domingo, 9 de março de 2014

A NASA não acredita que seremos extintos por um impacto de meteorito nos próximos séculos

A NASA não acredita que seremos extintos por um impacto de meteorito nos próximos séculos
Em uma entrevista, feita hoje, com cientistas da NASA no Reddit, surgiram as seguintes informações que mostram o que a NASA conhece e acredita sobre o assunto:

-não existem meteoritos com mais de 1.500m de diâmetro (que podem varrer a raça humana da Terra) em rota de colisão prevista para os próximos séculos.  Grandes impactos deste tipo só ocorrem a cada 100.000 a 300.000 anos...
-quem tem que se preocupar com meteoritos são, principalmente, os astronautas, pois é no espaço que as chances de um impacto com micrometeoritos é maior.
-os cientistas, como já falado no Portal do Geólogo, não acreditam que será viável a mineração de meteoros pois a composição deles se assemelha muito à da Terra.

Portanto meu caro (a) , fique tranquilo que, muito provavelmente, nessas gerações ainda não seremos pulverizados por um meteorito.
Falando nisso...temos um meteoro bastante grande passando por perto da Terra hoje. É o 2000 EE14 que tem mais de 1.100m de diâmetro, tamanho suficiente para uma catástrofe global. Mas, fique tranquilo pois a probabilidade de um impacto é próxima do zero, aliás ele já deve ter passado do ponto de colisão quando você ler essa notícia...Em abril outros 17 asteroides de centenas de metros até um máximo de 2.200m estarão passando perto da Terra. Todos com a probabilidade perto de zero de um impacto. Para saber mais visite neo.jpl.nasa.gov um site que mostra todos os principais asteroides conhecidos.

Cientistas criam material de carbono tão resistente quanto o diamante

Cientistas criam material de carbono tão resistente quanto o diamante

Descoberta pode abrir caminho para a fabricação de uma nova classe de materiais ultradensos e superresistentes

O novo material não possui unidades atômicas repetidas, como as mostradas na imagem. Por causa disso, consegue suportar pressões a partir de várias direções diferentes, uma vantagem sobre o diamante
O novo material não possui unidades atômicas repetidas, como as mostradas na imagem. Por causa disso, consegue suportar pressões a partir de várias direções diferentes, uma vantagem sobre o diamante (iStockphoto/ThinkStock)
Cientistas descobriram uma nova forma de carbono capaz de suportar pressões tão altas quanto o diamante. A pesquisa, feita na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, pode levar à criação de materiais ultrarresistentes e mais baratos. O estudo foi publicado no periódico Physical Review Letters.

Saiba mais

CARBONO
O carbono é o quarto elemento mais abundante no universo. Ele assume vários formas, incluindo o grafite e o diamante.
ALÓTROPOSA alotropia é um fenômeno em que um mesmo elemento químico pode se transformar em várias  substâncias - chamadas alótropos. Exemplos de alótropos de carbono são o grafite e o diamante. O oxigênio, por sua vez, tem alótropos na forma de ozônio e gás oxigênio.
A equipe de cientistas liderada por Wendy Mao iniciou a pesquisa com uma forma de carbono conhecida como carbono vítreo, sintetizado pela primeira vez na década de 1950. Na ocasião, os químicos descobriram que o material combina propriedades do vidro, cerâmica e grafite. Os pesquisadores de Stanford criaram o novo ao comprimir o carbono vítreo a 400.000 vezes a pressão atmosférica normal.

O novo material foi capaz de suportar 1,3 milhão de vezes a pressão atmosférica normal. Nenhuma substância além do diamante consegue suportar níveis de pressão semelhantes.
A contrário do diamante e do grafite, a estrutura do novo alótropo não é cristalina: trata-se de um material amorfo, ou seja, que não é organizado em unidades repetidas de átomos de carbono. Mas isso pode ser uma vantagem, uma vez que a resistência de estruturas cristalinas, como o diamante, varia conforme o arranjo dos cristais e a direção em que a pressão é exercida.

"A descoberta abre possibilidade para a criação de bigornas muito duras para pesquisa de alta pressão e uma nova classe de materiais muito resistentes e ultradensos", disse Russell Hemley, diretor do laboratório onde o material foi criado.

Cientistas descobrem 'planeta de diamante'

Cientistas descobrem 'planeta de diamante'

Com 60.000 km de diâmetro, astro orbita pulsar a 4 mil anos-luz da Terra

Concepção artística do pulsar e do 'planeta diamante' em órbita
Concepção artística do pulsar e do 'planeta diamante' em órbita (Divulgação/Swinburne Astronomy Productions)
Uma equipe internacional de astrônomos descobriu um planeta provavelmente formado por diamantes, orbitando um pulsar (veja glossário) a quatro mil anos-luz da Terra. A novidade foi anunciada nesta sexta-feira pela Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO).

Glossário


  1. Pulsares – Estrelas de nêutrons de pequeno tamanho, alta densidade e forte campo gravitacional (2 x 10¹¹ maior que o da Terra). São os resultados de explosões de supernovas. Quando uma estrela com massa entre quatro e oito vezes a do Sol termina de queimar o seu ‘combustível’, ela explode. Como resultado, a região central entra em colapso, de forma que prótons e elétrons se combinam para formar nêutrons. Os pulsos de ondas de rádio emitidos por elas podem ser captados pelos telescópios
  2. Sistemas binários – São pares de corpos celestes (podem ser planetas, estrelas, ou qualquer outro corpo) ligados gravitacionalmente, que orbitam um centro de massa comum. Astrônomos se interessam especialmente por sistemas binários de estrelas porque a influência que uma exerce sobre a outra pode revelar fenômenos que não seriam observáveis em estrelas isoladas
O planeta parece ser composto principalmente por carbono e oxigênio, além de hidrogênio e hélio. Com 60.000 quilômetros de diâmetro, aproximadamente cinco vezes o da Terra, o astro tem uma característica muito particular: densidade ligeiramente maior que a de Júpiter. Segundo os pesquisadores, liderados pelo professor Matthey Bailes, da Universidade Swinburne, na Austrália, boa parte do planeta pode ser similar a um diamante, que é a forma que o carbono assume sob alta pressão.
A descoberta do planeta ocorreu depois que a equipe avistou o pulsar com a ajuda do radiotelescópio da CSIRO, a 357 quilômetros de Sydney, na Austrália. Os pesquisadores continuaram a investigação com os telescópios de Lovell (Grã-Bretanha) e Keck (Havaí, EUA) e notaram que os sinais do pulsar eram sistematicamente alterados pelo que podia ser a força da gravidade de um planeta.
O planeta de diamante forma um sistema binário (veja glossário) com um pulsar, orbitando a estrela de nêutrons (batizada PSR J1719-1438) a cada duas horas e dez minutos. Os objetos estão separados por cerca de 600.000 quilômetros e estão localizados na Constelação da Serpente. "Apesar de raro, este planeta comprova o que já sabemos sobre como estes sistemas binários funcionam", afirma Michael Keith, astrônomo do CSIRO.

Maior esmeralda do mundo é exibida na Colômbia

Maior esmeralda do mundo é exibida na Colômbia

Esmeralda em estado bruto é exposta em Bogotá, na Colômbia. Segundo seus proprietários, a pedra que pesa quase dois quilos e meio e com 11 mil quilates é a maior do mundo
Esmeralda em estado bruto é exposta em Bogotá, na Colômbia. Segundo seus proprietários, a pedra que pesa quase dois quilos e meio e com 11 mil quilates é a maior do mundo.
Aquela que, segundo os proprietários é a maior esmeralda do mundo, está em exposição em Bogotá pela primeira vez desde que foi extraída, há 12 anos, das profundezas de Muzo, na região esmeraldífera da Colômbia. A pedra, ainda em estado bruto, tem quase dois quilos e meio e 11.000 quilates.

"Seu valor é incalculável", diz Santiago Soto, porta-voz da feira Minergemas 2011, realizada em Bogotá e que apresenta a gema de propriedade da empresa Coexminas. De um verde opaco intenso, a pedra foi encontrada em uma das minas da cidade de Muzo, departamento (província) de Boyacá (centro-leste), há doze anos, mas é a primeira vez que é exibida publicamente.

"Fura", como foi batizada em homenagem a uma bela indígena que, segundo uma lenda histórica morou nessa região, está exposta dentro de uma urna de vidro sob severas medidas de segurança.

Fica sozinha em um pequeno salão ao qual têm acesso, paulatinamente, grupos de não mais de quinze pessoas, que a podem observar por alguns minutos a metros de distância e sob o olhar atento de cinco guardas à paisana. Cerca de 4.000 pessoas a visitaram até este sábado, quando termina a feira, disse Soto.

