sexta-feira, 14 de março de 2014

Quer descobrir diamantes de graça? Vá ao Crater of Diamonds State Park no Arkansas

Quer descobrir diamantes de graça? Vá ao Crater of Diamonds State Park no Arkansas
O Crater of Diamonds State Park é o único parque do mundo, onde o público é encorajado a pesquisar diamantes. O parque está situado sobre uma cratera vulcânica lamproítica denominada de Prairie Creek. O lamproito, que originalmente foi descrito como um kimberlito,foi descoberto no início do século 20 pelo fazendeiro dono das terras. John Wesley também foi o primeiro a descobrir diamantes na superfície. A descoberta dos diamantes gerou uma corrida e mais de 10.000 garimpeiros iniciaram suas atividades de lavra no material lamproítico.
Somente em 1972 o Estado de Arkansas comprou as terras e criou um parque onde qualquer um pode procurar diamantes pagando apenas o valor da entrada.
O último grande diamante descoberto no parque, em 6 de março de 2014, foi uma pedra de 2,89 quilates (foto) descoberta por um visitante após uma “pesquisa” de apenas 20 minutos.
Somente neste ano já foram descobertos 51 diamantes por turistas que “brincam” de mineradores em busca de diamantes. Todos os diamantes encontrados são de propriedade de quem encontrou. O Parque tem outras atrações como pesca, caminhadas, vida selvagem, camping e, naturalmente, o seu ponto alto a mineração de diamantes.

O efeito Putim: ouro atinge o maior pico em seis meses

O efeito Putim: ouro atinge o maior pico em seis meses 
As preocupações sobre um possível conflito na Ucrânia fez o ouro reagir e ultrapassar, finalmente, a barreira dos US$1.370 por onça troy. Este é o maior preço do metal desde setembro de 2013.
Aos poucos o ouro começa ocupar o papel de uma moeda alternativa, no momento em que a ameaça de um conflito entre Estados Unidos e Rússia paira sobre o mundo. As moedas estão enfraquecendo, neste momento, e o ouro é a única que está forte e em alta.
Apesar da subida do metal bolsas altamente dependentes das mineradoras de ouro como a de Johannesburgo na África do Sul, ainda não reagiram na mesma proporção.

O desastre da Petrobras: empresa vale hoje, somente 51% a mais do que a OGX valia em 2010

O desastre da Petrobras: empresa vale hoje, somente 51% a mais do que a OGX valia em 2010
Você sabia que a OGX, no seu auge, em 15 de outubro de 2010, tinha um valor de mercado de 45,3 bilhões de dólares e que hoje, a Petrobras tem um valor de mercado de apenas 68,7 bilhões de dólares, 51% acima?
Pois esse é um triste fato que assombra a todos os investidores da Petrobras.
Sei que a comparação é irreal e injusta, pois a Petrobras tem o que a OGX dizia ter: petróleo.  Mas, de qualquer forma, por mais injusta que possa ser, ela serve para ilustrar o dramático efeito do encolhimento de 200 bilhões de reais que a Petrobras teve neste mesmo período e, serve também, para ilustrar a irrealidade dos números da bolsa.
Lembre-se, o que você vê na bolsa não é a realidade retratada em números, mas sim, a percepção dos investidores sobre uma determinada empresa dentro de um cenário macroeconômico. Esse número pode estar absolutamente errado se a empresa não estiver adequadamente auditada.
Agora sabemos que a OGX era uma imensa bolha sem nenhum fundamento técnico e, exatamente por isso, ela pulverizou tendo, hoje, um Market cap de zero. O evento OGX mostra a falta de precisão da bolsa em aferir a empresa e seus ativos.
E a Petrobras? Será uma outra OGX a caminho do desaparecimento?
Com certeza não. A empresa pode ser mal gerenciada pelo seu maior acionista o Governo, mas ela tem aquilo que a OGX nunca teve: qualidade e reservas. Alguns podem até colocar em dúvida a certificação das reservas da Petrobras e, também, os números ufanistas e, algumas vezes, irreais falados pelo Governo. Mas não há como negar que a empresa tem uma equipe de qualidade mundial e que isso faz toda a diferença.
Resta, agora, aguardar que os próximos investimentos da Petrobras fru

