terça-feira, 4 de março de 2014

Vale retoma trabalho para projeto de níquel no Canadá

Vale retoma trabalho para projeto de níquel no Canadá

Unidade canadense da mineradora retomou os trabalhos para seu projeto de níquel Copper Cliff Deep, na bacia de Sudbury

Divulgação Vale Canadá
Vale no Canadá
Vale no Canadá: companhia espera concluir um estudo de viabilidade do projeto antes do final do ano
Toronto - A unidade canadense da mineradora brasileira Vale retomou os trabalhos para seu projeto de níquel Copper Cliff Deep, na bacia de Sudbury, e espera concluir um estudo de viabilidade antes do final do ano, disse um executivo nesta segunda-feira.
Estima-se que o custo de construção do projeto some algo em torno de 1 bilhão de dólares, e poderia ser uma das unidades com menor custo de operação, disse o vice-presidente de operações da Vale de Ontário e Reino Unido, Kelly Strong.
Se for à frente, Copper Cliff poderia dar outro impulso para a bacia de Sudbury, no norte de Ontário, onde a Vale recentemente abriu Totten, a primeira nova mina no local em mais de 40 anos.
O projeto, que poderia unir e expandir o que são agora duas minas separadas, foi suspenso em decorrência da crise financeira de 2008.
Em 2010, a Vale Canada disse que estava reavaliando o projeto, mas não iniciou obras.
As três primeiras etapas poderia Copper Cliff poderia iniciar a produção dentro de dois a três anos, disse Strong à Reuters.
A aprovação final dependerá do conselho da Vale, no Brasil.
Strong, que comanda as operações da Vale na bacia de Sudbury, também rejeitou as expectativas do setor de que a brasileira chegaria a um acordo no início deste ano com a produtora rival e trading Glencore Xstrata para unir os seus projetos de níquel adjacentes do Canadá.
"No ano passado tivemos algumas conversas", disse ele. "Tínhamos o compromisso de uma nova reunião e em 2014, mas isso ainda não ocorreu, e não há realmente nada de novo para relatar neste momento." O preço do níquel já começou a subir este ano. Atualmente é comercializado a cerca de 14.600 dólares por tonelada, um aumento de ante os 13.900 dólares por tonelada do final de 2013, depois que a Indonésia impôs uma proibição em janeiro para exportações de minerais brutos.

Cresce produção de minério de ferro da Anglo American

Cresce produção de minério de ferro da Anglo American

O minério de ferro foi destaque no quarto trimestre de 2013 e subiu 25%, para 11,3 milhões de toneladas

Anglo American, empresa de mineração
Anglo American: com os bons resultados de produção do último trimestre de 2013, as ações da Anglo American registram alta de 6,33%
Londres - A mineradora Anglo American informou nesta quarta-feira, 29, uma maior produção no quarto trimestre de 2013 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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O minério de ferro foi destaque e subiu 25%, para 11,3 milhões de toneladas. Junto com o manganês, a commodity foi responsável por metade do lucro operacional da companhia no primeiro semestre do ano passado.
A produção de cobre também teve um crescimento consolidado no trimestre, com alta de 24%, para um recorde de 214,4 mil toneladas no quarto trimestre. O valor foi impulsionado pela maior produção na mina de Los Bronces e Collahuasi, ambas no Chile.
O cobre foi responsável por cerca de um quinto do lucro operacional da empresa na primeira metade de 2013. A única queda de produção foi no carvão, que caiu 4% no trimestre, para 24,75 milhões de toneladas.
Nos diamantes, a produção da sua unidade De Beers avançou 13% no ano, para 9,1 milhões de quilates. A platina teve alta de 25% no acumulado anual, para 520.300 onça-troy.
Com os bons resultados de produção do último trimestre de 2013, as ações da Anglo American registram alta de 6,33% no índice FTSE, da Bolsa de Londres.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Diamantes em alta: Angelina Jolie usa brincos de diamantes de 42 quilates na festa da entrega do Oscar

