sexta-feira, 14 de março de 2014

Cobre: ou os geólogos descobrem mais jazidas ou veremos uma hiperinflação de preços

Cobre: ou os geólogos descobrem mais jazidas ou veremos uma hiperinflação de preços
O gráfico do consumo mundial do cobre, feito pelo USGS,  mostra uma situação dramática onde o consumo chinês cresce exponencialmente enquanto que o resto do mundo tem um consumo estável com tendência negativa.
Neste cenário só podemos esperar uma crise a mercado futuro. Ou o mundo descobre novas jazidas através da prospecção mineral intensiva, ou os preços começarão a se elevar: uma simples questão de oferta e procura.
No estudo do USGS existem 11 regiões no mundo com potencial para a descoberta de novos jazimentos de cobre que podem suprir com vantagem essa necessidade futura. Os americanos chegaram ao número, meio mágico, de 3,5 milhões de toneladas  de cobre em 225 possíveis projetos, ainda não descobertos.
Correto ou não o exercício de futurologia do USGS um fato permanece: os geólogos terão que trabalhar duro para descobrir as novas jazidas de cobre, uma das commodities mais importantes na economia de um país.
Este trabalho será feito, em sua maioria, pelas junior companies, que no Brasil estão sendo escorraçadas pelo novo Código Mineral que pode ser aprovado sem o direito de prioridade.
Coincidentemente o USGS não prevê nenhuma descoberta significativa de cobre no Brasil...por que será?

Quer descobrir diamantes de graça? Vá ao Crater of Diamonds State Park no Arkansas

Quer descobrir diamantes de graça? Vá ao Crater of Diamonds State Park no Arkansas
O Crater of Diamonds State Park é o único parque do mundo, onde o público é encorajado a pesquisar diamantes. O parque está situado sobre uma cratera vulcânica lamproítica denominada de Prairie Creek. O lamproito, que originalmente foi descrito como um kimberlito,foi descoberto no início do século 20 pelo fazendeiro dono das terras. John Wesley também foi o primeiro a descobrir diamantes na superfície. A descoberta dos diamantes gerou uma corrida e mais de 10.000 garimpeiros iniciaram suas atividades de lavra no material lamproítico.
Somente em 1972 o Estado de Arkansas comprou as terras e criou um parque onde qualquer um pode procurar diamantes pagando apenas o valor da entrada.
O último grande diamante descoberto no parque, em 6 de março de 2014, foi uma pedra de 2,89 quilates (foto) descoberta por um visitante após uma “pesquisa” de apenas 20 minutos.
Somente neste ano já foram descobertos 51 diamantes por turistas que “brincam” de mineradores em busca de diamantes. Todos os diamantes encontrados são de propriedade de quem encontrou. O Parque tem outras atrações como pesca, caminhadas, vida selvagem, camping e, naturalmente, o seu ponto alto a mineração de diamantes.

O efeito Putim: ouro atinge o maior pico em seis meses

O efeito Putim: ouro atinge o maior pico em seis meses 
As preocupações sobre um possível conflito na Ucrânia fez o ouro reagir e ultrapassar, finalmente, a barreira dos US$1.370 por onça troy. Este é o maior preço do metal desde setembro de 2013.
Aos poucos o ouro começa ocupar o papel de uma moeda alternativa, no momento em que a ameaça de um conflito entre Estados Unidos e Rússia paira sobre o mundo. As moedas estão enfraquecendo, neste momento, e o ouro é a única que está forte e em alta.
Apesar da subida do metal bolsas altamente dependentes das mineradoras de ouro como a de Johannesburgo na África do Sul, ainda não reagiram na mesma proporção.