Descoberto mineral com água dentro de diamante de Juína:

Descoberto mineral com água dentro de diamante de Juína: alguns cientistas, acreditam em grande quantidade de água aprisionada dentro do manto terrestre
Dezenas de milhares de estudos petrográficos feitos em rochas mantélicas sempre mostraram minerais desprovidos de água. As rochas formadas no manto são, geralmente, eclogíticas ou peridotíticas cujos minerais não apresentam as moléculas da água, que são comuns às rochas formadas na crosta terrestre.
O geólogo-geoquímico que fez essa descoberta, Graham Pearson, estava estudando um diamante de baixa qualidade vindo de Juína, no Mato Grosso (foto). Pearson identificou uma forma de olivina, a ringwoodita, com apenas 40 micras de diâmetro, inclusa no diamante. Como essa ringwoodita tem em torno de 1% de água na sua composição ele imediatamente passou a acreditar que o manto terrestre, ao contrário do que se acredita, pode ter grandes quantidades de água.
A hipótese de Pearson é temerária.
Os minerais mantélicos, graças a sua enorme pressão e temperatura, são, até essa descoberta, caracterizados pela total ausência de água na estrutura cristalina.
Outro ponto que falta na equação de Pearson é o fato de que os diamantes de Juína são muito característicos e únicos. Juína produz diamantes de ultra pressão formados a mais de 400km de profundidade enquanto que a maioria dos diamantes do resto do mundo são formados em profundidades de 120-200km. Os diamantes de Juína contém um elevado nível de impurezas inclusas e são essas impurezas que fazem o diamante ficar escuro e cheio de jaça, influenciando nos preços, que são em média, de poucos dólares por quilate.
Nos nossos estudos, na Rio Tinto, na década de 90, descobrimos que os diamantes de Juína poderiam estar brechados e cimentados por diamante, indicando as extremas pressões do ambiente de formação. Outro ponto fundamental, talvez despercebido pelo Pearson, é que a geofísica indica que, nesta região ainda existe um possível remanescente da placa do pacífico que ainda está parcialmente digerida e que se encontra a 400-600km de profundidade, onde esses diamantes  possivelmente foram formados. A hipótese mais aceita é que o carbono foi injetado no manto juntamente com a as rochas da placa o que causou os diamantes de baixa qualidade, altíssima pressão e grande profundidade. Nessas condições encontrar uma inclusão de uma olivina com água não muda nada do conhecimento sobre o manto, já que a olivina poderia ter vindo junto com as rochas da placa de profundidades menores, na crosta terrestre.

segunda-feira, 10 de março de 2014

De onde vem, como surgiu e como é preparada uma Turmalina Paraíba?

De onde vem, como surgiu e como é preparada uma Turmalina Paraíba?

Como todos devem imaginar, o nome Turmalina Paraíba vem pelo fato de que foram encontradas pela primeira vez na Paraíba, por Heitor Barbosa em 1989. Porém, apesar do nome e da raridade, esse tipo de  turmalina cuprífera, que traz uma cor azul neon exclusiva também pode ser encontrada no estado do Rio Grande do Norte e na Nigéria e Moçambique. A atual extração ainda é precária e difícil, o que torna o seu valor comercial maior ainda. Toda essa raridade e exclusividade torna a Turmalina Paraíba uma das gemas mais cobiçadas do mundo.

Turmalina Paraíba bruta de 26,5 cts da Mina da Batalha - PB. Preço: US$ 155.000,00.

Geologicamente falando, as turmalinas da região foram descobertas inicialmente no município de São José da Batalha, na variação de Elbaíta (turmalina litinífera que vai de vermelho rosado a verde e incolor), ocorre na forma de pequenos "cristais" na maioria das vezes irregulares dentro de corpos pegmatíticos que na localidade estão encaixados em quartzitos da Formação Equador (Grupo Seridó). A mineralogia básica da rocha é de quartzo, feldspato (comumente alterado pela infiltração de água), lepidolita (mica lilás) e schorlita (também conhecida como afrisita ou turmalina negra) e óxidos de nióbio e tântalo (sequência columbita-tantalita). Os índices de cobre podem ser associados à Província Metalogênica Cuprífera do Rio Grande do Norte

Província Cuprífera do RN-PB.

