domingo, 23 de março de 2014

Tudo liberado. Nova corrida do ouro no Amazonas é inevitável




Tudo liberado. Nova corrida do ouro no Amazonas é inevitável
A liberação para lavra de garimpo de áreas que estavam sob bloqueio da Justiça Federal, em Humaitá e Novo Aripuanã, deve provocar uma nova corrida do ouro no Sul do Amazonas, é o que afirma o superintendente estadual do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Fernando Burgos.
Já existem 11 pedidos para este regime de licenciamento em trâmite no departamento, mas a decisão final da Justiça ainda depende da análise do Ministério Público Federal (MPF).
Os garimpos do Juma, localizado no município de Novo Aripuanã, (a 227 quilômetros ao sul de Manaus) e do Rio Madeira, em Humaitá, (a 590 quilômetros a sudoeste de Manaus) permaneciam sob bloqueio da Polícia Federal (PF) desde 2007, como resultado de uma ação movida pelo MPF.
A história começou a mudar no ano passado, quando foi concedida a primeira licença para lavra de garimpo do Estado à Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia (Cooga), dentro do Programa de Extrativismo Mineral Familiar, em Humaitá, com 689 cooperados.
Irregularidades
O Ministério Público Federal informou, através de sua assessoria de comunicação, que o acordo extrajudicial foi firmado, mas que a oficialização do processo ainda depende da finalização e aprovação de um estudo em andamento que busca verificar a eficiência dos processos realizados atualmente na atividade, onde o MPF supõe haver irregularidades.
O processo foi instaurado depois que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) localizou áreas de garimpo ilegal no Juma que, segundo relatório emitido naquela época, encontravam-se em avançado processo de degradação ambiental, com contaminação de rios por mercúrio e abertura de crateras em regiões de mata virgem.
A história começou a mudar no ano passado, quando foi concedida a primeira licença para lavra de garimpo do Estado à Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia (Cooga), dentro do Programa de Extrativismo Mineral Familiar, em Humaitá, com 689 cooperados.
"No final de 2010 houve uma negociação entre os diversos órgãos de licenciamento, fiscalização e governo, onde foi feito um acordo extrajudicial para liberar estas áreas. Regularizamos a região do Madeira e estamos para regularizar a do Juma. Depois de oficializada a decisão, faremos um estudo para apontar quais serão as novas áreas de bloqueio e definir que áreas poderão ser disponibilizadas para exploração”, afirma Fernando Burgos.
Dez mil
A recente exploração do ouro no Sul do Estado atraiu oito mil pessoas no auge do chamado garimpo Eldorado do Juma, em 2006, logo após ter sido descoberto, tomando uma área de cerca de 10 mil hectares. Situado em Novo Aripuanã, próximo da fronteira com Apuí, nas margens do Rio Juma, a propriedade da área foi reivindicada e resultou em mando de reintegração de posse em favor de Flávio Moreira.
Na busca de ouro, os garimpeiros abriram crateras na floresta ainda intocada, a maior delas com aproximadamente 50 metros de largura. Com picaretas escavaram encostas e fizeram nelas galerias e trincheiras. Nas galerias abriram buracos de oito metros de profundidade, semelhante à corrida do ouro do garimpo de Serra Pelada, no Pará, no começo dos anos 80.

Klondike a épica corrida do ouro americana vai às telas



O Discovery Channel colocará no ar, a partir de 25 de março, a minissérie Klondike. Será uma ótima oportunidade de ver sobre uma das mais eletrizantes corridas do ouro do mundo, quando o norte do Canadá foi invadido por milhares de mineradores e garimpeiros do mundo todo. A história é baseada em fatos reais e no livro Gold Diggers: Striking It Rich in the Klondike, de Charlotte Gray.

Primeira planta geotérmica japonesa, em 15 anos, deve ser inaugurada em semanas

Primeira planta geotérmica japonesa, em 15 anos, deve ser inaugurada em semanas
Após o desastre de Fukushima o Japão embarcou em uma cruzada energética e fechou 54 usinas nucleares.
Consequentemente todas as possíveis soluções energéticas estão sendo consideradas, em busca de substitutos mais baratos e seguros. É assim que a Chuo Electric Power Co estará colocando em operação uma planta geotérmica na ilha de Kyushu onde existe uma forte atividade hidrotermal causada por atividades vulcânicas próximas a superfície.
Esta será a primeira de cinco novas plantas que a Chuo Electric vai construir no Japão um país situado sobre grande atividade vulcânica. É esse vulcanismo, fonte de desastres, que agora, poderá ser a fonte de uma energia limpa e barata. No total existem várias dúzias de locais sendo considerados por diversas empresas. O potencial geotérmico japonês está estimado em 23 milhões de quilowatts o que coloca o Japão na terceira posição mundial atrás dos Estados Unidos e da Indonésia.

Foto: planta geotérmica  Matsukawa- por Si-Take

GIS: trabalhar em região remota sem cobertura de internet? Em pouco tempo isso será coisa do passado

GIS: trabalhar em região remota sem cobertura de internet? Em pouco tempo isso será coisa do passado
O futuro chega com uma velocidade avassaladora.
Hoje já temos os nanosatélites da Planet Labs, de apenas 5 quilos, que já estão fotografando a superfície do planeta. Estes, em breve, serão centenas, cobrindo quase online, qualquer parte do planeta com imagens de alta resolução.
A última notícia, que também vai revolucionar o GIS e a comunicação global se refere à aquisição, por parte do Facebook, da Titan Aerospace por 60 milhões de dólares.
A princípio ninguém daria uma segunda olhada nesse negócio, pois 60 milhões, é realmente escala micro no mundo das grande corporações.
No entanto, por trás desta compra se esconde um plano estratégico que vai mudar totalmente as comunicações do planeta, mais uma vez...
A Titan Aerospace fabrica um drone muito especial, movido a energia solar que pode ficar pairando no ar por 5 anos sem a necessidade de manutenção ou de pousar na terra (foto).
O Facebook pretende, com esse drone, cobrir grandes regiões do planeta onde o acesso à internet é ainda difícil ou inexistente. Regiões como o Continente Africano são prioritárias: será uma verdadeira revolução nas comunicações.
Na primeira fase serão construídos 11.000 drones do tipo Solara 60, que irão levar a internet de alta velocidade, grátis, aos recantos mais distantes do planeta.
Além de comunicação esses drones poderão contribuir nas áreas de meteorologia, mapeamentos fotográficos, levantamentos geológicos em geral, GIS, monitoramentos de desastres e, naturalmente, espionagem coisa que os americanos estão cada vez mais especializados...

Mistérios da Geologia: enquanto o gelo do Oceano Ártico diminui, o gelo da Antártica cresce

Mistérios da Geologia: enquanto o gelo do Oceano Ártico diminui, o gelo da Antártica cresce
Um novo estudo feito pela NASA mostra um fenômeno muito interessante.
Em 2012, quando o gelo do Oceano Ártico cobria a menor área desde que os satélites foram lançados, no outro lado do planeta, na Antártica, a cobertura de gelo aumentava atingindo a maior área já medida neste mesmo período.
A partir desta constatação foi feito um novo estudo que confirma que na Antártica o gelo vem aumentando todos os anos. Entre 1978 e 2010 a área de gelo aumentou, a cada ano 16.896 km2.
Antes de 1978 o aumento da área do gelo era menor, em torno de 11.000km2. Ou seja, a cobertura de gelo da Antártica, que é muito mais espessa do que a do Ártico, está crescendo a cada dois anos e meio uma área maior do que a do Estado do Rio de Janeiro.
A constatação foi feita e os cientistas já começaram os debates. Como sempre as duas vertentes principais são: o aquecimento global está revertendo ou ainda está acelerado. Interessante como os mesmos dados podem levar a conclusões tão desencontradas...
O fato é inegável e com certeza, não implica em um aumento do aquecimento global. Fica patente, no entanto, quão pouco conhecemos do nosso pequeno planeta...