das maiores corridas de ouro do mundo, em 1886.
No entanto a visão de uns e a tecnologia de outros está mudando a economia do lugar.
Esses rejeitos contêm quantidades econômicas de ouro que são o resultado da lavra de minérios de alto teor em épocas de menor tecnologia e recuperações mais baixas.
A cidade literalmente envolveu esses tailings e o que se vê é um risco aos milhões de habitantes das redondezas.
Pois bem, hoje, com os avanços tecnológicos, milhões de toneladas de rejeitos, antes um risco, começam a ser tratados e o seu ouro contido recuperado. O processo de recuperação dos rejeitos não só recupera o ouro, mas, também, o meio ambiente, a paisagem e alimenta a mais nova corrida imobiliária da região. Áreas antes ocupadas pelas pilhas de rejeito voltam a ser ocupadas por projetos imobiliários que fazem um novo boom econômico em Johannesburg ao mesmo tempo em que injetam significativas somas nos cofres das mineradoras de ouro do Witwatersrand.
Em alguns casos como em Mogale, os rejeitos ainda tem uma concentração de urânio que deverá ser tratada antes que a área seja entregue à população.
Estima-se que mais de 40% de todo o ouro ainda contido nos rejeitos serão recuperados independente da granulometria.
É a mais nova corrida de ouro da África do Sul e uma interessante lição aos mineradores do mundo todo.
| Por Pedro Jacobi | |
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Durante séculos os rejeitos das profundas minas de ouro do Witwatersrand se acumularam nas proximidades de Johannesburg e Pretória, ao longo de quilômetros quadrados de áreas perdidas, nas margens da bacia sedimentar do Wits. O acúmulo de rejeitos passou a ser uma herança maldita desde a descoberta dos imensos jazimentos de ouro do Witwatersrand, que causou uma das maiores corridas de ouro do mundo, em 1886.
No entanto a visão de uns e a tecnologia de outros está mudando a economia do lugar.
Esses rejeitos contêm quantidades econômicas de ouro que são o resultado da lavra de minérios de alto teor em épocas de menor tecnologia e recuperações mais baixas.
A cidade literalmente envolveu esses tailings e o que se vê é um risco aos milhões de habitantes das redondezas.
Pois bem, hoje, com os avanços tecnológicos, milhões de toneladas de rejeitos, antes um risco, começam a ser tratados e o seu ouro contido recuperado. O processo de recuperação dos rejeitos não só recupera o ouro, mas, também, o meio ambiente, a paisagem e alimenta a mais nova corrida imobiliária da região. Áreas antes ocupadas pelas pilhas de rejeito voltam a ser ocupadas por projetos imobiliários que fazem um novo boom econômico em Johannesburg ao mesmo tempo em que injetam significativas somas nos cofres das mineradoras de ouro do Witwatersrand.
Em alguns casos como em Mogale, os rejeitos ainda tem uma concentração de urânio que deverá ser tratada antes que a área seja entregue à população.
Estima-se que mais de 40% de todo o ouro ainda contido nos rejeitos serão recuperados independente da granulometria.
É a mais nova corrida de ouro da África do Sul e uma interessante lição aos mineradores do mundo todo.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Mistérios da Geologia: luzes associadas aos terremotos são explicadas
Mistérios da Geologia: luzes associadas aos terremotos são explicadas
Por muitos séculos misteriosas luzes foram observadas antes, durante e depois de terremotos. Essas luzes já tiveram as explicações mais controversas. Até UFOs foram considerados como os causadores delas. Em geral, as luzes, são descritas como bolas de fogo, esferas de luz ou chamas que oscilam segundos antes de um terremoto (veja as fotos).
Os geólogos, no entanto, acreditavam que elas estariam relacionadas a ambientes geológicos tipo rifts e que deveria existir uma explicação bem mais simples e científica.
Somente agora, pela primeira vez, um estudo científico publicado pela Seismological Research Letters assinado pelo geólogo canadense Robert Thériault propõe um mecanismo para explicar essas misteriosas luzes.
O grande problema com esse estudo é a falta de precisão nas descrições feitas pelos observadores. Esses sempre adicionam um elemento pessoal, não científico, que acaba comprometendo os estudos subsequentes. Observações documentadas e filmadas, como as de Pisco em 2007, no terremoto de 8.0, no Peru, são raras. Esses filmes, feitos por câmaras de segurança, foram comparados com os dados sismográficos e mostram que as luzes ocorreram ao mesmo tempo em que as ondas sísmicas se propagavam.
O estudo publicado por Thériault levou em consideração todos os relatórios considerados
“confiáveis” desde o ano 1.600 até hoje. Dos 65 terremotos estudados 56 ocorreram em
uma zona de rift e 97% desses casos estavam associados a uma falha vertical e
nunca a falhas de baixo ângulos.
Os autores sugerem que o stress causado pelo atrito no plano de falha, durante um terremoto, gera cargas elétricas que se propagam principalmente em planos de falhas verticalizados. Essas cargas positivas, ao atingir a superfície formam fortes campos elétricos que ionizam os gases e criam as luzes.
Os estudos laboratoriais indicam que esses campos elétricos podem ser mais frequentes em alguns tipos de rochas do que outros.
| Por Pedro Jacobi | |
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Por muitos séculos misteriosas luzes foram observadas antes, durante e depois de terremotos. Essas luzes já tiveram as explicações mais controversas. Até UFOs foram considerados como os causadores delas. Em geral, as luzes, são descritas como bolas de fogo, esferas de luz ou chamas que oscilam segundos antes de um terremoto (veja as fotos).
Os geólogos, no entanto, acreditavam que elas estariam relacionadas a ambientes geológicos tipo rifts e que deveria existir uma explicação bem mais simples e científica.
Somente agora, pela primeira vez, um estudo científico publicado pela Seismological Research Letters assinado pelo geólogo canadense Robert Thériault propõe um mecanismo para explicar essas misteriosas luzes.
O grande problema com esse estudo é a falta de precisão nas descrições feitas pelos observadores. Esses sempre adicionam um elemento pessoal, não científico, que acaba comprometendo os estudos subsequentes. Observações documentadas e filmadas, como as de Pisco em 2007, no terremoto de 8.0, no Peru, são raras. Esses filmes, feitos por câmaras de segurança, foram comparados com os dados sismográficos e mostram que as luzes ocorreram ao mesmo tempo em que as ondas sísmicas se propagavam.
Os autores sugerem que o stress causado pelo atrito no plano de falha, durante um terremoto, gera cargas elétricas que se propagam principalmente em planos de falhas verticalizados. Essas cargas positivas, ao atingir a superfície formam fortes campos elétricos que ionizam os gases e criam as luzes.
Os estudos laboratoriais indicam que esses campos elétricos podem ser mais frequentes em alguns tipos de rochas do que outros.
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