Diamantes em alta: Angelina Jolie usa brincos de diamantes de 42 quilates na festa da entrega do Oscar 
A Diamond is forever. A frase continua viva após ter sido criada para a De Beers por Frances Gerety, 67 anos atrás.
O exemplo do diamante mostra, de forma indubitável, como um produto praticamente sem valor atinge preços imbatíveis no mercado mundial quando é inteligentemente alavancado pelo imenso e ultrassofisticado marketing das mineradoras. O diamante para a joalheria é um produto com valor puramente intelectual. Este valor é implantado na cabeça de todos e se torna uma verdade à medida que o consumidor acredita nas ideias e estratégias de marketing que lhe são veiculadas. Foi assim que a De Beers propagou a frase de Frances Gerety que virou um filme de James Bond e que vem sendo repetida, como um mantra, em todas as joalherias do mundo. É assim que os diamantes famosos são negociados por somas extraordinárias, superando os 170 milhões de reais e é assim que todas as noivas dos Estados Unidos e de outros países tem que receber, quase obrigatoriamente, uma aliança de diamantes no dia do seu noivado.
Nestes lugares o amor é medido a quilates...
Pois, como não podia ser diferente, hoje, na entrega do Oscar a bela e articulada Angelina Jolie usou pingentes de diamantes perfeitos de 42 quilates (foto), desenhados por Robert Procop, cujo valor é superior a dez milhões de dólares. É mais uma grande jogada de marketing das mineradoras e joalherias que vai render milhões em vendas.
Que venham os kimberlitos e lamproitos!


Publicado em: 3/3/2014 15:01:00

Diamantes: Kimberley Diamonds compra Smoke Creek

Diamantes: Kimberley Diamonds compra Smoke Creek
A australiana Kimberley Diamonds comprou da Venus Metals Corp o Projeto Smoke Creek. Esse projeto cobre 11 km de aluviões diamantíferos da drenagem Smoke Creek, que nasce  na maior mina de diamantes do mundo: Argyle.
Foi através dos sedimentos do Smoke Creek que foi descoberto o lamproito de Argyle.
Os aluviões de Smoke Creek apresentam um teor médio de 28 quilates por 100 toneladas, um teor muito elevado. Os diamantes de Argyle tem uma característica interessante: na sua grande maioria eles tem baixíssima qualidade sendo negociados abaixo de US$20/quilate. No entanto Argyle tem, também, os melhores diamantes pinks do mundo, que por coincidência, são, também, os diamantes mais caros do mundo. A real proporção de pinks de Argyle não é conhecida, mas esse é um dado fundamental na decisão feita pela Kimberley Diamonds de comprar Smoke Creek. O projeto tem um recurso inferido de 6 milhões de quilates entre os quais serão recuperados os valiosíssimos pinks. Quantos pinks serão recuperados? Essa é a pergunta que todos querem saber e só será respondida depois que as 21,5 milhões de toneladas de Smoke Creek forem lavradas.

Zimbabwe: o triste fim da produção de diamantes

Zimbabwe: o triste fim da produção de diamantes
Os depósitos aluviais de Zimbabwe já foram responsáveis por uma grande produção de diamantes o que colocou o país entre os 10 maiores produtores de diamantes do mundo.
No entanto as coisas mudaram e os aluviões estão praticamente exauridos. As porções mais ricas e maiores já foram lavradas e repassadas em garimpos de baixíssima qualidade.
Restam, agora, somente os kimberlitos, a fonte primária dos diamantes. A lavra e descoberta de kimberlitos, entretanto, é coisa para profissional. Somente empresas com uma equipe de geólogos altamente especializados, tem capacidade de fazer um programa de exploração mineral bem sucedido para diamantes primários. Essas empresas, como a Rio Tinto, já não estão mais prospectando em Zimbabwe.
É o fim da fase do garimpo.
A garimpagem em Zimbabwe atraiu milhares e foi permitida pelo Governo que abocanhava 50% dos lucros das operações. Hoje em dia, com a exaustão dos aluviões, milhares estão sendo desempregados e o Governo está perdendo talvez a sua principal fonte de renda. Os poucos garimpeiros de aluviões reclamam que estão chegando ao ponto de empate com lucros marginais.
Os campos de Marange, uma das maiores ocorrências de diamantes de Zimbabwe, foram rapidamente exauridos com lavras predatórias que desrespeitavam o minerador e o meio ambiente. Em Marange o conglomerado que hospeda o diamante (foto abaixo), foi lavrado a céu aberto e, posteriormente, em lavras subterrâneas. No entanto, devido aos elevados custos, baixa tecnologia, erraticidade na distribuição e baixo preço dos diamantes a tendência é que as minas de Marange, que um dia produziram mais de 20% da produção mundial, sejam fechadas. Um triste fim para uma história que gerou bilhões e pouco ou nada deixou para a população local.

Marange diamante