O desastre da Petrobras: empresa vale hoje, somente 51% a mais do que a OGX valia em 2010

O desastre da Petrobras: empresa vale hoje, somente 51% a mais do que a OGX valia em 2010
Você sabia que a OGX, no seu auge, em 15 de outubro de 2010, tinha um valor de mercado de 45,3 bilhões de dólares e que hoje, a Petrobras tem um valor de mercado de apenas 68,7 bilhões de dólares, 51% acima?
Pois esse é um triste fato que assombra a todos os investidores da Petrobras.
Sei que a comparação é irreal e injusta, pois a Petrobras tem o que a OGX dizia ter: petróleo.  Mas, de qualquer forma, por mais injusta que possa ser, ela serve para ilustrar o dramático efeito do encolhimento de 200 bilhões de reais que a Petrobras teve neste mesmo período e, serve também, para ilustrar a irrealidade dos números da bolsa.
Lembre-se, o que você vê na bolsa não é a realidade retratada em números, mas sim, a percepção dos investidores sobre uma determinada empresa dentro de um cenário macroeconômico. Esse número pode estar absolutamente errado se a empresa não estiver adequadamente auditada.
Agora sabemos que a OGX era uma imensa bolha sem nenhum fundamento técnico e, exatamente por isso, ela pulverizou tendo, hoje, um Market cap de zero. O evento OGX mostra a falta de precisão da bolsa em aferir a empresa e seus ativos.
E a Petrobras? Será uma outra OGX a caminho do desaparecimento?
Com certeza não. A empresa pode ser mal gerenciada pelo seu maior acionista o Governo, mas ela tem aquilo que a OGX nunca teve: qualidade e reservas. Alguns podem até colocar em dúvida a certificação das reservas da Petrobras e, também, os números ufanistas e, algumas vezes, irreais falados pelo Governo. Mas não há como negar que a empresa tem uma equipe de qualidade mundial e que isso faz toda a diferença.
Resta, agora, aguardar que os próximos investimentos da Petrobras fru

Descoberto mineral com água dentro de diamante de Juína:

Descoberto mineral com água dentro de diamante de Juína: alguns cientistas, acreditam em grande quantidade de água aprisionada dentro do manto terrestre
Dezenas de milhares de estudos petrográficos feitos em rochas mantélicas sempre mostraram minerais desprovidos de água. As rochas formadas no manto são, geralmente, eclogíticas ou peridotíticas cujos minerais não apresentam as moléculas da água, que são comuns às rochas formadas na crosta terrestre.
O geólogo-geoquímico que fez essa descoberta, Graham Pearson, estava estudando um diamante de baixa qualidade vindo de Juína, no Mato Grosso (foto). Pearson identificou uma forma de olivina, a ringwoodita, com apenas 40 micras de diâmetro, inclusa no diamante. Como essa ringwoodita tem em torno de 1% de água na sua composição ele imediatamente passou a acreditar que o manto terrestre, ao contrário do que se acredita, pode ter grandes quantidades de água.
A hipótese de Pearson é temerária.
Os minerais mantélicos, graças a sua enorme pressão e temperatura, são, até essa descoberta, caracterizados pela total ausência de água na estrutura cristalina.
Outro ponto que falta na equação de Pearson é o fato de que os diamantes de Juína são muito característicos e únicos. Juína produz diamantes de ultra pressão formados a mais de 400km de profundidade enquanto que a maioria dos diamantes do resto do mundo são formados em profundidades de 120-200km. Os diamantes de Juína contém um elevado nível de impurezas inclusas e são essas impurezas que fazem o diamante ficar escuro e cheio de jaça, influenciando nos preços, que são em média, de poucos dólares por quilate.
Nos nossos estudos, na Rio Tinto, na década de 90, descobrimos que os diamantes de Juína poderiam estar brechados e cimentados por diamante, indicando as extremas pressões do ambiente de formação. Outro ponto fundamental, talvez despercebido pelo Pearson, é que a geofísica indica que, nesta região ainda existe um possível remanescente da placa do pacífico que ainda está parcialmente digerida e que se encontra a 400-600km de profundidade, onde esses diamantes  possivelmente foram formados. A hipótese mais aceita é que o carbono foi injetado no manto juntamente com a as rochas da placa o que causou os diamantes de baixa qualidade, altíssima pressão e grande profundidade. Nessas condições encontrar uma inclusão de uma olivina com água não muda nada do conhecimento sobre o manto, já que a olivina poderia ter vindo junto com as rochas da placa de profundidades menores, na crosta terrestre.