Muzo, junto com as localidades vizinhas de Chivor, Coscuez e Santa Bárbara (em Boyacá), integram a zona esmeraldífera da Colômbia, de onde brotam as mais belas gemas do mundo. A Colômbia fornece 55% do mercado mundial de esmeraldas, com exportações da ordem de 200 milhões de dólares anuais.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O Brasil vai virar um grande garimpo?

O Brasil vai virar um grande garimpo?

As atenções da mídia estão focadas hoje, 6 de dezembro de 2013,em dois grandes eventos: as homenagens ao grande estadista Nelson Mandela,ontem falecido aos 95 anos, e o sorteio dos grupos das seleções que irão disputar a Copa do Mundo de futebol no próximo    ano aqui no Brasil.Enquanto isto, nós do setor mineral vivemos o rescaldo de uma prolongada batalha na Câmara dos Deputados envolvendo as discussões do Novo Marco Regulatório da Mineração.Depois de dezenas de audiências públicas ,    encontros regionais e muitas horas de reuniões, o relator da Comissão Especial não conseguiu colocar seu substitutivo em votação por apresentar pontos divergentes do projeto original,acatando várias sugestões apresentadas pela    ABPM.Pelo visto,esta matéria ficará para o próximo ano ou mesmo para 2015,em função das eleições.
Diante deste quadro, precisamos tocar o barco, a começar pelo destravamento do DNPM, como bem observou nosso associado Felipe    Sampaio,com a propriedade que lhe é peculiar.Todos sabemos das dificuldades enfrentadas por este órgão há décadas e que foram minuciosamente expostas em audiência pública para discutir sua transformação em Agência (parece que este    foi um dos pontos de divergência do relator com o executivo,que queria que o processo não acarretasse aumento de despesas). Mas algumas áreas do DNPM apresentaram significativos avanços nos últimos anos, como a informatização de    vários serviços e a atualização permanente de estatísticas disponíveis em sua página na internet. Graças a elas obtivemos os dados que passaremos a discutir a seguir.
Nos últimos 10 anos (2013 até novembro) o DNPM outorgou 3.042    portarias de lavra(PL) e 1.674 Permissões de Lavra Garimpeira(PLG). Ocorre que ,considerando os últimos 4 anos,os números mostram 885 PL e 1.139    PLG,significando uma queda de 28% na média anual das PL,enquanto as PLG    tiveram um acréscimo de 70% sobre a média decenal considerada, invertendo a    proporção dos regimes de concessão. Se esta tendência continuar, nas próximas    décadas o país terá algumas minas cercadas por um imenso garimpo ,com todas as    mazelas advindas desta atividade.
Não que o garimpo deva ser proibido,mas    que se atenha àquelas jazidas cujo contexto geológico seja propício à    mineração em pequena escala,sem uso de grandes equipamentos. É o caso,por    exemplo,das ametistas no Rio Grande do Sul, que ocorrem de forma irregular em    determinados níveis dos derrames basálticos, sendo impossível uma lavra    mecanizada. Em geral são encontradas em pequenas propriedades rurais, cujos    donos conciliam a atividade extrativa com a agropecuária. Outros casos    clássicos são o dos pegmatitos da Província Borborema, no Nordeste, e os    diamantes de Coromandel, em Minas gerais.
Seria de se esperar que o    esgotamento de depósitos aluvionares de alto teor e o avanço no conhecimento    geológico, fossem transformando paulatinamente áreas garimpadas em distritos    mineiros organizados. Entretanto, verifica-se que depósitos de ouro e cobre    primários estão sendo lavrados sob o regime de PLG com utilização de    equipamentos pesados, mas sem o planejamento e a tecnologia das empresas de    mineração tradicionais. Parece que a é a ocupação da área para sua posterior legalização, através da constituição de cooperativas e a obtenção das PLG quando já existe uma situação de fato implantada. Exatamente como    ocorre na ocupação de terrenos no Distrito Federal, onde centenas de condomínios abrigam um quarto da população do DF, aguardando sua regularização, com o caos urbano instalado em Brasília.
Parece que existe    um denominador comum entre as duas situações: o voto das camadas mais simples da população, moeda forte para os políticos. Num país que ostenta uma das    piores posições no ranking mundial dos indicadores de educação, é fácil entender porque tais políticas encontram terreno fértil para prosperarem.
  Esperamos que não seja criado um novo programa de governo no estilo ‘”Meu    garimpo, minha vida” e que ,apesar do desânimo generalizado, consigamos recolocar a indústria mineral nas trilhas do desenvolvimento,com as ferramentas que hoje dispomos.