Análises comprovaram que as Turmalinas Paraíba contem expressivos teores de cobre, ferro e manganês, sendo atribuídos a estes elementos, em sua variação, o tom de cor do mineral. São designadas cores como azul-claro, azul-turquesa, azul-neon, azul esverdeado, azul safira, azul violáceo, verde azulado e verde esmeralda, na tentativa de descrever a rara e variável cor. 

Turmalina Paraíba lapidada de 50 cts que permaneceu no Brasil para exposição. Avaliada aqui no Brasil em R$ 500.000,00.

Uma característica que chama a atenção é o de uma turmalina paraíba devidademente tratada e lapidada poder brilhar em ambientes de pouquíssima luz, o que faz muitos atribui-la como fluorescente (no caso seria fosforescente).

Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de Tucson, nos EUA, teve início a escalada de preços desta variedade de turmalina, que passaram de umas poucas centenas de dólares por quilate a mais de US$2.000/ct, em questão de apenas 4 dias. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo dos anos 90, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais. A máxima produção da Mina da Batalha ocorreu entre os anos de 1989 e 1991 e, a partir de 1992, passou a ser esporádica e limitada, agravada pela disputa por sua propriedade legal e por seus direitos minerários. Hoje em dia a turmalina paraíba no mercado japonês pode custar cerca de US$ 30.000/ct, porém dependendo de sua exclusividade pode chegar a custar cerca de US$ 100.000/ct.

Broche em ouro branco desenhado pelos designers da Chanel com mais de 1000 diamantes e com uma Turmalina Paraíba de 37,5 cts no centro. Peça única, foi vendida assim que anunciada. Não encontrei o preço.

A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte.

Broche de papagaio, com gemas de diversas cores e olho feito em Turmalina Paraíba.

Para alcançar tons mais limpos e mais exclusivos as empresas adotam um tratamento na turmalina para melhor mais ainda a sua cor.Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico, a temperaturas entre 350°C e 550°C. O procedimento consiste, inicialmente, em selecionar os espécimes a serem tratados cuidadosamente, para evitar que a exposição ao calor danifique-os, especialmente aqueles com inclusões líquidas e fraturas pré-existentes. Em seguida, as gemas são colocadas sob pó de alumínio ou areia, no interior de uma estufa, em atmosfera oxidante. A temperatura ideal é alcançada, geralmente, após 2 horas e meia de aquecimento gradativo e, então, mantida por um período de cerca de 4 horas, sendo as gemas depois resfriadas a uma taxa de aproximadamente 50 oC por hora. As cores resultantes são a cobiçada azul-neon, a partir da azul esverdeada ou da azul violeta, e a verde esmeralda, a partir da púrpura avermelhada. Além do tratamento térmico, parte das turmalinas da Paraíba é submetida ao preenchimento de fissuras com óleo para minimizar a visibilidade das que alcancem a superfície.

Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF), um ensaio analítico não disponível em laboratórios gemológicos standard. No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.

Turmalina paraíba bruta de boa qualidade.

Em fevereiro de 2006, o Comitê de Harmonização de Procedimentos de Laboratórios, que consiste de representantes dos principais laboratórios gemológicos do mundo, decidiu reconsiderar a nomenclatura de turmalina da “Paraíba”, definindo esta valiosa variedade como uma elbaíta de cores azul-néon, azul-violeta, azul esverdeada, verde azulada ou verde-esmeralda, que contenha cobre e manganês e aspecto similar ao material original proveniente da Paraíba, independentemente de sua origem geográfica. Nos certificados, deve ser descrita como pertencente à espécie “elbaíta”, variedade “turmalina da Paraíba”, citando, sob a forma de um comentário, que este último termo deriva-se da localidade onde foi originalmente lavrada no Brasil. A determinação de origem torna-se, portanto, opcional.

Mais fotos de turmalinas paraíba: